Amador vs Profissional

O tema é recorrente mas não deixa de ser interessante. A pretexto dos Jogos Olímpicos do Rio no próximo ano, a Globo tem lançado no ar um conjunto de reportagens interessantes, onde se compara a performance de um atleta de topo com a performance de um atleta amador como a maioria de nós.

Clicando aqui podem ver a reportagem onde se compara a performance na distância da maratona.

2014_4

É interessante ver quanto tempo aguenta um atleta amador, que tem como melhor tempo 3h27 nos 42Km, a correr à velocidade de 20Km/h velocidade a que correm os atletas da elite mundial da maratona.

Aceitam-se apostas….

Na mesma página existem links para as comparações efectuadas noutras modalidades como ténis de mesa, levantamento de peso ou atletismo de velocidade, entre outras, que são igualmente muito interessantes de ver.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Fim de semana a rolar

Fim-de-semana sempre a rolar, Sábado com 31 Km de bicicleta para descontrair, Domingo com 32 Km a correr de Cascais a Lisboa para ajudar o Pedro a preparar a sua estreia na Maratona, em Sevilha já no próximo dia 19.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
01:48:52 01:43:02 31.91 18.58 52.56 390.10
hours hours km km/h km/h meters

Desde o UTAX, isto é desde Outubro, que não corria uma distância tão “grande”, e se pensar quando corri pela última vez mais de 30 Km em estrada, então já nem me lembro quando foi, pelo que o corpinho já estava a desabituar-se a estas desventuras. No entanto tudo correu bem. Deu para puxar pelo Pedro, para fazer uns quilómetros mais rápidos enquanto ia encher os bidons com água, e deu para esticar um pouco no fim para apertar com ele, mas afinal de contas quem acabou apertado fui eu, que com uma inesperada dor de barriga não consegui manter o ritmo nos dois quilómetros finais.DSC00121

Foi um bom treino que deu para testar a máquina e constatar que mais umas semanas de treino e volta tudo ao lugar, basta continuar com o empenho habitual.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
03:04:52 03:03:44 32.11 10.49 32.40 174.70
hours hours km km/h km/h meters

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Pensamentos de corredor

Uma das perguntas recorrentes a quem corre maratonas ou ultra distâncias é: “o que se pensa enquanto se corre?”

Da minha experiência, correr quatro, cinco, dez ou mais horas de seguida, pode levar a mente de cada um aos pensamentos mais díspares e inusitados.

Li há dias um estudo interessante sobre este tema, mas que se foca no “pensar alto”, “diálogo interior” ou “auto verbalização” do corredor. Este conceito refere-se ao que falamos connosco próprios, seja em voz alta ou em pensamentos, e geralmente é um recurso que utilizamos para nos auto motivar. Estima-se que no dia-a-dia auto-verbalizamos entre 300 e 1000 palavras por minuto, pelo que é importante prestarmos alguma atenção à qualidade dos nossos pensamentos.

Esse estudo, que está disponível clicando aqui, pegou numa amostra de 10 atletas amadores de longas distâncias (6 homens e 4 mulheres), com idades entres os 29 e 52 anos e experiência de corrida entre 3 a 30 anos, que correm no mínimo três vezes por semana, e foram gravados os “pensamentos em voz alta” durante os treinos e uma corrida de cada um. Esse processo deu origem a cerca de 18 horas de gravações e os resultados apresentados foram os seguintes:

40% dos pensamentos estão relacionados com o ritmo e distância, o que mostra o quão importante é a performance do atleta, mesmo em contexto não competitivo e inclui pensamentos como:

  • Manutenção do ritmo – por exemplo,”downhill, não te mates agora, apenas rolar”;
  • Estratégias para manter e corrigir o ritmo e a passada – por exemplo,”manter firme, alargar a passada, manter firme”;
  • Alteração do ritmo – por exemplo, “5:30/km e está tudo ok … 3 Km para percorrer … 5:10/Km será melhor.

32% dos pensamentos estão relacionados com a dor e desconforto, onde se incluem pensamentos como:

  • Pequenas ou grandes dores – por exemplo: “ainda sinto o tornozelo”);
  • Queixas sobre a corrida – por exemplo: “hoje não estou com vontade de correr”);
  • Causas da dor ou desconforto – por exemplo: “esta subida é uma pu.., é longa e está muito calor, fo..-..”;
  • Auto motivacionais para enfrentar as adversidades – por exemplo: “Respira… relaxa… ombros e pescoço relaxados…”.

2014_4

Os restantes 28% costumam ser sobre o ambiente em que ocorre a prática. Isto inclui pensamentos sobre a geografia, o tempo ou a vida selvagem, como por exemplo:

  • “Hoje está muito calor”;
  • “Oh meu Deus… isto é tão lindo! O mar, as montanhas…”;
  • “Espero não encontrar cobras por aqui”;
  • “Detesto estas ruas cheias de carros…”.

Se se pensava que os atletas de longa distância utilizavam este tempo para resolver dilemas da vida, como problemas de relacionamento, enigmas metafísicos, afazeres domésticos, de trabalho, ou ainda organização de tarefas por exemplo – não parece, pelo menos a julgar por esta amostra de atletas, que tal aconteça. Eles concentram-se sobretudo no seu desempenho, sensações corporais e ambiente ao redor.

Acredito que estes participantes tenham “censurado” muitos de seus pensamentos, mas isso nunca poderemos saber com certeza.

E vocês no que pensam e o que vociferam enquanto correm? Partilhem aqui nos comentários os vossos pensamentos 🙂

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

RunUltra Blogger Awards 2016

Foi com enorme satisfação que recebi a noticia de que este blogue Off the beaten track foi escolhido pelo site Run Ultra, como um dos nomeados para o Blogger Awards 2016, evento que vai promover a escolha do melhor blogue sobre Ultra Running.

runultra2

Os 50 nomeados, dos diversos países, são todos concorrentes de peso, mas conto com a vossa ajuda para votar e tentar levar o representante o mais longe possível.

Para votarem cliquem aqui, escolham o meu nome caso pretendam votar no meu blogue 🙂 ou o nome do concorrente do blogue que gostem mais, sigam as instruções no final da página da votação e já está.

Agradeço desde já a vossa participação!!!

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

 

 

Everest base camp

Everest base camp. As longas horas para aqui chegar manifestam-se na tensão acumulada em cada milímetro de músculo. Os 30 minutos de voo de Kathmandu para Lukla são uma verdadeira aventura, sobretudo aterrar naquele minúsculo aeroporto rodeado de nepaleses, mas nada comparado com os 6 dias de viagem a pé de Lukla até aqui. 6 dias necessários para o corpo se habituar a respirar acima dos 5000 metros de altitude e também para descobrir e visitar muitas aldeias nepalesas a caminho do acampamento.

Tengboche-Monastery
Mosteiro em Tengboche

O Mosteiro Budista em Tengboche e o Mosteiro em Pangboche que expõe o escalpe de um Yeti, foram algumas das paragens obrigatórias nesta viagem de 62 Km até ao acampamento. A hospitalidade e as inúmeras histórias que os Sherpas têm nos contar atenuam todas as dificuldades ao longo do percurso.

pangboche
Pangboche

Agora nos 5360 metros de altitude, é tempo de recuperar energias, sentir o cheiro da montanha, e desfrutar todas as paisagens inigualáveis que o Evereste e os Himalaias proporcionam. Afinal a aventura da Maratona do Evereste ainda está para começar…

Himalaias
Himalaias

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

A corrida mais doce

No próximo Domingo enquanto o grosso do pelotão ruma a norte para correr a Maratona do Porto eu, como sou do contra, rumo a sul para ir experimentar os trilhos da Serra de Grândola. Tantas vezes que passei por Grândola, a vila morena, e confesso que desconhecia a existência da Serra de Grândola! Parece que o tempo até vai estar bom e como estou em inicio de época vou rolar pelos 25 quilómetros do Trail Longo e deixar os 50 quilómetros do Ultra Trail para outra edição.

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Muitos dos meus amigos utilizam a Maratona do Porto como pretexto para se irem encher com umas francesinhas antes e depois de prova. No meu caso, confesso que a oferta da entrada na Feira do Chocolate com a inscrição na prova, deu-me muita muita vontade de ir conhecer os trilhos de Grândola!

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Aproveitem que as inscrições encerram hoje.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Então e a festa pá?

Tenho assistido com alguma curiosidade a diversas discussões, sobretudo nas redes sociais, sobre os resultados dos atletas mais lentos nas provas a que se propõem realizar, sobretudo nas provas de maiores distâncias como as maratonas de estrada ou nas distâncias Ultra nas provas de trilhos e montanha.

Excursionistas, caminheiros, Zé dos Pincéis ou outros epítetos igualmente simpáticos, de tudo serve para ironizar um pouco com a prestação mais lenta de alguns atletas. E se pensam que esta questão é exclusiva cá dos Tugas estão muito enganados, na nossa vizinha Espanha também há quem “implique” (e bastante) com estes atletas, aludindo até ao facto de que o que dá interesse à competição, (na opinião dessas pessoas), é uma prova renhida e uma chegada com pouca diferença de tempo, se possível ao sprint, isto referindo-se a provas de Ultra Trail imagine-se.

Há assim um conjunto de pessoas, uns meros especuladores, outros meros espectadores, que opinam e gozam, na minha opinião, sobre o melhor ou pior desempenho de outras pessoas, muitas vezes sem nunca se terem atrevido a colocar no papel dessas mesmas pessoas.

Há aqueles que dizem que maratonistas são aqueles que correm os 42Km da maratona abaixo das 3 horas, há outros que por correrem uma prova de 80 ou 100 Km 30 minutos mais rápido que outros, já não consideram estes mais lentos ultramaratonistas. Enfim, há uma panóplia de “gozações” por aí, que efectivamente só servirão ao ego do “gozador”, já que aos verdadeiros “atletas” penso que isso passará verdadeiramente ao lado.

Estas pessoas deviam centrar os seus esforços, não a gozar com os atletas mais lentos mas antes a tentar mudar as organizações das provas já que são estas que decidem o tempo limite para terminar as mesmas.

É usual o tempo limite para terminar uma maratona de estrada ser 6 horas, assim como muitos ultra-trails poderão ir até às 48 ou mais horas, dependendo da distância e do maior ou menor desnível da prova.

Como trabalho com números, resolvi perder cinco minutos do meu tempo para fazer uma análise rápida e grosseira do que poderia mudar nas provas, se as organizações mudassem as regras de acordo com as pretensões destes pseudo opinantes das corridas.

marathon2

Comecemos então pela Maratona de Londres 2015, uma das grandes maratonas de nível mundial e com prémios chorudos para os vencedores. Para quem não tem ideia da dimensão da Maratona de Londres, este ano foram 43749 os atletas que finalizaram a prova. Por uma questão de facilidade, utilizei os resultados apenas do escalão masculino onde terminaram a prova 23226 atletas.

O vencedor da prova fez o tempo de 2:15:51. O 10º classificado fez mais 5,2% do que o vencedor. Já o 31ºclassificado, o último atleta de elite a ser classificado fez mais 8,4% do que o tempo vencedor. Até ao 40º lugar todos os atletas ficaram com uma diferença inferior a 10% face ao vencedor.

Aqui começa o aspecto subjectivo da análise. É razoável uma variação de 10% face ao tempo do vencedor para excluir os restantes atletas de uma prova? Ou deveríamos considerar uma variação de 20% e incluir assim cerca 390 atletas para a prova? Se saltarmos para uma variação de 30% já conseguiríamos incluir cerca de 1280 atletas na prova, será isto suficiente? Em qualquer ramo de actividade, uma variação de 30% é, salvo raras excepções, uma variação bastante significativa, pelo que considerando que todos os atletas com resultados superiores a 30% face ao recorde do mundo não pudessem participar nesta prova, teríamos de eliminar cerca de 95% dos atletas do escalão masculino que finalizaram esta prova.

Olhando agora para os resultados do Ultra Trail Mont Blanc de 2014, a prova de trail mais famosa do mundo, com os seus 168 Km e quase 10000 de desnível positivo, quem ficaria impedido de participar caso se aplicassem uns critérios do género dos acima expostos?

Em 2014 finalizaram o UTMB 1582 atletas e o vencedor fez o tempo de 20:11:44. Se considerássemos uma diferença de tempo superior a 10% ao vencedor, fiquem sabendo que apenas poderíamos contar com a participação de 5, sim CINCO, atletas. Por exemplo o 8º classificado de 2014, o nosso bem conhecido e campeoníssimo atleta Carlos Sá, terminou com mais 13% de tempo relativamente ao vencedor. Se considerássemos uma diferença limite de 20%, teria terminado a prova assim que o 21º atleta cruzou a meta, e se a variação máxima fosse 30% a prova terminaria à passagem do 43º atleta. O 100º atleta a cruzar a meta demorou quase mais 50% que o vencedor, e como comecei por referir terminaram a prova 1582 atletas.

Em resumo, se as organizações considerassem as pretensões desse núcleo de opinadores e adoptassem uma regra onde aceitassem apenas a participação de atletas com um tempo nunca superior a 30% relativamente ao ano transacto, veríamos a Maratona de Londres ser reduzida a 5% dos participantes e o UTMB a menos de 3% dos participantes. Façam esta análise a provas menos populares e eventualmente esta percentagem ainda se acentuará mais…

marathon

Pergunto agora eu, são estes 5% de atletas que movem as massas? As transmissões televisivas certamente que sim, mas e o turismo, a divulgação dos países, das regiões, das gentes e do locais, a festa para os atletas e para os espectadores, onde se enquadra tudo isto?

Será essa a vontade das organizações? Pelos vistos não uma vez que de ano para ano os regulamentos das provas não diminuem o tempo para finalizar a prova. Na realidade são esses 95% de excursionistas, caminheiros e Zé dos Pincéis, que suportam financeiramente grande parte de eventos como os que referi e que decididamente fazem a festa acontecer.

Para concluir só tenho duas recomendações, uma para os opinadores: que criem e organizem as suas próprias provas e limitem a participação à meia dúzia de atletas de elite que conseguirem convencer a participar, se o conseguirem… Outra para os excursionistas, caminheiros e Zé dos Pincéis, nos quais me incluo, que terminem sempre dentro dos tempos definidos no regulamento das provas e continuem a participar e a fazer a festa; mais minuto menos minuto, mais hora menos hora, os nossos objectivos são cumpridos e a nossa realização pessoal ninguém a tira.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr na Praia

A praia e o mar são muito especiais para mim. Gosto da sensação de paz e tranquilidade que o bater das ondas do mar transmitem ou de simplesmente olhar para o horizonte e desfrutar da vista onde o céu abraça o mar. Este lugar quase mágico é também ideal para se fazer exercício, e correr pela praia é de facto muito libertador para o corpo e para a mente.

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Ontem foi dia de Treino Lunar que, para quem não sabe, é um treino na praia da Costa da Caparica, ocorre mais ou menos quinzenalmente, e coincide com os dias de maré vazia e Lua Cheia ou Lua Nova. É um treino bastante popular, ontem foi a 108ª edição, onde cada um vai ao seu ritmo sem incomodar ninguém e onde se corre no extenso areal que as praias da Caparica proporcionam. Podem consultar a página dos Treinos Lunares clicando aqui.

Para quem sente que correr na praia é a sua praia, existe também a Ultra Maratona Atlântica, uma Ultra Maratona de 43 quilómetros que liga Melides a Tróia sempre pela praia. Foi nesta prova que me estreei nesta coisa das Ultras Maratonas, e cuja história podem ler ou reler clicando aqui.

No entanto correr na praia requer alguns cuidados especiais, com nós próprios e com os outros que frequentam a praia, pelo que elaborei uma pequena lista de pontos a considerar quando vamos correr na praia.

  • Evitar o meio do dia e as temperaturas mais elevadas. O ideal para correr na praia será no início da manhã ou no final da tarde.
  • Não tomar banho antes de começar o treino. A água salgada pode causar fricção e/ou assaduras desconfortáveis ​​nas coxas e axilas durante a corrida. O melhor será esperar pelo fim do treino para dar um mergulho.
  • O sol, mesmo num dia nublado, continua lá para nos queimar. Devemos proteger-nos com protector solar e usar roupas técnicas adequadas para o sol e calor. Devemos também usar um boné para proteger a cabeça e a face, e no meu caso gosto de usar um boné tipo legionário, que me protege também as orelhas e o pescoço.
  • Se gostarem de correr descalços tenham cuidado com a fricção na areia, é muito fácil fazer bolhas nos pés mesmo correndo poucos quilómetros.

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  • Se preferem correr calçados usem ténis sem amortecimento para controlarem melhor a vossa passada.
  • Geralmente o areal das praias são desnivelados, pelo que o ideal será correr ao longo da costa, em ambas as direcções, para evitar maior desgaste em apenas um lado do corpo.
  • Escolham sempre praias mais longas para treinar e de preferência com a maré baixa, caso contrário temos de estar preparados para estar sempre a desviar-nos de outras pessoas.
  • Ou, para um treino de agilidade, corram ao longo da beira-mar de praias movimentadas, onde por trás de cada castelo de areia há quase sempre uma criança e um balde.
  • Correr na areia mole ou nas dunas é uma excelente sessão de treino de força.
  • Quando terminar o treino, não esquecer de alongar e fazer uns abdominais na areia e tomar um banho de mar para relaxar os músculos.
  • Sempre que possível desfrutem o nascer do sol ou o por do sol, a natureza no seu melhor.
  • Correr na praia é bom mas não concentrem todos os vossos treinos de verão aqui. Utilizem as vossas corridas na praia como complemento do vosso plano de treinos habitual.

Dito isto, bom verão e bons treinos pelos areais de norte a sul.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr nos Trilhos em Portugal

Portugal tem locais de beleza única, de norte a sul do país e passando pelas ilhas. Partilho convosco alguns vídeos que me têm chegado nos últimos dias e que são daqueles que me dão vontade de sair a correr por aí…

Vídeo do 3ºTrilho das Lampas

Vídeo do Peneda Gerês Trail Adventure

Vídeo do Madeira Island Ultra Trail

Não aproveitaram estes trilhos em 2015? Então é começar a treinar para as edições de 2016. 😉

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

A caminho do MIUT

A caminho da Madeira para os 115 Km do Madeira Island Ultra Trail (MIUT).

Que prova atípica vai ser este MIUT face ao que tinha desejado para mim, onde pretendia estar hoje na melhor forma para terminar o MIUT tranquilo e com um bom desempenho, mas onde por diversos motivos não vou conseguir estar a 100%, estarei até bem longe disso…

O mapa da prova
O mapa da prova

O último mês e meio onde deveria ter carregado na intensidade e qualidade dos treinos, limitei-me a rolar devagarinho para tentar não perder a forma mínima admissível a conseguir, pelo menos, ir à Partida do MIUT.

Foi a primeira vez que treinei tendo como objectivo chegar à partida da prova e não, como habitualmente, à meta.

Se na melhor forma o empeno de correr 115Km com quase 7000m de desnível positivo previa-se grande, com a forma possível nem consigo prever como irá ser. Na realidade não consigo prever se consigo chegar a tempo a todos os pontos de controlo horário, nem se sobrevivo aos primeiros 30 quilómetros da prova que são realmente brutais.

Esta será a minha cábula durante a prova
Esta será a minha cábula durante a prova

Vai ser um MIUT no limite, não do desempenho físico mas antes do tempo e das barreiras horárias, a gerir a condição física e a tentar controlar o tempo, ponto de controlo a ponto de controlo. Enquanto me estiver a divertir e o físico resistir aos comandos da mente, lá estarei pé ante pé a percorrer a ilha da Madeira. Serão 32 horas de diversão pura e dura!

Até já Funchal