Inveja da boa

Começou a festa.

Melhor, começaram as festas!

Esta semana e as seguintes, concentram um sem número de provas de Ultra Trail tão famosas e interessantes, que se todas elas fossem transmitidas na televisão seria uma espécie de Campeonato do Mundo de Futebol, com provas todos os dias e a todas as horas.

UTMBO interessante aqui, é que há tantos amigos a participar nestas provas que o esforço necessário para as acompanhar e para saber novidades das mesmas é quase mínimo, tal a velocidade da informação que circula pelos mais diferentes meios virtuais.

Ora isto acaba por causar alguma inveja, inveja da boa entenda-se, tal o número de fotos de paisagens e trilhos espectaculares, em lugares remotos, em lugares famosos, com estrelas das corridas…

GRP

É amigos na PT281+, é amigos no Grand Raid des Pyrénées, é amigos já em Chamonix para o Ultra Trail Mont Blanc que começa no final da semana, é amigos a caminho do Tor de Geans, é amigos um pouco por todo o mundo…

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Bem vistas as coisas também eu estou em contagem decrescente para o Ultra Trail Cotê d’Azur Mercantour, em quinze dias lá estarei na partida para o empeno e será a minha altura de causar inveja da boa a alguém.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

A primeira decisão para a época de 2016

Está tomada a primeira decisão para a época 2016 que, a bem da verdade, é a segunda.

Trocando por miúdos, o objectivo principal para 2015 seria a participação no Ultra Trail Mont Blanc. Tendo um azar natural em tudo o que não depende do mérito próprio e passa antes por jogos de sorte ou azar como são os sorteios, “naturalmente” não fui sorteado para participar na edição de 2015.

Este passou a ser o objectivo para a época desportiva de 2016, ir correr e desfrutar da mais mítica prova de Ultra Trail do mundo. Pelas regras definidas no regulamento do UTMB, terei no sorteio de 2016, o dobro das probabilidades de ser sorteado relativamente a 2015, na prática é como se tivesse dois bilhetes de lotaria no sorteio em vez de apenas um. No entanto creio que a minha falta de fortuna nestas coisas tem uma forte possibilidade de se continuar a manifestar e que o UTMB ficará lá para 2017, onde caso não tenha sorte no sorteio de 2016, terei entrada directa (isto se até lá não mudarem as regras).

AUT_CompedrosaEsta lenga-lenga toda para chegar à partilha convosco, de que caso a falta de sorte se continue a manifestar para o UTMB, já decidi que em 2016 irei repetir o Andorra Ultra Trail, não no Mitic Ultra Trail, mas desta vez nas 100 milhas mais duras da Europa na Ronda del Cims.

Esta descrição do João Mota (clicar aqui para ler o texto) ilustra excelentemente o que é a Ronda del Cims.

É um desafio brutal e só não é do outro mundo porque é mesmo ali em Andorra.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

V Meia Maratona na Areia

Mais um fim-de-semana e mais uma prova, desta vez a 5ª edição da Meia Maratona na Areia, organizada pela Associação Desportiva O Mundo da Corrida.

Depois dos 30 Km do último fim-de-semana, este foi o último treino com uma quilometragem relativamente longa inserida na preparação da Maratona do Luxemburgo, a prova que se segue no cardápio. Para além de servir para rodar para o Luxemburgo, serviu igualmente como uma primeira abordagem para a Ultra Maratona Atlântica que há-de chegar em Julho.
A partida da prova de hoje
Continuo a não gostar de provas de manhã cedo, e esta não foi excepção. O início às 9h30 obrigou-me a acordar por volta das 7h00 para preparar a logística, e prevendo-se um dia de calor, antecipar o eventual trânsito que existisse no sentido Lisboa – Costa da Caparica. Apanhei para uma boleia o Luís Moura nas Amoreiras e lá fomos nós rumo à Costa da Caparica para a Meia na Areia onde chegámos pouco depois das 8h00.

A organização esteve impecável, e por volta das 8h30 já tinha o meu dorsal e o do João Vargas, que desta vez fez o favor de aparecer para a representação do ACCVCAVI não ser novamente órfã. Até à hora da partida foi tempo de por a conversa em dia com os múltiplos amigos das corridas que participaram nesta prova e fazer um curto aquecimento.
A Meia Maratona na Areia consiste numa corrida pela praia, com início na Costa da Caparica, ida até cerca de 1 Km depois da praia da Fonte da Telha e regresso à Costa da Caparica. Isto no período da maré vazia, o que ajuda a areia molhada a perecer um tapete e permite rolar com alguma facilidade. Mas como nem tudo são facilidades, no regresso da Fonte da Telha o vento de Norte fez-se sentir bem forte, não permitindo realizar grandes tempos.

Corre corre, que a areia está molhada e fofa!!
 A corrida em si não teve grande história: uma corrida de manhã (o que para mim é sempre difícil), após uma semana de trabalho intensiva, e com treinos durante a semana, não me permitiam ambicionar mais do que rolar calmamente, e foi isso que aconteceu. Na primeira parte de corrida ao sabor do vento fui num ritmo calmo mas mais rápido, no regresso contra o vento o ritmo manteve-se calmo mas mais lento, sempre acima dos 6min/km.
 Para os números, o meu relógio marcou 2h07’46”, o que não sendo um tempo famoso (após 8 Meias Maratonas abaixo das 2h00), nas condições do dia de hoje acabou por não ser mau de todo e considero que foi uma excelente experiência.
O amigo Vargas, com os seus pés de pato novos (leia-se com uns Vibram Five Fingers), terminou em 1h44’33”, o que foi um excelente tempo e correspondeu ao 15º posto do seu escalão e ao 83º da geral. Já eu fiquei pelo 63ºlugar do meu escalão e 300º da geral.

A classificação ACCVCAVI 🙂

No final a organização ofereceu uma lembrança alusiva à prova, houve água e fruta com fartura, e quem quisesse podia ainda degustar uma Super Bock Stout fresquinha o que satisfez dezenas de atletas. Uma nota ainda para os abastecimentos durante a prova, que foram em número e quantidade suficientes para matar a sede de todos os atletas. Já o civismo destes últimos ficou um pouco aquém das expectativas  Se numa prova de estrada poderá ser relativamente fácil apanhar o lixo (sobretudo garrafas de plástico vazias) ao longo do percurso, numa prova com as características de hoje, corrida numa praia de larga amplitude e onde não existe uma trajectória definida que delimite a coluna de atletas, estes deveriam ter mais cuidado e deixar as suas garrafas vazias perto dos pontos de abastecimento para uma fácil recolha e não poluir a praia. Infelizmente constatei que ficaram centenas de garrafas espalhadas pela praia, muitas delas que provavelmente seriam engolidas pelo mar antes que houvesse tempo de alguém as apanhar. Um ponto a rever e a relembrar a todos os atletas antes da prova.


Boas corridas para todos!!!

Resumo do mês de Abril

O mês de Abril foi um mês interessante ao nível das corridas. 
Foi o mês 3 de preparação para a Maratona do Luxemburgo, logo um mês com bastante carga. Fartleks, séries, treinos longos e treinos de recuperação, houve de tudo um pouco  em Abril. Incluiu também muitas rampas para treinar os últimos (e duros) 10 Km do Luxemburgo. Pelo meio desta preparação ainda encaixei três provas, duas delas em ritmo de passeio: a Corrida do Benfica e a Corrida da Liberdade, e a terceira para melhorar o meu PB: a Meia Maratona de Almada, com o objectivo conseguido e relatado aqui.

58º Treino Lunar – Um dos treinos a que não se pode faltar.

Para a história ficam os números, que em Abril foram:
  • Contagem: 19 Treinos + 3 Provas
  • Distância percorrida: 271,93 km
  • Tempo: 26:07:44 h:m:s
  • Ganho de elevação: 3210 m
  • Velocidade Média: 10,4 km/h
  • Ritmo Cardíaco Médio: 155 bpm
  • Calorias Gastas: 12.745 Cal

Abril já passou, foi um mês bastante positivo, e Maio necessita de um esforço igual ou melhor.

Boas corridas!!!

Primeira Meia Maratona de Almada

Correu-se hoje a primeira edição da Meia Maratona de Almada (do século XXI), sim do século XXI, porque antes desta já outras se correram por estas paragens.

E para primeira edição não se saiu nada mal. Uma prova muito bem organizada, limitada a 4000 participantes que se dividiram entre a Meia Maratona, uma mini maratona de 9,5 Km e um passeio pedestre. Os abastecimentos foram em número suficiente, sendo dois deles com bananas e isotónico.
O percurso da Meia Maratona não é dos mais fáceis, é até algo duro para quem está habituado a correr apenas em plano, mas é bonito e promove a passagem por muitos dos pontos emblemáticos do concelho de Almada. A partida nos estaleiros da Lisnave; a passagem pelo interior da Base Naval do Alfeite, onde se pôde ver de relance o navio escola Sagres, um dos famosos submarinos e outras embarcações da Marinha Portuguesa; passagem pelo Parque da Paz; passagem pelo interior (parque de estacionamento) do Almada Fórum; passagem pelo interior da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte da Caparica; e por fim a descida pelo centro de Almada até Cacilhas, terminando a prova no interior da Lisnave junto à famosa grua de 300 toneladas que se vê de Lisboa e do Tejo.
A passagem pelo Parque da Paz – Foto de Paula Veiga
Neste ano e meio que levo de corridas, tenho redescoberto muitos amigos que não via há anos e que por um motivo ou por outro abraçaram também estas andanças das corridas. Hoje encontrei um ex-colega da faculdade, o Pedro, o maior crânio da Licenciatura de Matemática da década de 90, e que fisicamente está na mesma, à excepção de alguns cabelos brancos que a idade não perdoa. Reencontrei também um ex-colega da escola primária, o João Carlos, que já não via ainda há mais tempo, e que me pareceu igualmente em excelente forma. Reencontrei ainda o Camané, este que já tinha encontrado em outras provas recentes, mas que me deu a feliz novidade que vai participar na Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, prova que não me sai da cabeça há já alguns meses, e que assim tendo companhia certa, parece que vai contar igualmente com a minha participação e será certamente mais fácil de superar.
Local da Partida e Chegada da MMA
No que concerne à prova de hoje, apesar de dura, o meu objectivo pessoal foi concretizado. Estava apostado em baixar da hora e cinquenta de prova, e terminei com o tempo provisório de 1h48’10”, sendo o tempo não oficioso do meu relógio de 1h47’59”. O progresso, apesar de propositadamente lento, é evidente. Há 13 meses atrás, na minha estreia na distância, precisei de quase mais 32 minutos para terminar a Meia Maratona. Apesar de nos últimos meses, em treino, rondar muitas vezes a 1h50’, em termos oficiais o anterior melhor registo era de 1h55’34” na Meia da Nazaré em Novembro de 2012, pelo que melhorei em 7’35” este tempo.
Na prova de hoje ainda me atrevi a correr atrás do balão da 1h45 e tentar ir directamente para esta marca, mas os treinos pesados das últimas semanas fizeram-se sentir nas pernas, e na primeira subida não consegui manter o ritmo abaixo do 5 min/Km dos primeiros cinco quilómetros de corrida. Como sabia que o percurso ainda ia subir mais e bastante, optei por gerir o ritmo e focar-me no objectivo principal que era baixar a tal hora e cinquenta. Foi assim, com uma corrida relativamente bem gerida que mais um objectivo foi cumprido.
Percurso da Meia Maratona de Almada
Para quem gosta de acompanhar mais em detalhe os pormenores das corridas, pode fazê-lo no Strava clicando aqui.

Próxima prova oficial (se não existem sobressaltos até lá): Meia Maratona do Douro Vinhateiro.

20 Buscar para Correr + 1 Km e Corrida do Benfica

Mais um fim-de-semana a chegar ao fim, e mais dois dias de treino intenso na preparação do próximo objectivo: a Maratona do Luxemburgo.

Sábado ao final da tarde foram 21 Km de subidas e descidas no Treino 20 Buscar para Correr + 1Km, ou nome não oficial Meia Maratona de Barcarena.

Este treino organizado pelo corredor Miguel Pinho, contou com a presença de 13 atletas, o que tendo em conta factores como: 
  • primeiro fim-de-semana com sol e calor após várias semanas de chuva; 
  • fim-de-semana recheado de provas de estrada e trail; 
  • treino muito específico de força, com subidas dignas desse nome; 

até nem foi mau. 

Dos 13 corredores iniciais apenas 6 concluímos os 21 km totais do treino, pois existia igualmente a possibilidade de correr apenas os primeiros 8 ou 15 km do percurso.

Depois de um noite de sexta-feira cheia de Sembas e Kizombas, (sim também há vida para além dos treinos e corridas), ao início do treino as perninhas davam o primeiro sinal que os músculos que se utilizam para dançar não são os mesmos que se utilizam para correr, e apesar de não existirem mazelas, estava escrito que as subidas iriam ser duras de subir. Ao fim do primeiro quilometro a primeira subida, com cerca de 900 metros, e a certeza de que o treino ia ser duro. Mas a vontade e a necessidade de treinar subidas falaram mais alto, e todas elas se acabaram por fazer com maior ou menor dificuldade. Preciosa foi também a ajuda de todo o grupo, que nunca deixava ninguém ficar para trás, permitindo assim que o treino fosse tranquilo e fluido.
O percurso foi interessante, com início e fim na Fábrica da Pólvora (em Barcarena), e passando por locais como Leceia, Casal da Serra, Barcarena, Valejas, Tercena, Queluz de Baixo e São Marcos, não necessariamente por esta ordem. Se alguém quiser o track do percurso é só pedir.

Foram 21 Km em 2h05, a um ritmo interessante, em excelente companhia e ficou a vontade de repetir novamente este percurso, ou outro similar. Barcarena e os seus arredores apresentam condições dignas para treinar rampas aqui pertinho de Lisboa.

Ainda sem tempo de recuperar das subidas de Sábado, hoje foi dia da 8ªCorrida do Benfica – António Leitão, e como adepto do Glorioso não poderia faltar a tal evento. 

Apesar de apenas começar às 11 horas, foi com sacrifício que saí da cama para ir correr os 10 Km. A expectativa era fazer os 10 Km em ritmo de treino e assim foi, precisei de 58’37” para cumprir a distância. As ligeiras subidas que a prova de hoje tinha, faziam lembrar as minhas pernas, cada metro que correram nas subidas de Sábado. Desistir está sempre fora de questão, mas confesso que me passou pela cabeça duas ou três vezes o pensamento: mas porque é que eu saí da cama!
A partida da 8ªCorrida do Benfica – Foto do Facebook do Benfica – Modalidades
Uma palavra para um dos principais patrocinadores da Corrida do Benfica: a Adidas. É certo que a Adidas é talvez a empresa que mais corridas patrocina em Portugal mas, todas elas carecem de inscrição, o que no seu total deverá chegar e sobrar para pagar toda a organização do evento, incluindo as T-Shirts de “oferta”. Não se percebe assim o porquê de no segundo dia de levantamento de dorsais já não existirem t-shirts de tamanho XL, e de existirem dois tipos de t-Shirts, umas alusivas à prova e outras não. No meu caso coube-me em sorte uma T-shirt não alusiva à prova, o que para além de ser uma t-shirt técnica com o emblema do Benfica que me agrada, não faz qualquer alusão à Corrida do Benfica, pelo que não serve de recordação.
Já na Meia Maratona da Ponte 25 de Abril, também patrocinada pela Adidas, houve queixas de não existirem t-shirts do tamanho solicitado, nesse caso L, apenas com metade do período para levantamento de dorsais. Penso que uma empresa de equipamentos desportivos da dimensão da Adidas, com os anos de patrocínio e experiência que já tem em centenas de provas nacionais, deveria ter meios de analisar os dados dos anos anteriores e estimar com maior exactidão o número de t-shirts por tamanho que vai precisar para cada prova.

A próxima corrida é a Corrida da Liberdade no dia 25 de Abril. 11 Km por Lisboa, da Pontinha aos Restauradores.

E como o que interessa é mexer, há percursos de 1 Km, 2,5 Km e 5 Km para quem quiser apenas caminhar ou correr uma distância menor. Apareçam e vamos celebrar o Dia da Liberdade, todos em movimento.
As inscrições são gratuitas, quer para a corrida quer para a caminhada, e podem fazê-la clicando aqui.

42 Erros da Maratona – Parte III

Continuação da publicação 42 Erros da Maratona Parte I e Parte II.

6 Correr as séries curtas demasiado depressa
Para um corredor dedicado, fazer as séries curtas demasiado rápido pode trazer-lhe muitos problemas musculares e uma maior sobrecarga do fígado. Como consequência obtém-se um menor rendimento nas séries longas, uma maior fadiga muscular e a longo prazo desânimo, más sensações e dores musculares nas pernas.

Confesso que na preparação para a minha primeira maratona me baldei um pouco aos treinos de séries, pelo que não senti muito este problema. Agora que já estou a preparar a segunda maratona, e tenho respeitado o plano de treinos no que às séries diz respeito, percebo perfeitamente que se “esticar” mais um pouco do que o devido, as dores nas pernas fazem-se sentir. O treino de séries é benéfico mas temos de o fazer dentro dos nossos limites para não ser prejudicial.



8 Recuperar demasiado entre séries
As recuperações nas séries devem ser muito breves, cerca de um minuto (1 minuto e meio se é entre repetições mais longas) para que o treino seja mais real e para não fazer um ritmo demasiado forte. À medida que se melhora o nível de forma, incrementa-se também o número de pulsações recuperadas em um minuto.

Concordo, até porque após um período de recuperação mais longo entre séries custa muito mais apanhar de novo o ritmo em que estávamos anteriormente.
9 Ir ao limite nos treinos
Com o atingir do limite nos treinos, conseguem-se mais frustrações do que satisfações. O ir tantas vezes ao limite faz-nos render menos na competição. Há que ser frio e metódico e competir apenas quando se tem o dorsal.

Nunca sofri deste mal. Os meus treinos são sempre muito auto controlados e não faço por chegar ao limite. Parece-me perfeitamente plausível que quem treine sempre no limite, possa não conseguir fazer coincidir um pico de forma com a data da competição e assim render menos no dia da prova.
10 Fazer muitos treinos em superfícies inadequadas
Quando se realizam tantos quilómetros para preparar a maratona o ideal é treinar sobre vários tipos de superfície, mas sobretudo em piso de terra. O cimento e o asfalto são superfícies demasiados duras que se devem evitar dentro do possível.

Mais um ponto em que não posso dar uma opinião segura. Os meus treinos são geralmente em estrada e não tenho experiência de correr muitos quilómetros fora do asfalto.


11 Excesso de competições antes da maratona
Se se quer chegar na melhor forma à maratona e realizar a melhor marca possível, não se deve competir em todos os fins-de-semana anteriores à maratona, nem sequer em um de cada dois. O ideal é não competir mais de três vezes nas oito semanas anteriores ao dia da maratona.
Concordo com este ponto, no sentido de que se se for competir para dar o máximo os resultados do objectivo final podem depois não ser os melhores como foi explicado no ponto 9. Pessoalmente gosto de participar em provas, do ambiente que se vive nelas e de ver amigos que partilham o gosto da corrida. No entanto não participo nelas no seu lado competitivo mas antes adapto o meu ritmo ao treino que está previsto para esse dia. Deste modo tenho conseguido juntar o útil ao agradável e não sinto que alguma vez tenha prejudicado os treinos por isso.

Em breve publicarei as parte IV.
Qual a vossa opinião e experiência pessoal a preparar uma maratona? Deixem aqui o vosso comentário ou na nossa página do Facebook aqui.

23ª Meia Maratona de Lisboa – 2013

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
A Meia Maratona de Lisboa tem um significado especial para mim, pois foi há precisamente um ano nesta prova, que corri pela primeira vez a distância de 21 Km. Esta prova, em 2012, foi a minha terceira corrida desta curta “carreira” desportiva, (depois da Corrida do Tejo 2011 e São Silvestre de Lisboa 2011, ambas de 10 Km), o que me leva a questionar: quanto vale um ano de treinos e corridas?


A prova

Apesar de ter um significado especial por ter sido a minha estreia na distância, está longe de ser uma das minhas provas favoritas. A logística de pré corrida tem de estar afinada; há muitos participantes quer da Meia quer da Mini, e a ponte não é assim tão larga para uma partida confortável para todos os ritmos. O percurso é agradável, mas com muitas zonas estreitas o que dificulta quem corre no meio do pelotão, pois é necessário desacelerar para não atropelar outros participantes, perdendo-se assim algum tempo. Ainda assim e no que diz respeito à zona da Partida no garrafão da Ponte, este ano pareceu-me que foram introduzidas melhorias nos acessos e zonas de partida propriamente dita, beneficiando os participantes da Meia Maratona.


O equipamento e os zingarelhos

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Há um ano era a minha estreia na distância e, apesar de confiante de que ia acabar nem que fosse a rastejar, o nervoso miudinho da estreia faz-nos sempre pensar em como será correr 21 Km. Um ano depois, a certeza de que acabaria a corrida era de 100%, excepto se algum imprevisto acontecesse durante a prova. Arrisquei até tentar correr para um novo PBT, o que não veio a acontecer.
Em 2012 era tão verdinho nestas coisas das corridas, que com medo da chuva resolvi correr de camisola de inverno e de manga comprida. Como extra levava ainda uma cinta de aquecimento, pois não gostava de sentir o “pneu” aos saltos enquanto corria! Esta combinação veio a mostrar-se um erro tremendo, pois a meio da prova o sol apareceu em força, e metade da prova foi suar e desidratar a uma velocidade bem mais rápida do que aquela a que conseguia correr. Este ano foi tudo mais tranquilo, com o tradicional calção, t-shirt de corrida e nada mais. Novamente este ano o tempo foi diverso: chuva, vento, sol e calor, mas uma t-shirt de corrida chega e sobra para todas as variantes climatéricas.
Os zingarelhos que utilizo também mudaram radicalmente de 2012 para 2013. Há um ano acompanhou-me o meu telefone com a aplicação Adidas Micoach. Era neste conjunto que fazia fé para fazer uma boa corrida! Para um rookie das corridas, ter uma treinadora ao ouvido a informar-nos se devemos acelerar ou desacelerar, e termos a noção exacta do ritmo que levamos e se está de acordo com o que foi treinado ou não, é uma mais-valia que só quem não conhece não pode apreciar. Pois para meu azar o zingarelho do GPS do telefone deixou de funcionar 300 metros depois da partida e apenas regressou à vida por volta dos 8 km, e mesmo assim apenas se manteve vivo a espaços entre os 8 km e a chegada. Neste capítulo dos zingarelhos fiz uma corrida quase às escuras e possivelmente se tudo tivesse funcionado a 100% poderia ter gerido o esforço duma maneira muito mais eficiente. Este ano troquei o zingarelho telefónico por um relógio com GPS, que apesar de não ter a treinadora ao ouvido a dar-me instruções, permite igualmente ter toda a informação em tempo real e assim gerir melhor a corrida. O GPS do relógio é bem mais sensível que o do telefone, e neste aspecto penso ser uma mais-valia interessante, pois ganhei fiabilidade de informação durante a corrida. Por outro lado após um ano de treinos, a dependência dos zingarelhos já é bem menor, e caso o zingarelho deixasse de funcionar o stress seria agora mínimo.


A corrida

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Finalmente o que mais interessa, como correu a corrida. Há um ano foi a corrida de estreia e nos poucos meses em que tinha começado esta aventura de correr, teria nas pernas pouco mais de centena e meia de quilómetros. Estava apostado em terminar a corrida e eventualmente conseguir um tempo entre as 2h05 e as 2h15. Comecei a corrida um pouco “abananado” pois as pernas ressentiram-se da hora de espera em que estive no garrafão em pé à espera do tiro de partida, sem me puder mexer e muito menos aquecer. Depois o zingarelho deixou de funcionar e deixou-me às escuras sem poder controlar o ritmo como estava habituado nos treinos. Depois a história do equipamento, que no final já se tornava um verdadeiro martírio. No entanto a vontade de chegar ao fim foi sempre maior, e sem outros sobressaltos dignos de registo terminei a corrida em 2h19’38”, um pouco acima do que tinha previsto inicialmente, mas o sabor de terminar a primeira Meia Maratona sobrepôs-se a qualquer tempo que pudesse ter realizado. Este ano esperava uma corrida tranquila, já com mais sete Meia Maratonas e uma Maratona de experiência, e sobretudo com mais 2000 Km corridos em treinos e provas nas pernas. O meu PBT da Meia Maratona é 1h52’ e arrisquei propor-me o tempo de 1h50 como limite para esta corrida. No entanto após os 5 Km de corrida percebi que não seria hoje que ia baixar o PBT. Por alguma falta de concentração não me conseguia focar no ritmo de corrida, e os 5’10”/Km que tinha apontado como ritmo constante para toda a corrida, teimavam em subir para algo entre os 5’30” e os 6’00”, o que originou toda uma corrida aos repelões e cheia de mudanças de ritmo, o que geralmente não beneficia muito a minha corrida. A multidão desta prova também não ajuda, pois os zigzagues para quem corre no meio do pelotão são uma inevitabilidade do início ao fim da corrida. Acabei assim esta corrida em ritmo de treino e com o tempo de 1h58’06”.


O Alexandre e eu após finalizarmos a Meia Maratona de Lisboa
Em resumo, em um ano de treinos e corridas a melhoria foi de 21’32” o que não deixa de ser significativo. O acumular de quilómetros nas pernas, e a experiência de um ano na preparação de treinos e corridas, na escolha dos equipamentos e dos zingarelhos, revela-se assim de relevante preponderância para quem encara as corridas como objectivos pessoais, sejam eles de cronómetro ou de desenvolvimento pessoal. Citando Oscar Wild, a experiência é o nome que damos aos nossos erros, e sem dúvida que um ano nos permite adquirir muito conhecimento e corrigir muitos erros.
  
Continuação de bons treinos e boas corridas!

TSF Runners – 1ªEmissão

Estreou hoje na TSF o programa TSF Runners, um programa de rádio que promete divulgar tudo o que se passa no mundo da corrida: notícias, dicas de saúde, de nutrição, de locais para correr, de provas. 

Esta primeira emissão apresentou um programa cheio de ritmo, limpo e eficaz, ao melhor estilo TSF.
Quem não pôde ouvir em directo, pode ouvir agora clicando na imagem em baixo.



Programas com esta qualidade contribuem certamente para o aumento dos adeptos da corrida, bem como para o nascimento de outros programas sobre esta temática no restante panorama radiofónico nacional.

Parabéns TSF, por mais um contributo inovador e de inegável qualidade para quem tem o vicio de correr.

42 Erros da Maratona – Parte II

Se leram a publicação 42 Erros da Maratona que publiquei aqui, apresento agora as justificações para os erros apresentados bem como a minha opinião pessoal, (de acordo com a minha experiência na preparação para a minha primeira maratona).
1 Treinar pouco
É muito difícil enfrentar uma maratona com êxito sem ter treinado um mínimo de 12 semanas, com três treinos por semana. Quanto mais se correr e treinar melhores serão os resultados.

Maratona de Sevilha 2013
Concordo com a explicação. Comecei a preparar a minha primeira maratona a 14 de Setembro de 2012 sendo a data da prova 24 de Fevereiro de 2013. Foram portanto 23 semanas de treino, geralmente com 5 ou 6 treinos por semana. Depois de terminar a maratona fiquei com a sensação de que devia ter treinado mais e melhor.

2 Treinar em excesso
É muito comum entre os atletas mais entusiastas treinar muito mais do que o seu organismo é capaz de assimilar. Nestes casos a única coisa que se consegue é sobretreinar-se e com isso render por baixo das suas possibilidades na maratona. Pior do que isto, é que geralmente ultrapassado o limite, necessitam-se vários meses para recuperar a melhor forma.

Concordo com a explicação. Se não conhecermos os nossos limites podemos cometer o erro de puxar demais por nós e deitar semanas de treino a perder. O meu limite de treino seria nesta altura de +-65 quilómetros/semana. Na última semana de Dezembro, entre treinos e provas corri mais de 90 quilómetros, reflectindo-se este excesso de treino durante as primeiras três semanas de Janeiro, em que claramente senti que não conseguia treinar com o entusiasmo e intensidade dos meses anteriores. Felizmente ainda consegui recuperar a tempo.

3 Fazer poucos quilómetros
Preparar uma maratona requer treinar um mínimo de quilómetros por semana, caso contrário é muito difícil terminá-la (se é a primeira maratona que corres) ou fazer o tempo pretendido se és um atleta mais experiente. Como mínimo há que treinar três dias por semana e correr mais de 35 quilómetros.

Concordo com a explicação. Nas 23 semanas de treino que fiz de preparação para a maratona, corri uma média de 60 a 65 quilómetros por semana. Cada um deverá achar o seu tecto de quilómetros confortável, mas penso que será difícil terminar uma maratona (especialmente se for a primeira) correndo menos de 35 quilómetros por semana.

Terminar uma maratona é isto:


4 Fazer treinos demasiado longos numa só sessão

As sessões de treino demasiado longas, de mais de duas horas e meia, se se realizam com regularidade várias vezes antes da maratona, prejudicam mais do que beneficiam. Poderão bloquear o fígado e, com isso, a capacidade de assimilação de treinos do organismo.


Dou o benefício da dúvida. O plano de treinos que cumpri para preparar a maratona contemplava pelo menos mais três treinos longos do que aqueles que realizei. Não os fiz por motivos pontuais que surgiram na altura, e como tal não tenho experiência para constatar a causa/efeito indicada. Ainda assim, os três treinos longos que fiz, de 26, 29 e 32 quilómetros pareceram-me suficientes.


Em breve publicarei as partes seguintes.

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