Subir até ao céu

Quase todos sabem que estar fechado numa sala a fazer exercício não é bem a minha onda.

Quem me rouba a natureza, o sol, a lua e as estrelas, o ar puro, os sons dos bichos, as brisas e as sombras, tira-me quase tudo. No entanto há motivos de força maior que pontualmente obrigam a trocar o ar livre pela sala do Kalorias. Foi assim o ano passado antes do MIUT e é assim agora antes dos 101 Peregrinos.

E a questão é exactamente a mesma: como correr sem correr, ou seja, como correr sem impacto nas articulações (no meu caso do tornozelo), mantendo à mesma o trabalho cardiovascular de intensidade e o trabalho muscular de pernas. A resposta que encontrei o ano passado antes do MIUT foi a maquineta de CrossRamp, que foi fundamental para manter o treino até à partida em Porto Moniz. Este ano vou repetir a lição que tão bem funcionou, até poder voltar a correr sem receios e esforço no tornozelo no meio do mato, mantendo assim a preparação em curso até à partida dos 101 Peregrinos.

A maquineta de CrossRamp é uma espécie de elíptica. Uma espécie não, é mesmo uma elíptica mas com uma configuração diferente, o tal crossramp, que permite uma inclinação entre 10 a 40 graus. Na prática mantemos o movimento elíptico como se estivéssemos a correr, mas com os pés fixos em pedais tipo skis, o que permite uma espécie de corrida em plano inclinado, sem qualquer impacto nas articulações.

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Como disse a inclinação pode variar entre os 10 e os 40 graus, e o nível de dificuldade pode ir de 1 a 20, mas não faço ideia a medida de resistência correspondem esses níveis. Sei que a partir do 17 já é muito difícil dar ao pedal, pelo que costumo treinar num nível entre o 12 e o 16, consoante o treino que tenho de fazer.

Trinta minutos de exercício com inclinação variável entre os 18 e os 40 graus equivale, no meu caso, a mais ou menos 5 km de distância, dependo da minha aplicação. Dependendo da inclinação os músculos que se trabalham neste exercício são os glúteos, quadríceps, isquiotibiais e gémeos, mantendo assim a boa forma das pernas para a corrida.

Esperam-me pelo menos duas semanas a dar no CrossRamp. Vão ser poças de suor no chão do Kalorias!

Comigo funcionou permitindo-me pelo menos manter uma forma aceitável antes do MIUT e espero que volte a resultar de novo.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

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De hoje até Sábado dia 2 de Abril, podem vir experimentar à borlix as novas coreografias no Open Day do Kalorias de Linda-a-Velha.

Apareçam, tragam amigos e participem experimentem as Novas Coreografias. Aulas abertas a todos Sócios e Não Sócios.
ENTRADA GRATUITA, bastando inscreverem-se na recepção.
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DIA 31 MARÇO
18h00 – Power Jump
19h05 – Body Pump
20h15 – Body Jam

DIA 1 ABRIL
18h25 – Grit
19h00 – Body Combat
20h00 – RPM

DIA 2 ABRIL
10h30 – Body Balance
11h40 – Body Attack
17h00 – Sh’Bam
18h00 – Zumba
19h10 – Body Step

Os trilhos e os sarilhos

O tema do lixo nas provas de Trail Running é um tema recorrente e de resolução não muito fácil.

Para que não subsistam quaisquer dúvidas, sou completamente a favor de não deixar mais do que as minhas pegadas nos trilhos, seja em passeio, em treino, em prova ou em qualquer outra situação. Reconheço no entanto que há muitos, chamar-lhes-ia energúmenos, cujas preocupações com a natureza são mínimas ou nulas e que não têm qualquer problema em deixar no trilho ou em qualquer arbusto, o seu lixo não orgânico, como embalagens de géis, barritas ou outros indiferenciados.

Vem este intróito a propósito de uma comunicação da organização dos Trilhos do Paleozóico, que refere explicitamente que no caso do atleta se sentir incomodado com o seu próprio lixo, o poderá deixar no trilho da prova junto às marcações e para não “esconder” em qualquer outro local, que a organização recolherá o mesmo. Muitas vozes se levantaram, umas discordantes, outras assim assim, algumas com algumas soluções…

Do meu ponto de vista a comunicação em questão, serve apenas mais uma vez para alertar e consciencializar os prevaricadores para este problema. O regulamento dos Trilhos do Paleozóico, como a bem da verdade de quase todas as provas, prevê no seu ponto 2.11.c a desclassificação do atleta que suje ou detiore o meio por onde passe.

Não obstante o risco de desclassificação, nunca vi nenhum atleta ser desclassificado por este motivo nem sequer alguma vez me chegou a notícia de um atleta ter sido desclassificado por deixar lixo no meio das provas. A bem da verdade a única história que conheço com uma penalização deste tipo, foi a relatada na primeira pessoa pelo Carlos Sá acerca da sua participação na Jungle Marathon do ano passado.

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Nas provas é frequente encontrar embalagens de géis e barras energéticas consumidos pelos atletas, alguns nitidamente por descuido, outros nitidamente por despreocupação. Reconheço que é difícil efectuar um controlo deste tipo de situações ao longo de uma prova de 50 ou 100 quilómetros em plena montanha.

Já alguém propôs que seja obrigatória a apresentação das barras e géis que o atleta pensa usar numa determinada competição, sendo a organização responsável por identificar, escrevendo o número do dorsal por exemplo, no exterior da embalagem. Apesar de ser uma solução falível e de logisticamente requerer alguma adaptação de atletas e organizadores, pode ser um pequeno passo para a mitigação do problema.

Outra solução será a de não ter medo de aplicar o regulamento, e desclassificar quem for “apanhado” a prevaricar.

Outras ideias e soluções existirão, e gostaria que as partilhassem por aqui, para juntos tentarmos erradicar definitivamente o problema do lixo.

Até lá, a melhor solução continua ser a consciencialização de cada um de que quem perde somos nós, sempre que uma embalagem é deixada no meio da natureza.

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Com pontos de abastecimento mais ou menos de 10 em 10 quilómetros, não custa nada transportar por alguns minutos ou horas, as poucas gramas que estas embalagens pesam.

Deixo novamente o meu apelo: na nossa passagem pelos trilhos e pela natureza, vamos deixar apenas a nossa pegada.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Inveja da boa

Começou a festa.

Melhor, começaram as festas!

Esta semana e as seguintes, concentram um sem número de provas de Ultra Trail tão famosas e interessantes, que se todas elas fossem transmitidas na televisão seria uma espécie de Campeonato do Mundo de Futebol, com provas todos os dias e a todas as horas.

UTMBO interessante aqui, é que há tantos amigos a participar nestas provas que o esforço necessário para as acompanhar e para saber novidades das mesmas é quase mínimo, tal a velocidade da informação que circula pelos mais diferentes meios virtuais.

Ora isto acaba por causar alguma inveja, inveja da boa entenda-se, tal o número de fotos de paisagens e trilhos espectaculares, em lugares remotos, em lugares famosos, com estrelas das corridas…

GRP

É amigos na PT281+, é amigos no Grand Raid des Pyrénées, é amigos já em Chamonix para o Ultra Trail Mont Blanc que começa no final da semana, é amigos a caminho do Tor de Geans, é amigos um pouco por todo o mundo…

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Bem vistas as coisas também eu estou em contagem decrescente para o Ultra Trail Cotê d’Azur Mercantour, em quinze dias lá estarei na partida para o empeno e será a minha altura de causar inveja da boa a alguém.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Ainda o Andorra Ultra Trail

Um dos Portugueses que participou na Andorra Ultra Trail, mais precisamente nos 170 quilometros da Ronda del Cims, foi o meu amigo e Capitão de equipa na aventura solidária Toca a Todos: João Colaço.

Este ano foi o melhor português ao terminar a Ronda del Cims na 19º posição, mas ainda assim o final teve um trago ligeiramente amargo pela falta de fairplay de dois outros atletas, que aproveitaram um erro do João para o passarem mesmo no fim da prova. O “espírito do trail” contradiz de todo este tipo de atitudes, mas sendo o Trail Running uma disciplina cada vez mais competitiva e com um número de praticante a crescer enormemente todos os dias, não me espanta nada que o “espírito do trail” comece cada vez mais a rarear por esses trilhos fora.

Fica aqui o testemunho do João Colaço ao Jornal de Leiria.

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NOTA: Imagem retirada do facebook do João Colaço, com o artigo publicado no Jornal de Leiria

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Quem não vê caras não vê corações

Quem não vê caras não vê corações, e vem isto a propósito da descrição do João Mota da subida para o pico de Comapedrosa no Andorra Ultra Trail (a tal que dava direito ao peso em canja de galinha para o atleta mais rápido a subir). Diz ele a certo momento:

“Seriam 2kms e 1000 mts de desnível positivo. Brutalidade pura.

Do outro lado da montanha esperava-me uma dura e inclinada descida sempre serpenteando pela montanha.

A subida inicia-se num caminho com ervas e acentua-se progressivamente até entrar em pedra solta mas pesada. Muito rugoso, os cuidados tem que ser redobrados. A subida demora precisamente duas horas para fazer estes dois quilómetros.

Sempre, Sempre, Sempre a subir em direção ao Céu.”

(Podem ler o texto completo do João Mota acerca da sua participação na Ronda del Cims, clicando aqui.)

No meu caso particular até demorei um pouco menos de duas horas para completar a subida, mas também ainda não tinha 44 km nas pernas. Na minha prova a subida para o pico de Comapedrosa iniciava aos 15 km.

Curiosamente confesso que não me custou muito esta subida. Ou melhor, custar custou, mas tive duas grandes vantagens face ao João Mota:

1 – Não fui visitar esta “parede” antes da prova;

2 – Fiz esta parte do percurso durante a noite enquanto ele a fez durante o dia.

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O trilho que fizemos (a laranja) de Pla de L’Estany ao Pico Comapedrosa. Para quê ir dar a volta se podemos ir a direito?… 🙂

O que “ganhei” eu com isso? Não tive o impacto visual de olhar “lá para cima” e ver uma parede interminável para subir.

E pode parecer que não, mas este aspecto meramente psicológico pode fazer alguma diferença na motivação de chegar lá acima. No meu caso sabia que o trilho era sempre a subir e subi, bem podia olhar para cima que apenas via, aqui e ali, umas luzinhas dos frontais de outros atletas. Não tinha de todo a noção da inclinação ou do trilho que havia para subir. A luz do frontal e a inclinação da subida limitavam o meu raio de visão a poucos metros à minha frente, e assim subi até ao topo do pico Comapedrosa, sem grandes expectativas nem preocupações, para o bem e para o mal.

Quem não vê caras não vê corações ou, neste caso, quem não vê trilhos não vê inclinações.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Mais vale tarde que nunca…

Há uns dias escrevi por aqui que ainda estava de ressaca da minha participação no Andorra Ultra Trail.
Pois bem, é agora oficial que a ressaca acabou. Durou umas semanas valentes é certo, mas já passou.
Esta foi a minha primeira desistência em prova e, na realidade, apesar de me preparar psicologicamente para todos os cenários possíveis durante uma corrida, penso que não estava preparado para ter de desistir. Parece-me que desistir é mais penoso para um comum atleta de pelotão como eu, que vou correr pelo simples prazer de correr, pelo desafio de me superar a cada quilómetro, de conhecer novos lugares e novas pessoas, usufruir de estímulos fantásticos em percursos e paisagens mágicas completamente novas para mim, do que para um profissional que poderá encarar estes desafios como mais uma prova e mais uns quilómetros para o seu meio de subsistência.

É oficial: ressaca curada. Venha o Ultra Trail Cote d’Azur Mercantour

Depois de mais uma consulta no IMT – Instituto de Medicina Tradicional e com a garantia que está tudo no sítio, já regressei aos treinos devagarinho e com muita tranquilidade, mas em contagem decrescente a pensar no próximo desafio que terá início daqui a 53 dias, o Ultra Trail Cote d’Azur Mercantour.
É tempo de treinar com calma e aproveitar o verão, e tentar chegar na máxima forma em Setembro para este desafio.
Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Partida com ópera e fogo de artificio

A partida de todas as provas é sempre para mim um momento muito especial. Seja pelo nervoso miudinho (caso exista) que se dissipa naquele momento, seja pela espectacularidade que algumas delas apresentam.

A partida do Mitic Andorra Ultra Trail faz-se ao som de ópera, entre outras a Carmina Burana do Carl Orff, e de fogo de artificio, tendo sido um momento muito espectacular para mim. Um verdadeiro espectáculo dentro do espectáculo.

A partida da Ronda del Cims foi assim e a Mitic foi muito parecida só que de noite:

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Em Ordino respirou-se Trail

A base do Andorra Ultra Trail foi a cidade de Ordino. Durante quatro dias respirou-se trail, trail e mais trail por estas paragens. Só depois de lá ter chegado me apercebi que esta seria a minha estreia fora de Portugal em provas de Trail. Já corri algumas maratonas de estrada no estrangeiro, mas trilhos foi de facto a primeira prova. A envolvência de toda a cidade no Andorra Ultra Trail, em particular nos arredores da Igreja de Sant Corneli e Sant Cebrià – local de partida e chegada de todas as provas, foi de facto uma coisa fora do comum, em particular se considerarmos a falta de entusiasmo dos portugueses em geral para este tipo de eventos desportivos cá pelo burgo.

Outra coisa que me impressionou foi o perfil dos atletas ali presentes. Durante quatro dias desfilaram-se t-shirts de finisher de todas as cores e feitios, das mais diversas provas de Ultra Trail por esse mundo fora, arriscar-me-ia a dizer, cada uma mais difícil (e mais interessante) do que a outra. Não diria que todos tinham um ar de pró, mas todos eles aparentavam uma invejável forma física, ou pelo menos de corredor de ultra distâncias.

IMG_20150625_171829Durante três dias estive mesmo convencido que era o tipo mais gordo que estava em Andorra para participar no Ultra Trail. Não fosse a casualidade de ter desistido da prova e ter passado muitas horas na zona da meta à espera dos amigos que por lá andavam também, e não teria tido a oportunidade de assistir à chegada de um atleta bem mais gordinho que eu. Ainda assim, não abona muito a meu favor ser o segundo mais “forte” a correr no Andorra Ultra Trail, pelo que para o ano espero chegar lá em bem melhor forma para a vingança nos Pirenéus.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Não me estou a ver ali umas 40 horas a correr

A prova principal do Andorra Ultra Trail é a famosa Ronda Del Cims, corrida de 170 Km com 13000 metros de desnível positivo, considerada a mais dura corrida de 100 milhas da Europa.

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O grande campeão Armando Teixeira

Nela participaram alguns atletas portugueses, entre os quais o Armando Teixeira que em 2014 terminou a Ronda Del Cims em segundo lugar, o que consequentemente gerou alguma expectativa entre os amantes da modalidade acerca da sua participação na edição deste ano.

Infelizmente este ano não conseguiu repetir o feito, tendo abandonado a prova aos 60 km do percurso.

Já em Andorra junto à meta, tive oportunidade de conversar com ele e questioná-lo se se tinha lesionado ou tinha ocorrido algum azar que o tivesse levado a desistir, ao que me respondeu com a maior das naturalidades: “Está tudo bem, não me sentia nos meus dias e não me estava a ver ali umas 40 horas a correr”.

É esta a “pequena” diferença entre os atletas de topo como o Armando e os atletas de pelotão como eu, que se concluísse a prova de 112 Km e 9700m D+ em menos de 40 horas já ficaria satisfeito.

Resta acrescentar que o primeiro classificado terminou os 170Km com 13000m D+ em 31:08:58 e o último classificado terminou em 64:39:08. O tempo médio para conclusão da prova dos 162 finishers deste ano foi de 51:35:14.

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João Mota e João Colaço na sombra dos Japoneses 🙂

O primeiro português a cruzar a meta da Ronda del Cims de 2015 foi o João Colaço, na 19ª posição, com o tempo de 40:29:38. O João Mota com quem tive oportunidade de fazer a viagem para esta aventura, concluiu num brilhante 54º lugar, com 48:53:58 de prova.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Ressaca do Mitic Andorra Ultra Trail

Ainda estou a ressacar da minha participação no Mitic Andorra Ultra Trail.

Quilometro 28, uma descida algo traiçoeira na encosta de um vale, numa espécie de single track aberto por entre um pasto de relva alta, verde e húmida, fez-me pensar: “é preciso ter cuidado neste troço que é mesmo propício para escorregar e mandar um tralho”. Ora devo ter corrido uns 20 metros após este pensamento e o pé direito escorrega na relva fresquinha. Com a perna esquerda tentei equilibrar-me e evitar uma queda certa, e nesta tentativa infrutífera coloco mal o pé no chão e torço o tornozelo esquerdo. Enquanto isto continuo a voar sentado, numa espécie de triplo salto que faria inveja ao Nélson Évora. Quando chego com o rabo ao chão percebi que a minha corrida tinha terminado ali. Correr ou mesmo caminhar com um tornozelo em mau estado pelos 84 quilómetros que ainda faltavam, seria um esforço e um sofrimento desnecessários, que apenas serviriam para tentar terminar (sem garantia de que o conseguisse) esta prova, sem me estar a divertir e a desfrutar todo o percurso como gosto. Foi uma decisão difícil mas acertada. Ainda saí do ponto de controlo dos 31 quilómetros, (onde abandonei a prova), em direção ao ponto de controlo seguinte aos 44 quilómetros, mas após caminhar 500 metros percebi, sem dúvidas, de que não valia a pena continuar assim.

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O percurso do Mitic Andorra Ultra Trail

Acabei assim completando apenas 31 quilómetros e 3300 metros de desnível positivo do Mitic Andorra Ultra Trail.

Pontos positivos:

  • Toda a envolvência da prova
  • A organização de alto nível
  • A experiência de correr em alta montanha e aprender os seus efeitos
  • A subida ao pico de Comapedrosa a 3000m de altitude.

Agora é tempo de recuperar e começar a preparar a próxima prova: os 141 Km do Ultra-Trail Côte d’Azur Mercantour.

Até lá ainda irei escrever algumas coisas sobre o Andorra Ultra Trail, que é sem dúvida uma prova espectacular, e onde para o ano irei de novo participar para vingar o insucesso deste ano.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!