Kiss the mountain & The ridge

Kiss the Mountain e The Ridge são duas revistas digitais espanholas sobre montanha e a cultura de montanha, que costumo acompanhar.

Nesta edição em particular, para além de uma entrevista com o François D’Haene, vencedor do UTMB deste ano e um dos melhores atletas de trail running da actualidade, há ainda fotos brutais do Tor de Geants sendo um dos protagonistas o nosso Carlos Sá, e uma foto reportagem sobre a Ultra Maratona PT281+ que decorre na nossa Beira Baixa.

Para ver em full screen e ficar deliciado…

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Os melhores momentos do Trail World Championships 2016

Os melhores do mundo do Trail Running estiveram no Gerês.

Faltou, talvez, a melhor selecção dos Estados Unidos, para a competição ser ainda mais forte.

Assim o título decidiu-se entre franceses e espanhóis, com o Espanhol Luis Alberto Hernando a conquistar o título individual masculino e a francesa Caroline Chaverot a ganhar o título feminino. Por equipas a França fez a dobradinha, vencendo a classificação colectiva em masculinos e femininos.

Foi uma competição enorme, como se quer de um Campeonato do Mundo, muito bem organizada pelo Carlos Sá e a sua equipa, e de todos os artigos, entrevistas ou reportagens que tenho lido, é unânime que esta foi uma grande prova e uma excelente competição.

A equipa portuguesa também se portou muito bem, e apesar de alguns contratempos com lesões ainda conseguiu um brilhante sexto lugar nos femininos e quinto lugar nos masculinos.

Foi pena não estar presente uma massa humana correspondente à dimensão desta prova a apoiar os atletas nos melhores pontos do percurso, zona da meta incluída, mas mesmo assim considero que estamos a melhorar a nossa cultura desportiva.

Partilho aqui convosco o vídeo com os melhores momentos desta competição.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Campeonato do Mundo de Trail Running

 

Amanhã muitos de nós terão o privilégio de assistir aos Campeonatos do Mundo de Trail Running. Quem quiser ver ao vivo muitos dos melhores atletas da actualidade desta modalidade, apenas tem de se deslocar até ao Gerês e esperar pela sua passagem, e de certeza que não vai dar o seu tempo por perdido.

As Selecções Nacionais de cada país, estão representadas ao mais alto nível, à excepção talvez dos Estados Unidos que não trás os seus melhores atletas, a adivinha-se uma competição renhida, com destaque, talvez, para as selecções de Espanha e França, que apresentam os seus melhores atletas.

A Selecção Nacional também está muito bem representada, e pode ser que o factor “casa” possa ser uma mais-valia para fazermos um brilharete.

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A corrida tem início às 5h00 em Rio Caldo e percorrerá 85Km até à meta em Arcos de Valdevez, onde os primeiros deverão chegar por volta das 13 horas. Podem consultar todo o percurso da prova e os melhores locais para assistir clicando aqui.

Esta é uma oportunidade única de assistir a um evento de classe mundial, com muitos atletas de topo. Aproveitem 😉

Um voto de boa sorte a todos os atletas participantes e em particular para a nossa Selecção!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Mundo de Aventuras

À falta de condição para poder participar em aventuras iguais, gosto sempre de ir acompanhando à distância as grandes aventuras de amigos e conhecidos por este mundo fora, sempre com uma pontinha de inveja boa por não poder estar lá também a aventurar-me.

Neste momento acompanho a espectacular aventura do Carlos Sá na Travessia da Gronelândia,

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o desafio do Chema Martinez pelo Peru no Salkantay Trek em Machu Picchu,

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acompanho ainda com curiosidade a partida do Carlos Coelho para a Ultimate Jungle Ultra, 230Km pela Selva Amazónica do Peru

e ainda os últimos preparativos para mais uma aventura do Paulo Pires, desta vez pela Haute Route, percurso de 200 Km com 15.000 D+ que liga Chamonix a Zermatt.

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Aventuras, desafios, rotas, percursos fantásticos e ideias não faltam.

 

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

O espirito do trail e os sonhos

Não é que não goste de ser português, mas penso que é quase unânime reconhecer que o espírito dos nuestros hermanos é bem mais fervoroso, não em particular no que diz respeito ao espírito do trail mas antes em qualquer que seja o espírito envolvido. Seja em questões sociais, em questões políticas, e para o que me interessa neste post, em questões desportivas.

É impressionante ver a “movida” espanhola quando qualquer um compatriota se envolve numa competição desportiva, é entrar para ganhar e com todo um país atrás a dar suporte. Exemplos há muitos, desde o Alonso na Fórmula 1, ao Nadal no Ténis, às selecções de Basket, de Andebol, de Futebol, e claro aos atletas de atletismo.

Uma das grandes figuras do atletismo espanhol é Chema Martinez, que tive o prazer de conhecer há três anos atrás por altura da minha estreia na maratona de Sevilha. Era ele a figura que promovia a maratona de Sevilha desse ano, e foi extraordinário sentir a emoção, o carinho e todo o apoio que os comuns espectadores espanhóis nutriam e demonstravam por ele. Um Chema Martinez que já estava na fase final da sua carreira profissional e que ainda assim era acarinhado de uma forma extraordinária. Para quem não conhece, o Chema Martinez ganhou várias medalhas de Ouro e Prata em Campeonatos da Europa de Atletismo em distâncias entre os 5000m e a Maratona. Era um atleta profissional de alto nível, o seu recorde na maratona é de 2:08:09, e é daqueles que em vez de arrumar as sapatilhas decidiu abraçar as corridas de aventura, sobretudo as maratonas no deserto.

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Chema Martinez na Marathon des Sables 2016

Vem isto a propósito da Marathon des Sables que terminou há dias, e em que Chema foi o melhor atleta não africano com um fantástico quarto lugar. Para quem não sabe a Marathon des Sables é uma Ultra Maratona no deserto, por etapas e com quase 290 quilómetros de distância. Chema já tinha partilhado na sua página do facebook algo como: que a armada marroquina esteve muito forte, que ficou em quarto lugar nesta edição mas que sonha com o pódio nesta prova e vai continuar a tentar atingir esse objectivo.

Entretanto hoje partilhou o seguinte:

“Ya estoy en Casablanca, pero mi mente no deja d dar vueltas a lo vivido estos días en Sables!
Cuando cruzas la línea d meta ya eres GANADOR!! Y eso, no te lo va a quitar nunca nadie!
Lamentablemente no todo el mundo lo consigue…así q estas líneas van dedicadas a todos aquellos q no han conseguido su sueño y q seguro volverán para conseguir culminar esta gran gesta!
Nunca debemos dejar de soñar!!”

São palavras que vindas de um atleta de um nível tão estratosférico, com um palmarés tão impressionante no mundo do atletismo e que agora se dedica a estas provas de trail/aventura, dão uma verdadeira dimensão e uma motivação extra a todos os atletas de pelotão, cujo objectivo é mesmo e apenas terminar com sucesso estas aventuras. É este também um pouco do “espírito do trail”, atletas de elite apoiarem, incentivarem e motivarem o mais comum dos atletas do pelotão.

Retive sobretudo as palavras: Nunca devemos deixar de sonhar!!

É este o mote para passar para o não menos fantástico Carlos Sá, que participou nesta mesma Marathon des Sables e terminou num fantástico oitavo lugar. Apesar de não ter um palmarés tão vasto como o Chema, se calhar fruto de ninguém ter reparado e apostado no seu talento quando jovem, o Sá não lhe fica atrás na capacidade atlética e, por exemplo, ainda há dois meses atrás terminou à frente do Chema na The Coastal Challenge, uma Ultra Maratona de 236Km na Costa Rica.

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Carlos Sá na Marathon des Sables 2016

Este ano o Carlos Sá foi participar na Marathon des Sables em equipa, com outros fantásticos atletas de renome do ultra trail mundial (Harvey Lewis (EUA), Jason Schlarb (EUA), Marco Olmo (Itália), Ricardo Mejia Hernandez (México)), para promover a divulgação da causa I Run 4 Hope, e conseguiram um fantástico segundo lugar por equipas logo atrás da equipa marroquina, o que foi um resultado fabuloso.

Partilhou o Carlos Sá na sua página o seguinte: “…este será o meu último ano na maratona das areias, fica por cumprir um sonho que era correr em equipa totalmente Portuguesa e competitiva, para tentar este pódio que acabo de conseguir com a equipa Internacional, mas como sei ser praticamente impossível conseguir sponsors em Portugal para essa mesma equipa vai ficar esse desejo por cumprir.”

Que raio de país é o nosso?!

O Chema em Espanha teve reportagens todos os dias na Marca, com artigos, fotos, vídeos, uma verdadeira promoção do atleta, do desafio e do feito conseguido.

Por cá há a promoção dos admiradores nas redes sociais, e esporadicamente umas linhas em algum jornal, muitas vezes com nomes trocados ou referências de quem não sabe sequer sobre o que está a escrever.

Fosse em Espanha, fosse o Chema Martinez a lançar um desabafo/desafio destes, e aposto que hoje já existiam patrocinadores para promover uma armada espanhola para vencer a Marathon des Sables. E olhem que Espanha tem atletas de trail dos melhores do Mundo…

Por cá, certamente que será difícil uma ou duas grandes empresas patrocinarem com 40 ou 50 mil euros uma equipa portuguesa de topo, para lutar por um lugar no pódio numa prova tão mediática como esta. Atletas de qualidade e vencedores nas mais mediáticas e difíceis provas do calendário mundial não nos faltam, mas infelizmente a visão quadrada de quase todos nós portugueses, não merece muito mais do que isto.

Eu confesso que gostaria de ver uma Armada Tuga de elite na Marathon des Sables 2017, eu confesso que partilho do sonho do Sá e que gostaria de ter uma equipa destas a competir na MDS.

Têm ideias para ajudar este sonho a tornar-se realidade? Partilhem aqui e vamos ajudar uma das maiores figuras do Trail Mundial a concretizar este sonho! 😉

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

The Coastal Challenge 2016

Tomei a liberdade de partilhar aqui no blog o texto do Carlos Sá sobre a sua participação na The Coastal Challenge 2016, uma prova que se realiza na Costa Rica e repleta de paisagens deslumbrantes.

Sem dúvida uma das provas que está na minha “to do list”, mas cujo custo de participação se encontra num nível pouco acessível aos comuns mortais.

The Coastal Challenge, Rainforest Run. Official Video. © Tim Holmstrom from The Coastal Challenge. TCC on Vimeo.

Quando muitos pensariam que o Carlos Sá já estava morto e enterrado, com uma época de 2015 menos conseguida, fruto talvez das lesões que o apoquentaram, e também porque já não vai para novo e cada vez será mais difícil competir com o pessoal mais jovem e no auge da disponibilidade física, eis que este surge aqui na The Coastal Challenge com um excelente 3ºlugar, numa competição masculina repleta de nomes sonantes do trail, e a prometer uma Maratona des Sables de grande nível.

Além de ser um atleta de grande nível, o que mais admiro no Carlos Sá é a sua simplicidade e prazer de competir para desfrutar dos locais onde se encontra. Revejo-me completamente no seu espírito de competição e de aventura. Diria mesmo que a única coisa que nos separa é estarmos nos extremos opostos do pelotão. 🙂

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Na minha modesta opinião, apesar dos atletas de grande qualidade e de elevado nível que vão surgindo em Portugal, o Carlos Sá continua e vai continuar a ser por muito tempo e por todos aqueles que correm os trilhos por puro prazer, a maior referência entre todos nós.

Partilho então as palavras que o Carlos Sá escreveu na sua página sobre a sua participação na The Coastal Challenge 2016.

The Coastal Challenge 2016

Participei nesta aventura tropical em 2014 pela primeira vez. A Costa Rica é um país fantástico para quem gosta de natureza e aventura. Essa minha participação começou da pior maneira uma vez que ao chegar à meta da primeira etapa encontro sempre marcações sem ver a dita meta, corri mais 30km`s sem água, exposto a um clima muito difícil, cerca de 40º e mais de 80% de humidade. Já custava a raciocinar e achava ter a informação que a meta seria junto a um rio. Percebi realmente o que me aconteceu só 15km depois, ao chegar a uma povoação. Tinha entrada na etapa seguinte que estava continuamente marcada com a primeira. O que falhou? Um voluntário ou deixarem 200m por marcar da etapa nº2.

Continuei em prova mesmo terminando em último e com mais de 4 horas de diferença, completamente desidratado. Quando a organização me disse que não sabia o que fazer eu disse que não deveriam fazer nada. Somos desportistas, gostamos de competir, é verdade, mas essa nunca poderá ser a prioridade. Toda a gente ficou admirada com a minha reação, mas acho que é desta forma que devemos estar no desporto e na vida.

Nesse mesmo ano de 2014 tive a minha melhor participação de sempre na Marathon des Sables (MDS), mesmo que tenha igualado o 4º posto de 2012, consegui correr a uma velocidade muito maior e só não fiz melhor porque os Africanos eram muitos e estavam todos muito fortes.

Este ano tive novamente o convite para participar na The Coastal Challenge. Inicialmente recusei. Estava com muita vontade de conhecer a Patagónia e, nesta altura temos muita oferta de grandes provas. Mas, depois da insistência da Ester Alves que foi também convidada, da insistência também por parte da organização e, sobretudo, por querer sair bem da minha, mais que provável, última participação da maratona das areias, decidi voltar à Costa Rica.

Esta prova é muito rápida. Corremos cerca de 70% do percurso por caminhos de terra e praia, com algumas variações técnicas por rios e trilhos de pura selva, com um clima ainda mais extremo que no Saara, devido à humidade, mas com a facilidade de correr sem mochila, com abastecimentos a cada 10km e com comida com fartura depois da corrida. Portanto, um excelente estágio para a Maratona das Areias, a 7 semanas de distância.

Habitualmente vêm corredores muito rápidos. Este ano não foi exceção, com a presença de um bom leque de especialistas como: Iain Don-Wauchope, da África do Sul, vencedor do ano passado; Gonzalo Calisto, 5º no UTMB 2015, um jovem do Equador que vive a 3000m de altitude; Ashur Youseffi da Costa Rica, 2º classificado no ano passado e seu amigo Neruda Cespedes; Chema Martinez, um dos melhores de sempre em Espanha; Miquel Capo Soler, 3º a MDS; Damian Hall do Reino Unido, e muitos outros… Devido ao meu atual momento de forma, fazer melhor que o 6º da última participação e sair sem mazelas já ficaria muito satisfeito!

A primeira etapa saiu às 10h da manhã. Como sempre saí muito cauteloso e avisei os meus colegas que ao fim de 1 hora iriam sentir um choque brutal de calor. Esta etapa é percorrida praticamente toda por caminhos de terra, que convida os atletas a acelerarem, e um grupo embalou logo abaixo de 3:40min/km. Ao fim de uma hora, como previa, já o Miguel Capo sofria de grande desidratação e fadiga e por aí continuava. Chema, também habituado a estas andanças, mas a correr muito com o coração, foi outra vitima. Terminei bem e com boas sensações.

Nas etapas seguintes percebi que o Iain da África do Sul estava muito melhor preparado que nós e seria uma competição à parte caso não cometesse erros. Percebi também que este jovem do Equador que vi passar por mim no Grand Col Ferrer no UTMB, e que não conhecia, afinal era o mesmo que dois anos antes me pedia para tirar uma foto junto com Marco Olmo em Chamonix. Gonzalo vive em Quito, a 3000m de altitude, sai da porta de sua casa e tem trilhos até aos 4700m. Brinquei com ele que eu tenho apenas menos um zero, o ponto mais alto de Barcelos são 400 e poucos metros… Gonzalo tornou-se uma boa companhia, partilhamos praticamente toda a aventura e sabíamos que se nos ajudássemos mutuamente, dificilmente o pódio nos fugia. As duas últimas etapas eram praticamente todas em estradão, portanto, bem ao jeito dos roladores, e perder 1h aqui é muito fácil se tivermos algum problema físico. Quando estávamos em sofrimento só pensava nos milhares de amigos que têm limitações ou estão “presos” num escritório ou numa fábrica e certamente não se importariam de estar no nosso lugar a descobrir e viver este nosso Mundo fantástico. Somos de facto uns privilegiados!

Felizmente tudo me saiu como planeado ao fim da primeira etapa e vibrava com a crescente evolução da Ester. Ela teve uma grande aprendizagem nestas andanças e se continuar com esta raça e a ter mais oportunidades, pode fazer uma muito boa carreira.

Penso que foi uma aposta ganha. Esta aventura continua na “maratona das areias” (MDS). Vai ser muito duro, depois do desastre do ano passado, onde tudo me correu mal, mas acredito que posso, mais uma vez, conseguir um bom resultado na minha sexta participação.

Obrigado aos meus patrocinadores e a todos vós que me dão força desse lado!!!

Abraço amigo
Carlos Sá”

CS1

É por tudo isto que digo que o Carlos Sá continua a ser o maior, um verdadeiro campeão e uma inspiração para todos nós, e lhe desejo a maior das sortes para a Maratona des Sables.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Nota: Fotos do fotógrafo e jornalista Ian Corless

 

TransPeneda-Gerês 2016 Trail World Championships

Em 2016 Portugal vai receber os Campeonatos do Mundo de Trail. Esta é sem dúvida, não só a notícia da semana como candidata a melhor notícia do ano.

Portugal receber os Campeonatos do Mundo de Trail coloca o panorama do trail nacional num nível altíssimo e, apesar de certamente terem sido esforços conjuntos que permitiram a escolha por Portugal, o Carlos Sá teve mais uma vez, a inteligência e a influência necessárias para promover este grande evento no nosso país.

Agora é ajudar toda a organização a tornar este evento único e espectacular.

O TransPeneda-Gerês 2016 Trail World Championships, vai acontecer em 29 de Outubro de 2016.

Bem vindos a Portugal!

Maratona de Sables

Daqui a pouco começa a 30ª edição da Maratona de Sables, a famosa maratona no Deserto do Sahara, onde se percorrem 250 Km em seis etapas em completa auto-suficiência alimentar.

Os números desta prova são impressionantes, senão vejamos:

1466 Atletas inscritos

30 % Atletas repetentes

30 % de atletas franceses

70 % de atletas outros países

14 % de atletas mulheres

45 % de atletas veteranos

30 % de atletas em equipas de 3 ou mais

10 % de caminheiros

90 % dos atletas alternam entre corrida e caminhada

14 km/h: velocidade média máxima

3 km/h: velocidade média mínima

Idade do atleta mais novo: 16

Idade do atleta mais velho: 79

No que diz respeito aos portugueses este ano são 7 os atletas participantes, 4 homens e 3 mulheres, entre os quais o fantástico Carlos Sá, que ainda o ano passado terminou esta prova em 4º sendo o melhor atleta não africano, e a minha amiga Carla André, que vai percorrer mais um sonho nesta grande aventura. Curiosamente destes 7 atletas portugueses, quatro deles não residem em Portugal.

Uma das histórias que mais me impressionou sobre esta prova foi contada na primeira pessoa pelo Carlos Sá, acerca da prova do ano passado. A quarta etapa desta prova é a mais longa e mais dura, com uma jornada contínua de cerca de 82 Km e um tempo limite para conclusão de 32 horas. O que faz um comum mortal a correr 82 Km no deserto? Tenta não ultrapassar as 32 horas disponíveis. O que faz um atleta de Top nos mesmos 82 Km? Corre-os em cerca de 8 horas e ganha assim um dia extra de descanso antes das duas últimas etapas.

O acampamento de 2015

Inspirador!

A todos os atletas e em particular aos 7 Tugas que vão meter o pezinho na areia, votos de boa corrida e boa sorte.

Toca a Todos, a nós tocou-nos 0,1%

Faz hoje duas semanas que participei na Ultra Maratona Solidária Toca a Todos. Se não sabem do que estou a falar, podem relembrar o âmbito desta acção solidária aqui e aqui.

Não sendo este desafio uma prova competitiva mas antes uma acção solidária, vou resumir-me ao que de bom teve esta acção solidária.

Let’s Party!!! Leiria, Lisboa é já ali…

 

Segundo o que tem sido divulgado pela RTP/Antena 3, os promotores oficiais desta acção, foram angariados cerca de 410000 Euros para ajudar a combater a pobreza infantil. Eu, o Nélson e a Sandra, com a nossa “venda” de quilómetros a favor desta causa, contribuímos com pouco mais de 0,1% desse valor. Na verdade foram os nossos amigos que contribuíram na maior parte, ao comprarem os quilómetros que iriamos correr de Leiria a Lisboa, e a eles o nosso muito obrigado. Nunca é demais agradecer e repetir o nome deles:

Vânia Silva • Liliana Silva • Sónia Tubal • Cláudia Pargana • Henrique Ruivo • Paulo Jorge • Céu Carvalho • Patrícia Gomes • Zé Lourenço • Sandra Simões • Paula Veiga • Paula Carvalho • Sofia Agostinho • Nélson Marques • João Valente • Patrícia Mar • Joaquina Reforço • João Gião • João Vargas • Krzysztof Waberski • Luís Antunes • José Rodrigues • Mustafa Kilic • Augusto Pereira • Francisca Reforço • Alexandre Perdigão • Susana Lourenço • Sónia Teixeira • Jorge Esteves • Pedro Simões • Fernando Simões • Marcos Ribeiro • Ana Varejão • Sofia Coelho • Daniela Rocha • Patrícia Marques • Lilian Kato • D. Rosa • Joana Sena • Clara Rianço • João Gaspar • Jorge Esteves • Pedro Carvalho • Maria Emília Janela • Mafalda Faria • Carlo Martins • Marlene Silva • José Caldeirinha • Patrícia Encarnação • Ana Isaías • Nuno Gião • Sandra Antunes • Flávia Dionísio • Mónica Lousada • Francisco Fernandes • Pedro Machado • Manuela Machado • Guilherme Nalha • Gustavo Nalha • Duarte Martinho • Francisco Fernandes • Patrícia Candeias • Lídia Marques • Isabel Tempero • Sara Ali.

Entrega do donativo de todos nós à caixa dos Ultra Maratonistas

 

Da aventura desportiva de Leiria a Lisboa, tenho sobretudo a realçar o companheirismo e a amizade com que decorreu toda esta aventura. Foi bom partilhar muitos quilómetros de corrida com verdadeiros campeões, e foi bom sentir o calor de tantos amigos à partida e a chegada.

Também houve direito a descansar 😉

 

Correndo o risco de me esquecer de alguém, quero agradecer a todos os que apareceram em Leiria na partida, no Terreiro do Paço à chegada, ou foram enviando mensagens de motivação ao longo da noite: o Bagorro, a Paulinha, a Isabel, a Vânia, a Lili, o Krzysztof, a Sara, a Marisa, o Luís, o Miguel, a Bernardete, o Marco, a Emília, a Catarina, o Victor, o João, a Carla, a Nur, a Andreia, a Cristina, a Susana, a Joaninha, e aqueles de que me esqueci agora de referir. Um abraço especial ao Zé Lourenço e à Elena que se juntaram a todos os atletas nos últimos quilómetros desta aventura.

Amigos 🙂

 

E mais amigos 🙂

 

O líder do grupo que partiu de Leiria foi o grande campeão João Colaço, e a ele quero também agradecer a partilha de experiência e a oportunidade de correremos juntos. Ao André Goucha que o acompanhou e deu apoio a muitos atletas, eu incluído, e ao Paulo Costa atleta que se esforçou por correr a maior distância entre todos, um especial obrigado.

A equipa sempre acompanhada de campeões 🙂

 

É claro que toda esta aventura só começou por ser possível, por um tipo ainda mais maluco que eu e de seu nome Nélson Marques, me ter desafiado a participar em tal gloriosa jornada. E como quando corre um maluco português, juntam-se logo mais dois ou três, não faltou também a Sandra Simões para compor o ramalhete de pessoal que não tinha mais nada para fazer numa sexta-feira à noite, senão ir a correr de Leiria a Lisboa… E tudo isto acabou sendo possível por se terem juntado ao grupo duas peças fundamentais, a Lilian e o Kiko, que fizeram um excelente serviço de carro de apoio, sem o qual não teria sido possível cumprir esta jornada de tantos quilómetros. A todos vocês um obrigado enorme, daqueles que não cabe em palavras.

Corre, que estás quase a chegar…

 

Por fim o obrigado mais especial de todos: para a minha Mãe, e já agora para todas as Mães.

Na paragem na Marinha Grande, terra do campeão João Colaço, lá estavam os seus pais a desejar-lhe boa sorte, mas também a lembrar-lhe que ele é de carne e osso, e com as preocupações que todas as mães e pais têm para com os seus filhos. É sempre giro constatar que as preocupações dos progenitores são comuns para com os seus rebentos, sejam eles campeões ou atletas de pelotão.

Um beijinho especial 🙂

 

Foi reconfortante lembrar-me que dali a pouco mais de 130 quilómetros, teria também a minha Mãe à espera. Um grande beijinho para ti.

Sigam a Ultra Maratona Solidária

Faltam pouco menos de 24 horas para ter inicio a minha participação na Ultra Maratona Solidária Toca a Todos.

Vão ser cerca de 150 Km, de Leiria até ao Terreiro do Paço em Lisboa, a acompanhar os melhores dos melhores da Ultra Maratona. Espero ter pernas para completar tal desafio sem problemas.

Já apresentei e expliquei a iniciativa Toca a Todos noutro artigo, pelo que se ainda não conhecem ou não ouviram falar, façam favor de revisitar o que escrevi clicando aqui.

Paralelamente à iniciativa oficial, eu, o Nélson Marques e a Sandra Simões, decidimos “vender” simbolicamente a 1 Euro os quilómetros que vamos percorrer nesta iniciativa, eu e Nélson aproximadamente 150 Km cada um, e a Sandra cerca de 30 Km.

Os nossos amigos e familiares são uns porreiraços e, em poucas horas, ultrapassamos a barreira dos 330 Km que tínhamos ambicionado.

Até ao momento contribuíram para a causa Toca a Todos os nossos amigos:

Vânia Silva • Liliana Silva • Sónia Tubal • Cláudia Pargana  • Henrique Ruivo  • Paulo Jorge • Céu Carvalho  • Patrícia Gomes • Zé Lourenço • Sandra Simões • Paula Veiga • Paula Carvalho • Sofia Agostinho • Nélson Marques • João Valente • Patrícia Mar • Joaquina Reforço • João Gião • João Vargas • Krzysztof Waberski • Luís Antunes • José Rodrigues • Mustafa Kilic • Augusto Pereira • Francisca Reforço • Alexandre Perdigão • Susana Lourenço • Sónia Teixeira • Jorge Esteves • Pedro Simões • Fernando Simões • Marcos Ribeiro • Ana Varejão • Sofia Coelho  • Daniela Rocha • Pat Marques • Lilian Kato • João Gaspar • Jorge Esteves • Pedro Carvalho • Maria Emília Janela • Mafalda Faria • Carlo Martins • Marlene Silva • José Caldeirinha • Patrícia Encarnação • Ana Isaías • Nuno Gião • Sandra Antunes • Flávia Dionísio • Francisco Fernandes,

aos quais desde já endereço o nosso grande muito obrigado, e que nos permitiram angariar para esta causa e até ao momento, a quantia de 350 Euros.

A quantia que apurarmos até amanhã, será depositada na caixa para o efeito, no estúdio transparente, à nossa chegada ao Terreiro do Paço pelas 16h30 de Sábado.

Podem continuar a contribuir para ajudar a combater a pobreza infantil em Portugal por estes meios:

Para acompanharem a nossa aventura em tempo real podem fazê-lo em:

  • Site da RTP com mapa e localização em tempo real dos Grupos participantes, clicando aqui.
  • Página do Facebook onde tentarei ir actualizando os locais por onde andamos, clicando aqui.

Mais coisa menos coisa, o Grupo liderado pelo João Colaço e onde eu vou inserido terá este horário:

Localidade Dia Hora Km Parciais Km Totais Latitude Longitude
Leiria 05-Dez 22:00 0 0  39°44’40.52″N   8°48’28.99″W
Marinha Grande 06-Dez 01:30 12 12  39°44’49.19″N   8°56’1.91″W
Nazaré 06-Dez 03:15 18 30  39°36’59.89″N   9° 3’31.52″W
Caldas da Rainha 06-Dez 06:00 27 57  39°24’7.82″N   9° 8’9.97″W
Casais do Caniço 06-Dez 07:40 17 74  39°16’22.56″N   9° 2’54.08″W
Aveiras de Cima 06-Dez 09:45 21 95  39° 8’26.89″N   8°53’58.95″W
N3 06-Dez 10:00 3 98  39° 7’9.95″N   8°52’48.40″W
Aveiras de Baixo 06-Dez 10:06 1 99  39° 6’37.64″N   8°52’8.24″W
Azambuja 06-Dez 10:42 6 105  39° 4’15.78″N   8°51’49.46″W
Vila Franca de Xira 06-Dez 12:30 17 122  38°57’31.54″N   8°59’11.96″W
Expo-Pala Pav. Portugal 06-Dez 15:30 25 147  38°45’47.45″N   9° 5’45.49″W
Praça do Comércio 06-Dez 16:30 7 154  38°42’27.06″N   9° 8’11.58″W

Na Marinha Grande, há a junção do nosso grupo com o Grupo que vem de Caminha liderado pelo Carlos Sá, e com o Grupo que vem do Porto liderado pelos “Cães da Avenida”.

Em Vila Franca de Xira estes três grupos reúnem-se com os Grupos que vem de Manteigas liderado pelo Armando Teixeira, e o que vem de Sagres liderado pelo Miguel Reis e Silva.

 

Todos juntos, encontraremos muitos outros atletas e grupos de corrida no Parque das Nações, para nos acompanharem até ao destino final no Terreiro do Paço.

O Miguel Reis e Silva e o Carlos Sá já estão a caminho de Lisboa. Boa viagem para os vossos grupos.

Daqui a pouco estaremos todos juntos.

Esperamos por todos vós no Terreiro do Paço, Sábado por volta das 16h30. Até lá 😉