Fim de semana a rolar

Fim-de-semana sempre a rolar, Sábado com 31 Km de bicicleta para descontrair, Domingo com 32 Km a correr de Cascais a Lisboa para ajudar o Pedro a preparar a sua estreia na Maratona, em Sevilha já no próximo dia 19.

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01:48:52 01:43:02 31.91 18.58 52.56 390.10
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Desde o UTAX, isto é desde Outubro, que não corria uma distância tão “grande”, e se pensar quando corri pela última vez mais de 30 Km em estrada, então já nem me lembro quando foi, pelo que o corpinho já estava a desabituar-se a estas desventuras. No entanto tudo correu bem. Deu para puxar pelo Pedro, para fazer uns quilómetros mais rápidos enquanto ia encher os bidons com água, e deu para esticar um pouco no fim para apertar com ele, mas afinal de contas quem acabou apertado fui eu, que com uma inesperada dor de barriga não consegui manter o ritmo nos dois quilómetros finais.DSC00121

Foi um bom treino que deu para testar a máquina e constatar que mais umas semanas de treino e volta tudo ao lugar, basta continuar com o empenho habitual.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:04:52 03:03:44 32.11 10.49 32.40 174.70
hours hours km km/h km/h meters

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Tabata para Dummies (e para runners)

A definição de modas e a reinvenção de exercícios é cíclica. Volta e meia há uma nova palavra, um novo exercício ou um novo conceito, que circula com alguma insistência no meio em que estamos inseridos e que, mais tarde, tão discretamente como apareceu, desaparece e quase fica esquecido para sempre.

No meio das corridas, uma das palavras que por estes dias tenho ouvido com alguma regularidade é Tabata, pelo que presumo que o Protocolo de Tabata deve ser uma das modas do momento. Nada de mais até aqui, não ouvisse igualmente alguns verdadeiros disparates sobre este protocolo e o modo como é aplicado, suponho que pela ausência de conhecimento de muitos dos utilizadores desta palavra.  Vou então tentar esclarecer o que é e como funciona o Protocolo de Tabata.

O Professor Izumi Tabata, japonês, é um cientista e investigador na área do treino desportivo e em particular dos treinos intervalados de alta intensidade, também conhecidos como HIIT do acrónimo inglês High Intensity Interval Training.

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Para perceber o Protocolo de Tabata, é necessário ter presente a definição de VO2Max (capacidade máxima de consumo de oxigénio de um atleta durante um exercício de intensidade crescente) que já expliquei num outro texto e que podem reler clicando aqui. Não sendo este o único factor que afecta os corredores de longas distâncias, podemos dizer que se todos os restantes factores forem iguais, um atleta com um nível de VO2Max mais elevado terá sempre um melhor desempenho que outro atleta com um nível de VO2Max inferior. Portanto, ao aumentarmos o nosso nível de VO2Max vamos seguramente obter um melhor desempenho em corridas de longas distâncias.

Nos anos 90 o Prof. Tabata fez o seguinte estudo, onde comparou dois protocolos:

O Protocolo 1 consistiu num de treino de 60 minutos em bicicleta estacionária, 5 vezes por semana, pedalando cada atleta a 70% do seu VO2Max. Esta intensidade corresponde a cerca de 82% do batimento cardíaco máximo estimado para cada individuo. Para uma pessoa de 35 anos deverá corresponder a 150 batimentos por minuto.

O Protocolo 2 consistiu num treino intervalado igualmente 5 vezes por semana. Os atletas pedalavam em bicicleta estacionária, 7 ou 8 séries de 20 segundos a 170% do seu VO2Max, descansando 10 segundos entre cada série. Este exercício demorou apenas 4 minutos.

Quais foram os resultados?

O Protocolo 1 melhorou o VO2Max (capacidade aeróbica), sem melhorias na capacidade anaeróbica. Era este o resultado esperado.

O Protocolo 2, agora conhecido como o “Protocolo de Tabata“, resultou num aumento de 28% na capacidade anaeróbica, o que já era esperado, mas aumentou também o VO2Max ou capacidade aeróbica, tanto como no Protocolo 1.

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Este protocolo de 4 minutos, 5 vezes por semana, corresponde aos aumentos de capacidade aeróbica de 5 horas de treino semanal de intensidade moderada!

Muitas das pessoas a quem ouço referirem-se ao Protocolo de Tabata, fazem este exercício mal. Não basta fazer 8 intervalos de 20 segundos e descansar 10. A intensidade é o factor crucial e se não se atingirmos os 170% de VO2Max os resultados nunca serão os anunciados pelo protocolo. Atingir 170% de VO2Max não é fácil, e se se aplicar correctamente o Protocolo de Tabata o exercício vai “doer” e vão ser quase sempre os piores 4 minutos das nossas vidas. Vamos chegar ao ponto de ter náuseas, de não querer repetir mais este exercício no dia seguinte ou desejar ter feito antes o treino de uma hora de corrida a ritmo moderado.

Como encaixar o Protocolo de Tabata no plano de treinos habitual?

O Protocolo de Tabata é excelente quando a nossa disponibilidade de tempo para treinar é reduzida. Por ser um exercício de alta intensidade, é importante não o fazer com o estomago cheio, e dar particular importância ao aquecimento, de preferência aquecimento dinâmico acrescentado de alguns minutos ou quilómetros de corrida, de modo a evitarmos o surgimento de alguma lesão.

Depois é programar o relógio ou usar uma das milhares de APPs que existem para telemóveis e iniciar o exercício. Correr o mais rápido possível durante 20 segundos. (Pessoalmente recomendo que se comece a desacelerar nos 15-17 segundos da série, para conseguirmos parar exactamente aos 20 segundos do intervalo. Isto não é batota, pois a desaceleração pode consumir tanta energia como a aceleração.) Descansar 10 segundos e repetir mais 7 vezes. No final andar em ritmo tranquilo umas centenas de metros para relaxar, e concluir com os tradicionais alongamentos de final de treino.

Nunca esquecer que a intensidade é o factor chave para o sucesso do protocolo. Se não “doer” é porque estamos a fazer alguma coisa mal ou a não puxar até aos 170% de VO2Max.

Em apenas 20-30 minutos, consegue-se fazer um exercício completo e intenso, e estamos prontos para seguir para as restantes actividades do dia-a-dia.

Para quem tem mais tempo (e mais estomago) existe também a variante longa do Protocolo de Tabata.

Esta variante consiste em fazer 6 intervalos de 20 segundos com VO2Max a 170%, descansando 10 segundos entre séries. Descansar 1 minuto. Fazer de novo 6 intervalos de 20 segundos com VO2Max a 170%, descansando 10 segundos entre séries. Descansar mais 1 minuto. E fazer novamente 6 intervalos de 20 segundos com VO2Max a 170%, descansando 10 segundos entre séries.

Isto perfaz um exercício de 11 minutos que, se bem executado, vai “doer” ainda mais que o exercício de 4 minutos. Não esquecer o aquecimento (muito importante) e o cool down e alongamentos como em qualquer outro treino.

Este tipo de exercício faz-se muito bem em pista, mas também pode ser feito numa ligeira (ou não tão ligeira) subida, ou em escadas, se precisarem de aumentar (ainda) mais o nível desafio.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

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Se ainda não votaram no RunUltra Blogger Awards 2016 cliquem aqui e escolham o blog da vossa preferência, de preferência este 🙂

Se for esse o caso, escolham o meu nome Nuno Gião, sigam as instruções no final da página da votação e já está.

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Agradeço desde já a vossa participação. 😉

Wish me luck

Pessoalmente 2016 está a ser um ano especial e hoje a sorte no sorteio para o Ultra Trail Mont Blanc veio comprovar esta tendência.

A verdadeira aventura começa hoje e durará até 26 de Agosto. Vai ser necessário treinar muito bem, forte e feio, e ter alguma sorte para não surgir alguma indesejada lesão.

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Depois, às 18h00 de 26 de Agosto, terá início a jornada de 170 Km, repleta de muita emoção, superação, introspecção e felicidade, enquanto subo e desço os Alpes cruzando três países: França, Itália e Suíça.

Hoje é o primeiro dia desta grande aventura.

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Wish me luck. 😉

Discovery Underground Lisboa

Foi hoje divulgada a lista dos 100 atletas escolhidos para participar no Discovery Underground Lisboa, a decorrer no próximo dia 12. Para quem desconhece, este evento é promovido pelo canal Discovery, destina-se a promover a candidatura de Madrid dos Jogos Olímpicos de 2020, e consiste numa corrida de 10 km pelos túneis do metro, no caso de Lisboa entre as estações de São Sebastião e a do Aeroporto. Depois do enorme sucesso que foram os eventos similares no metro de Madrid e de Barcelona, seria de esperar uma enorme adesão ao evento lisboeta, o que se veio a verificar com mais de 3000 candidaturas, mas que hoje ao ser divulgada a lista de escolhidos causou alguma decepção aos atletas tugas, uma vez que dos 100 lugares disponíveis cerca de 1/4 foram atribuídos a participantes espanhóis. Também fiquei entre os candidatos não escolhidos, mas isso não me “chateia” muito, pois apesar de gostar de participar neste evento, este coincide com o raid Tróia – Sagres para o qual tenho andado a treinar, e assim facilita-me a vida no que diz respeito a tomar “decisões difíceis”.

Por outro lado já nos idos anos 90 tive uma experiência parecida com este evento. Não consigo precisar exactamente o ano, mas ia eu para a Faculdade de Ciências para mais um dia de aulas, quando o metro, algures entre a Cidade Universitária e o Campo Grande, ficou sem energia. Após uma espera de mais de 30 minutos, eu e bem mais de 100 clientes do Metropolitano de Lisboa, fomos convidados a participar numa verdadeira aventura. Tudo começou por, às escuras e com luzes de presença mínimas, descermos pela porta traseira de cada carruagem um lanço íngreme adaptado de 3 ou 4 degraus de madeira, para o estreito caminho que separa a carruagem da parede do túnel. Mandaram-nos andar para o fim do comboio. Chegados ao fim da última carruagem, grupos de 20 a 30 pessoas, partiam ajudados pela luz de uma pequena lanterna de um funcionário do metro, à procura da luz ao fundo do túnel. Sim, ainda sou do tempo em que os telemóveis eram raros, e os que existiam ainda não eram “portáteis” nem tinham luz, portanto estávamos mesmo cingidos à luz da pequena lanterna, a ínfimas luzes de presença que não iluminavam o túnel e aos isqueiros dos passageiros fumadores. O caminho que nos indicaram para fazer foi para trás, em direcção à estação da Cidade Universitária. Circulámos assim algumas centenas de metros pelo túnel do metro, talvez mais de um quilometro, em ritmo lento mas divertido pelo inesperado da experiência, até chegarmos à estação da Cidade Universitária. Na altura ainda não corria nem ligava a estes pormenores, mas durante este pequeno trajecto deu para ter uma boa percepção de que de facto há algum desnível no percurso entre estações, que há vários “caminhos” que se podem percorrer com relativa facilidade, e sobretudo que o túnel é escuro, muito escuro.

Aos participantes no Underground Lisboa, que se divirtam com a experiência.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Ultra Trail Côte d’Azur Mercantour 2016

Vão abrir na próxima 6ªfeiras as inscrições para a segunda edição do Ultra Trail Côte d’Azur Mercantour 2016.

Numa altura que tantos amigos andam à procura de provas que proporcionem bons desafios, esta é uma prova que recomendo vivamente. São 140 quilómetros com 10000m de desnível positivo, uma organização fantástica e irrepreensível, tudo num cenário muito bonito, com partida em Nice junto às praias do Mediterrâneo, e chegada bem no meio dos Alpes Marítimos.

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Para ajudar a malta, a viagem de Lisboa para Nice é relativamente barata, fruto dos voos directos quer da TAP quer da Easyjet, e com a devida antecedência também se conseguem alojamentos com preços bastante em conta.

Tudo junto, consegue-se um pacote de mini férias com uma excelente prova pelo meio, já que mesmo ao lado de Nice temos o Mónaco e Cannes para visitar.

Quem quiser participar em equipa, os 140 Km da prova principal também podem ser feitos por equipas, em estafeta de 2 ou de 4, provas que tiveram igualmente bastante sucesso na edição deste ano.

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Se precisarem de mais informações sobre esta prova ou quiserem alguma ajuda, procurem aqui no blogue, usem os comentário (em baixo) ou cliquem aqui e perguntem à vontade.

Para seguir para o site oficial da prova cliquem aqui.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!!

Relembro o perfil da edição deste ano:

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A última corrida

Há apenas uma corrida, onde por melhores atletas que sejamos, a derrota está assegurada. A corrida da vida, mais tarde ou mais cedo, verga-nos à sua vontade e a partida para o “outro lado” será sempre a nossa derrota.
É claro que cabe-nos a nós lutar por ir o mais longe possível nesta corrida contra o tempo, e ir vivendo nas melhores condições até onde a qualidade de vida nos permita desfrutar com qualidade todos os momentos e alegrias.

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Quis o destino que o meu amigo João Vargas cruza-se mais cedo a meta desta corrida. Uma corrida que não sabe a vitória, mas antes tem um sabor esquisito, assim como se alguém nos pregasse uma rasteira e fossemos obrigados a abandonar a prova.
Partilhámos muitos quilómetros, muitas conversas, muitas parvoíces e muitas coisas sérias, e muitos outros quilómetros, provas, conversas e parvoíces ficaram por partilhar.

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Onde quer que estejas Vargas, continua a contagiar todos com a tua alegria de viver e vamos continuar juntos contigo, a correr estradas, serras e montanhas por aí.

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Até sempre Vargas!!!

Até Sempre…

Começou o Tic Tax

O tic tax, como muitos comentam por aí, já começou que é como quem diz a contagem decrescente para o Ultra Trail Aldeias de Xisto.

Às 00h00 de Sábado lá estarei na partida para mais 112 quilómetros, assim consiga chegar ao fim sem problemas de maior. O objectivo é mesmo chegar ao fim dentro do tempo limite, não existindo de todo expectativas para a obtenção de um melhor resultado desportivo que não esse. Mesmo assim uma coisa é certa: não será fácil; quer pelo tipo de piso, quer pelas condições atmosféricas que se vão verificar, quer pela forma física actual, será tudo menos fácil, mas espero que os 112 Km e as paisagens fantásticas que vou cruzar, sejam feitos em modo de retiro espiritual, para relaxar, descontrair e ganhar já motivação para os desafios de 2016.

utax15Se calhar se fosse fazer uma massagem o resultado era o mesmo, mas correr 112 Km no meio da serra tem outro encanto!…

Vou correr com o dorsal 43 e podem seguir-me e aos outros atletas no Follow Me clicando aqui.

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Inveja da boa

Começou a festa.

Melhor, começaram as festas!

Esta semana e as seguintes, concentram um sem número de provas de Ultra Trail tão famosas e interessantes, que se todas elas fossem transmitidas na televisão seria uma espécie de Campeonato do Mundo de Futebol, com provas todos os dias e a todas as horas.

UTMBO interessante aqui, é que há tantos amigos a participar nestas provas que o esforço necessário para as acompanhar e para saber novidades das mesmas é quase mínimo, tal a velocidade da informação que circula pelos mais diferentes meios virtuais.

Ora isto acaba por causar alguma inveja, inveja da boa entenda-se, tal o número de fotos de paisagens e trilhos espectaculares, em lugares remotos, em lugares famosos, com estrelas das corridas…

GRP

É amigos na PT281+, é amigos no Grand Raid des Pyrénées, é amigos já em Chamonix para o Ultra Trail Mont Blanc que começa no final da semana, é amigos a caminho do Tor de Geans, é amigos um pouco por todo o mundo…

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Bem vistas as coisas também eu estou em contagem decrescente para o Ultra Trail Cotê d’Azur Mercantour, em quinze dias lá estarei na partida para o empeno e será a minha altura de causar inveja da boa a alguém.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

II Summer Trail Camp – Dia 1

O primeiro dia do II Summer Trail Camp decorreu conforme o previsto. Estava planeado fazer um treino de cerca de 25 quilómetros, pelo que aproveitámos para seguir o track do trail curto do Estrela Grande Trail organizado pelo Armando Teixeira, que seguia em grande parte a Rota do Carvão e cumpria os requisitos que pretendíamos.

Fomos cinco os que efectuámos este treino, que teve início em Manteigas e começou logo com a famosa subida às Penhas Douradas, onde subimos 750 metros em pouco mais de 6 quilómetros. Seguimos por um trilho muito bonito e verdejante até à Represa de Vale do Rossim que circundámos e, onde aproveitámos para reabastecer aos 11 quilómetros de treino. O dia estava quente, o sol brilhava lá no alto, e esta pausa técnica para reabastecer soube bem. Desfrutar, ainda que por poucos minutos, do espelho de água de Vale do Rossim é sempre de uma satisfação imensa. Seguimos em direcção à Nave Mestra por um trilho inóspito, com muito vegetação rasteira e seca, e algumas subidas e descidas pelos barrocos do maciço central da Serra da Estrela, o que deu alguma emoção ao percurso.

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Represa do Vale do Rossim

A Nave da Mestra encontra-se num local isolado da Serra da Estrela a cerca de 1650 metros de altitude. É apenas acessível pé e é dominado por um colossal bloco granítico. Reza a história, que apaixonado pelo local, um juiz de Manteigas mandou construir na base do grande bloco granítico, em 1910, uma pequena casa de férias. A sua construção foi concretizada pela mão-de-obra vinda de Manteigas em cima de mulas por um caminho que ainda hoje existe, ajudada por macacos hidráulicos utilizados para levantar as gigantes pedras, incluindo aquela que faz de telhado à casa. Esta obra é comprovada pela inscrição que ainda se pode ler na construção principal por cima da porta, “Dr. J.Matos – Barca Hirminius – 1910”.

Nave Mestra

Íamos com cerca de 16 quilómetros de treino e foi aqui que alterámos o rumo do nosso treino, agora novamente em direcção a Manteigas. Tal como até à Nave Mestra, seguimos por um trilho de vegetação rasteira, até chegarmos a uma descida técnica e bastante inclinada que deu muita adrenalina a fazer. Este era o primeiro dia do II Summer Trail Camp e não devíamos abusar, pelo que o ritmo da descida foi “moderado” a poupar para os dias seguintes, mas imagino o pessoal no EGT a fazer esta descida a “abrir”, deve ter sido brutal! Por aqui já conseguíamos desfrutar a paisagem do Vale Glaciar do Zêzere e de alguns pontos já avistávamos Manteigas. Terminada esta descida, corremos mais umas centenas de metros, e somos brindados com outra descida acentuada, bastante técnica pelo meio de barrocos, pinhas e caruma, que acabou por nos levar ao Vale Glaciar a caminho de Manteigas, onde terminámos o nosso treino.

Os 5 Magníficos

 

 

Em resumo foram 27,6 quilómetros neste primeiro dia, com pouco mais de 3000 metros de desnível acumulado, que foram percorridos em ritmo moderado em cerca de 4 horas. Para os curiosos o percurso efectuado neste primeiro dia está disponível clicando aqui.

Um obrigado especial ao Bruno, ao Rui, à Fátima e à Nia, por terem contribuído com energia para este empeno.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

II Summer Trail Camp – O início

A ideia do Summer Trail Camp surgiu o ano passado, com a minha necessidade de treinar com maiores desníveis em montanha antes dos desafios que pretendia concluir com sucesso, nomeadamente o Grande Trail Serra d’Arga e o Arrábida Ultra Trail. O desafio foi colocado à última hora, e em 2014 fomos apenas dois a realizar o Summer Trail Camp. Este ano, apesar de ter sido eu o único a completar os pouco mais de 188 Km de treinos na semana do Summer Trail Camp, foram 18 os participantes que em um ou mais dias passaram pelos treinos do Trail Camp, um aumento de 900% face a 2014.

A edição deste ano teve novamente base no Skiparque, que reúne todas as condições para uma semana de treinos em montanha, conjuntamente com muita descontracção, ar puro, praia e boa onda entre amigos. A semana ficou igualmente marcada pelos fogos no Parque Natural da Serra da Estrela, que apesar de se encontrarem longe do Skiparque e nunca nos terem colocado em risco de segurança, acabaram por limitar alguns dos percursos que tinha inicialmente definido, acabando apenas por fazer uma subida à Torre em vez das duas programadas. Mas, quando se está preparado para reagir a estes imprevistos, tudo acontece naturalmente e o Summer Trail Camp acabou por contemplar na mesma cerca de 188 quilómetros de treino e 19000 metros de desnível acumulado, tendo sido uma semana de treinos muito importante, para mim e para outros participantes, na preparação para os desafios que se avizinham.

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Foi interessante constatar, que para além do grupo do Summer Trail Camp passaram pelo Skiparque pelo menos mais 3 grupos de pessoal que foi treinar para os trilhos da Serra da Estrela, aproveitando assim alguns dos bonitos recursos naturais que o nosso país tem para dar.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!