Ainda o MIUT e curiosidades do Zack Miller

Partilho aqui este vídeo com uma entrevista do Zack Miller, vencedor do MIUT 2016, ao canal The Ginger Runner, onde fala da sua vida e da sua participação no MIUT.

Comenta também este vídeo dele a comer no CP6 do MIUT, que se tornou viral na internet, partilhando que quando aqui chegou já ia aflito; já não tinha géis, já não tinha água, e estava a levar com a “marreta”. O que o desenrascou foi levar dentro dos bidons pó para misturar na água, e no desespero acabou por comer o pó energético mesmo sem água, e segundo diz este fez algum efeito e deu-lhe a energia que precisava para chegar ao ponto abastecimento!

Há muitas outras pérolas que ele partilha, como os seus treinos quando trabalhava num paquete, mas vejam o vídeo que contado pelo próprio tem muito mais piada.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

E este fim-de-semana foi a acompanhar o MIUT

Este foi um fim-de-semana cheio de emoções, não na primeira pessoa, mas sim a acompanhar todos os amigos que foram correr o Madeira Island Ultra Trail.

Uma primeira honra aos vencedores, Zack Miller que pulverizou a concorrência ao concluir os 115 Km em menos de 14 horas nos homens, e a francesa Caroline Chaverot com 15 horas de prova a vencer nas mulheres, tirando mais de 3 horas ao tempo da Ester Alves que venceu o ano passado. Ambos os tempos extraordinários face às edições anteriores.

Vejam o vídeo impressionante do abastecimento do Zack Miller, segundo consta o mais longo que fez ao longo da prova, clicando aqui.

Nos amigos, foram tantos a participar que não vou conseguir mencionar todos, pelo que da meia dúzia que me é possível agora lembrar destaco:

A Sofia Roquete e a Nádia Casteleiro, a primeira pelo excelente sexto lugar na classificação feminina e primeiro lugar entre as atletas portuguesas. É notável a sua evolução e aprendizagem ao longo dos últimos meses. Com método e alguma sorte ainda vai muito longo no Trail Running. A segunda pela perseverança e capacidade para ultrapassar os 115 Km em mais de 30 horas. Eu, por experiência própria, sei que não é nada fácil.

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O Rui Pedro Julião a conquistar um fantástico 3ºLugar no seu escalão.

O Rui Pires, o Lourenço Bray e o Eduardo Pinto, que partiram com o sonho de chegar a Machico, mas que por motivos diversos foram forçados a abandonar a prova. Todos eles têm a certeza que num próximo ano irão de novo ao MIUT e vão chegar ao fim e, pessoalmente, não tenho nenhuma dúvida disso.

O Rui Pedro Julião e o Luís Roque, o primeiro por ter terminado em terceiro lugar no seu escalão, depois de tantas peripécias com o voo para o Funchal. É um verdadeiro exemplo para todos nós. O Luís porque foi o último atleta a cruzar a meta, com mais de 31 horas de corrida, a mostrar toda a fibra e coragem para chegar ao fim. Igualmente um verdadeiro exemplo para todos.

A todos os outros, muitos parabéns pela vitória que é terminar o MIUT, e para o ano há mais!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

MIUT 2016 – Race Preview

Com a entrada do MIUT no Ultra-Trail World Tour, o número de atletas de topo participantes na edição deste ano aumentou significativamente.

Infelizmente não tenho disponibilidade no momento para fazer uma Race Preview ao melhor estilo do Ian Corless , mas repare-se na lista de atletas presentes:

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Luis Fernandes a defender o título conquistado o ano passado, Armando Teixeira a tentar reconquistar o primeiro lugar que já foi seu, e um cartaz de nomes sonantes do Ultra Trail mundial como Sange Sherpa, Jordi Bes, Iker Karrera, Zack Miller, Tofol Castaner, Miguel Heras-Hernandez ou Antoine Guillon, entre muitos outros. A luta pelo pódio será cerrada e, certamente, muito interessante de acompanhar.

Já no escalão feminino conseguirá a Ester Alves defender o título conquistado em 2015? A 12ª do ranking mundial, Carolina Chaverot, foi à Madeira para dar luta. Ou será que a suíça Andrea Huser que tem aparecido em grande forma em corridas recentes vai conseguir chegar ao primeiro. Será uma luta a acompanhar com interesse, já que há ainda mais três ou quatro atletas que poderão intrometer-se na luta pelo primeiro lugar, como a Emilie Lecomte, a Mélanie Rousset, a Juliet Blancher ou a Lucinda Sousa que venceu em 2014. Haverá ainda lugar para a Sofia Roquete, recente vencedora do UTAX, se afirmar no meio destas estrelas? Vamos aguardar e ver o que acontece.

Entretanto partilhem por aqui quais os vossos favoritos para o pódio desta edição do MIUT. Não há prémios para os apostadores mas haverão, pelo menos, momentos de boa disposição.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Acompanhar o MIUT 2016

O Madeira Island Ultra Trail é sem dúvida uma prova que marca qualquer atleta que por lá passa.

O ano passado tive a oportunidade de participar e claro, fiquei fã desta prova, pelo que este ano tenho-me deliciado a acompanhar todos os amigos que por lá vão iniciar a sua corrida mais logo.

Nesta estreia do MIUT no calendário do Ultra-Trail World Tour, a prova ainda não começou e muitas peripécias já aconteceram. Primeiro as chuvas e os ventos fortes que têm assolado a ilha da Madeira, começaram por fazer voar a tenda principal de apoio à organização da prova, sendo necessário encontrar uma alternativa de recurso pela organização, tarefa que já foi concluída com sucesso. Depois os atletas que planearam a sua viagem para a noite de ontem viram os seus voos cancelados, encontrando-se em viagem durante a manhã de hoje, o que obviamente vai roubar algum do repouso e tranquilidade previstos para o dia do início da prova.

Este mau tempo vai aumentar um pouco a dificuldade da prova e obrigar os atletas a ter cuidados redobrados no material que levam. A subida para os Estanquinhos deverá ser feita com particulares cuidados no que diz respeito ao equipamento que levam, já que vai ser feita de noite, e o vento e o frio vão-se fazer sentir bastante. O ano passado a noite estava primaveril, mas nos últimos 5 quilómetros da subida arrefeceu bastante, com ventos gelados e até algumas pingas. Não descurem mesmo esta subida nocturna. Se tiverem thermopads não hesitem em aquecerem-se, mas vale manterem-se quentinhos do que entrar em hipotermia.

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Não vou enumerar todos os amigos que vou acompanhar porque a lista seria exaustiva e ainda me ia esquecer de alguém, mas vou de certeza acompanhá-los na partida na RTP Madeira e online aqui, e vão-me ajudar a reviver toda a prova como se lá estivesse de novo.

Boa sorte a todos os que vão andar pelo MIUT. Divirta-se e não se constipem!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

MIUT e Companhias

MIUT 2015. Porto Moniz. 23h30.

Faltavam 30 minutos para a partida. A maior parte dos atletas, senão mesmo todos, já circundavam o pequeno espaço montado para o efeito.

Eram muitas as caras conhecidas. Alguns amigos, muitos outros atletas com quem já me cruzei nos mais diversos treinos, ainda outros que conhecia de apenas de vista, e também alguns totalmente desconhecidos.

Por acaso do destino, partilhei a maior parte dos últimos minutos que antecederam a partida com o Diogo Tavares e com o “Ricardo nos Trilhos”, que tinham combinado fazer a prova juntos. Eu estava mentalizado que iria fazer a quase totalidade dos 115 quilómetros sozinho, pelo que não combinei tácticas ou fazer a corrida acompanhado com alguém conhecido, ia deixar-me levar pelo que o ritmo da prova e as minhas possibilidades iriam ditar.

Quer o Diogo quer o Ricardo correm, em geral, bem mais que eu, pelo que também não me passou pela cabeça acompanhá-los, mas após a partida dei por mim a acompanhá-los regularmente, talvez porque estava sem qualquer dificuldade a subir e as descidas aram pouco técnicas. Conseguia sempre apanhá-los nas subidas, no equivalente ao que eles se afastavam nas descidas. E assim fomos os três até Estanquinhos, onde a descida que relatei aqui não me permitiu que os acompanhasse por mais quilómetros.

Seguiram-se 30 quilómetros até Curral das Freiras, trajecto que percorri “sozinho”.

Na descida para Curral das Freiras começou a dança que relatei aqui com a Francesca e o Michael. Seguimos nesta troca de posições, eles à frente nas descidas, eu à frente nas subidas, até à Portela. Facto curioso e que relatei aqui, foi eles quererem desistir na Portela por pensarem que não chegariam ao fim da prova antes do tempo limite. Tive de lhes dar uma ensaboadela à Mourinho e lá seguiram, tendo terminado o MIUT à minha frente. Foram cerca de 50 quilómetros em companhia mútua, com muita conversa sempre que nos cruzámos nas ultrapassagens, que foram mais que muitas.

Algures no quilómetro 70 e picos e a caminho do Pico do Areeiro, a minha maior surpresa: apanhei um grupo de amigos com quem gostaria de ter ido até ao fim: o Serradas Duarte, o Picão, o Rui Pires, o Roque, o Túlio e o André Carvalho, todos eles que correm tanto ou mais do que eu. Seguiam em ritmo tranquilo e em amena cavaqueira e a tentação de ficar com eles foi grande. No entanto estava consciente de que seguia com limitações, o meu ritmo estava um pouco mais rápido do que o deles, mas se eles decidissem acelerar o mais certo seria que não os conseguiria acompanhar, pelo que tomei a decisão de seguir sozinho ao meu ritmo. No entanto, fizeram-me companhia até ao final. A cavaqueira era tanta, que eu apesar de ir algumas centenas de metros à frente, conseguia ouvi-los quase como se estivesse com eles. Nos sete abastecimentos até final, eu chegava ao abastecimento e alguns minutos depois chegavam eles. Eu saía, alguns minutos depois saíam eles, e começava de novo a ouvi-los ao longe. Foi assim durante mais de 40 quilómetros até chegarmos à meta. Sempre com aquele burburinho de vozes como ruído de fundo.

Após cruzar a meta partilhei a refeição de celebração com o JP Queirós que chegou logo depois de mim, e ainda partilhámos a viagem de táxi até ao Funchal.

A todos os que aqui referi o meu obrigado pela partilha de quilómetros e por me terem ajudado, mesmo que indirectamente, a chegar ao fim com o objectivo cumprido. Foram todos importantes nesta aventura.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

No Curral das Freiras

MIUT 2015, Curral das Freiras, 13h20. O meu estado de espírito era de “so far so good”.

Estava tudo a correr mais ou menos de acordo com o previsto e podia agora sentar-me, descansar um pouco, comer e mudar de roupa, não necessariamente por esta ordem. Ia com 61 quilómetros nas pernas, pouco mais de metade da prova. Ia um pouco surpreendido com a facilidade que conseguia trepar todas as subidas e também um pouco surpreendido pelas dificuldades que as descidas me estavam a colocar.

Na descida da Encumeada para o Curral das Freiras começou uma dança com um casal de atletas, (ela madeirense, ele inglês), que iria durar até ao final da prova. Eles passavam-me sistematicamente a descer, eu passava-os sistematicamente a subir.

Uma das coisas que dá um boost extra durante estas provas longas, é ter presença da família ou amigos ao longo da prova.

No Curral das Freiras lá estavam a Isabel, o Ricardo, a Paula e a Andreia, para me presentearem com os seus sorrisos e palavras de motivação, a ajudarem-me na recolha do saco com a roupa lavada, irem buscar-me algo para comer, e oferecerem-me uma cerveja preta que me soube pela vida.

O boost estava recebido e era tempo de zarpar em direcção ao Pico Ruivo. Não havia mais tempo para ronhas.

Eram 14h30.

O Luís Fernandes estava a cruzar a meta no Machico.

Eu ainda tinha 54 quilómetros pela frente.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

A descida ao inferno

MIUT 2015, Estanquinhos, 7h00 da manhã. O meu estado de espirito era de satisfação. Afinal tinha chegado ao primeiro ponto de bloqueio da prova uma hora do previsto.

Mal sabia eu que iria começar ali, aquela que intimamente apelidei, “a descida ao inferno”.

Para vos enquadrar de novo no meu MIUT, recordo que estava algo condicionado num dos meus tornozelos, o que me impediu de treinar convenientemente para a prova e que à data da mesma, apesar de seguir relativamente tranquilo, não tinha a confiança necessária para abusar em movimentos de pés mais bruscos, o que invariavelmente me levou a cumprir todas as descidas com o máximo cuidado possível na tentativa de evitar qualquer imprevisto que obrigasse a abandonar a prova.

O troço é o Estanquinhos – Rosário. São pouco mais de 9 quilómetros sempre a descer com pouco mais de 1000 metros de desnível negativo.

7h00 da manhã e ainda é de noite. Assim que entro na descida percebi imediatamente que não ia ser fácil. Por um lado o solo era macio, parecia que convidava a uma descida rápida… Por outro lado estava muito húmido da cacimba matinal e de alguns aguaceiros nocturnos. Seria necessária prudência.

À medida que ia progredindo ia descobrindo novas “armadilhas”, ao melhor estilo de um jogo de arcada, em que a dificuldade vai aumentando com a nossa progressão.

Percebia agora que esta descida ia dar água pela barba. Seria necessária muita prudência.

Àquela hora a cor castanha do solo escondia muitas raízes e pedras de tonalidade que se confundiam com o solo, o que a juntar ao declive do terreno tornavam cada passo uma verdadeira aventura.

Frontal ajustado numa potência que me permitia ver o chão o melhor possível, bastões sempre à frente a apalpar terreno, descida muito controlada em passinhos pequenos (para não dizer pequeníssimos), e uma dose de concentração extra, focada apenas no solo que estava imediatamente à minha frente, foram a receita para chegar ao Rosário são e salvo.

Ainda assim não me livrei de três trambolhões, felizmente sem consequência, mas onde num deles ainda deslizei uns bons metros em “sku” pela serra abaixo.

Da paisagem em si não tenho memória, mas lembro-me perfeitamente quase de cada um dos novecentos mil centímetros desta descida. Lembro-me também de ser passado por muitos atletas e de passar outros tantos. Muitos foram atraiçoados pelo apelo à velocidade desta descida e acabaram por dar uns valentes trambolhões. Recordo-me perfeitamente de uma atleta que após uma queda não ficou em condições de prosseguir em prova.

A minha “descida ao inferno” demorou quase 1h50. Em condições normais, físicas, diurnas e atmosféricas, diria que era coisa para ser feita tranquilamente em menos de 1 hora.

Muita prudência é o que recomendo aos amigos que vão passar por lá daqui a uns dias.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Ai o MIUT…

Estamos a pouco mais de duas semanas para o início do Madeira Island Ultra Trail (MIUT).

Por esta altura começam a fervilhar posts e mais posts de muitos amigos que vão participar na edição deste ano, todos com a mesma esperança e ilusão de uma boa prestação na travessia da ilha.

O ano passado tive a oportunidade de participar e foi de facto uma das provas mais bonitas em que já participei.

Este ano não estava nos planos participar no MIUT, mas agora com tantos comentários, estou já também cheio de vontade para participar. Era do tipo vestir os calções e ir para a partida em Porto Moniz! Infelizmente tal não é possível, mas quem sabe em 2017 se não irei repetir a travessia.

Partilho convosco o vídeo oficial da prova do ano passado.

Recordo aqui o “meu momento” a caminho da partida. Fui de carro do Funchal para Porto Moniz, guiado pelo meu amigo Ricardo. A viagem foi longa, talvez uns 50 minutos entre estradas e túneis que serpenteavam ou atravessavam muitos montes e montanhas. A meio da viagem entrei em modo de introspecção. Recordo-me de apanharmos os autocarros com atletas que vinham de Machico para a partida. Enquanto os ultrapassávamos reconhecia muitos amigos com quem ia partilhar a partida e observa as dezenas de mochilas e de bastões que descansavam nas bagageiras do tecto do dos autocarros.

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Ao mesmo tempo conseguia vislumbrar algumas luzes no topo de um pico qualquer, olhava para os terrenos circundantes, para as inclinações, e pensava: estás bem lixado!!! (com “F”).

Entretanto chegamos a Porto Moniz. A noite estava fresquinha mas não fria. Estava perfeita para correr e como por magia entrei em modo MIUT. Foi só esperar pela hora da partida.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Subir até ao céu

Quase todos sabem que estar fechado numa sala a fazer exercício não é bem a minha onda.

Quem me rouba a natureza, o sol, a lua e as estrelas, o ar puro, os sons dos bichos, as brisas e as sombras, tira-me quase tudo. No entanto há motivos de força maior que pontualmente obrigam a trocar o ar livre pela sala do Kalorias. Foi assim o ano passado antes do MIUT e é assim agora antes dos 101 Peregrinos.

E a questão é exactamente a mesma: como correr sem correr, ou seja, como correr sem impacto nas articulações (no meu caso do tornozelo), mantendo à mesma o trabalho cardiovascular de intensidade e o trabalho muscular de pernas. A resposta que encontrei o ano passado antes do MIUT foi a maquineta de CrossRamp, que foi fundamental para manter o treino até à partida em Porto Moniz. Este ano vou repetir a lição que tão bem funcionou, até poder voltar a correr sem receios e esforço no tornozelo no meio do mato, mantendo assim a preparação em curso até à partida dos 101 Peregrinos.

A maquineta de CrossRamp é uma espécie de elíptica. Uma espécie não, é mesmo uma elíptica mas com uma configuração diferente, o tal crossramp, que permite uma inclinação entre 10 a 40 graus. Na prática mantemos o movimento elíptico como se estivéssemos a correr, mas com os pés fixos em pedais tipo skis, o que permite uma espécie de corrida em plano inclinado, sem qualquer impacto nas articulações.

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Como disse a inclinação pode variar entre os 10 e os 40 graus, e o nível de dificuldade pode ir de 1 a 20, mas não faço ideia a medida de resistência correspondem esses níveis. Sei que a partir do 17 já é muito difícil dar ao pedal, pelo que costumo treinar num nível entre o 12 e o 16, consoante o treino que tenho de fazer.

Trinta minutos de exercício com inclinação variável entre os 18 e os 40 graus equivale, no meu caso, a mais ou menos 5 km de distância, dependo da minha aplicação. Dependendo da inclinação os músculos que se trabalham neste exercício são os glúteos, quadríceps, isquiotibiais e gémeos, mantendo assim a boa forma das pernas para a corrida.

Esperam-me pelo menos duas semanas a dar no CrossRamp. Vão ser poças de suor no chão do Kalorias!

Comigo funcionou permitindo-me pelo menos manter uma forma aceitável antes do MIUT e espero que volte a resultar de novo.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

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De hoje até Sábado dia 2 de Abril, podem vir experimentar à borlix as novas coreografias no Open Day do Kalorias de Linda-a-Velha.

Apareçam, tragam amigos e participem experimentem as Novas Coreografias. Aulas abertas a todos Sócios e Não Sócios.
ENTRADA GRATUITA, bastando inscreverem-se na recepção.
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DIA 31 MARÇO
18h00 – Power Jump
19h05 – Body Pump
20h15 – Body Jam

DIA 1 ABRIL
18h25 – Grit
19h00 – Body Combat
20h00 – RPM

DIA 2 ABRIL
10h30 – Body Balance
11h40 – Body Attack
17h00 – Sh’Bam
18h00 – Zumba
19h10 – Body Step

2015 – O ano desportivo em revista

Fazendo uma retrospectiva do ano desportivo, 2015 foi um ano de altos e baixos, bem diferente do que tinha desejado no final de 2014. Sendo um optimista por natureza, tinha desejado um ano de 2015 cheio de conquistas épicas, à minha dimensão é claro, mas quis o destino que andasse o ano com as voltas trocadas.

Eram três os objectivos a realizar em 2015:

– O Madeira Island Ultra Trail – 115Km 6900m D+

– O Mitic Andorra Ultra Trail – 112Km 9700m D+

– O Ultra Trail Côte d’Azur Mercantour – 140Km 10000m D+.

Concretizei dois dos objectivos a que me propus, não da maneira tranquila que desejava no início do ano mas, fruto das circunstâncias, sempre em condições de forma física mínimas. O positivo é que foi um ano de grande aprendizagem, não só de conhecimento prático do Ultra Trail em si, mas também de um grande auto conhecimento, que de certeza vai tornar 2016 um ano bem mais tranquilo nos desafios em que irei participar.

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A Hora do Esquilo, é um dos treinos em que mais gosto de participar, mas em 2015 foi para esquecer. Em Fevereiro num dos treinos mais tranquilos do ano, fiz por lá uma lesão no tornozelo que condicionou toda a preparação para o MIUT e, em boa verdade, acabou por condicionar todo o ano desportivo. Consegui terminar o MIUT, mas este foi feito com um nível de concentração altíssimo, sempre com muito cuidado a ver onde punha os pés, sobretudo nas descidas, que passaram de meu ponto forte em 2014 para ponto fraco em 2015. É uma prova a repetir, não já em 2016, de uma beleza impar e com um percurso fantástico. Adorei.

Feito o MIUT, tentei preparar o melhor que pude o MITIC. Estava em condições um pouco melhores para o MITIC do que quando iniciei o MIUT, mas torci o tornozelo ao quilómetro 28, e faltando ainda 84 Km com pouco menos de 7000m de desnível positivo para fazer, decidi tomar a decisão de abandonar e não por em risco a minha integridade física. Abandonar um objectivo é uma decisão muito difícil de se tomar, mas tento ser o mais consciente possível e tomar as decisões que penso serem as mais correctas. Foi um momento duro, mas que me permitiu subir alguns níveis na minha cognição.

Daqui ao Mercantour foi um pulinho. Foi a prova mais dura em que participei. No total foram 155Km com 10000m D+, num percurso fantástico e muito bonito pelos cumes dos Alpes Marítimos, mas impróprio para tornozelos mais frágeis. Foi igualmente uma prova de grande aprendizagem e de superação, onde chegar ao fim foi uma alegria imensa.

Depois vieram os disparates. Tentei fazer os 112Km do UTAX para compensar o tornozelo torcido em Andorra, mas depois do Mercantour não treinei nem recuperei em condições, pelo que apesar de sentir que com mais ou menos dificuldade poderia chegar ao fim, decidi abandonar ao quilómetro 50.

Depois de umas semanas de recuperação, regresso aos treinos e à Hora do Esquilo, mas continuo com algum “mau-olhado” nestes treinos, e acabei por dar lá o meu primeiro trambolhão em 4 anos de corridas, que me condicionou de novo o físico para os treinos de corrida.

Acabei por completar o ano de treinos em bicicleta, onde acabei por embarcar em mais uma aventura e completar os 200 Km de Tróia a Sagres em bicicleta de BTT, uma “missão” preparada em pouco mais de três semanas e que me deu muito gosto em concretizar.

Em resumo, em 2015 corri quase menos 800 quilómetros que em 2014, sem nunca conseguir atingir uma forma física consistente como cheguei a atingir em 2014. Por outro lado adicionei cerca de 700 Km em bicicleta o que acabou por compensar um pouco.

Principais lições do ano: definir objectivos é muito importante, treinar convenientemente para os objectivos definidos é fundamental, e descansar e recuperar entre desafios é indispensável.

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Grato por me ter cruzado com pessoas fantásticas em todos estes desafios, e pelas horas de treinos passadas em Monsanto, em Sintra, na Serra da Estrela, nos Alpes, nos Pirenéus, com novos e antigos amigos. Grato pelo apoio prestado pelo IMT Instituto de Medicina Tradicional e pelo Kalorias Club de Linda-a-Velha que tornaram este ano difícil bem mais fácil de transpor.

Venha agora 2016, com novos desafios e novas superações.

Um bom ano para todos vós!

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Agradeço desde já a vossa participação.;)