2017 já era, venha daí 2018

Desde que comecei a correr em 2011, que não tinha um ano desportivo tão mau.

2017 tem sido um ano inolvidável ao nível pessoal mas, ao nível desportivo e de condição física, o nível não tem sido mais do que miserável.

Consegui correr duas provas de estrada, a saber, os 10 Km da Corrida do Benfica e os 8 Km da Corrida BeActive, corridas em trilhos zero e corridas de ultra distância também zero.

O mais perto que me consegui encontrar do número 100 foi na balança, o que é sempre indesejável.

Foram vários os recomeços ao longo do ano, mas por um motivo ou por outro nunca consegui manter a consistência de treino nem atingir uma forma minimamente aceitável.

O que fazer então até final do ano? Aproveitar para treinar o possível e ganhar balanço para entrar mais forte em 2018, ficar mais longe do 100 da balança e também fugir da forma redonda.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Revogar o irrevogável

O meu amigo e atleta João Colaço tinha decidido abandonar as ultras depois de participar na Euforia, corrida de montanha em Andorra, com 233Km e mais de 20000 metros de desnível positivo.

Mas como ele próprio diz “Por vezes, as maiores certezas desaparecem num ápice. Para o mal ou para o bem? No mínimo, para a frente! Siga!”.

E a propósito disto escreveu o interessante texto que aqui partilho ou que podem ler directamente clicando aqui.

Que continues a inspirar muitos atletas com os teus feito João.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Regresso aos 21Km

Há mais de seis meses que não corria 21Km.

Finalmente com o tornozelo a não dar chatices e depois de umas semanas a suar as queijadas de figo acumuladas nas férias, este fim-de-semana lá me juntei (a medo) a um grupo de Salamandrecos que ia correr 20 a 25 Km pela Serra de Sintra.

O anúncio que o Adro colocou sobre o treino era claro, treino duro, duração de 3 horas, 20 a 25Km. Isto queria dizer que para além da distância, o desnível iria ser “bruto” e as perninhas iam doer a subir e a descer.

Nas últimas semanas os treinos foram quase sempre à volta de 10Km, mas na 4ª por Belas fui até aos 16 Km e senti-me bem. Os primeiros quilómetros custam sempre um pouco, mas a partir dos 10 Km a máquina parece que fica mais oleada.

E no Sábado também foi assim. Apesar de ir preparado para fazer um desvio rumo ao fim do treino a qualquer momento, consegui ir acompanhando as lebres ao longo de todo o treino, ainda com algum esforço é claro, mas ainda há alguns quilos extra para mandar embora.

As sensações foram boas e isso é o mais importante. Agora é ir treinando e a forma vai regressar aos poucos.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Vamos apoiar a Selecção Nacional

Amanhã, dia 10 de Junho, é dia de Portugal e dia da Seleção Nacional de Trail que compete Campeonato do Mundo de Trail 2017 na Tuscânia em Itália.

Depois da brilhante participação no Campeonato do Mundo de 2016 que decorreu no Gerês, é com alguma expectativa (apesar da ausência do Tiago Aires), que irei acompanhar a nossa equipa neste campeonato.

A titulo individual aposto no brilharete do Hélio e da Inês, que se estiverem em forma, irão ser capazes de nos surpreender a todos pela positiva.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Só falta a água!

O troço do passeio marítimo Cruz Quebrada – Baía dos Golfinhos, que abriu no final do ano passado, foi uma obra polémica mas está de facto uma zona muito agradável para correr, andar de bicicleta ou simplesmente passear.

Este passeio marítimo que começa no túnel da Cruz Quebrada e vai até ao Forte de São Bruno/Baía dos Golfinhos (ou vice-versa) tem cerca de 2 quilómetros de extensão e uma largura ao longo de todo o percurso de uns bons 7 a 8 metros, permitindo a circulação de todas os transeuntes nas mais diversas actividades sem qualquer tipo de atropelo.

Faltam talvez um ou dois pontos de água, que tornariam este troço de verdadeira qualidade 5 estrelas.

Hoje o Kalorias Running foi até à Baía dos Golfinhos num ritmo tranquilo, como é apanágio do treino às segunda feiras, e tive de fazer algumas paragens para cumprimentar uma série de amigos dos treinos de estrada que já não via há algum tempo, o João “Canhão” Afonso, que estava a afinar as pernas para a maratona de Boston e o Mário que andava a passear o ser rebento.

Estes finais de tarde primaverais são excelentes para correr, e a luz do pôr do sol é fantástica na nossa Lisboa.

Na próxima 2ªfeira há novo treino por aqui. Apareçam 🙂

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Nota: Já existe, (não sei se já existia antes, mas a existir nunca tinha dado por ele), um bebedouro junto à Baía dos Golfinhos 🙂

12ª Corrida do Benfica

Uma manhã tranquila pelos lados de Carnide, na 12ª Corrida do Benfica.

Muitas caras conhecidas e com alguns amigos, ilustres sportinguistas, infiltrados no pelotão maioritariamente benfiquista, a demonstrar que o desporto é e deve ser uma competição saudável.

Com o termómetro a marcar 23 ou mais graus, o calor seria a maior dificuldade.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
00:54:18 00:54:15 10.28 11.37 33.48 87.00
hours hours km km/h km/h meters

O percurso é um pouco diferente daquele que percorri há cinco anos atrás, começando agora junto do Hospital da Luz, com algumas zonas de ligeiro desnível quer a subir quer a descer.

A minha corrida foi prudente para não prejudicar a recuperação do tornozelo, e terminei com pouco mais de 54 minutos de prova.

Agora é continuar a treinar e a recuperar rumo à boa forma.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Regresso aos 10Km

Nem de propósito, este artigo do sítio Corredores Anónimos sobre a perda de rendimento desportivo quando se falham treinos, veio parar à minha timeline.

Segundo o artigo, quando se falham 7 semanas de treino, a percentagem de perda de condição física vaia entre 90 a 100%, ou seja voltamos à estaca zero, quase como se nunca tivéssemos corrido na vida.

E é precisamente assim que me sinto, na estaca 0. Não foram 7 semanas mas antes 5 meses, com uma redução de carga de 100Km semanais para pouco mais de 10Km, e há dois meses atrás quando tinha retomado os treinos, aconteceu de novo uma entorse no tornozelo e lá foram os poucos treinos já efectuados por água abaixo.

Agora estou a retomar de novo, com a preciosa ajuda dos osteopatas do IMT que me colocaram literalmente os ossos todos no seu lugar, faltando ainda estabilizar a parte do ligamento, tradicionalmente mais morosa na recuperação.

Portanto tem sido um recomeço doloroso, com muito sacrifício, excesso de peso para queimar, sem muita carga quer nos quilómetros quer no ritmo de treino. Para já é o possível.

É neste cenário que amanhã vou participar na 12ª Corrida do Benfica, 10 Km que espero sejam divertidos, mas que antevejo penosos no que em termos de ritmo e resultado final diz respeito, ainda para mais considerando que a corrida começa às 11h15 e o calor vai fazer mossa.

Em 2012 esta foi a terceira corrida de 10 Km em que participei, podem reler esta memória clicando aqui e, amanhã, cinco anos e alguns milhares de quilómetros nas pernas depois, lá vou até Carnide, um lugar onde costumo ser feliz bastantes vezes.

Vamos juntos, nas calmas, e amanhã veremos o resultado.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

A caminho de Santiago IV

Recompostos da etapa matinal, recomeçámos o nosso Caminho com o objectivo de Caldas de Reis.

Esta é a etapa de que tenho menos memórias e pressuponho por isso que talvez tenha sido a menos interessante.

Nesta etapa o Caminho faz-se quase sempre por estradas secundárias e por raras vezes por alguns troços mais rurais.

Lembro-me de cruzarmos uma mata, durante alguns quilómetros, que nos protegeu do sol da tarde, e de passarmos por algumas igrejas, invariavelmente fechadas, e que não podemos visitar. De entre estas a Igreja de Santa Maria de Alba que data de 1595.

Chegámos a Caldas de Reis já a noite ia cerrada, mas ainda passámos pela fonte de água termal, característica desta localidade, e pela zona mais central, enquanto procurávamos alojamento.

A imponente Igreja de Santo Tomás Becket (de 1890), encontrava-se fechada, estado que manteve na manhã do dia seguinte.

Tomámos um duche e fomos repor as calorias gastas com uma pizza e uma caña que nos soube pela vida.

Esta jornada teve 40 Km e nos dois dias já seguíamos com 84 Km nas pernas, o que para uma estreante é obra. No entanto chegámos menos cansados que no da anterior e era tempo de descansar para tentar chegar a Compostela no dia seguinte.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
05:44:38 05:01:03 25.27 5.04 12.60 225.40
hours hours km km/h km/h meters

Será que conseguimos?…

(Continua)

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Peço a vossa ajuda para votarem neste blogue no RunUltra Blogger Awards 2017.

Cliquem aqui ou na imagem em baixo, escolham o meu nome para votar no Off The Beaten Track, vão até ao final da página e sigam as instruções que lá estão para concluir a votação e já está.

Agradeço desde já a vossa participação.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Boa sorte no UTMB 2017

Hoje é dia de dar os parabéns a uma dezena de amigos que tiveram a fortuna de ser sorteados para participar na edição de 2017 do Ultra Trail Mont Blanc.

Mas sensações que se têm quando se é sorteado e se vai participar pela primeira vez são, penso eu, uma mistura de alegria e de temor.

Alegria porque se vai participar numa das provas mais famosas do mundo, temor por que sabemos que ainda só estamos a meio caminho e que ainda vai ser preciso treinar duro nos 8 meses que faltam até à partida.

Participar no UTMB para um mortal como eu, é sobretudo um grande privilégio, pelo que há que ir com dias para desfrutar o evento, toda a semana em que o evento decorre se possível.

Participar no UTMB é como se um “coxo” que só sabe dar dois toques na bola, tivesse a oportunidade de treinar toda uma semana com o Real Madrid e ser titular no Domingo seguinte ao lado do Cristiano Ronaldo e companhia. É poder partilhar eventos com os melhores atletas de trail running do mundo, +e poder correr, ou pelo menos partir, ao lado deles, é desfrutar de uma mega organização, super profissional, onde efectivamente nos parece que tudo está no sítio e a funcionar.

Participar no UTMB é mesmo esse privilégio, de desfrutar o ambiente do evento, de sentir a energia da partida, de usufruir da entreajuda ao longo do percurso.

O Monte Branco é fantástico, subir aqueles picos é enorme, as paisagens são fabulosas, a organização do UTMB é fabulosa.

Vão, divirtam-se e regressem com muitas histórias para contar.

Nota: Os ainda mais “malucos” que vão participar na maior prova do Ultra Trail Mont Blanc, a PTL 290Km pelas montanhas em auto-suficiência, a minha insana solidariedade. O Sr. Ribeiro, o Sr. Manel, o Sr. Julião, o Sr. Bruno, o Sr. Diogo, o Sr. Gonçalo, entre outros, têm o meu respeito e estão mesmo no topo da loucura! Força e vou acompanhar a vossa aventura à distância mas com muita atenção. O Sr. Ribeiro vai ter histórias para partilhar nos próximos 5 anos…

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