12ª Corrida do Benfica

Uma manhã tranquila pelos lados de Carnide, na 12ª Corrida do Benfica.

Muitas caras conhecidas e com alguns amigos, ilustres sportinguistas, infiltrados no pelotão maioritariamente benfiquista, a demonstrar que o desporto é e deve ser uma competição saudável.

Com o termómetro a marcar 23 ou mais graus, o calor seria a maior dificuldade.

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00:54:18 00:54:15 10.28 11.37 33.48 87.00
hours hours km km/h km/h meters

O percurso é um pouco diferente daquele que percorri há cinco anos atrás, começando agora junto do Hospital da Luz, com algumas zonas de ligeiro desnível quer a subir quer a descer.

A minha corrida foi prudente para não prejudicar a recuperação do tornozelo, e terminei com pouco mais de 54 minutos de prova.

Agora é continuar a treinar e a recuperar rumo à boa forma.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Regresso aos 10Km

Nem de propósito, este artigo do sítio Corredores Anónimos sobre a perda de rendimento desportivo quando se falham treinos, veio parar à minha timeline.

Segundo o artigo, quando se falham 7 semanas de treino, a percentagem de perda de condição física vaia entre 90 a 100%, ou seja voltamos à estaca zero, quase como se nunca tivéssemos corrido na vida.

E é precisamente assim que me sinto, na estaca 0. Não foram 7 semanas mas antes 5 meses, com uma redução de carga de 100Km semanais para pouco mais de 10Km, e há dois meses atrás quando tinha retomado os treinos, aconteceu de novo uma entorse no tornozelo e lá foram os poucos treinos já efectuados por água abaixo.

Agora estou a retomar de novo, com a preciosa ajuda dos osteopatas do IMT que me colocaram literalmente os ossos todos no seu lugar, faltando ainda estabilizar a parte do ligamento, tradicionalmente mais morosa na recuperação.

Portanto tem sido um recomeço doloroso, com muito sacrifício, excesso de peso para queimar, sem muita carga quer nos quilómetros quer no ritmo de treino. Para já é o possível.

É neste cenário que amanhã vou participar na 12ª Corrida do Benfica, 10 Km que espero sejam divertidos, mas que antevejo penosos no que em termos de ritmo e resultado final diz respeito, ainda para mais considerando que a corrida começa às 11h15 e o calor vai fazer mossa.

Em 2012 esta foi a terceira corrida de 10 Km em que participei, podem reler esta memória clicando aqui e, amanhã, cinco anos e alguns milhares de quilómetros nas pernas depois, lá vou até Carnide, um lugar onde costumo ser feliz bastantes vezes.

Vamos juntos, nas calmas, e amanhã veremos o resultado.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Regresso à Estrada

A última prova de estrada que fiz tinha sido há pouco mais de dois anos, na Maratona do Porto. Desde então as provas oficiais em que participei foram exclusivamente de trilhos.

Ontem porém, regressei às provas de estrada e mais uma vez por um bom motivo, apadrinhar o meu primo Mário na sua estreia nos 21Km.

O objectivo dele era terminar em menos de 2 horas de prova, e eu mesmo sem grande treino nos últimos dois meses aceitei o desafio de ir puxar por ele na Meia Maratona de Évora.

Évora é uma cidade de que gosto muito e foi bom rever esta cidade bonita e cheia de história. Esta corrida serviu também para rever alguns amigos que já não via há algum tempo, precisamente por me ter dedicado às corridas na montanha.

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01:55:59 01:55:22 21.37 11.11 19.44 136.60
hours hours km km/h km/h meters

A prova em si foi tranquila, começou na Praça do Giraldo e serpenteou algumas mias estreitas do centro histórico de Évora, até chegarmos ao Templo de Diana. Apesar de mais estreitas, conseguimos circular sem atropelos ou acidentes ou que já não foi mau. Nem o piso de empedrado ou paralelo que eu detesto desta vez me incomodou.

Depois foi circular na zonas circundantes à cidade, para regressar de novo à Praça do Giraldo onde chegámos com pouco mais de 1h55 de corrida.

A prova em si foi tranquila. Foi um luxo para o Mário ter duas lebres a puxar por ele, eu e o Ivo. Começámos, talvez, um pouco rápido de mais para o Mário, e ele veio a ressentir-se a partir do Km 18, onde começou com cãibras e teve de abrandar forçosamente. Foi pena, porque a parte final da corrida era propícia a acelerar mais um pouco e poderíamos ter tirado uns minutos ao tempo final, mas para uma estreia não foi mau de todo, e tomara eu ter feito menos de 2 horas quando me estreei na Meia Maratona.

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Foi bom para mudar um pouco o registo das provas de montanha, e até ao final do ano ainda irei participar em mais uma ou duas provas de estrada para desanuviar. Uma será a primeira edição da São Silvestre de Almada, outra ainda se verá.

Agora venha o Caminho de Santiago, onde espero encontrar a inspiração para preparar um 2017 em grande.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Trail do Zêzere

Sábado participei nos 20Km do Trail do Zêzere.

Fui correr em espírito de missão, a apadrinhar a Marisa na sua estreia simultânea em provas de trail e provas com mais de 10 Km.

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Correu bem. Terminámos com 3h26, mas numa estreia, com muito ainda para treinar e para perceber como se corre em trilhos, não podia ser melhor.

Eu diverti-me bastante. Ir no fim do pelotão, a ouvir os comentários e lamurias do pessoal que se “aventura” agora nos 20Km, fez-me recuar não muito longe no tempo e recordar as minhas próprias lamurias.

O caminho faz-se caminhando, e o processo de aprendizagem continua em curso.

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Por mais quilómetros que coloquemos nas pernas, por mais rápido que sejamos, estamos sempre a aprender e, como em tudo na vida, convém não nos esquecermos como tudo começa e respeitar muito todos aqueles que no fim do pelotão, têm o mesmo sonho que nós de correr mais longe e de correr mais rápido.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Calcanhar de Aquiles

Há coisas que só lembram ao diabo!

Julho foi o mês de meter carga nas pernas rumo ao UTMB, o que já de si implicava um esforço adicional à minha rotina diária. Mas, nada na minha vida é feito da maneira mais fácil, e eis que algures a meio de Julho me surge uma malfadada “dorzinha” no meu calcanhar esquerdo.

Uma “cena” esquisita, já que apenas sentia essa dor quando treinava a ao fim de alguns quilómetros a rolar. Naqueles momentos de introspeção que me acompanham nos treinos mais longos, aquela espécie de dor acompanhava também os meus pensamentos. Não era uma dor suficiente forte para ter que parar, mas era uma moinha persistente que não desaparecia e teimava em acompanhar-me até final do treino.

Terminado o treino, essa moinha desaparecia tão depressa quanto surgia, e só me voltava a lembrar dela no treino do dia seguinte.

calcanhar de aquiles

Não sentia nada no exterior do pé e do calcanhar, e confesso que com o passar dos dias a persistência dessa dor durante os treinos começava a fazer-me pensar cada vez mais. Tudo isto culminou no Alcains Trail Camp. 80 Quilómetros de treino e o raio da dor parecia agudizar-se à passagem de cada quilómetro, mas assim que parava, como que por magia, a dor atenuava-se e desaparecia. Lá fiz os 80 quilómetros neste registo, mas chegado a casa resolveu-se o mistério.

Passadas mais de duas semanas e mais de 250 quilómetros de treino, conseguia ver agora uma pequena entumecência na sola do pé, quase ali mesmo na dobra do calcanhar. Espremi, espremi, e não é que extraí dali uma espécie de um pequeno espigão de vidro com uns bons 5 ou 6 milímetros de comprimento?!

Como é que foi lá parar e onde o terei pisado é que não faço ideia, não dei conta em momento algum de ter pisado algo que em causasse alguma dor. Pode ter sido na praia ou a andar descalço em qualquer lugar. Não sei.

Sei que após extrair aquele espigão, andei mais uns dias a assentar o calo que causou, e que agora está tudo fino e pronto para outra. É o tipo de coisas estúpidas que tenho o condão de atrair, desta vez e felizmente, sem muitas consequências.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

O Ultra Trail Mont Blanc está mesmo à porta!

 

Alcains Trail Camp – Dia 2

O segundo dia do Alcains Trail Camp prometia. Ia ser a minha estreia a correr na Serra da Gardunha.

O percurso foi preparado pelo Miguel Batista e o track apresentava cerca de 30 Km, a primeira metade sempre a subir, a segunda metade sempre a descer, e uma “ligeira” subida no final para acabar em beleza.

A noite foi bem dormida mas pouco dormida. Entre jantar, ir para o solo duro, cumprir a rotina de higiene, deitar e dormir, já seria mais de uma da manhã quando adormeci. A alvorada foi às 6h00.

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Actualmente este é um dos meus maiores pontos fracos, preciso dormir para recuperar e acordar fresquinho. Dormi um pouco menos de 5 horas pela terceira ou quarta noite consecutiva, e sentia um pouco de cansaço a esse nível. Mas olhando ao redor do pavilhão, parecia que ninguém se queria levantar para a jornada do dia, apesar de haver múltiplos alarmes a tocar.

Lá me levantei, fui à casa de banho e os meus olhos não enganavam, parecia aquele Pokémon de que não me lembro o nome, tal estavam os meus olhos inchados.

A jornada ia começar em Castelo Novo e lá nos pusemos todos a caminho. Mais uma vez todos nos atrasámos aqui e ali e mais uma vez começámos o treino um pouco atrasados. Tudo sem stress e todos bem-dispostos, com um espirito de camaradagem muito saudável.

Lá começamos o treino. As minhas pernas estavam bem considerando que tinha feito 50 Km no dia anterior. O pulmão também não se queixava. Mas os olhos estavam pesados… No fundo estava com uma preguiça transcendental, queria correr mas a cabeça não deixava, estava difícil de acordar.

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E assim os tubarões fugiram mais uma vez. Subiam que nem uns tubarões loucos a cheirar sangue fresco e rapidamente os perdi de vista, sobrando meia dúzia de carapaus de corrida lá mais para trás.

Os primeiros 14Km do percurso foram sempre a subir, sendo que os primeiros 9Km foram quase sempre por estradão, logo bastante “corriveis”. A partir do quilometro 9 entrámos numa das rotas da Serra da Gardunha, que percorre quase sempre a crista da serra, logo um percurso muito bonito. Fiz este troço sozinho, e tal como no primeiro dia tive de ir a navegar entre o GPS, as mariolas e as marcações da rota, e demorei mais tempo do que o previsto nesse troço, mas lá consegui chegar às antenas e ao marco geodésico instalados no ponto mais alto da serra. A descida foi muito interessante num trilho pelo meio de enormes barrocos de pedra. Descida muito técnica e bonita de se fazer.

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O percurso continuou sempre a descer até uma aldeola de nome Casal da Serra. O troço variou entre estradão e algum alcatrão e era propício a dar velocidade às pernas, mas a minha preguiça não me permitiu passar de um certo ritmo mais moderado. Chegado a Casal da Serra, não tendo encontrado uma fonte, fui à taberna local e bebi a primeira jola de hidratação, enquanto reabasteci os bidons com água. Na taberna um dos habitantes locais, ficou muito surpreso por eu vir das “antenas” e partilhou que nunca lá tinha ido, apesar de viver ali desde sempre!

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06:19:58 05:14:50 33.45 6.38 16.56 1,252.00
hours hours km km/h km/h meters

Após esta paragem, recomecei o percurso em direcção a Louriçal do Campo. A par do troço pela crista da serra, este foi um troço de beleza impar. O trilho seguiu em grande parte paralelo ao Rio Ocreza, com muitas piscinas naturais onde apetecia dar um mergulho, com muitos vestígios e ruinas das azenhas que aí trabalhavam no passado, e uma vegetação muito luxuriante, tornando este troço um verdadeiro passeio de corrida. E chegado a Louriçal do Campo, já com 26 Km nas pernas, fiquei contente por não seguir em direcção ao Piodão que dista dali 72Km, mas sim em direcção a Castelo Novo à distância uns míseros 8Km. Estava já no estado de espirito em direcção a Castelo Novo, quando ao passar pelo café local vejo o Serradas Duarte, a Mariana e o Luis Matos, em animada tertúlia entre minis e tremoços. Lá tive de ficar com eles a hidratar mais um pouco, e assim atrasar a chegada a Castelo Novo.

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Arrancámos, muito a custo, os quatro, mas aquela última subida, o calor e a preguiça que nunca me largou, não me permitiram seguir com eles durante todo o troço até final.

Chegados a Castelo Novo, foi tempo de mergulhar na piscina fluvial e aproveitar a água geladinha para um tratamento rápido de crioterapia.

Foi um percurso muito bonito, com troços rápidos, troços técnicos, paisagens fabulosas, sem dúvida para repetir num dia destes.

O Trail Camp encerrou com um almoço nas piscinas de Alcains, onde quase todos tinham tanta fome como vontade de ir dormir uma sesta. Como já estávamos em período de recuperação ainda houve lugar a uma prova de queijos da região.

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Resta-me agradecer ao Didier Valente pela organização de todo este Trail Camp, e a todos os participantes pela boa companhia e momentos que proporcionaram

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Alcains Trail Camp – Dia 1

O primeiro dia do Alcains Trail Camp foi brutal.

O menu era apelativo: ponto de partida em Alvoco da Serra, subir o 1,5 Km vertical até à Torre, descer até à Loriga, mais 1 Km vertical até à Torre e descer 1 Km vertical até Alvoco da Serra. O total, cerca de 50Km e 3500m de desnível positivo pela Serra da Estrela.

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A alvorada foi às 5h00. A partida seria às 7h00, mas os mais de 30 bravos do pelotão foram-se atrasando aqui e ali, e acabámos por começar já depois da 8h00.

O grupo era de meter medo, tal o número de tubarões ali presentes, Miguel Batista, José Serrano, Bruno Fernandes, Didier Valente… só para citar alguns. Não iria ser fácil, ou melhor, não seria possível de todo segui-los, pelo que tinha o track bem estudado pois já previa que iria andar muito tempo sozinho na serra.

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Os primeiros 4km foram de aquecimento a descer em direcção ao ponto de início do 1,5Km vertical. O pelotão seguiu compacto apesar do ritmo já vivaço. Afinal a descer todos os santos ajudam e de certeza que ali ainda iam muitos santos a acompanhar-nos.

O pior foi depois.

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Começa a subida, os tubarões mantiveram o ritmo vivaço, e o pelotão lá se foi partindo aqui e ali formando-se diversos grupos a diversos ritmos. O quilómetro e meio vertical tem pouco menos de 12Km de distância, e dizem as más-línguas que os tubarões subiram em cerca de duas horas. As mentes, pernas e/ou pulmões menos preparados, demoraram quase três. (Treinasses!…)

O troço da Torre até Loriga foi talvez o mais confuso. O track disponibilizado não tinha muitos pontos e quase deixava à imaginação de cada um a direcção a seguir, pelo que aqui houve enumeras variantes seguidas por cada um dos pequenos pelotões que se formaram.

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Eu ia ao meu ritmo e acabei seguindo sozinho neste troço. Segui as “minhas” regras básicas de orientação: tentar seguir o rumo que o GPS me dava entre pontos, seguir as marcações da rota do Vale Glaciar da Loriga, e seguir as mariolas para perceber e/ou descobrir o trilho, e assim consegui nunca me perder, consequência que muitos outros amigos tiveram talvez por efectuarem uma orientação menos atenta.

O reverso da medalha foi o de que com tanta orientação não conseguia manter um ritmo de corrida consistente, mas nesta altura do campeonato o que me interessa é chegar inteiro a Chamonix.

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O Vale Glaciar da Loriga é espectacular. Apesar de estar no programa há muito tempo, nos últimos dois anos os fogos andaram lá perto e impediram sempre que fizesse este percurso por altura dos meus Trail Camps. Trilhos técnicos qb, algumas partes rolantes, cães a guardar rebanhos aqui e ali, alguns turistas a fazerem caminhadas, cruzei-me com um pouco de tudo neste troço. Cheguei à Loriga e o grupo dos tubarões já tinha almoçado e iniciava o percurso de regresso. Deixei-os ir e aproveitei para comer qualquer coisa também.

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Fiz-me ao caminho de volta que não queria chegar muito atrasado

A subida de Loriga para a Torre, pela hora do calor, custou bem mais que a descida da Torre à Loriga. Na subida inicial do troço Loriga – Torre, cruzo-me de novo com um grupo de caminheiros com quem já me tinha cruzado perto da central hidroeléctrica enquanto fotografavam um rebanho, os cães da serra e o pastor que os guardava. Cinco ou seis homens já barrigudos, equipados com máquinas fotográficas e objectivas quase proporcionais às suas barrigas. A caminho da Loriga passei por eles a correr, cumprimentei-os com um “bom dia”, que eles simpaticamente retribuíram enquanto pensavam “olha para este maluco aqui a correr”. Não comentaram mas de certeza que o pensaram. No regresso à Torre, antes de mim passou por eles o grupo dos Tubarões e quando se cruzaram de novo comigo não resistiram a comentar entre gargalhadas: “Você tenha juízo!!! Vai aí um grupo de malucos a correr serra acima… são doidos!!!” Desmanchei-me a rir enquanto visualizava tão bem esta imagem e só consegui responder: “não se preocupem que quem tem a chave do carro sou eu”.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
11:04:22 08:42:03 45.85 5.27 16.56 3,103.30
hours hours km km/h km/h meters

Enquanto subi à Torre fui-me cruzando com outros amigos que seguiam em direcção à Loriga. Uns porque se perderam, outros porque iam mais devagar, e afinal só sobrava eu para além dos tubarões a fazer o percurso inverso até Alvoco da Serra. Apesar da subida dura e do calor, segui tranquilo até à Torre, onde me aguardavam umas nuvens e vento fresco que me acompanharam na descida até ao Alvoco. Desci o quilómetro vertical tranquilamente para não danificar o material, e quando cheguei ao Alvoco já os tubarões tinham desfrutado da piscina e iam partir rumo à base em Alcains. Não tive outro remédio senão continuar a “correr”, enquanto mudei de roupa e me coloquei no encalço dos tubarões. Só vos posso dizer que de carro é bem mais fácil ir atrás deles, ou não fosse o meu apelido Gião.

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O repasto na Tasca do Manel foi mais uma vez muito bom, já na recepção de 6ªfeira o tinha sido também, e recuperámos as calorias entre um rolo de carne e uns tentáculos de polvo, com diversas guarnições à mistura. O recolher aconteceu já depois da meia-noite e muitos foram dormir com um ratinho no estômago com o desejo de ter comido uma fartura, que não havia na festa de Escalos de Cima.

Até o dormir foi a correr pois a alvorada para o segundo dia seria às 6h00.

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Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Amigos na Comrades 2016

A Comrades Marathon é uma das corridas mais famosas do mundo, e é a ultra maratona mais antiga de que há memória. Decorre todos os anos na África do Sul, com a distância de 87/89 quilómetros entre as cidades de Durban e Pietermaritzburg. Cada ano a corrida é num sentido diferente, sendo que este ano decorreu no sentido Pietermaritzburg – Durban que tem 89 quilómetros. A corrida no sentido Durban – Pietermaritzburg tem 87 quilómetros.

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Ontem, dois grandes amigos (o Bruno e o Joost) estiveram a correr esta prova, ambos com a ambição de ganhar a prestigiada medalha de prata, medalha atribuída a todos os atletas que terminam este desafio entre 6h00 e 7h30 de prova, e se há alguém com coragem, determinação, força de vontade e capacidade para atingir este objectivo, são estes dois atletas.

A título de curiosidade a distribuição das medalhas é a seguinte:

  • Medalha de Ouro para os primeiros 10 homens e mulheres;
  • Medalha Wally Hayward (centro em prata e anel exterior em ouro): da 11ªposição até às sub 6h00 de prova;
  • Medalha de Prata para os classificados entre 6h00 e 7h30 de prova;
  • Medalha Bill Rowan (centro em prata e anel exterior em bronze), para os classificados entre 7h30 até sub 9h00.
  • Medalha de Bronze para os classificados entre 9h00 e sub 11h00 de prova; e
  • Medalha Vic Clapham (cobre), para os classificados entre 11h00 e sub 12h00 de prova.

Desta vez quer o Bruno quer o Joost não conseguiram chegar à medalha de prata. O Joost por muito pouco, por apenas 11 segundos depois das 7h30. Apesar de só lhe vermos as costas, é perceptível na transmissão (a partir das 7h03m40) a frustração de ter falhado a prata por tão pouco.

O Bruno, apesar do excelente resultado, terminou com 7h54 e ficou um pouco mais longe da prata, mas não duvido que “teimoso” como ele é, não vá lá novamente para tentar concretizar esse sonho.

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Medalhas à parte, foi um excelente resultado quer para o Bruno quer para o Joost, pelo que estão ambos de parabéns!!!

Foi bravo o desafio que completaram.

Continuação de bons treinos e de boa aventuras!!!

 

De bazófia em bazófia até à Comrades

Desde que comecei nisto das corridas, muitas foram as pessoas que se cruzaram comigo e que deixaram/deixam marcas da sua passagem.

Uma delas é o meu amigo Bruno, que juntamente comigo, com o Vargas, e com o Perdigão nos auto intitulámos os Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto.

O nosso ponto em comum foi a aplicação Micoach da Adidas. Foi através dos desafios que essa aplicação promovia que acabámos os quatro a competir virtualmente uns com os outros, que mais tarde promoveu o encontro pessoal e fomentou a amizade entre os quatro.

Dos quatro, o Vargas fartou-se de esperar que o Cristo viesse cá abaixo e foi lá acima para reclamar com Ele; o Perdigão que tinha a mania dos minimalistas 5 Fingers e era conhecido por “Carmelita” quase deixou de correr e agora é conhecido como OGQNC (o gajo que não corre), eu é o que vão lendo por este blogue, e o Bruno tinha (e continua a ter) a alcunha de “Bazófias”!

E Bazófias porquê? Porque quer ser sempre o primeiro, porque o “Mestre” é ele, porque se eu correr 100 Km ele vai correr 200 Km, e se eu correr 200 Km ele vai correr 500 Km!!!

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Brincadeiras à parte, de há uns tempos a esta parte, focou-se num objectivo que passava por corridas de estrada e em particular na distância da maratona, onde conseguiu com muito e bom trabalho entrar na casa das sub 2h59 de prova. Mais tarde decidiu ir correr uma das Ultra Maratonas de estrada mais lendárias do Mundo, a Comrades na África do Sul.

É esta a prova que ele vai fazer na próxima semana e para a qual eu lhe desejo a melhor das sortes e, tenho a certeza, que vai conseguir correr os 89 Km de prova dentro dos objectivos que definiu.

Como bom bazófias que é, não se podia limitar a partilhar esta aventura em Português numa qualquer rede social por aí. Está a fazê-lo em inglês no sítio do Micoach que foi o ponto de partida para tudo isto.

O primeiro artigo já está aqui, visitem que vale muito a pena ouvir o testemunho do Bruno (mais não seja para se rirem com as fotos dele no inicio de tudo com 85Kg e agora com 64Kg), e continuem a acompanhar os futuros artigos.

Olhando para todo o percurso realizado desde que nos encontrámos no Micoach há cinco anos atrás, concordo plenamente quando diz: “…I’m not longer the same person, not only in the outside but also deeply inside!”.

Boa sorte “Bazófias” e não te esqueças que o “Mestre” sou eu!!!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Uma semana consistente

Depois de um início de ano com alguma agitação a nível pessoal e profissional, que de modo indirecto acabou por condicionar a qualidade e quantidade dos meus treinos, eis que termina a semana 8 de 2016, a minha primeira com treinos mais ou menos em condições.

Foram treinos em ritmo moderado e com desnível qb para ir habituando de novo as pernas, com Escadinhas e Subidinhas pelo meio. No total foram 95Km de corrida e o cansaço não é mais do que o esperado para uma semana com esta carga neste índice físico. A balança também está a reconhecer o esforço e gradualmente o peso vai diminuindo rumo ao objectivo.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
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No fim-de-semana passado o melhor treino foi o de Domingo, com quase 30Km e 700m D+, a usar as zonas cardíacas para controlar o esforço no treino. A conclusão a que cheguei é de que necessito melhorar o ataque às subidas, ainda as começo a subir muito depressa e a máquina começa a queixar-se antes de chegar ao topo.

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Curiosamente quando o topo da subida está perto acontece o mesmo fenómeno de aceleração, parece que só falta mais um bocadinho e recomeço a acelerar “involuntariamente”, e a máquina começa de novo a queixar-se. Sem dúvida um aspecto que tenho de continuar a trabalhar mais.

Agora é seguir o plano até ao UTMB, esperemos que sem lesões ou outros infortúnios.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!