V Meia Maratona na Areia

Mais um fim-de-semana e mais uma prova, desta vez a 5ª edição da Meia Maratona na Areia, organizada pela Associação Desportiva O Mundo da Corrida.

Depois dos 30 Km do último fim-de-semana, este foi o último treino com uma quilometragem relativamente longa inserida na preparação da Maratona do Luxemburgo, a prova que se segue no cardápio. Para além de servir para rodar para o Luxemburgo, serviu igualmente como uma primeira abordagem para a Ultra Maratona Atlântica que há-de chegar em Julho.
A partida da prova de hoje
Continuo a não gostar de provas de manhã cedo, e esta não foi excepção. O início às 9h30 obrigou-me a acordar por volta das 7h00 para preparar a logística, e prevendo-se um dia de calor, antecipar o eventual trânsito que existisse no sentido Lisboa – Costa da Caparica. Apanhei para uma boleia o Luís Moura nas Amoreiras e lá fomos nós rumo à Costa da Caparica para a Meia na Areia onde chegámos pouco depois das 8h00.

A organização esteve impecável, e por volta das 8h30 já tinha o meu dorsal e o do João Vargas, que desta vez fez o favor de aparecer para a representação do ACCVCAVI não ser novamente órfã. Até à hora da partida foi tempo de por a conversa em dia com os múltiplos amigos das corridas que participaram nesta prova e fazer um curto aquecimento.
A Meia Maratona na Areia consiste numa corrida pela praia, com início na Costa da Caparica, ida até cerca de 1 Km depois da praia da Fonte da Telha e regresso à Costa da Caparica. Isto no período da maré vazia, o que ajuda a areia molhada a perecer um tapete e permite rolar com alguma facilidade. Mas como nem tudo são facilidades, no regresso da Fonte da Telha o vento de Norte fez-se sentir bem forte, não permitindo realizar grandes tempos.

Corre corre, que a areia está molhada e fofa!!
 A corrida em si não teve grande história: uma corrida de manhã (o que para mim é sempre difícil), após uma semana de trabalho intensiva, e com treinos durante a semana, não me permitiam ambicionar mais do que rolar calmamente, e foi isso que aconteceu. Na primeira parte de corrida ao sabor do vento fui num ritmo calmo mas mais rápido, no regresso contra o vento o ritmo manteve-se calmo mas mais lento, sempre acima dos 6min/km.
 Para os números, o meu relógio marcou 2h07’46”, o que não sendo um tempo famoso (após 8 Meias Maratonas abaixo das 2h00), nas condições do dia de hoje acabou por não ser mau de todo e considero que foi uma excelente experiência.
O amigo Vargas, com os seus pés de pato novos (leia-se com uns Vibram Five Fingers), terminou em 1h44’33”, o que foi um excelente tempo e correspondeu ao 15º posto do seu escalão e ao 83º da geral. Já eu fiquei pelo 63ºlugar do meu escalão e 300º da geral.

A classificação ACCVCAVI 🙂

No final a organização ofereceu uma lembrança alusiva à prova, houve água e fruta com fartura, e quem quisesse podia ainda degustar uma Super Bock Stout fresquinha o que satisfez dezenas de atletas. Uma nota ainda para os abastecimentos durante a prova, que foram em número e quantidade suficientes para matar a sede de todos os atletas. Já o civismo destes últimos ficou um pouco aquém das expectativas  Se numa prova de estrada poderá ser relativamente fácil apanhar o lixo (sobretudo garrafas de plástico vazias) ao longo do percurso, numa prova com as características de hoje, corrida numa praia de larga amplitude e onde não existe uma trajectória definida que delimite a coluna de atletas, estes deveriam ter mais cuidado e deixar as suas garrafas vazias perto dos pontos de abastecimento para uma fácil recolha e não poluir a praia. Infelizmente constatei que ficaram centenas de garrafas espalhadas pela praia, muitas delas que provavelmente seriam engolidas pelo mar antes que houvesse tempo de alguém as apanhar. Um ponto a rever e a relembrar a todos os atletas antes da prova.


Boas corridas para todos!!!

8ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro

Partida da MM do Douro Vinhateiro
A minha (primeira) experiência de corrida por terras do Douro Vinhateiro, na Meia Maratona com o mesmo nome, nunca poderia ser o relato de uma simples corrida. Pelo local, pelas gentes, pela gastronomia, por um enumerar de motivos que vou tentar resumir em parcas palavras.
 Tudo começou em Fevereiro quando, (já não me recordo como), tomei conhecimento da Meia Maratona do Douro Vinhateiro, que anunciava a sua oitava edição. Uma vista de olhos pelo site da prova foi o suficiente para me convencer. Nessa altura, há mais de três meses, tentei de imediato reservar um local para pernoitar o fim-de-semana, tarefa que na altura já não foi fácil tal o inúmero de locais completamente reservados, presume-se que com participantes para este evento. Levou-me o destino a que encontrasse livre o último quarto na Quinta da Azenha, uma casa de Agro Turismo em Folgosa do Douro, casa e local que se encaixavam exactamente naquilo que pretendia: um sítio calmo, perto da prova, onde pudesse relaxar antes e pós prova. E assim, após uma viagem tranquila de cerca de quatro horas, fui recebido pelo Sr. Damião e a sua esposa neste magnifico local à beira Douro plantado. Não me vou alongar a descrever a Quinta da Azenha pois podem consultar o site desta casa e verificarem por vós próprios. Quero apenas destacar a simpatia dos proprietários, o excelente pequeno-almoço com que somos brindados (sumo de laranja natural, bolo caseiro, fruta descascada, compotas caseiras, pão fresquinho, entre outras iguarias), e a tranquilidade do local, com vista para o rio e um por do sol fabuloso. 
A Quinta da Azenha

O Sr. Damião é também atleta e fala com um pouco de mágoa da falta de tempo que tem para por as corridas em dia. Ex-emigrante na Suiça, relata com um misto de emoção e saudade os tempos em que levava o atletismo a sério, e conseguia terminar as provas entre logo atrás dos primeiros profissionais. O meu conselho só pode ser: Sr. Damião perca lá uns metros quadrados de vinha e vá correr de novo uma horita por dia, que só lhe vai trazer mais saúde e alegria. O Sr. Damião é ainda um participante/conhecedor da Rota Gourmet e da Rota dos Vinhos, e dá-nos todas as dicas preciosas acerca de onde repor em triplo (ou mais) as calorias perdidas na Meia Maratona do Douro.

Apresentada a Quinta da Azenha, dirigi-me ao Museu do Douro para levantar o dorsal para a prova. Uma organização rápida e expedita, que ainda aceitou uma inscrição de última hora (para a mini maratona) sem grande stress, o que pronunciava uma prova bem organizada no dia seguinte. As inscrições encontravam-se fechadas/esgotadas com o anúncio de 10000 participantes, e estava curioso para ver como a organização iria lidar com tantos participantes.
Já com dorsal e chip na mão, foi tempo de fazer um treino de descompressão, cerca de 5Km, para preparar o dia seguinte. Quis o plano de treinos para a Maratona do Luxemburgo, que este fosse o fim-de-semana onde deveria realizar o último treino longo de preparação para esta prova. Encontrei-me assim no dilema se deveria fazer a Meia Maratona e completar com um treino de 10/11Km, ou se deveria antes realizar o dito treino de 10/11Km e depois correr a Meia Maratona. Com a Meia Maratona a ter início pelas 11h00 da manhã, as dúvidas que tinham dissiparam-se e optei por fazer um “aquecimento” de cerca de 10Km antes do início da prova. Decisões tomadas, chegava a hora de jantar, onde uma posta na tábua com um tinto “Santa Marta” a ajudar a escorregar para baixo, fez as delícias de quem provou. Sobrou tempo para repor o sono e descansar o suficiente para o dia seguinte.
A bela da Posta na Tábua
O Domingo acordou solarengo e ajudou a que o despertar fosse bem-disposto e suave. Pequeno-almoço tomado, e lá fui direito a Peso da Régua onde iria iniciar o meu “aquecimento” de 10 Km até à Barragem de Bagaúste onde teria inicio a prova. Foi um aquecimento com pouco mais de 10Km em ritmo moderado, (59 minutos), porque prova é prova e se é para correr é para correr mesmo, treino que terminou cerca de 30 minutos antes das 11 horas. Foi o tempo necessário para encontrar o meu amigo Luís Sousa, e entregar-lhe o dorsal que tinha levantado na véspera para também ele participar na prova. Prontos para o início da prova, ouvimos pelos alto falantes de que a partida se encontrava atrasada, devido a ainda se encontrarem muitos participantes a chegar. Não me surpreendeu, pois já tinha ouvido relatos de problemas idênticos em anos anteriores, mas é uma situação chata que deve ser revista pela organização. A prova acabou por começar com 18 minutos de atraso.
A partida situa-se mesmo sob a estrada na Barragem do Bagaúste com vista para o Douro à direita e à esquerda, e é sem dúvida um local pitoresco para começar uma prova deste género. Dado o tiro de partida, os atletas da meia maratona seguiam para a esquerda em direcção a Folgosa do Douro, local onde a prova voltava para trás em direcção a Peso da Régua onde iria terminar. Os participantes da mini maratona seguiam da Barragem directamente para o Peso da Régua correndo ou caminhando cerca de 6 Km.

A brigada Mizuno, com a estreia dos meus Evo Cursoris num treino de 32 Km
A minha prova propriamente dita correu bem. Ter corrido 10 Km antes do início da Meia Maratona foi um excelente aquecimento, e sem querer entrar em loucuras sentia-me bem para ir no ritmo pretendido, que era entre 5:30 e 5:00min/Km. Fiz a corrida acompanhado pelo meu amigo Luís Sousa, sendo esta a quarta meia que corremos juntos. Nas três primeiras provas deu-me ele um bigode, mas está a chegar a altura de me desforrar e desta vez com uma ponta final mais forte, terminei eu primeiro com uns metros de vantagem sobre ele. No final cortei a meta em 1h49’02”, onde somando os 10 Km de aquecimento, perfez um treino de pouco menos de 32 Km em 2h48’. Resumindo, foi uma boa preparação para o Luxemburgo.
Cruzada a meta, mais um ponto negativo para a organização, mas que pode e deve obviamente ser melhorado. O tempo entre cruzar a meta e sair do recinto de controlo, foi de cerca de 20 minutos, o que se estivesse sol e calor até seria melhor suportado. Mas com vento frio e chuva, pode originar uma bela gripe a muitos atletas. Uma vez que está tudo pago, porque não entregar a t-shirt de participação e outras lembranças aquando do levantamento do dorsal? Resolvia de imediato este problema. Um ponto a favor, a impressão rápida e imediata do certificado de participação, com o nome, classificação e o tempo de meta, logo após a chegada.
Eu e o Luís Sousa numa foto em movimento tirada pelo Luís Parro
Mais uma vez esta foi uma prova onde partilhei momentos com “velhos” e novos amigos. Uma beijoca para as amigas Ana, Patrícia e Lígia, que talvez inspiradas pelo filme “Velocidade Vertiginosa” ou por algum xiripiti bebido na noite de Sábado, correram para a meta a uma velocidade tal, que terminaram todas abaixo da 1h55. Excelente prova meninas!!! Uma beijoca também para a Andreia que apesar de não estar bem fisicamente lutou contra a má disposição e foi até ao fim nesta prova. Um abraço para os “Luíses”: o Sousa que me acompanhou (quase quase até ao fim) nesta prova; ao Parro pelo serviço fotográfico durante a prova e o excelente álbum que proporcionou; e ao Madeira que andámos sempre desencontrados neste fim-de-semana. Um abraço ainda a todos os outros conhecidos que encontrei e que não posso enumerar, ou nunca mais teria leitores neste blog!… Mas, há ainda lugar a um abraço ao amigo “Stravianos” João Soares que no meio da sua velocidade vertiginosa reconheceu-me pelo nome nas costas e ainda me cumprimentou com entusiasmo enquanto me ultrapassava.
É necessário repor energias depois de mais um treino longo 🙂
Finda a corrida (e o treino), houve tempo para repor energias com um borreguinho no forno, regado com um “Quinta dos Aciprestes”, que permitiu uma tarde de domingo relaxada ao sol, à beira da piscina com vista para o Douro.
O descanso do “guerreiro” 😀
Em suma, um fim-de-semana desportivamente positivo, num local efectivamente belo e inspirador, numa prova bem organizada mas que pode e deve sofrer algumas melhorias.

Não sei se Meia Maratona do Douro Vinhateiro é a mais bela corrida do Mundo, mas uma das mais bonitas será certamente.

E para não perder o ritmo, no próximo Domingo apareçam na Meia Maratona na Areia.

Bons treinos e melhores corridas!!!

24ª Meia Maratona Internacional de Setúbal

Disputou-se ontem a 24ª Meia Maratona Internacional de Setúbal, e lá fui eu a caminho da terra do carrrapau e do choco frito para fazer mais uma corridinha, sendo que esta, por motivos profissionais, não estava no programa. À última hora houve mudança de planos no trabalho, e o amigo Setubalense Pedro Pisco desencantou uma connection que me conseguiu a inscrição na prova no limite do prazo.


Cheguei a Setúbal cerca de uma hora antes do início da prova, e encontrei uma organização tranquila, onde o levantamento dos dorsais foi relativamente rápido e sem grande confusão. A prova foi tranquila, mas assisti a uma falha aos 15 Km onde o percurso não se encontrava assinalado num entroncamento  e originou que cinco atletas do grupo da frente se enganassem no percurso, perdendo tempo e ritmo precioso.

No aquecimento para a prova (foto cortesia do Pedro Carvalho)
A corrida teve início às 10h00, com um calor considerável e que na minha opinião era merecedor de pelo menos mais um abastecimento. Os três abastecimentos de água aos 5, 10 e 15 Km, foram o mínimo recomendável para uma prova dita Internacional.

Foi a primeira vez que participei nesta prova e não conhecia o percurso, pelo que ia totalmente às escuras para o que me esperava. Ainda assim, tinha definido o objectivo de fazer um tempo entre a 1h50 e 1h55. Fazer melhor que isto era possível, mas após uma semana a treinar fartleks e séries não era recomendável realizar um esforço maior. Afinal de contas esta prova não passa de mais um treino para o objectivo Maratona do Luxemburgo.
O percurso era acessível, bastante plano, com duas rampas ligeiras que não davam para assustar. No final 1H55”00’, mesmo no limite do objectivo traçado. Posição 542 da Geral, 108 do meu escalão.

Durante a prova (foto cortesia do Pedro Carvalho)

Esta foi uma prova onde encontrei muitos amigos das corridas e envio um abraço especial ao Pedro Pisco que possibilitou a minha participação, outro ao Pedro Carvalho dos Bip-Bip Runners e do blog Correr (adois) é Vício de onde “roubei” estas fotos, e outro ao João Afonso que antes de cada prova diz sempre que vai correr devagarinho, vem comigo nas calmas,  +-5’45/Km em ritmo de treino disse-me ele antes da prova; e no final lá apareceu ele com o tempo de 1h40 ou seja 4’45/Km.

O percurso da Meia Maratona de Setúbal

Running to the Limits

O que é necessário para se tornar um maratonista de nível internacional?


É a resposta a esta questão que o realizador Alex Vero tenta mostrar no documentário Running to the Limits

Com base no facto de em 1985 existirem 102 maratonistas britânicos que corriam a maratona abaixo das 2h20 e 20 anos depois apenas 5 conseguiam correr a maratona abaixo desse mesmo tempo, Alex largou a vida boémia que levava até então, e obeso e sem um passado de prática desportiva, lançou-se à aventura de treinar para ser um maratonista de nível internacional e correr a maratona abaixo das 2h20.

De sedentário a Maratonista de Top em 2 anos. Será que é possível?

Vejam este excelente documentário, que nos relata de um modo muito interessante esta história, e onde percebemos todo o esforço que é necessário para atingir o resultado muito ambicioso definido como objectivo.

As partes I e II do documentário podem já ser vistas aqui:


A terceira parte do documentário ficará disponível no final de Maio.

Até lá, bons treinos e boas corridas!!!

Contagem Decrescente

Falta hoje precisamente um mês para o inicio da Maratona do Luxemburgo, ou seja, começa a contagem decrescente para a minha segunda maratona, esta com um grau de dificuldade superior à de Sevilha.

A T-Shirt que vou receber no final 🙂







A preparação está a correr bem e respira-se confiança para estes lados. Se não existirem lesões ou acontecimentos estranhos de última hora, terminar a prova é garantido, e veremos se à segunda se bate o tempo das quatro horas. Não será fácil com os 10 Km finais desta prova sempre a subir, mas veremos como me sentirei no dia da prova e se conseguirei cometer alguma proeza olímpica.


Hoje o treino esteve para ser em Monsanto para treinar mais umas rampas com o amigo Pedro Pisco. Uma saída tardia do trabalho impossibilitou este treino e levou-me até à beira Tejo onde aproveitei para conhecer e treinar mais pessoal do gang do grupo Portugal Running. Mais um grupo de pessoal super bem disposto e cinco estrelas, com quem foi um enorme gosto treinar. Há treinos do grupo Portugal Running regularmente, procurem no facebook pelo grupo, vejam as datas e horas dos treinos e apareçam, não se vão arrepender. 
Em 2012 a partida foi assim. Este ano com a minha presença será bem melhor 😀
Bons treinos e boas corridas!!!

Treino 20 Buscar para Correr + 11 Km

Há três semanas atrás participei num treino organizado pelo atleta Miguel Pinho, que visava treinar uma corrida longa com subidas de desnível considerável pelo meio, com o intuito de fazer um treino de força e preparar-nos para algumas provas de estrada mais duras ou provas de trail que por natureza apresentam desníveis sempre muito consideráveis. Essa prova tinha o sugestivo nome de 20 Buscar para Correr + 1 Km, e tal como o nome sugere tinha a distância de 21 Km. (Podem reler esse treino clicando aqui).
Na altura, este treino calhou muito bem para na minha preparação, uma vez que a Maratona do Luxemburgo irá terminar com 10 Km sempre a subir, sendo os últimos 5 Km com um desnível positivo de cerca de 110 m. Parece pouco, mas após correr 37 Km estou certo que este desnível irá fazer sentir-se como se estivesse a subir os Himalaias.
Encontrando-me agora numa fase mais adiantada da preparação e faltando um mês e três dias para correr a Maratona do Luxemburgo, tive a necessidade de fazer um treino longo de cerca de 30 Km e, mantendo-se a necessidade de treinar subidas “agrestes”, decidi aproveitar parte do percurso que o Miguel criou, acrescentei mais umas rampas, e fiz-me à estrada. Baptizei este treino de 20 Buscar para Correr + 11 Km, tendo corrido no treino de ontem tal como o nome sugere 31 Km.

Percurso do Treino 20 Buscar para Correr + 11 Km

Iniciei o treino a meio da tarde, com um calor primaveril e temperatura a rondar os 24 graus, mas a seguir ao Luxemburgo virá a UMA , e um calorzinho até faz bem para me ir habituando. Como novidade houve o facto de ter feito o treino até aos 26 Km com uma garrafa de água na mão, uma vez que em todo o percurso apenas conhecia um chafariz que por sinal só cruzaria já passado o quilómetro 20. Enquanto adepto do “minimalismo”, detesto correr com muitos acessórios, leia-se tralha, atrás, levar uma garrafa de água na mão durante tanto tempo foi uma experiência reveladora. Confirmei o que já suspeitava, de que não é nada cómodo correr com tal acessório na mão, e por outro lado que correr uma garrafa não mão direita ou na mão esquerda não é exactamente a mesma coisa. Por algum motivo que não consegui perceber, levar a garrafa na mão esquerda tornava-se bastante incómodo ao fim de algumas centenas de metros, tendo de pular a mesma para a mão direita. Certamente existirá alguma explicação científica para tal aberração, e quando descobrir qual prometo que irei partilhar convosco.
Vista do topo da Serra de Carnaxide
O percurso teve início por Carnaxide, começando logo para aquecer com uma subida ao topo da Serra da Mina ou Serra de Carnaxide (não sei o nome certo). A paisagem vista daqui é espectacular sobretudo num dia de sol e céu limpo. Podemos avistar de um lado a Serra da Arrábida e o Tejo desde a Ponte 25 de Abril até à foz, e do outro lado toda a Serra de Sintra com o Palácio da Pena a mostrar-se no seu topo. Continuei com a “voltinha dos cemitérios”, o da Amadora (e mais uma rampa) e o do Casal dos Afonsos, segui por Queluz de Baixo, Tercena, e cheguei ao Caminho da Ponte (uma rampa curta mas com uma inclinação que varia entre os 9 e os 16%, e que continua com uma subida menos pronunciada mas longa pela Estrada de São Marcos. Depois foi descer tudo até à Fábrica da Pólvora e aproveitar para descansar um pouco as pernas, que ainda faltavam duas rampas antes de rolar até ao ponto de partida que seria também o de chegada. Passada a Fábrica da Pólvora a penúltima rampa: 2 Km a subir com cerca de 10% de inclinação, mas com uma paragem técnica no chafariz de Leceia para reencher a famosa garrafa que entretanto já ia vazia. Terminada esta subida, nova descida até à Fábrica da Pólvora e preparação para nova empreitada e subida de mais um quilómetro com inclinação superior a 10%. Ia aqui no quilómetro 26. Depois foi praticamente rolar até à meta (Carnaxide) sem grandes desníveis pelo meio, e chegar com a sensação de que quando dobrar o quilometro 32 da Maratona do Luxemburgo, se por lá existir algum Adamastor, ele será vencido e subjugado à força do navegador (corredor) aventureiro.

Altimetria do Treino 20 Buscar para Correr + 11 Km


Resumo do Treino
Distância: 31.1 km
Duração: 3:16:31 (h:m:s)
Ritmo: 6:19/km
Desnível acumulado: 678m
Calorias gastas: 3883

Resumo do mês de Abril

O mês de Abril foi um mês interessante ao nível das corridas. 
Foi o mês 3 de preparação para a Maratona do Luxemburgo, logo um mês com bastante carga. Fartleks, séries, treinos longos e treinos de recuperação, houve de tudo um pouco  em Abril. Incluiu também muitas rampas para treinar os últimos (e duros) 10 Km do Luxemburgo. Pelo meio desta preparação ainda encaixei três provas, duas delas em ritmo de passeio: a Corrida do Benfica e a Corrida da Liberdade, e a terceira para melhorar o meu PB: a Meia Maratona de Almada, com o objectivo conseguido e relatado aqui.

58º Treino Lunar – Um dos treinos a que não se pode faltar.

Para a história ficam os números, que em Abril foram:
  • Contagem: 19 Treinos + 3 Provas
  • Distância percorrida: 271,93 km
  • Tempo: 26:07:44 h:m:s
  • Ganho de elevação: 3210 m
  • Velocidade Média: 10,4 km/h
  • Ritmo Cardíaco Médio: 155 bpm
  • Calorias Gastas: 12.745 Cal

Abril já passou, foi um mês bastante positivo, e Maio necessita de um esforço igual ou melhor.

Boas corridas!!!

UMA ideia que não me sai da cabeça

Desde há uns meses a esta parte que UMA ideia “esquisita” tem andado a remoer na minha cabeça: a Ultra Maratona Atlântica.


Para quem não sabe, a Ultra Maratona Atlântica (UMA) é uma corrida de 43 quilómetros em areia, em pleno verão (este ano a 28 de Julho), de Melides a Tróia e em auto-suficiência, (água e/ou comida tem de ser transportada pelo próprio atleta desde o início da prova).

Diz quem já a fez que é uma prova dura, mas que qualquer um, desde que minimamente preparado a pode fazer com sucesso, isto é, pode chegar ao fim e cruzar a meta.

É estranho o bichinho da UMA não me sair da cabeça, pois ainda nem a minha segunda maratona corri e já estou a pensar na terceira. Diz o poeta que o sonho comanda a vida, e eu acrescento que a realização só acontece quando a vida concretiza o sonho, pelo que decidi acalmar o bichinho da UMA e dar inicio à concretização do sonho, e para tal já efectivei a minha inscrição na Ultra Maratona Atlântica.


Até lá, ainda terei de correr a Maratona do Luxemburgo, e só depois começar o treino e adaptação à corrida na areia. Será mais um passo na doce loucura que é esta vida.

E, parafraseando T.S. Eliot: Só aqueles que arriscam ir demasiado longe ficarão a saber até onde podem ir.

Primeira Meia Maratona de Almada

Correu-se hoje a primeira edição da Meia Maratona de Almada (do século XXI), sim do século XXI, porque antes desta já outras se correram por estas paragens.

E para primeira edição não se saiu nada mal. Uma prova muito bem organizada, limitada a 4000 participantes que se dividiram entre a Meia Maratona, uma mini maratona de 9,5 Km e um passeio pedestre. Os abastecimentos foram em número suficiente, sendo dois deles com bananas e isotónico.
O percurso da Meia Maratona não é dos mais fáceis, é até algo duro para quem está habituado a correr apenas em plano, mas é bonito e promove a passagem por muitos dos pontos emblemáticos do concelho de Almada. A partida nos estaleiros da Lisnave; a passagem pelo interior da Base Naval do Alfeite, onde se pôde ver de relance o navio escola Sagres, um dos famosos submarinos e outras embarcações da Marinha Portuguesa; passagem pelo Parque da Paz; passagem pelo interior (parque de estacionamento) do Almada Fórum; passagem pelo interior da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte da Caparica; e por fim a descida pelo centro de Almada até Cacilhas, terminando a prova no interior da Lisnave junto à famosa grua de 300 toneladas que se vê de Lisboa e do Tejo.
A passagem pelo Parque da Paz – Foto de Paula Veiga
Neste ano e meio que levo de corridas, tenho redescoberto muitos amigos que não via há anos e que por um motivo ou por outro abraçaram também estas andanças das corridas. Hoje encontrei um ex-colega da faculdade, o Pedro, o maior crânio da Licenciatura de Matemática da década de 90, e que fisicamente está na mesma, à excepção de alguns cabelos brancos que a idade não perdoa. Reencontrei também um ex-colega da escola primária, o João Carlos, que já não via ainda há mais tempo, e que me pareceu igualmente em excelente forma. Reencontrei ainda o Camané, este que já tinha encontrado em outras provas recentes, mas que me deu a feliz novidade que vai participar na Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, prova que não me sai da cabeça há já alguns meses, e que assim tendo companhia certa, parece que vai contar igualmente com a minha participação e será certamente mais fácil de superar.
Local da Partida e Chegada da MMA
No que concerne à prova de hoje, apesar de dura, o meu objectivo pessoal foi concretizado. Estava apostado em baixar da hora e cinquenta de prova, e terminei com o tempo provisório de 1h48’10”, sendo o tempo não oficioso do meu relógio de 1h47’59”. O progresso, apesar de propositadamente lento, é evidente. Há 13 meses atrás, na minha estreia na distância, precisei de quase mais 32 minutos para terminar a Meia Maratona. Apesar de nos últimos meses, em treino, rondar muitas vezes a 1h50’, em termos oficiais o anterior melhor registo era de 1h55’34” na Meia da Nazaré em Novembro de 2012, pelo que melhorei em 7’35” este tempo.
Na prova de hoje ainda me atrevi a correr atrás do balão da 1h45 e tentar ir directamente para esta marca, mas os treinos pesados das últimas semanas fizeram-se sentir nas pernas, e na primeira subida não consegui manter o ritmo abaixo do 5 min/Km dos primeiros cinco quilómetros de corrida. Como sabia que o percurso ainda ia subir mais e bastante, optei por gerir o ritmo e focar-me no objectivo principal que era baixar a tal hora e cinquenta. Foi assim, com uma corrida relativamente bem gerida que mais um objectivo foi cumprido.
Percurso da Meia Maratona de Almada
Para quem gosta de acompanhar mais em detalhe os pormenores das corridas, pode fazê-lo no Strava clicando aqui.

Próxima prova oficial (se não existem sobressaltos até lá): Meia Maratona do Douro Vinhateiro.

Oh Meu Deus – 100 Milhas ou 160 Km

Teve inicio ontem, sexta-feira, às 18 horas, a terceira etapa da prova Oh Meu Deus, uma prova de Ultra Trail com a distância de 100 milhas, que é como quem diz 160 quilómetros. 

O Bruno Santos, um dos membros do Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto, está a participar nesta prova e desejamos-lhe toda a força nas pernas do mundo, que empenho e força de vontade já ele tem com fartura.
Esta é a estreia do Bruno numa prova desta distância, 160 Km, com um desnível positivo de aproximadamente 7000 metros, e para ser finalizada no máximo de 46 horas.


Acompanhar a preparação de um amigo para uma prova destas à distância, dá-nos uma perspectiva talvez bem diferente do que lhe possa ir na alma.
Os seus treinos foram duros e dedicados, mas uma prova em plena Serra da Estrela, com todos os imponderáveis que esta Serra tem, de dia e de noite, leva certamente a que se sinta um aperto no estômago não imediatamente antes da partida, mas dois ou três dias antes da mesma.

Podem acompanhar a prova do Bruno (e dos outros atletas) clicando aqui: Oh Meu Deus #3 – Siga em Directo.

Para já desejamos-lhe toda a sorte do mundo e que acabe a prova sem grandes mazelas físicas.

Força Bruno!

Oh Meu Deus #3 – 160 Km