A caminho de Santiago IV

Recompostos da etapa matinal, recomeçámos o nosso Caminho com o objectivo de Caldas de Reis.

Esta é a etapa de que tenho menos memórias e pressuponho por isso que talvez tenha sido a menos interessante.

Nesta etapa o Caminho faz-se quase sempre por estradas secundárias e por raras vezes por alguns troços mais rurais.

Lembro-me de cruzarmos uma mata, durante alguns quilómetros, que nos protegeu do sol da tarde, e de passarmos por algumas igrejas, invariavelmente fechadas, e que não podemos visitar. De entre estas a Igreja de Santa Maria de Alba que data de 1595.

Chegámos a Caldas de Reis já a noite ia cerrada, mas ainda passámos pela fonte de água termal, característica desta localidade, e pela zona mais central, enquanto procurávamos alojamento.

A imponente Igreja de Santo Tomás Becket (de 1890), encontrava-se fechada, estado que manteve na manhã do dia seguinte.

Tomámos um duche e fomos repor as calorias gastas com uma pizza e uma caña que nos soube pela vida.

Esta jornada teve 40 Km e nos dois dias já seguíamos com 84 Km nas pernas, o que para uma estreante é obra. No entanto chegámos menos cansados que no da anterior e era tempo de descansar para tentar chegar a Compostela no dia seguinte.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
05:44:38 05:01:03 25.27 5.04 12.60 225.40
hours hours km km/h km/h meters

Será que conseguimos?…

(Continua)

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Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Boa sorte no UTMB 2017

Hoje é dia de dar os parabéns a uma dezena de amigos que tiveram a fortuna de ser sorteados para participar na edição de 2017 do Ultra Trail Mont Blanc.

Mas sensações que se têm quando se é sorteado e se vai participar pela primeira vez são, penso eu, uma mistura de alegria e de temor.

Alegria porque se vai participar numa das provas mais famosas do mundo, temor por que sabemos que ainda só estamos a meio caminho e que ainda vai ser preciso treinar duro nos 8 meses que faltam até à partida.

Participar no UTMB para um mortal como eu, é sobretudo um grande privilégio, pelo que há que ir com dias para desfrutar o evento, toda a semana em que o evento decorre se possível.

Participar no UTMB é como se um “coxo” que só sabe dar dois toques na bola, tivesse a oportunidade de treinar toda uma semana com o Real Madrid e ser titular no Domingo seguinte ao lado do Cristiano Ronaldo e companhia. É poder partilhar eventos com os melhores atletas de trail running do mundo, +e poder correr, ou pelo menos partir, ao lado deles, é desfrutar de uma mega organização, super profissional, onde efectivamente nos parece que tudo está no sítio e a funcionar.

Participar no UTMB é mesmo esse privilégio, de desfrutar o ambiente do evento, de sentir a energia da partida, de usufruir da entreajuda ao longo do percurso.

O Monte Branco é fantástico, subir aqueles picos é enorme, as paisagens são fabulosas, a organização do UTMB é fabulosa.

Vão, divirtam-se e regressem com muitas histórias para contar.

Nota: Os ainda mais “malucos” que vão participar na maior prova do Ultra Trail Mont Blanc, a PTL 290Km pelas montanhas em auto-suficiência, a minha insana solidariedade. O Sr. Ribeiro, o Sr. Manel, o Sr. Julião, o Sr. Bruno, o Sr. Diogo, o Sr. Gonçalo, entre outros, têm o meu respeito e estão mesmo no topo da loucura! Força e vou acompanhar a vossa aventura à distância mas com muita atenção. O Sr. Ribeiro vai ter histórias para partilhar nos próximos 5 anos…

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A caminho de Santiago III

O segundo dia parecia-me que seria o mais crítico. Depois da sova dos 44Km do primeiro dia de caminho, a primeira etapa começava com 15Km até Pontevedra.

O despertar foi suave. A ideia era sair às 7h mas acabamos saindo já bem depois das 9h00. Aproveitámos para recarregar a energia das pernas e tomar um pequeno-almoço reforçado antes da saída do hotel e assim iniciar a primeira etapa do dia igualmente com o estômago revigorado.

O sol despontava com vergonha pelo que a manhã estava um pouco fria, mas a paisagem da Ria de Vigo com o sol a despontar atrás da serra aquecia a alma enquanto caminhávamos.

Seguimos até Ponte Sampaio, local onde cruzámos o Rio Verdugo sobre uma monumental ponte de pedra. Este troço do percurso foi muito giro, cruzando a vida serpenteando por um caminho quase sempre a subir, entrando depois num trilho ladeado de árvores com folhas de todas as cores. O calor apertava e tive de fazer uma paragem técnica para trocar o casaco por uma tshirt mais leve. Os relatos que recebíamos de Lisboa indicavam um temporal cá pelo burgo, e nós no norte de Espanha tínhamos um sol esplendoroso.

Este misto de trilho e caminhos rurais levou-nos até Lusquiños, localidade já a poucos quilómetros de Pontevedra.

Ao longo desta etapa cruzámos alguns lugarejos com igrejas e capelas, para variar todas fechadas, excepção feita à Capela de Santa Marta em Santa Comba de Bértola, pequena capela datada de 1617.

Chegámos a Pontevedra por volta das 14h00, preparados para repor energias de preferência com um belo almoço.

Pontevedra é a capital do Caminho Português de Santiago em Espanha, e a mais pequena das cinco cidades galegas com cerca de 80000 habitantes.

Cruzámos o centro da cidade, visitámos a capela da Virgem Peregrina de Pontevedra erguido em 1778, e procurámos um local para almoçar. Cruzámos dezenas de restaurantes no centro histórico de Pontevedra mas nenhum nos inspirou a entrar para o almoço.

Já atravessávamos a Ponte do Burgo sobre o Rio Lérez, quando constatámos que dali para a frente seria mais difícil almoçar e que não tínhamos visitado a Basílica de Santa Maria, uma das mais bonitas igrejas de todo o Caminho, pelo que demos meia volta e fizemos esse pequeno desvio.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:29:31 02:54:28 14.47 4.98 12.24 243.00
hours hours km km/h km/h meters

Passámos uns largos minutos sentados a descansar no fresquinho que se sentia no interior da basílica, enquanto contemplávamos toda a arte e arquitectura.

Aproveitámos para carimbar a credencial de peregrino, quando a Marisa repara na porta atrás da senhora que nos carimbou a credencial com a placa: TORRE, MUSEU, VISTA PANORÂMICA. Instintivamente disse-me: vamos ver. Espantado, paguei os dois euros para a entrada e a senhora gentilmente abre a porta para passarmos, ao que a Marisa constata que tínhamos de subir escadas! Distraída e cansada dos 60 Km que já tínhamos nas pernas, nem pensou que “torre” implicaria subir escadas. Mas lá fomos 3 ou 4 andares em escada de caracol até chegar ao topo da torre e assim observar a bonita vista panorâmica ao redor de Pontevedra.

Como há que descobrir algo positivo em tudo o que fazemos, a subida à torre foi providencial; permitiu-nos vislumbrar um spot numa esplanada virada para o sol onde decidimos almoçar e que simplesmente, depois de lá estarmos é claro, constatámos que foi excelente. O restaurante Padal, com um menu de degustação muito simpático, de muita qualidade e preço reduzido, foi a melhor refeição de todo o Caminho, e retemperou-nos o estado de espírito para a etapa da tarde. Se passarem por Pontevedra não hesitem em ir lá petiscar, fica mesmo atrás da basílica.

(continua)

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A caminho de Santiago II

O sol estava quentinho na esplanada onde parámos para o almoço em O Porriño, talvez a nossa pior refeição ao longo desta aventura, o que retemperou o ânimo para a etapa da tarde.

Seguíamos sabendo onde gostaríamos de chegar, mas sem sermos rigorosos no objectivo de chegar a determinado lugar. Seriam as pernas e a vontade a ditar o locar onde pernoitaríamos.

Já passavam das 15h30 quando partimos tranquilamente rumo a Redondela.

No meu pé esquerdo reinava já uma bonita bolha, fruto de mais uma idiotice minha ao utilizar uns ténis que sabia terem uma palmilha danificada, o que motivou uma ida ao supermercado para comprar uns pensos e álcool para tentar remediar a situação.

O percurso até Redondela foi animado com a observação de alguns cruzeiros e a Igreja de Santa Eulália.

Ao longo de todo o caminho até Santiago encontrámos muitas igrejas e capelas que gostaríamos de ter visitado mas, curiosamente, encontravam-se sempre fechadas, fosse a que hora do dia fosse.

O por do sol tinha ficado para trás enquanto percorremos uma longa estrada que ligou O Muro a Redondela, e chegámos aqui já de noite.

O cansaço já se fazia sentir nas pernas e tínhamos agora duas opções, ficar em Redondela ou seguir mais 4Km até Soutoxuste onde sabíamos existir um hotel muito tranquilo com vista para o mar, bonita para o despertar e inspirar as etapas do dia seguinte.

Parecia pouco, a Marisa que tem menos experiência nestas maratonas sentia-se bem, mas quando se vai com quase 40Km nas pernas mais 4 Km podem fazer toda a diferença. Ponderámos os pros e contras e decidimos seguir até Soutoxuste. Iriamos fazer mais 4Km que a etapa oficial, mas no dia seguinte já estariam feitos pelo que nada se perdia tudo se adaptava.

Um pouco como previ estes 4 Km foram longos, muito longos. A Marisa quebrou e acabámos demorando mais de uma hora para chegar ao nosso destino. Lá chegados estávamos como se tivéssemos terminado de correr uma maratona a bom ritmo. Não foi isso mas tínhamos caminhado cerca de 44Km e quando parámos parece que todo o cansaço do dia se acumulou naqueles 30 minutos seguintes.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:52:48 04:21:34 22.08 5.07 12.24 364.00
hours hours km km/h km/h meters

Uma canja e um polvo à galega (muito fresquinho), acalmaram o estomago e permitiram que o colchão macio da cama fosse ainda mais bem apreciado (como se tal fosse necessário…).

O cansaço tornou a nossa noite muito calma e tranquila, era tempo de recuperar e não desanimar para o dia seguinte. O objectivo era sair às 7h00 mas mais uma vez esse objectivo não seria cumprido.

Terminámos o primeiro dia do Caminho com 44Km nas pernas.

(Continua)

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A caminho de Santiago I

O objectivo era sair às 7h00, mas estava quentinho na cama e entre acordar e tomar um pequeno-almoço reforçado para ganhar energia para a etapa que nos esperava, acabámos por sair de Valença pouco depois das 8h00.

Cruzámos o interior da imponente fortaleza de Valença, e cruzámos a fronteira a meio da ponte internacional oitocentista, cruzando o Rio Minho e com Tui a esperar-nos na outra margem.

Já em Tui, passamos pela Pousada San Telmo e deparamos com um marco do Caminho de Santiago que marcava 115,454 Km para Santiago. Seguimos em direcção à Catedral de Santa Maria para carimbar a nossa credencial de peregrino.

Seguimos bem-dispostos. Levava uma mochila com cerca de 8Kg às costas à qual ainda me estava a habituar. Nos primeiros quilómetros mal dava por ela, mas com o passar do tempo era necessário ajustar aqui e ali de modo a manter o conforto nas costas.

Seguimos o Caminho utilizando o percurso alternativo à passagem pelo Polígono Industrial d’O Porriño. Seguimos até O Porriño percorrendo os sendeiros e estradas florestais da variante das Gándaras, e depois pelo trilho que serpenteia ao longo do Rio Louro. A entrada parar esta variante é algo confusa, pois existe muita sinalização contraditória, e muitas indicações para a variante pintadas com tinta negra. Felizmente a lição estava bem estudada, e após caminharmos umas dezenas de metros na direcção do Polígono Industrial, voltámos para trás e encontrámos o caminho variante. O trilho desta variante é muito bonito, sendo um percurso densamente arborizado, com diversas pontes de pedra que cruzam as margens do rio.

Chegámos tranquilamente à Capela do Santo Cristo da Agonia em O Porriño, pouco antes das 14h00. De alma cheia mas com o estomago vazio, foi necessário efectuar uma pausa técnica para almoçar e descansar um pouco.

Tínhamos agora 21,4Km nas pernas e faltava percorrer a etapa vespertina.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:25:32 04:03:32 21.48 5.29 15.84 281.00
hours hours km km/h km/h meters

Esta primeira etapa é uma das mais interessantes do percurso. A Fortaleza em Valença, Tui, o trilho ao longo do rio, a chegada ao centro de O Porriño, são bonitos de ver e percorrer.

Talvez por ser Dezembro apenas nos cruzámos com um outro peregrino ao longo do percurso e esta seria uma regra que se iria manter até ao final da nossa aventura.

(Continua)

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A caminho de Santiago

2016 foi ano de cumprir um desígnio que há muito andava para ser cumprido: percorrer o Caminho Português de Santiago.

Aproveitei o feriado de 1 de Dezembro agora reposto, acrescentei um dia de férias, e fiquei com 4 dias para ir de Lisboa a Valença do Minho de transportes, percorrer os 120 quilómetros de Valença do Minho a Santiago de Compostela a pé, e regressar de Santiago a Lisboa.

Se eu não teria grandes problemas em fazer esta distância a correr, já a Marisa, que me partilhou comigo esta aventura, não está habituada a correr estas distâncias. Assim o plano era fazer este percurso a pé em 3 etapas, o que dava a bonita média de 40 quilómetros por dia.

O percurso está oficialmente dividido em 6 etapas e tínhamos a consciência de que fazer duas etapas por dia seria mais difícil, mas o plano estava traçado e iríamos dar o nosso melhor no tempo que tínhamos disponível.

As nossas premissas eram as mais simples possíveis: ir o mais longe possível dentro da distância que tínhamos previsto para cada dia, acordar cedo para começar a andar com o nascer do sol, e parar para descansar assim que começasse a anoitecer.

Com isto em mente, chegámos a Valença já noite dentro no último dia de Novembro, depois de uma relaxante viagem de comboio primeiro até ao Porto, depois até Valença.

Tínhamos agora algumas horas para descansar e partir à aventura na manhã seguinte.

(Continua)

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2017 e aqui vamos nós!

Votos de um excelente 2017 para todos!

Muitos quilómetros nas pernas, sem lesões e sempre animamos por esses trilhos ou estradas fora.

Para mim 2017 será o ano de um novo recomeço.

Depois de quatro meses mais preguiçoso pós UTMB, eis que estou de volta aos treinos regulares. Este não será o ano das maiores aventuras desportivas, prevejo um ano calmo a esse nível, mas será um ano de muita felicidade também a correr os trilhos do nosso Portugal.

Entretanto e para começar bem o ano, o Off The Beaten Track foi de novo escolhido pelo site Run Ultra, como um dos nomeados para o Blogger Awards 2017, evento que vai promover a escolha do melhor blogue sobre Ultra Running.

Mais uma vez todos os nomeados são concorrentes de peso, mas conto com a vossa ajuda para votar e tentar levar o Off The Beaten Track o mais longe possível. O Ano passado ficámos no TOP 5, vamos tentar fazer melhor este ano.

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Regresso à Estrada

A última prova de estrada que fiz tinha sido há pouco mais de dois anos, na Maratona do Porto. Desde então as provas oficiais em que participei foram exclusivamente de trilhos.

Ontem porém, regressei às provas de estrada e mais uma vez por um bom motivo, apadrinhar o meu primo Mário na sua estreia nos 21Km.

O objectivo dele era terminar em menos de 2 horas de prova, e eu mesmo sem grande treino nos últimos dois meses aceitei o desafio de ir puxar por ele na Meia Maratona de Évora.

Évora é uma cidade de que gosto muito e foi bom rever esta cidade bonita e cheia de história. Esta corrida serviu também para rever alguns amigos que já não via há algum tempo, precisamente por me ter dedicado às corridas na montanha.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
01:55:59 01:55:22 21.37 11.11 19.44 136.60
hours hours km km/h km/h meters

A prova em si foi tranquila, começou na Praça do Giraldo e serpenteou algumas mias estreitas do centro histórico de Évora, até chegarmos ao Templo de Diana. Apesar de mais estreitas, conseguimos circular sem atropelos ou acidentes ou que já não foi mau. Nem o piso de empedrado ou paralelo que eu detesto desta vez me incomodou.

Depois foi circular na zonas circundantes à cidade, para regressar de novo à Praça do Giraldo onde chegámos com pouco mais de 1h55 de corrida.

A prova em si foi tranquila. Foi um luxo para o Mário ter duas lebres a puxar por ele, eu e o Ivo. Começámos, talvez, um pouco rápido de mais para o Mário, e ele veio a ressentir-se a partir do Km 18, onde começou com cãibras e teve de abrandar forçosamente. Foi pena, porque a parte final da corrida era propícia a acelerar mais um pouco e poderíamos ter tirado uns minutos ao tempo final, mas para uma estreia não foi mau de todo, e tomara eu ter feito menos de 2 horas quando me estreei na Meia Maratona.

img-20161127-wa0017

Foi bom para mudar um pouco o registo das provas de montanha, e até ao final do ano ainda irei participar em mais uma ou duas provas de estrada para desanuviar. Uma será a primeira edição da São Silvestre de Almada, outra ainda se verá.

Agora venha o Caminho de Santiago, onde espero encontrar a inspiração para preparar um 2017 em grande.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

O Caminho

Nem tudo na vida é para ser feito a correr.

Em breve darei início a um desejo antigo e que tinha sido adiado várias vezes, o de percorrer o Caminho de Santiago.

O Caminho escolhido foi o Caminho Central Português, onde cerca de 130 quilómetros me irão levar de Valença do Minho a Santiago de Compostela.

O caminho faz-se caminhando e é assim que espero chegar a Santiago, em paz e tranquilo, e cheio de experiências boas para partilhar.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!