2015 – O ano desportivo em revista

2015 – O ano desportivo em revista

Fazendo uma retrospectiva do ano desportivo, 2015 foi um ano de altos e baixos, bem diferente do que tinha desejado no final de 2014. Sendo um optimista por natureza, tinha desejado um ano de 2015 cheio de conquistas épicas, à minha dimensão é claro, mas quis o destino que andasse o ano com as voltas trocadas.

Eram três os objectivos a realizar em 2015:

– O Madeira Island Ultra Trail – 115Km 6900m D+

– O Mitic Andorra Ultra Trail – 112Km 9700m D+

– O Ultra Trail Côte d’Azur Mercantour – 140Km 10000m D+.

Concretizei dois dos objectivos a que me propus, não da maneira tranquila que desejava no início do ano mas, fruto das circunstâncias, sempre em condições de forma física mínimas. O positivo é que foi um ano de grande aprendizagem, não só de conhecimento prático do Ultra Trail em si, mas também de um grande auto conhecimento, que de certeza vai tornar 2016 um ano bem mais tranquilo nos desafios em que irei participar.

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A Hora do Esquilo, é um dos treinos em que mais gosto de participar, mas em 2015 foi para esquecer. Em Fevereiro num dos treinos mais tranquilos do ano, fiz por lá uma lesão no tornozelo que condicionou toda a preparação para o MIUT e, em boa verdade, acabou por condicionar todo o ano desportivo. Consegui terminar o MIUT, mas este foi feito com um nível de concentração altíssimo, sempre com muito cuidado a ver onde punha os pés, sobretudo nas descidas, que passaram de meu ponto forte em 2014 para ponto fraco em 2015. É uma prova a repetir, não já em 2016, de uma beleza impar e com um percurso fantástico. Adorei.

Feito o MIUT, tentei preparar o melhor que pude o MITIC. Estava em condições um pouco melhores para o MITIC do que quando iniciei o MIUT, mas torci o tornozelo ao quilómetro 28, e faltando ainda 84 Km com pouco menos de 7000m de desnível positivo para fazer, decidi tomar a decisão de abandonar e não por em risco a minha integridade física. Abandonar um objectivo é uma decisão muito difícil de se tomar, mas tento ser o mais consciente possível e tomar as decisões que penso serem as mais correctas. Foi um momento duro, mas que me permitiu subir alguns níveis na minha cognição.

Daqui ao Mercantour foi um pulinho. Foi a prova mais dura em que participei. No total foram 155Km com 10000m D+, num percurso fantástico e muito bonito pelos cumes dos Alpes Marítimos, mas impróprio para tornozelos mais frágeis. Foi igualmente uma prova de grande aprendizagem e de superação, onde chegar ao fim foi uma alegria imensa.

Depois vieram os disparates. Tentei fazer os 112Km do UTAX para compensar o tornozelo torcido em Andorra, mas depois do Mercantour não treinei nem recuperei em condições, pelo que apesar de sentir que com mais ou menos dificuldade poderia chegar ao fim, decidi abandonar ao quilómetro 50.

Depois de umas semanas de recuperação, regresso aos treinos e à Hora do Esquilo, mas continuo com algum “mau-olhado” nestes treinos, e acabei por dar lá o meu primeiro trambolhão em 4 anos de corridas, que me condicionou de novo o físico para os treinos de corrida.

Acabei por completar o ano de treinos em bicicleta, onde acabei por embarcar em mais uma aventura e completar os 200 Km de Tróia a Sagres em bicicleta de BTT, uma “missão” preparada em pouco mais de três semanas e que me deu muito gosto em concretizar.

Em resumo, em 2015 corri quase menos 800 quilómetros que em 2014, sem nunca conseguir atingir uma forma física consistente como cheguei a atingir em 2014. Por outro lado adicionei cerca de 700 Km em bicicleta o que acabou por compensar um pouco.

Principais lições do ano: definir objectivos é muito importante, treinar convenientemente para os objectivos definidos é fundamental, e descansar e recuperar entre desafios é indispensável.

20150531 Trail Lousa 6

Grato por me ter cruzado com pessoas fantásticas em todos estes desafios, e pelas horas de treinos passadas em Monsanto, em Sintra, na Serra da Estrela, nos Alpes, nos Pirenéus, com novos e antigos amigos. Grato pelo apoio prestado pelo IMT Instituto de Medicina Tradicional e pelo Kalorias Club de Linda-a-Velha que tornaram este ano difícil bem mais fácil de transpor.

Venha agora 2016, com novos desafios e novas superações.

Um bom ano para todos vós!

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Se ainda não votaram no RunUltra Blogger Awards 2016 cliquem aqui e escolham o blog da vossa preferência, de preferência este Se for esse o caso, escolham o meu nome, sigam as instruções no final da página da votação e já está.

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Agradeço desde já a vossa participação.;)

Published byNuno Gião

Chamo-me Nuno Gião e sou um atleta de pelotão que gosta de correr longas distâncias. Se há uns anos atrás me tivessem dito que ia correr uma meia maratona eu chamaria louca a essa pessoa. Imaginem se me dissessem que em 2014 iria correr uma prova 100 Km… Actualmente corro Ultra Trails, participo em desafios de endurance na natureza e é sempre uma enorme satisfação que cruzo as mais fantásticas paisagens. Tento superar os diversos desafios a que me proponho. A vida é demasiado curta e bonita para ser desperdiçada sentado num sofá.

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