São João das Lampas agridoce

A 37ª Meia Maratona de São João das Lampas que decorreu no passado Sábado, teve para mim um sabor agridoce.
O Perdigão em grande estilo a bater o seu recorde nos 21Km
Por um lado ainda não estava ainda a 100% recuperado da minha lesão o que me levou a abandonar a prova aos 11 Km, por outro lado consegui reunir um grupo de amigos para correr sob o nome da equipa ACCVCAVI, o que resultou numa participação muito honrosa e divertida.
Antecipadamente já sabia que ainda não me encontrava 100% recuperado da minha lesão, estaria, digamos, a 95%, pelo que, apesar de não gostar de desistir de nada, estava preparado para o fazer caso essa se revelasse a melhor opção. O objectivo continua a ser a Maratona de Lisboa e São João das Lampas era apenas mais uma etapa na preparação.
Foi com esta convicção que me dirigi para a partida da prova, onde para além dos 8 atletas que representaram a ACCVCAVI, estavam dezenas de amigos do Portugal Running e de outras equipas.

Iniciada a corrida, a minha ideia era tentar perceber até onde a dor na canela poderia ou não impedir concluir a prova num tempo aceitável, o que para mim e na condição de lesionado seria um ritmo entre os 5:30-5:40/Km. Os primeiros 5 Km foram relativamente tranquilos e consegui manter este objectivo, as subidas eram feitas a bom ritmo e a canela não importunava muito. O pior foi quando começou a descer! As descidas custavam muito mais, a canela não me permitia acelerar e tinha de abrandar para um ritmo acima dos 6:00/Km o que a descer é sempre um contrassenso. A dor na canela fazia-se sentir ainda que longe de ser insuportável, mas às páginas tantas dei por mim a pensar, inconscientemente, em modos de passada que minimizassem todo o impacto e a dor que me acompanhava… Quando tomei consciência deste pensamento, não tive dúvidas que o melhor seria parar por ali de modo a não agravar a lesão ou, pior do que isso, arranjar outra noutra zona diferente do corpo. E assim perto do Km 11, sabendo as subidas e descidas que ainda faltavam para o final, tomei a difícil decisão de desistir da corrida e ir a pé os cerca de 2 Km que faltavam até São João das Lampas.
Uma desistência seja em que circunstância for tem sempre um sabor amargo, mas fico com a esperança que a Maratona de Lisboa possa oferecer um sabor bem doce para compensar este.

Na perspectiva da prova ACCVCAVI, este terá sido um dia histórico. Nove participantes na equipa: eu e o Alexandre como fundadores deste grupo de amigos, e depois o Joost, o Almeida, o Afonso, o Hugo, o Ricardo, o Nuno Lopes e o Miguel Loureiro que substituí-o à última hora o meu amigo Luís Sousa. Cada um de nós tinha as suas expectativas, desde terminar a fazer o melhor possível abaixo das 2h00, à excepção do Joost e do “Canhão” Afonso pertencem claramente a outro nível e iriam correr para fazer um muito bom tempo, algo abaixo da 1h30.

Cinco dos ACCVCAVI: Joost, Alexandre, eu, Almeida e Ricardo


No final os resultados ACCVCAVI foram:

Duas desistências – a minha e a do Nuno Lopes igualmente lesionado;

Ricardo Ribeiro – 2h12’3’” na sua estreia na distância da Meia Maratona, um excelente 
resultado nesta prova de dificuldade elevada, Parabéns!!!

Hugo Fragoso – 2h10’51” um bom tempo para quem anda a treinar para a Maratona do 
Porto, Parabéns!!!

Miguel Loureiro – 2h10’32” um tempo dentro daquilo que eram as sua expectativas, 
Parabéns!!!

Alexandre Perdigão – 1h55’53” a bater o seu record nesta distância e a revelar que se está 
a preparar bem para a Maratona de Lisboa, Parabéns!!!

Nuno Almeida – 1h42’46” igualmente um excelente resultado, Parabéns!!!

João “Canhão” Afonso – 1h31’17” sempre a muito bom ritmo e mais um grande resultado, 
Parabéns!!!

E por fim a “Estrela da Companhia” o Joost de Raeymaeker com o estonteante tempo de 1h21’52”, tinha o turbo ligado e ninguém o apanhava, Parabéns!!!
Parabéns Joost de Raeymaeker! O nosso homem turbo…

Só faltaram ao grupo o meu amigo Camané, que terminou com 1h33’39” e desta vez correu como individual, uma falha que em próximas provas iremos colmatar, e os “fundadores coxos”: João Vargas que anda a banhos lá mais para sul, e o Bruno que continua atrás das ovelhas lá mais para norte.

Por fim dois comentários para a organização:

Um abraço e os parabéns ao Fernando Andrade por conseguir organizar uma prova com este nível com os recursos sempre reduzidos de que dispõe;

Os votos de melhoras para a Xistarca, que ao nível da cronometragem e classificações continua a revelar as falhas de sempre, com atletas que não aparecem na classificação, nomes e tempos trocados, etc., etc..

Findas as hostilidades desportivas, houve tempo para um magnífico churrasco organizado pelo pessoal do Portugal Running, com tudo a que tínhamos direito. Obrigado Henriqueta, Alberto e João.


Para o ano espero ter melhor sorte e poder concluir mais uma vez esta prova cheia de subidas e descidas, mas que faz o encanto de todos os atletas.

Bons treinos e melhores corridas!!!