A caminho de Santiago IV

Recompostos da etapa matinal, recomeçámos o nosso Caminho com o objectivo de Caldas de Reis.

Esta é a etapa de que tenho menos memórias e pressuponho por isso que talvez tenha sido a menos interessante.

Nesta etapa o Caminho faz-se quase sempre por estradas secundárias e por raras vezes por alguns troços mais rurais.

Lembro-me de cruzarmos uma mata, durante alguns quilómetros, que nos protegeu do sol da tarde, e de passarmos por algumas igrejas, invariavelmente fechadas, e que não podemos visitar. De entre estas a Igreja de Santa Maria de Alba que data de 1595.

Chegámos a Caldas de Reis já a noite ia cerrada, mas ainda passámos pela fonte de água termal, característica desta localidade, e pela zona mais central, enquanto procurávamos alojamento.

A imponente Igreja de Santo Tomás Becket (de 1890), encontrava-se fechada, estado que manteve na manhã do dia seguinte.

Tomámos um duche e fomos repor as calorias gastas com uma pizza e uma caña que nos soube pela vida.

Esta jornada teve 40 Km e nos dois dias já seguíamos com 84 Km nas pernas, o que para uma estreante é obra. No entanto chegámos menos cansados que no da anterior e era tempo de descansar para tentar chegar a Compostela no dia seguinte.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
05:44:38 05:01:03 25.27 5.04 12.60 225.40
hours hours km km/h km/h meters

Será que conseguimos?…

(Continua)

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Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

A caminho de Santiago III

O segundo dia parecia-me que seria o mais crítico. Depois da sova dos 44Km do primeiro dia de caminho, a primeira etapa começava com 15Km até Pontevedra.

O despertar foi suave. A ideia era sair às 7h mas acabamos saindo já bem depois das 9h00. Aproveitámos para recarregar a energia das pernas e tomar um pequeno-almoço reforçado antes da saída do hotel e assim iniciar a primeira etapa do dia igualmente com o estômago revigorado.

O sol despontava com vergonha pelo que a manhã estava um pouco fria, mas a paisagem da Ria de Vigo com o sol a despontar atrás da serra aquecia a alma enquanto caminhávamos.

Seguimos até Ponte Sampaio, local onde cruzámos o Rio Verdugo sobre uma monumental ponte de pedra. Este troço do percurso foi muito giro, cruzando a vida serpenteando por um caminho quase sempre a subir, entrando depois num trilho ladeado de árvores com folhas de todas as cores. O calor apertava e tive de fazer uma paragem técnica para trocar o casaco por uma tshirt mais leve. Os relatos que recebíamos de Lisboa indicavam um temporal cá pelo burgo, e nós no norte de Espanha tínhamos um sol esplendoroso.

Este misto de trilho e caminhos rurais levou-nos até Lusquiños, localidade já a poucos quilómetros de Pontevedra.

Ao longo desta etapa cruzámos alguns lugarejos com igrejas e capelas, para variar todas fechadas, excepção feita à Capela de Santa Marta em Santa Comba de Bértola, pequena capela datada de 1617.

Chegámos a Pontevedra por volta das 14h00, preparados para repor energias de preferência com um belo almoço.

Pontevedra é a capital do Caminho Português de Santiago em Espanha, e a mais pequena das cinco cidades galegas com cerca de 80000 habitantes.

Cruzámos o centro da cidade, visitámos a capela da Virgem Peregrina de Pontevedra erguido em 1778, e procurámos um local para almoçar. Cruzámos dezenas de restaurantes no centro histórico de Pontevedra mas nenhum nos inspirou a entrar para o almoço.

Já atravessávamos a Ponte do Burgo sobre o Rio Lérez, quando constatámos que dali para a frente seria mais difícil almoçar e que não tínhamos visitado a Basílica de Santa Maria, uma das mais bonitas igrejas de todo o Caminho, pelo que demos meia volta e fizemos esse pequeno desvio.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:29:31 02:54:28 14.47 4.98 12.24 243.00
hours hours km km/h km/h meters

Passámos uns largos minutos sentados a descansar no fresquinho que se sentia no interior da basílica, enquanto contemplávamos toda a arte e arquitectura.

Aproveitámos para carimbar a credencial de peregrino, quando a Marisa repara na porta atrás da senhora que nos carimbou a credencial com a placa: TORRE, MUSEU, VISTA PANORÂMICA. Instintivamente disse-me: vamos ver. Espantado, paguei os dois euros para a entrada e a senhora gentilmente abre a porta para passarmos, ao que a Marisa constata que tínhamos de subir escadas! Distraída e cansada dos 60 Km que já tínhamos nas pernas, nem pensou que “torre” implicaria subir escadas. Mas lá fomos 3 ou 4 andares em escada de caracol até chegar ao topo da torre e assim observar a bonita vista panorâmica ao redor de Pontevedra.

Como há que descobrir algo positivo em tudo o que fazemos, a subida à torre foi providencial; permitiu-nos vislumbrar um spot numa esplanada virada para o sol onde decidimos almoçar e que simplesmente, depois de lá estarmos é claro, constatámos que foi excelente. O restaurante Padal, com um menu de degustação muito simpático, de muita qualidade e preço reduzido, foi a melhor refeição de todo o Caminho, e retemperou-nos o estado de espírito para a etapa da tarde. Se passarem por Pontevedra não hesitem em ir lá petiscar, fica mesmo atrás da basílica.

(continua)

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A caminho de Santiago II

O sol estava quentinho na esplanada onde parámos para o almoço em O Porriño, talvez a nossa pior refeição ao longo desta aventura, o que retemperou o ânimo para a etapa da tarde.

Seguíamos sabendo onde gostaríamos de chegar, mas sem sermos rigorosos no objectivo de chegar a determinado lugar. Seriam as pernas e a vontade a ditar o locar onde pernoitaríamos.

Já passavam das 15h30 quando partimos tranquilamente rumo a Redondela.

No meu pé esquerdo reinava já uma bonita bolha, fruto de mais uma idiotice minha ao utilizar uns ténis que sabia terem uma palmilha danificada, o que motivou uma ida ao supermercado para comprar uns pensos e álcool para tentar remediar a situação.

O percurso até Redondela foi animado com a observação de alguns cruzeiros e a Igreja de Santa Eulália.

Ao longo de todo o caminho até Santiago encontrámos muitas igrejas e capelas que gostaríamos de ter visitado mas, curiosamente, encontravam-se sempre fechadas, fosse a que hora do dia fosse.

O por do sol tinha ficado para trás enquanto percorremos uma longa estrada que ligou O Muro a Redondela, e chegámos aqui já de noite.

O cansaço já se fazia sentir nas pernas e tínhamos agora duas opções, ficar em Redondela ou seguir mais 4Km até Soutoxuste onde sabíamos existir um hotel muito tranquilo com vista para o mar, bonita para o despertar e inspirar as etapas do dia seguinte.

Parecia pouco, a Marisa que tem menos experiência nestas maratonas sentia-se bem, mas quando se vai com quase 40Km nas pernas mais 4 Km podem fazer toda a diferença. Ponderámos os pros e contras e decidimos seguir até Soutoxuste. Iriamos fazer mais 4Km que a etapa oficial, mas no dia seguinte já estariam feitos pelo que nada se perdia tudo se adaptava.

Um pouco como previ estes 4 Km foram longos, muito longos. A Marisa quebrou e acabámos demorando mais de uma hora para chegar ao nosso destino. Lá chegados estávamos como se tivéssemos terminado de correr uma maratona a bom ritmo. Não foi isso mas tínhamos caminhado cerca de 44Km e quando parámos parece que todo o cansaço do dia se acumulou naqueles 30 minutos seguintes.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:52:48 04:21:34 22.08 5.07 12.24 364.00
hours hours km km/h km/h meters

Uma canja e um polvo à galega (muito fresquinho), acalmaram o estomago e permitiram que o colchão macio da cama fosse ainda mais bem apreciado (como se tal fosse necessário…).

O cansaço tornou a nossa noite muito calma e tranquila, era tempo de recuperar e não desanimar para o dia seguinte. O objectivo era sair às 7h00 mas mais uma vez esse objectivo não seria cumprido.

Terminámos o primeiro dia do Caminho com 44Km nas pernas.

(Continua)

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A caminho de Santiago I

O objectivo era sair às 7h00, mas estava quentinho na cama e entre acordar e tomar um pequeno-almoço reforçado para ganhar energia para a etapa que nos esperava, acabámos por sair de Valença pouco depois das 8h00.

Cruzámos o interior da imponente fortaleza de Valença, e cruzámos a fronteira a meio da ponte internacional oitocentista, cruzando o Rio Minho e com Tui a esperar-nos na outra margem.

Já em Tui, passamos pela Pousada San Telmo e deparamos com um marco do Caminho de Santiago que marcava 115,454 Km para Santiago. Seguimos em direcção à Catedral de Santa Maria para carimbar a nossa credencial de peregrino.

Seguimos bem-dispostos. Levava uma mochila com cerca de 8Kg às costas à qual ainda me estava a habituar. Nos primeiros quilómetros mal dava por ela, mas com o passar do tempo era necessário ajustar aqui e ali de modo a manter o conforto nas costas.

Seguimos o Caminho utilizando o percurso alternativo à passagem pelo Polígono Industrial d’O Porriño. Seguimos até O Porriño percorrendo os sendeiros e estradas florestais da variante das Gándaras, e depois pelo trilho que serpenteia ao longo do Rio Louro. A entrada parar esta variante é algo confusa, pois existe muita sinalização contraditória, e muitas indicações para a variante pintadas com tinta negra. Felizmente a lição estava bem estudada, e após caminharmos umas dezenas de metros na direcção do Polígono Industrial, voltámos para trás e encontrámos o caminho variante. O trilho desta variante é muito bonito, sendo um percurso densamente arborizado, com diversas pontes de pedra que cruzam as margens do rio.

Chegámos tranquilamente à Capela do Santo Cristo da Agonia em O Porriño, pouco antes das 14h00. De alma cheia mas com o estomago vazio, foi necessário efectuar uma pausa técnica para almoçar e descansar um pouco.

Tínhamos agora 21,4Km nas pernas e faltava percorrer a etapa vespertina.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:25:32 04:03:32 21.48 5.29 15.84 281.00
hours hours km km/h km/h meters

Esta primeira etapa é uma das mais interessantes do percurso. A Fortaleza em Valença, Tui, o trilho ao longo do rio, a chegada ao centro de O Porriño, são bonitos de ver e percorrer.

Talvez por ser Dezembro apenas nos cruzámos com um outro peregrino ao longo do percurso e esta seria uma regra que se iria manter até ao final da nossa aventura.

(Continua)

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A caminho de Santiago

2016 foi ano de cumprir um desígnio que há muito andava para ser cumprido: percorrer o Caminho Português de Santiago.

Aproveitei o feriado de 1 de Dezembro agora reposto, acrescentei um dia de férias, e fiquei com 4 dias para ir de Lisboa a Valença do Minho de transportes, percorrer os 120 quilómetros de Valença do Minho a Santiago de Compostela a pé, e regressar de Santiago a Lisboa.

Se eu não teria grandes problemas em fazer esta distância a correr, já a Marisa, que me partilhou comigo esta aventura, não está habituada a correr estas distâncias. Assim o plano era fazer este percurso a pé em 3 etapas, o que dava a bonita média de 40 quilómetros por dia.

O percurso está oficialmente dividido em 6 etapas e tínhamos a consciência de que fazer duas etapas por dia seria mais difícil, mas o plano estava traçado e iríamos dar o nosso melhor no tempo que tínhamos disponível.

As nossas premissas eram as mais simples possíveis: ir o mais longe possível dentro da distância que tínhamos previsto para cada dia, acordar cedo para começar a andar com o nascer do sol, e parar para descansar assim que começasse a anoitecer.

Com isto em mente, chegámos a Valença já noite dentro no último dia de Novembro, depois de uma relaxante viagem de comboio primeiro até ao Porto, depois até Valença.

Tínhamos agora algumas horas para descansar e partir à aventura na manhã seguinte.

(Continua)

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2017 e aqui vamos nós!

Votos de um excelente 2017 para todos!

Muitos quilómetros nas pernas, sem lesões e sempre animamos por esses trilhos ou estradas fora.

Para mim 2017 será o ano de um novo recomeço.

Depois de quatro meses mais preguiçoso pós UTMB, eis que estou de volta aos treinos regulares. Este não será o ano das maiores aventuras desportivas, prevejo um ano calmo a esse nível, mas será um ano de muita felicidade também a correr os trilhos do nosso Portugal.

Entretanto e para começar bem o ano, o Off The Beaten Track foi de novo escolhido pelo site Run Ultra, como um dos nomeados para o Blogger Awards 2017, evento que vai promover a escolha do melhor blogue sobre Ultra Running.

Mais uma vez todos os nomeados são concorrentes de peso, mas conto com a vossa ajuda para votar e tentar levar o Off The Beaten Track o mais longe possível. O Ano passado ficámos no TOP 5, vamos tentar fazer melhor este ano.

Para votarem cliquem aqui, escolham o meu nome para votar no Off The Beaten Track, vão até ao final da página e sigam as instruções que lá estão para concluir a votação e já está.

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Amigos na Comrades 2016

A Comrades Marathon é uma das corridas mais famosas do mundo, e é a ultra maratona mais antiga de que há memória. Decorre todos os anos na África do Sul, com a distância de 87/89 quilómetros entre as cidades de Durban e Pietermaritzburg. Cada ano a corrida é num sentido diferente, sendo que este ano decorreu no sentido Pietermaritzburg – Durban que tem 89 quilómetros. A corrida no sentido Durban – Pietermaritzburg tem 87 quilómetros.

comrades3

Ontem, dois grandes amigos (o Bruno e o Joost) estiveram a correr esta prova, ambos com a ambição de ganhar a prestigiada medalha de prata, medalha atribuída a todos os atletas que terminam este desafio entre 6h00 e 7h30 de prova, e se há alguém com coragem, determinação, força de vontade e capacidade para atingir este objectivo, são estes dois atletas.

A título de curiosidade a distribuição das medalhas é a seguinte:

  • Medalha de Ouro para os primeiros 10 homens e mulheres;
  • Medalha Wally Hayward (centro em prata e anel exterior em ouro): da 11ªposição até às sub 6h00 de prova;
  • Medalha de Prata para os classificados entre 6h00 e 7h30 de prova;
  • Medalha Bill Rowan (centro em prata e anel exterior em bronze), para os classificados entre 7h30 até sub 9h00.
  • Medalha de Bronze para os classificados entre 9h00 e sub 11h00 de prova; e
  • Medalha Vic Clapham (cobre), para os classificados entre 11h00 e sub 12h00 de prova.

Desta vez quer o Bruno quer o Joost não conseguiram chegar à medalha de prata. O Joost por muito pouco, por apenas 11 segundos depois das 7h30. Apesar de só lhe vermos as costas, é perceptível na transmissão (a partir das 7h03m40) a frustração de ter falhado a prata por tão pouco.

O Bruno, apesar do excelente resultado, terminou com 7h54 e ficou um pouco mais longe da prata, mas não duvido que “teimoso” como ele é, não vá lá novamente para tentar concretizar esse sonho.

comrades4

Medalhas à parte, foi um excelente resultado quer para o Bruno quer para o Joost, pelo que estão ambos de parabéns!!!

Foi bravo o desafio que completaram.

Continuação de bons treinos e de boa aventuras!!!

 

De bazófia em bazófia até à Comrades

Desde que comecei nisto das corridas, muitas foram as pessoas que se cruzaram comigo e que deixaram/deixam marcas da sua passagem.

Uma delas é o meu amigo Bruno, que juntamente comigo, com o Vargas, e com o Perdigão nos auto intitulámos os Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto.

O nosso ponto em comum foi a aplicação Micoach da Adidas. Foi através dos desafios que essa aplicação promovia que acabámos os quatro a competir virtualmente uns com os outros, que mais tarde promoveu o encontro pessoal e fomentou a amizade entre os quatro.

Dos quatro, o Vargas fartou-se de esperar que o Cristo viesse cá abaixo e foi lá acima para reclamar com Ele; o Perdigão que tinha a mania dos minimalistas 5 Fingers e era conhecido por “Carmelita” quase deixou de correr e agora é conhecido como OGQNC (o gajo que não corre), eu é o que vão lendo por este blogue, e o Bruno tinha (e continua a ter) a alcunha de “Bazófias”!

E Bazófias porquê? Porque quer ser sempre o primeiro, porque o “Mestre” é ele, porque se eu correr 100 Km ele vai correr 200 Km, e se eu correr 200 Km ele vai correr 500 Km!!!

comrades

Brincadeiras à parte, de há uns tempos a esta parte, focou-se num objectivo que passava por corridas de estrada e em particular na distância da maratona, onde conseguiu com muito e bom trabalho entrar na casa das sub 2h59 de prova. Mais tarde decidiu ir correr uma das Ultra Maratonas de estrada mais lendárias do Mundo, a Comrades na África do Sul.

É esta a prova que ele vai fazer na próxima semana e para a qual eu lhe desejo a melhor das sortes e, tenho a certeza, que vai conseguir correr os 89 Km de prova dentro dos objectivos que definiu.

Como bom bazófias que é, não se podia limitar a partilhar esta aventura em Português numa qualquer rede social por aí. Está a fazê-lo em inglês no sítio do Micoach que foi o ponto de partida para tudo isto.

O primeiro artigo já está aqui, visitem que vale muito a pena ouvir o testemunho do Bruno (mais não seja para se rirem com as fotos dele no inicio de tudo com 85Kg e agora com 64Kg), e continuem a acompanhar os futuros artigos.

Olhando para todo o percurso realizado desde que nos encontrámos no Micoach há cinco anos atrás, concordo plenamente quando diz: “…I’m not longer the same person, not only in the outside but also deeply inside!”.

Boa sorte “Bazófias” e não te esqueças que o “Mestre” sou eu!!!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

World’s Strongest Marathon

Há corridas fáceis, outras mais difíceis, algumas são verdadeiras aventuras e outras são verdadeiras curiosidades ou idiotices, conforme o nosso ponto de vista.

E esta entra directamente para esta última categoria (curiosidade ou idiotice): a World’s Strongest Marathon.

WSM1

Esta “corrida” foi realizada no passado dia 22 de Janeiro pelo britânico Ross Edgley, um guru (ou modelo) do fitness, e consistiu em percorrer os 42 Km da maratona a puxar cerca de 1450Kg, neste caso e para o efeito, serviu puxar um Mini Countryman. O desafio foi realizado no Circuito de Siverstone e o tempo a bater é de 19h36, não encontrei referência ao segundos, pelo que se houver candidatos a bater este recorde é melhor apontarem para as 19h35!

Segundo o autor da proeza, este treinou 8 meses para preparar o desafio cumprindo um plano de treinos em tudo similar aos tradicionais, incluindo um treino longo de 25 Km, isto sempre com o Mini às costas. No primeiro treino de experiência, conta ainda o atleta, não conseguiu fazer mais de 3 Km porque as pernas não davam mais. Ao longo do desafio o que lhe custou mais não foram as dores na região lombar mas sim manter-se acordado ao longo das 19 horas (vê-se logo que nunca será um Ultra Maratonista). Segundo o próprio, vai agora tentar realizar uma Maratona “normal”, mas antes ainda vai tentar fazer outra World’s Strongest Marathon, desta vez com um tronco de árvore às costas.

Fica aqui a curiosidade e se um dia se candidatarem a fazer uma World’s Strongest Marathon convidem-me para assistir 🙂

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!