Treino temático “Fado, património da Humanidade”

Mais logo haverá lugar um Treino Temático organizado pelos Run4Fun.

Para quem nunca ouviu falar dos Treinos Temáticos, resumem-se a treinos pela cidade de Lisboa, com um tema fixo (entre outros já se realizaram treinos dedicados, a Francisco Lázaro, a Fernando Pessoa, à Biodiversidade, a Lisboa devota, aos Chafarizes, aos Presidentes, aos elevadores), onde durante a corrida se faz uma pausa e se ouve a história sobre o local onde estamos, sempre muito eloquente e bem preparada.

Podem encontrar aqui os detalhes do Treino Temático deste fim de tarde cujo tema será “Fado, património da Humanidade”.

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Foto do Treino Temático “Recordar Francisco Lázaro”

Terá início às 20h00 com na Radio Amália (Rua Viriato nº25 em Lisboa) com chegada à Associação Cultural O Fado (ACOF) em Chelas e passagem em locais ligados ao Fado num total não superior a 12 km. Entre outros, o treino passará pela Mouraria e por Alfama; ginginha no Chafariz de Dentro e rumo ao Panteão Nacional, onde está a musa do fado para a eternidade. A noite terminará a ouvir uns fadinhos e a aconchegar o estômago.

A não perder!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Fim de semana a rolar

Fim-de-semana sempre a rolar, Sábado com 31 Km de bicicleta para descontrair, Domingo com 32 Km a correr de Cascais a Lisboa para ajudar o Pedro a preparar a sua estreia na Maratona, em Sevilha já no próximo dia 19.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
01:48:52 01:43:02 31.91 18.58 52.56 390.10
hours hours km km/h km/h meters

Desde o UTAX, isto é desde Outubro, que não corria uma distância tão “grande”, e se pensar quando corri pela última vez mais de 30 Km em estrada, então já nem me lembro quando foi, pelo que o corpinho já estava a desabituar-se a estas desventuras. No entanto tudo correu bem. Deu para puxar pelo Pedro, para fazer uns quilómetros mais rápidos enquanto ia encher os bidons com água, e deu para esticar um pouco no fim para apertar com ele, mas afinal de contas quem acabou apertado fui eu, que com uma inesperada dor de barriga não consegui manter o ritmo nos dois quilómetros finais.DSC00121

Foi um bom treino que deu para testar a máquina e constatar que mais umas semanas de treino e volta tudo ao lugar, basta continuar com o empenho habitual.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:04:52 03:03:44 32.11 10.49 32.40 174.70
hours hours km km/h km/h meters

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Discovery Underground Lisboa

Foi hoje divulgada a lista dos 100 atletas escolhidos para participar no Discovery Underground Lisboa, a decorrer no próximo dia 12. Para quem desconhece, este evento é promovido pelo canal Discovery, destina-se a promover a candidatura de Madrid dos Jogos Olímpicos de 2020, e consiste numa corrida de 10 km pelos túneis do metro, no caso de Lisboa entre as estações de São Sebastião e a do Aeroporto. Depois do enorme sucesso que foram os eventos similares no metro de Madrid e de Barcelona, seria de esperar uma enorme adesão ao evento lisboeta, o que se veio a verificar com mais de 3000 candidaturas, mas que hoje ao ser divulgada a lista de escolhidos causou alguma decepção aos atletas tugas, uma vez que dos 100 lugares disponíveis cerca de 1/4 foram atribuídos a participantes espanhóis. Também fiquei entre os candidatos não escolhidos, mas isso não me “chateia” muito, pois apesar de gostar de participar neste evento, este coincide com o raid Tróia – Sagres para o qual tenho andado a treinar, e assim facilita-me a vida no que diz respeito a tomar “decisões difíceis”.

Por outro lado já nos idos anos 90 tive uma experiência parecida com este evento. Não consigo precisar exactamente o ano, mas ia eu para a Faculdade de Ciências para mais um dia de aulas, quando o metro, algures entre a Cidade Universitária e o Campo Grande, ficou sem energia. Após uma espera de mais de 30 minutos, eu e bem mais de 100 clientes do Metropolitano de Lisboa, fomos convidados a participar numa verdadeira aventura. Tudo começou por, às escuras e com luzes de presença mínimas, descermos pela porta traseira de cada carruagem um lanço íngreme adaptado de 3 ou 4 degraus de madeira, para o estreito caminho que separa a carruagem da parede do túnel. Mandaram-nos andar para o fim do comboio. Chegados ao fim da última carruagem, grupos de 20 a 30 pessoas, partiam ajudados pela luz de uma pequena lanterna de um funcionário do metro, à procura da luz ao fundo do túnel. Sim, ainda sou do tempo em que os telemóveis eram raros, e os que existiam ainda não eram “portáteis” nem tinham luz, portanto estávamos mesmo cingidos à luz da pequena lanterna, a ínfimas luzes de presença que não iluminavam o túnel e aos isqueiros dos passageiros fumadores. O caminho que nos indicaram para fazer foi para trás, em direcção à estação da Cidade Universitária. Circulámos assim algumas centenas de metros pelo túnel do metro, talvez mais de um quilometro, em ritmo lento mas divertido pelo inesperado da experiência, até chegarmos à estação da Cidade Universitária. Na altura ainda não corria nem ligava a estes pormenores, mas durante este pequeno trajecto deu para ter uma boa percepção de que de facto há algum desnível no percurso entre estações, que há vários “caminhos” que se podem percorrer com relativa facilidade, e sobretudo que o túnel é escuro, muito escuro.

Aos participantes no Underground Lisboa, que se divirtam com a experiência.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

A estreia nas duas rodas

Ganhei uma bicicleta num passatempo que a Decathlon lançou para celebrar os seus 15 anos em Portugal. Não é nenhum topo de gama, bem pelo contrário, mas vai servir para dar umas voltas e recuperar activamente dos treinos de corrida.

Como gosto de desafios, vai dar também para tentar completar o raid Tróia – Sagres daqui a umas semanas. (Leiam a história desta viagem que é muito interessante.)

bike

Sábado foi-me entregue a bicicleta mas só ontem foi dia de ir experimentar o material.

Já há uns 6 anos que não andava de bicicleta e que tinha algum equipamento escondido no armário.

Desencarcerei as luvas, o capacete, os sapatos, as calças de ciclismo, equipei-me e lá fui eu dar uma volta por Lisboa.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
02:19:27 02:16:29 39.30 17.28 46.44 465.60
hours hours km km/h km/h meters

Foram 39 quilómetros em ritmo passeio, onde o material se portou bem a este ritmo, mas que tenho sérias dúvidas que aguente consistentemente um ritmo mais forte. Os próximos treinos o dirão.

De restou soube muito bem esta nova experiência, circular por Lisboa, circular pelas ciclovias, sentir o fresco na cara, espairecer do stress e ir pensando em novas aventuras.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr na Ponte 25 de Abril

A minha estreia na distância da Meia Maratona foi precisamente na prova da Ponte 25 de Abril, onde muitos amigos se vão, oficialmente, estrear na distância amanhã também.

A todos eles um voto de boa sorte e divirtam-se ao longo da corrida, isso é mesmo o mais importante. Vai estar sol e calor pelo que é importante protegerem-se com um boné e protector solar, e claro, mesmo que não tenham sede hidratem-se ao longo da corrida, ainda que seja apenas com um golo de água.

Gostaria de estar aí para os apadrinhar, mas desta vez o meu treino será outro, para preparar as provas duras que estão quase a chegar. Têm todos obrigação de bater o meu tempo de estreia na Meia de Lisboa: 2h19:38.

Aos repetentes, desejo que corram com asas nos pés e batam os vossos recordes pessoais.

Outros amigos andarão mais a norte, pelos Trilhos do Paleozóico, e aqui ficam igualmente os votos de boa sorte para todos eles também.

Àqueles que vão apenas treinar seja para se recrearem ou para preparar outras provas, divirtam-se e aproveitem o tempo primaveril.

E eu partirei daqui a pouco para mais um treino nocturno pela Serra de Sintra.


Boa sorte para todos!!!

Treino Lisboa Trilhada II

Último dia da semana e último treino da semana. No total foram pouco mais de 87 quilómetros corridos com 2500 metros de desnível positivo nestes sete dias, os primeiros da preparação dedicada à participação no Ultra Trail de São Mamede.
À partida para o Lisboa Trilhada II
Para encerrar esta semana de treinos, optei por participar no Treino Lisboa Trilhada II, promovido pelo grupo Portugal Running e com o Miguel Pinho a ser o pai do percurso.
8h00 e lá estava no ponto de encontro, em frente ao Teatro Nacional D. Maria II, onde cerca de 20 atletas se juntaram para cumprir os cerca de 20 quilómetros previstos para este treino.
A primeira escadaria da manhã
8h10 e começou o treino, um autentico sobe e desce por toda baixa Lisboeta, que hoje não nos quis brindar com um sol risonho como o do dia de ontem.
Como extra e para fazer jus ao nome de Lisboa Trilhada, o percurso incluía subir e descer quase todas as escadarias existentes na baixa Lisboeta. No total do treino não sei quantos degraus se subiram e desceram, mas certamente terão sido uns bons milhares!
Passagens pela Baixa, Castelo, Alfama, Graça, Lavra, Príncipe Real, Estrela, São Bento, Bica, Mouraria e de novo Baixa, fizeram parte do percurso que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/119005053/embed/39fe86e0ae273a3b246bdb96702308488b72364b

É claro e para não variar, tive de andar perdido por uns momentos durante o treino. É o que dá seguir o Iosif, que supostamente estava a fechar o grupo, mas que afinal não conhecia o percurso! Iosif vou-te oferecer um mapa turístico de Lisboa, para no Lisboa Trilhada III apontares e levares o track do percurso. 😀
A tentar acompanhar a Sandra, sempre cheia de energia e com um ritmo forte 🙂
Para habituar o cabedal a carregar o peso extra nas provas longas, levei novamente a mochila carregada com líquidos, o que reconheço me deu um ar de alien durante todo o treino… O que interessa é que não senti nenhum desconforto a carregar novamente a mochila nas costas, o que é um bom indicador para as provas que aí vêm.

Subir a escadaria da estação do Rossio não foi suficiente, venham de lá as Escadinhas do Duque!

No final foram 20,5 quilómetros que se correram em sobe e desce por Lisboa, com um desnível positivo de 679 metros. Na realidade terá sido mais 1 quilómetro e picos, pois cruzamos locais em que se perdeu o sinal do GPS, como estações de Metro e de Comboio e outros locais cobertos. Foi um início de Domingo bem passado e em boa companhia. Para a semana há mais.

Até para o Coreto tivemos de subir e descer escadas!!! 😀 Cortesia das fotos: Miguel Baptista

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Contagem Decrescente

Falta hoje precisamente um mês para o inicio da Maratona do Luxemburgo, ou seja, começa a contagem decrescente para a minha segunda maratona, esta com um grau de dificuldade superior à de Sevilha.

A T-Shirt que vou receber no final 🙂







A preparação está a correr bem e respira-se confiança para estes lados. Se não existirem lesões ou acontecimentos estranhos de última hora, terminar a prova é garantido, e veremos se à segunda se bate o tempo das quatro horas. Não será fácil com os 10 Km finais desta prova sempre a subir, mas veremos como me sentirei no dia da prova e se conseguirei cometer alguma proeza olímpica.


Hoje o treino esteve para ser em Monsanto para treinar mais umas rampas com o amigo Pedro Pisco. Uma saída tardia do trabalho impossibilitou este treino e levou-me até à beira Tejo onde aproveitei para conhecer e treinar mais pessoal do gang do grupo Portugal Running. Mais um grupo de pessoal super bem disposto e cinco estrelas, com quem foi um enorme gosto treinar. Há treinos do grupo Portugal Running regularmente, procurem no facebook pelo grupo, vejam as datas e horas dos treinos e apareçam, não se vão arrepender. 
Em 2012 a partida foi assim. Este ano com a minha presença será bem melhor 😀
Bons treinos e boas corridas!!!

Treino Longo Circular a Lisboa

Um dos tipos de treinos que deverão fazer parte da preparação de um atleta que corre distâncias longas, meia maratona ou maratona por exemplo, são os treinos longos. Estes treinos, nunca tão longos quanto a prova em que se vai participar, são a derradeira oportunidade para testar o equipamento: ténis, calções, meias, t-shirt; testar os abastecimentos e a necessidade de líquidos durante a prova; e ainda testar a confiança e a paciência necessárias a completar uma prova longa como a maratona.
Vem este tema a propósito do primeiro treino longo que realizei ontem, inserido na minha preparação para a participação na Maratona do Luxemburgo.
A necessidade deste tipo de treinos é consensual entre a maioria dos praticantes, mas já a sua metodologia apresenta diferenças, ainda que ligeiras, de atleta para atleta, de treinador para treinador.
Percurso do Treino – Circular a Lisboa
Na preparação para a maratona, não existe uma distância exacta para um treino longo. Há quem defenda que os treinos longos não devem ultrapassar os 32 Km, mas há também quem defenda que podem chegar até aos 35 Km. Há quem defenda que estes treinos não devem ultrapassar as 3 horas de duração, mas há também quem defenda que podem ir até às 3h20.
Consensuais parecem ser as opiniões de que a partir dos 25 Km de treino, já se sentem os benefícios do aumento oxigenação pelos músculos, bem como a capacidade dos músculos retardarem o aparecimento da fadiga. Parece ser igualmente consensual de que o ritmo de um treino longo deverá ser 20 a 60 segundos mais lento do que o ritmo que pretendemos impor na corrida da maratona. 

E foi com estas premissas em mente que ontem me fiz à estrada com o objectivo de correr 30 Km em cerca de 3 horas. O estado de espírito não era o melhor: sentia-me preguiçoso para treinar, e um pequeno desarranjo intestinal do dia anterior ainda se fazia sentir, mas o como o que há para fazer é para ser feito, lá fui eu por essa estrada fora. No que diz respeito À hidratação, estava confiante de que os bebedouros por essa Lisboa fora não me iam deixar morrer à sede, pelo que levei comigo apenas dois géis para repor a energia a meio do treino.

Iniciei o treino em Carnaxide e em modo de aquecimento fui directo a Algés, onde iniciei a parte ribeirinha deste percurso até ao Cais do Sodré. 
Duas notas: 1. a falta de civismo de automobilistas e motociclistas, que aproveitam o espaço destinado à ciclovia Cais do Sodré – Belém, para em alguns troços onde é fisicamente possível, estacionarem os seus veículos. Chocou-me particularmente uma mota de alta cilindrada estacionada no meio da ciclovia junto ao Hotel Altis Belém. Os motociclistas que tanto se queixam de outras faltas de civismo, (que efectivamente existem), deviam ser igualmente ser proactivos e não darem estes exemplos. 2. A existência de um único bebedouro nos 9 Km que ligam Algés – Cais do Sodré junto ao Rio, local para onde se deslocam muitos milhares de pessoas, sejam Lisboetas ou turistas e onde há igualmente milhares de pessoas a fazerem os mais variados exercícios.
Chegado ao Cais do Sodré, já com 13 Km nas pernas, talvez o desafio mais interessante deste percurso: subir do Cais do Sodré às Amoreiras. Rua do Alecrim, Largo do Camões, Rua do Século, Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica e Rua das Amoreiras, foram 4 Km quase sempre a subir.
Elevação do Percurso
Nota: Bebedouro do Jardim do Príncipe Real avariado. Safou-me o bebedouro do Jardim das Amoreiras
Depois da subida o descanso do guerreiro, com uma descida suave até ao Marquês de Pombal e início de um novo troço a subir: Marquês de Pombal – topo do Parque Eduardo VII. Chegado aqui entrei no “Corredor Verde de Lisboa” e segui a correr pela ciclovia até Sete Rios/Monsanto. Mais duas notas: 1. Bebedouros ao longo do Corredor Verde sistematicamente avariados, safou-se apenas um antes da ponte que atravessa a Av. Calouste Gulbenkian, e que foi o meu último abastecimento até ao final. 2. Cruzei-me com o Dr. Dias Ferreira, também a fazer o seu jogging pelo corredor verde, e quase não resisti a meter-me com ele gritando “Eu não gosto de si”!!!! Mas optei por prosseguir o meu treino sem incidentes “diplomáticos” e deixar o Dr. Dias Ferreira em paz e nas suas reflexões.
Chegado a Monsanto, segui os cerca de 3 km do percurso da ciclovia, sempre a subir, daquelas subidas muito ligeiras mas longas, que não matam mas moem. Depois foi um pulinho por Pina Manique, Zambujal, Alfragide, Serra da Mina e regresso à base a Carnaxide, fazendo um bonito cerco a Lisboa sempre a correr.
Resumo final dos 29,5 km corridos
O ritmo de 6’19/Km não foi o que tinha inicialmente idealizado para este treino, mas enquadra-se dentro do expectável, tendo este treino servido sobretudo para que as pernas (leia-se músculos) não percam o hábito destas distâncias e tirarem o devido partido dos benefícios destes treinos.
A hidratação foi suficiente mas não foi a melhor, três abastecimentos aos 8,5 Km, 15,5 Km e 19 Km, quando o ideal deveria ser beber água aproximadamente de 5 em 5 Km.
No final o cansaço habitual num treino deste género e a satisfação de o ter concluído sem problemas de maior. Repor líquidos, alongar e descansar for a receita que se seguiu.

Hoje já houve direito a meia hora de corrida para recuperar do esforço de ontem.

Total da semana: 80,2 Km corridos. Agora é descansar, ver o Benfica – Sporting e amanhã recomeçar mais uma semana de treinos com os famosos Fartleks.

23ª Meia Maratona de Lisboa – 2013

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
A Meia Maratona de Lisboa tem um significado especial para mim, pois foi há precisamente um ano nesta prova, que corri pela primeira vez a distância de 21 Km. Esta prova, em 2012, foi a minha terceira corrida desta curta “carreira” desportiva, (depois da Corrida do Tejo 2011 e São Silvestre de Lisboa 2011, ambas de 10 Km), o que me leva a questionar: quanto vale um ano de treinos e corridas?


A prova

Apesar de ter um significado especial por ter sido a minha estreia na distância, está longe de ser uma das minhas provas favoritas. A logística de pré corrida tem de estar afinada; há muitos participantes quer da Meia quer da Mini, e a ponte não é assim tão larga para uma partida confortável para todos os ritmos. O percurso é agradável, mas com muitas zonas estreitas o que dificulta quem corre no meio do pelotão, pois é necessário desacelerar para não atropelar outros participantes, perdendo-se assim algum tempo. Ainda assim e no que diz respeito à zona da Partida no garrafão da Ponte, este ano pareceu-me que foram introduzidas melhorias nos acessos e zonas de partida propriamente dita, beneficiando os participantes da Meia Maratona.


O equipamento e os zingarelhos

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Há um ano era a minha estreia na distância e, apesar de confiante de que ia acabar nem que fosse a rastejar, o nervoso miudinho da estreia faz-nos sempre pensar em como será correr 21 Km. Um ano depois, a certeza de que acabaria a corrida era de 100%, excepto se algum imprevisto acontecesse durante a prova. Arrisquei até tentar correr para um novo PBT, o que não veio a acontecer.
Em 2012 era tão verdinho nestas coisas das corridas, que com medo da chuva resolvi correr de camisola de inverno e de manga comprida. Como extra levava ainda uma cinta de aquecimento, pois não gostava de sentir o “pneu” aos saltos enquanto corria! Esta combinação veio a mostrar-se um erro tremendo, pois a meio da prova o sol apareceu em força, e metade da prova foi suar e desidratar a uma velocidade bem mais rápida do que aquela a que conseguia correr. Este ano foi tudo mais tranquilo, com o tradicional calção, t-shirt de corrida e nada mais. Novamente este ano o tempo foi diverso: chuva, vento, sol e calor, mas uma t-shirt de corrida chega e sobra para todas as variantes climatéricas.
Os zingarelhos que utilizo também mudaram radicalmente de 2012 para 2013. Há um ano acompanhou-me o meu telefone com a aplicação Adidas Micoach. Era neste conjunto que fazia fé para fazer uma boa corrida! Para um rookie das corridas, ter uma treinadora ao ouvido a informar-nos se devemos acelerar ou desacelerar, e termos a noção exacta do ritmo que levamos e se está de acordo com o que foi treinado ou não, é uma mais-valia que só quem não conhece não pode apreciar. Pois para meu azar o zingarelho do GPS do telefone deixou de funcionar 300 metros depois da partida e apenas regressou à vida por volta dos 8 km, e mesmo assim apenas se manteve vivo a espaços entre os 8 km e a chegada. Neste capítulo dos zingarelhos fiz uma corrida quase às escuras e possivelmente se tudo tivesse funcionado a 100% poderia ter gerido o esforço duma maneira muito mais eficiente. Este ano troquei o zingarelho telefónico por um relógio com GPS, que apesar de não ter a treinadora ao ouvido a dar-me instruções, permite igualmente ter toda a informação em tempo real e assim gerir melhor a corrida. O GPS do relógio é bem mais sensível que o do telefone, e neste aspecto penso ser uma mais-valia interessante, pois ganhei fiabilidade de informação durante a corrida. Por outro lado após um ano de treinos, a dependência dos zingarelhos já é bem menor, e caso o zingarelho deixasse de funcionar o stress seria agora mínimo.


A corrida

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Finalmente o que mais interessa, como correu a corrida. Há um ano foi a corrida de estreia e nos poucos meses em que tinha começado esta aventura de correr, teria nas pernas pouco mais de centena e meia de quilómetros. Estava apostado em terminar a corrida e eventualmente conseguir um tempo entre as 2h05 e as 2h15. Comecei a corrida um pouco “abananado” pois as pernas ressentiram-se da hora de espera em que estive no garrafão em pé à espera do tiro de partida, sem me puder mexer e muito menos aquecer. Depois o zingarelho deixou de funcionar e deixou-me às escuras sem poder controlar o ritmo como estava habituado nos treinos. Depois a história do equipamento, que no final já se tornava um verdadeiro martírio. No entanto a vontade de chegar ao fim foi sempre maior, e sem outros sobressaltos dignos de registo terminei a corrida em 2h19’38”, um pouco acima do que tinha previsto inicialmente, mas o sabor de terminar a primeira Meia Maratona sobrepôs-se a qualquer tempo que pudesse ter realizado. Este ano esperava uma corrida tranquila, já com mais sete Meia Maratonas e uma Maratona de experiência, e sobretudo com mais 2000 Km corridos em treinos e provas nas pernas. O meu PBT da Meia Maratona é 1h52’ e arrisquei propor-me o tempo de 1h50 como limite para esta corrida. No entanto após os 5 Km de corrida percebi que não seria hoje que ia baixar o PBT. Por alguma falta de concentração não me conseguia focar no ritmo de corrida, e os 5’10”/Km que tinha apontado como ritmo constante para toda a corrida, teimavam em subir para algo entre os 5’30” e os 6’00”, o que originou toda uma corrida aos repelões e cheia de mudanças de ritmo, o que geralmente não beneficia muito a minha corrida. A multidão desta prova também não ajuda, pois os zigzagues para quem corre no meio do pelotão são uma inevitabilidade do início ao fim da corrida. Acabei assim esta corrida em ritmo de treino e com o tempo de 1h58’06”.


O Alexandre e eu após finalizarmos a Meia Maratona de Lisboa
Em resumo, em um ano de treinos e corridas a melhoria foi de 21’32” o que não deixa de ser significativo. O acumular de quilómetros nas pernas, e a experiência de um ano na preparação de treinos e corridas, na escolha dos equipamentos e dos zingarelhos, revela-se assim de relevante preponderância para quem encara as corridas como objectivos pessoais, sejam eles de cronómetro ou de desenvolvimento pessoal. Citando Oscar Wild, a experiência é o nome que damos aos nossos erros, e sem dúvida que um ano nos permite adquirir muito conhecimento e corrigir muitos erros.
  
Continuação de bons treinos e boas corridas!

TSF Runners – 1ªEmissão

Estreou hoje na TSF o programa TSF Runners, um programa de rádio que promete divulgar tudo o que se passa no mundo da corrida: notícias, dicas de saúde, de nutrição, de locais para correr, de provas. 

Esta primeira emissão apresentou um programa cheio de ritmo, limpo e eficaz, ao melhor estilo TSF.
Quem não pôde ouvir em directo, pode ouvir agora clicando na imagem em baixo.



Programas com esta qualidade contribuem certamente para o aumento dos adeptos da corrida, bem como para o nascimento de outros programas sobre esta temática no restante panorama radiofónico nacional.

Parabéns TSF, por mais um contributo inovador e de inegável qualidade para quem tem o vicio de correr.