Uma semana consistente

Depois de um início de ano com alguma agitação a nível pessoal e profissional, que de modo indirecto acabou por condicionar a qualidade e quantidade dos meus treinos, eis que termina a semana 8 de 2016, a minha primeira com treinos mais ou menos em condições.

Foram treinos em ritmo moderado e com desnível qb para ir habituando de novo as pernas, com Escadinhas e Subidinhas pelo meio. No total foram 95Km de corrida e o cansaço não é mais do que o esperado para uma semana com esta carga neste índice físico. A balança também está a reconhecer o esforço e gradualmente o peso vai diminuindo rumo ao objectivo.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:01:15 03:00:11 29.68 9.88 23.04 685.50
hours hours km km/h km/h meters

No fim-de-semana passado o melhor treino foi o de Domingo, com quase 30Km e 700m D+, a usar as zonas cardíacas para controlar o esforço no treino. A conclusão a que cheguei é de que necessito melhorar o ataque às subidas, ainda as começo a subir muito depressa e a máquina começa a queixar-se antes de chegar ao topo.

ees

Curiosamente quando o topo da subida está perto acontece o mesmo fenómeno de aceleração, parece que só falta mais um bocadinho e recomeço a acelerar “involuntariamente”, e a máquina começa de novo a queixar-se. Sem dúvida um aspecto que tenho de continuar a trabalhar mais.

Agora é seguir o plano até ao UTMB, esperemos que sem lesões ou outros infortúnios.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Está feito o MIUT

Como previ há uns dias, foi bem atípica a minha participação neste Madeira Island Ultra Trail.

Uma prova fantástica, diferente de tudo o que já corri em Portugal continental, seja Sintra, Arrábida, Estrela, Arga ou Gerês, sobretudo pela brutalidade, dificuldade e espectacularidade de todo o percurso que perfaz o MIUT.

A não recuperação total da lesão no tornozelo que me tem afectado, a prudência e a vontade de chegar ao fim, impediu que fizesse o percurso a correr como seria suposto, tendo optado por correr, marchar ou correr ligeiramente, de modo a evitar qualquer azar que o piso traiçoeiro pudesse proporcionar, afinal sempre eram 115 Km e 6800m D+. Foi uma prova onde a sorte me acompanhou e onde a resiliência e a força mental superaram todas as adversidades que foram aparecendo pelo caminho.

Cruzei todos os pontos de controlo dentro do tempo limite, e terminei a prova em 30h44, com uma hora e um quarto de folga face ao tempo limite. Com dois tornozelos em condições sei que faria esta prova em bastante menos tempo, provavelmente menos 6 a 7 horas, mas esta “teima” ficará para a segunda participação, quem sabe se em 2016.

A história desta prova está a ser cozinhada e será partilhada nos próximos dias.

Até lá fica o vídeo da chegada, clicando aqui 🙂

Sei que muitos seguiram esta aventura, mas quero agradecer em particular ao IMT Instituto de Medicina Tradicional e ao Kalorias LAV, que me apoiaram e permitiram uma recuperação para os mínimos admissíveis a participar no MIUT, à Joaquina, João, Alexandre, Bruno, Madalena, Sandra, Nelson, Lilian e restante grupo, que me acompanharam com muito fervor online à distância; à Linda pelo alojamento e boa disposição, e à Isabel, Paula, Ricardo e Andreia pela claque ao vivo e a cores.

De todos os atletas há meia dúzia, que por termos feitos bastantes quilómetros juntos, também quero agradecer a companhia e boa disposição até ao final, Diogo, Ricardo, Miguel, Picão, Rui, João Paulo, o grande Artur e de certeza mais um ou outro que agora não me recordo, a todos eles o meu obrigado e parabéns pelo desafio igualmente cumprido.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Outra vez a correr na passadeira

Para quem nunca tinha corrido em passadeira, duas experiências na mesma semana é dose.

Se na terça-feira a experiência no Kalorias foi de livre vontade, hoje foi uma espécie de obrigação.

As organizações das provas de trail running com grandes distâncias e grande desnível, solicitam quase todas um atestado médico que certifique a ausência de quaisquer impedimentos para a prática desportiva. Como ainda não tinha tal atestado e as próximas provas requerem o mesmo, tinha de tratar disso com alguma brevidade e hoje foi o dia.

Após uma pesquisa dos locais que efectuam este tipo de consultas, acabei por optar pelo Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, entidade estatal onde os atletas de alto rendimento das diversas modalidades efectuam também os seus exames.

Para o comum dos mortais com mais de 34 anos, a consulta custa 99,80 Euros e é composta por análises ao sangue e urina, exame biométrico e oftalmológico, ECG, RX pulmonar, consulta de medicina desportiva, e prova de esforço com ECG.

Foi a primeira vez que fiz uma prova de esforço e esta seguia o protocolo de Bruce. Para quem não sabe, a ideia da prova de esforço é submeter-nos a uma determinada modalidade de esforço físico graduado e monitorizado com electrocardiograma, aumentando a demanda metabólica do coração, avaliando assim, entre outras coisas, a aptidão cardio-respiratória global e a presença de isquemia no músculo cardíaco. O protocolo de Bruce é uma das maneiras de avaliar e quantificar esse esforço. Basicamente colocam-nos numa passadeira, lá vem a (mal)dita passadeira de novo, (e continuo a não ter jeito para correr na passadeira), onde temos de andar e correr períodos de 3 minutos a determinada velocidade e inclinação, até chegarmos ao nosso limite anaeróbio ou, se formos prós, ir até ao final do teste que poderá durar até aos 21 minutos.

Protocolo de Bruce (Tabela Máxima)

Etapa Minutos

Inclinação (%)

Km/h

METS

1

3 10 2.7

5

2

3 12 4.0

7

3

3 14 5.4

10

4

3 16 6.7

13

5

3 18 8.0

15

6

3 20 8.8

18

7

3

22

9.6

20

Como não sou pró e até já sou entradote, não fui até ao fim do teste, mas para a minha condição actual e com o tornozelo meio empenado até não foi mau de todo, algures na metade final do teste.

O resultado deste teste permite também calcular o VO2Max, existindo fórmulas diversas para esse cálculo, mas isso fica para outro texto.

Do ponto de vista do paciente todo correu normalmente, resta esperar os oito dias para levantar os exames e espero que com estes todos os certificados de provas que pedi para assinarem, atestando a ausência de quaisquer problemas.

O momento alto desta experiência decorreu na fase da consulta com o médico de medicina desportiva. Terminada a auscultação, aponta o estetoscópio na direcção da minha barriga e comenta: “um bocadinho gordinho, andar a correr com isto montanha acima…”

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

A Irmã da Meia Maratona do Douro Vinhateiro

Em Fevereiro, quando decidi participar na Meia Maratona doDouro Vinhateiro com o epíteto de “A Mais Bela Corrida do Mundo”, li algures no site desta prova, que existia uma parceria com uma prova irmã no Brasil, a MeiaMaratona das Cataratas, uma prova tão ou mais bela que a Meia Maratona do Douro.

Esta notícia trouxe-me logo à lembrança a minha amiga brasileira Gabriela, que naquela altura tinha começado nesta aventura das corridas uns meses antes. 

Envie-lhe uma mensagem mais ou menos assim: “Gabi, vou participar na Meia Maratona do Douro e aí no Brasil existe uma prova irmã, a Meia Maratona das Cataratas, não queres participar também?”. Juntei o link da prova, e poucos minutos depois recebi a resposta que foi mais ou menos assim: “Nossa Nuno, vou treinar para participar sim!”, e assim começou a aventura da Gabi nas Meias Maratonas, ela que até então só tinha participado em provas de 10 Km. 

Entre Março e até ao último fim-de-semana, fui sempre dando uma força via mensagens para a motivar nos seus treinos; sei que ela se baldou um “bocadinho” e podia ter treinado mais. Ainda assim tinha a certeza que ela iria terminar a prova, nem que fosse a “rebolar”, pois conheço igualmente a sua força de vontade para chegar ao fim com sucesso.

As bonitas Cataratas do Iguaçu onde decorreu a Meia Maratona
E assim foi, na sua prova de estreia terminou a 7ª Meia Maratona das Cataratas em 2h53’31” num percurso com muitas subidas e descidas, que certamente não é fácil para uma estreante.

Inserida no Parque Natural do Iguaçu, nesta prova podem-se observar pássaros dos mais exóticos que a nossa imaginação permite. 

Parabéns pelo excelente resultado Gabi, e agora é sempre a melhorar!!!
A Gabi e a sua medalha, conquistada com muito esforço e mérito.

Gabi, estás desafiada publicamente a contar a história da tua estreia na Meia Maratona aqui no blog. Aguardamos com curiosidade que nos contes a tua aventura. 😉