À “Descoberta” da Costa Marítima de Sintra

Ontem foi dia de iniciar a preparação no terreno para as provas de Trail em que vou participar nos próximos meses, sendo a primeira que aí vem os 50 Km do Ultra Trail do Piodão.

O grupo que participou neste treino

Comecei esta preparação começando por participar num dos treinos da série “Reconhecimento da Costa Marítima de Sintra”, promovido pelo pessoal do grupo Portugal Running. Este foi o terceiro treino desta série em que participei, e supostamente deveria ter sido como todos os outros, um treino por trilhos em modo tranquilo e sem grandes improvisos pelo meio mas… não era isso que nos estava destinado!…

Por entre riachos e canaviais
Sempre a rir e com boa disposição
Inicio do treino em modo tranquilo na Praia da Adraga, e subimos o primeiro trilho em direcção ao topo da falésia, seguindo em direcção à Praia da Ursa. A descida para a Praia da Ursa é muito técnica e com a muita humidade no ar que se sentia, e com a chuva da noite anterior, seria uma descida perigosa de efectuar, pelo que se decidiu eliminar esse risco e “descobrir” um novo trilho. Aqui começou a aventura!!! Entrámos num dos trilhos existentes que circundam a Praia da Ursa e lá fomos nós. O problema foi quando o trilho acabou. O que fazer? Voltar para trás? Descer a Ursa? Como o grupo não era muito grande foi fácil chegar a um consenso: Para a frente é que é caminho, e vamos descobrir um novo trilho por aqui. E assim foi. Lá fomos nós a abrir trilhos, entre pequenos trilhos existentes aqui e ali, que alguns de nós observavam amiúde. Com esta brincadeira demorámos 1 hora para percorrer cerca de 2500 metros! Incluiu muitos ais e uis a abrir trilho por entre silvas e mais silvas; atravessar cursos de água revolta, escalar a Serra quase a pique, e cruzar novamente um mar imenso de silvas que nos fizeram uma esfoliação gratuita às pernas. Uma bela aventura logo no início do treino e, que apesar de inesperada, foi superada com sucesso e sempre com muito boa disposição por todos os atletas presentes.
Ultrapassada esta aventura inesperada, regressámos aos trilhos já existentes e continuámos no modo “reconhecimento da costa marítima de Sintra” até ao fim. Cabo da Roca, Azóia, Rio Torto e Peninha, foram alguns dos locais por onde passámos até ao regresso novamente à Praia da Adraga, num percurso que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/116904053/embed/a76a895844f43a6f338ce70b6191171515207876

No total foram cerca de 19 Km e pouco mais de 900 metros de desnível positivo, o que é sempre um bom treino para qualquer prova de trail.

Aqui vamos nós a descer com uma paisagem espectacular. Crédito das fotos: Miguel Baptista
Já perto do final ainda deu para torcer um pé, felizmente em modo ligeiro. Há aqui qualquer coisa fora do sítio, mas penso que a recuperação será rápida e não porá em risco a preparação para o Ultra Trail do Piodão.

Foi dia também de estrear um novo equipamento já a pensar nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede, a mochila Raidlight Ultra Olmo 12. Em breve colocarei aqui a minha opinião sobre esta mochila.
Bom fim de semana e continuação de bons treinos e boas provas!!!

Resumo do Mês de Dezembro

Dezembro e 2013 são já história. Apesar de ter corrido 245 Km Dezembro foi um mês pouco produtivo, com alguma preguiça e uma constipação à mistura, que anularam alguma da vontade de treinar e puxar mais pelo cabedal.

Aqui a concluir a Meia Maratona dos Descobrimentos
(Foto cortesia dos Bip-Bip Runners)
Foi este o mês com a estreia absoluta nas provas de trail no I Trail do Cabo Espichel, o qual fruto da espécie de constipação que tinha em cima correu de forma deplorável para mim.
As provas deste mês foram a Meia Maratona dos Descobrimentos, com um frio de rachar, onde mesmo com o tempo de 1h46 não consegui aquecer durante a prova; o I Trail do Cabo Espichel, prova de 30 Km num dos locais mais bonitos de Portugal, onde os primeiros 15 Km correram normalmente e os segundos 15 Km foram literalmente devagar e devagarinho, mas as forças estavam consumidas pela espécie de constipação; e por fim os 10 Km da São Silvestre de Lisboa, ainda em modo recuperação e a não dar para baixar do minuto 48.

Pelo meio destas provas aconteceram os treinos habituais, com destaque para a minha estreia nos Treinos da Salamandra e também nos Treinos Portugal Running de Trail pela orla marítima de Sintra, treinos sempre muito animados e com percursos e paisagens espectaculares.

Um dos trilhos percorridos durante o I Trail do Cabo Espichel

Para a história de Dezembro ficam os seguintes números:

Preparado para a São Silvestre de Lisboa
na companhia do Pedro Pisco

• Contagem: 20 Treinos + 3 Provas

• Distância percorrida: 245,96 km

• Tempo: 26:14:01 h:m:s

• Ganho de elevação: 4473 m

• Velocidade Média: 9,4 km/h

• Ritmo Cardíaco Médio:  ND

• Calorias Gastas: 22.542 Cal


Em breve farei o balanço desportivo de 2013 e também relatar algumas provas sobre as quais ainda não escrevi.





Janeiro vai ser um mês para puxar pelo corpinho que a Maratona de Sevilha está aí à porta.

Bons treinos, melhores corridas e um excelente 2014 para todos!!!

São João das Lampas agridoce

A 37ª Meia Maratona de São João das Lampas que decorreu no passado Sábado, teve para mim um sabor agridoce.
O Perdigão em grande estilo a bater o seu recorde nos 21Km
Por um lado ainda não estava ainda a 100% recuperado da minha lesão o que me levou a abandonar a prova aos 11 Km, por outro lado consegui reunir um grupo de amigos para correr sob o nome da equipa ACCVCAVI, o que resultou numa participação muito honrosa e divertida.
Antecipadamente já sabia que ainda não me encontrava 100% recuperado da minha lesão, estaria, digamos, a 95%, pelo que, apesar de não gostar de desistir de nada, estava preparado para o fazer caso essa se revelasse a melhor opção. O objectivo continua a ser a Maratona de Lisboa e São João das Lampas era apenas mais uma etapa na preparação.
Foi com esta convicção que me dirigi para a partida da prova, onde para além dos 8 atletas que representaram a ACCVCAVI, estavam dezenas de amigos do Portugal Running e de outras equipas.

Iniciada a corrida, a minha ideia era tentar perceber até onde a dor na canela poderia ou não impedir concluir a prova num tempo aceitável, o que para mim e na condição de lesionado seria um ritmo entre os 5:30-5:40/Km. Os primeiros 5 Km foram relativamente tranquilos e consegui manter este objectivo, as subidas eram feitas a bom ritmo e a canela não importunava muito. O pior foi quando começou a descer! As descidas custavam muito mais, a canela não me permitia acelerar e tinha de abrandar para um ritmo acima dos 6:00/Km o que a descer é sempre um contrassenso. A dor na canela fazia-se sentir ainda que longe de ser insuportável, mas às páginas tantas dei por mim a pensar, inconscientemente, em modos de passada que minimizassem todo o impacto e a dor que me acompanhava… Quando tomei consciência deste pensamento, não tive dúvidas que o melhor seria parar por ali de modo a não agravar a lesão ou, pior do que isso, arranjar outra noutra zona diferente do corpo. E assim perto do Km 11, sabendo as subidas e descidas que ainda faltavam para o final, tomei a difícil decisão de desistir da corrida e ir a pé os cerca de 2 Km que faltavam até São João das Lampas.
Uma desistência seja em que circunstância for tem sempre um sabor amargo, mas fico com a esperança que a Maratona de Lisboa possa oferecer um sabor bem doce para compensar este.

Na perspectiva da prova ACCVCAVI, este terá sido um dia histórico. Nove participantes na equipa: eu e o Alexandre como fundadores deste grupo de amigos, e depois o Joost, o Almeida, o Afonso, o Hugo, o Ricardo, o Nuno Lopes e o Miguel Loureiro que substituí-o à última hora o meu amigo Luís Sousa. Cada um de nós tinha as suas expectativas, desde terminar a fazer o melhor possível abaixo das 2h00, à excepção do Joost e do “Canhão” Afonso pertencem claramente a outro nível e iriam correr para fazer um muito bom tempo, algo abaixo da 1h30.

Cinco dos ACCVCAVI: Joost, Alexandre, eu, Almeida e Ricardo


No final os resultados ACCVCAVI foram:

Duas desistências – a minha e a do Nuno Lopes igualmente lesionado;

Ricardo Ribeiro – 2h12’3’” na sua estreia na distância da Meia Maratona, um excelente 
resultado nesta prova de dificuldade elevada, Parabéns!!!

Hugo Fragoso – 2h10’51” um bom tempo para quem anda a treinar para a Maratona do 
Porto, Parabéns!!!

Miguel Loureiro – 2h10’32” um tempo dentro daquilo que eram as sua expectativas, 
Parabéns!!!

Alexandre Perdigão – 1h55’53” a bater o seu record nesta distância e a revelar que se está 
a preparar bem para a Maratona de Lisboa, Parabéns!!!

Nuno Almeida – 1h42’46” igualmente um excelente resultado, Parabéns!!!

João “Canhão” Afonso – 1h31’17” sempre a muito bom ritmo e mais um grande resultado, 
Parabéns!!!

E por fim a “Estrela da Companhia” o Joost de Raeymaeker com o estonteante tempo de 1h21’52”, tinha o turbo ligado e ninguém o apanhava, Parabéns!!!
Parabéns Joost de Raeymaeker! O nosso homem turbo…

Só faltaram ao grupo o meu amigo Camané, que terminou com 1h33’39” e desta vez correu como individual, uma falha que em próximas provas iremos colmatar, e os “fundadores coxos”: João Vargas que anda a banhos lá mais para sul, e o Bruno que continua atrás das ovelhas lá mais para norte.

Por fim dois comentários para a organização:

Um abraço e os parabéns ao Fernando Andrade por conseguir organizar uma prova com este nível com os recursos sempre reduzidos de que dispõe;

Os votos de melhoras para a Xistarca, que ao nível da cronometragem e classificações continua a revelar as falhas de sempre, com atletas que não aparecem na classificação, nomes e tempos trocados, etc., etc..

Findas as hostilidades desportivas, houve tempo para um magnífico churrasco organizado pelo pessoal do Portugal Running, com tudo a que tínhamos direito. Obrigado Henriqueta, Alberto e João.


Para o ano espero ter melhor sorte e poder concluir mais uma vez esta prova cheia de subidas e descidas, mas que faz o encanto de todos os atletas.

Bons treinos e melhores corridas!!!

Corrida das Fogueiras 2013

Corri no passado Sábado a minha primeira Corrida das Fogueiras, prova de 15Km pelas terras de Peniche, que tem como principais atracções o facto de ser uma prova nocturna com cerca de meio percurso iluminado por enormes fogueiras, e a sardinhada oferecida no final da prova.
Antes da Partida (Foto Bip-Bip Runners)
Esta prova não estava prevista no meu calendário particular e por esse motivo não me inscrevi nela. No entanto, com o passar do tempo e já com as inscrições esgotadas, o ouvir constantemente os amigos das corridas falarem entusiasmados acerca desta prova, começou a deixar-me igualmente com vontade de participar nela, mas considerando as inscrições já esgotadas nunca pensei seriamente deslocar-me até Peniche. Eis que dois dias antes da prova o Heitor Gomes disponibilizou no grupo Portugal Running três dorsais de pessoal inscrito que não podia ir, e me ofereceu um deles, pelo que acabei por ficar contente por poder ir até às Fogueiras. Arranjado o dorsal foi tempo de organizar boleias; a camioneta do Portugal Running estava cheia e assim encheu-se um carro comigo, o Camané, o Pedro e o Gonçalo, para reduzir a nossa pegada ecológica. Lá fomos nós direitos a Peniche onde chegámos com o sol risonho e um calor agradável. Estacionada a viatura fomos levantar os dorsais. Eu na prática apenas tive de esperar que o Georunner Rui Pedro Julião me entregasse aquele que seria o meu, que tinha o número 1416. Dorsais na mão e fomos petiscar antes da prova, que correr de barriga cheia não faz bem, mas correr de barriga vazia também não. Perto da Escola onde se levantaram os dorsais fica a Estrela do Mar, um Café/Pastelaria cujo proprietário entrou na festa da Corrida das Fogueiras, e não só pedia efusivos aplausos para os atletas que por lá passavam na coluna de som, como também por 2,5 € oferecia um rodízio de Sardinhas, Carapaus, Febras, Entremeada, com pão e salada, tudo à discrição. Por lá ficámos e cerca de duas horas da partida, entre os quatro, ainda “marcharam” 8 ou 9 sandes com febras ou entremeada e uma travessa de sardinhas e carapaus, mais salada, e umas jolas facturadas à parte. Haja saúde para comer, digo, para correr!… Feito o aquecimento do estômago  dirigimo-nos para a zona da partida onde fizemos uma corridinha para aquecimento ligeiro.

Após a Partida (Foto Bip-Bip Runners)

Quanto à corrida, o relógio no final marcou 15,3 Km em 1h16’17”, o que dá a média de 4:58min/km o que para mim é um record de ritmo em corrida. A primeira vez que fiz uma prova com ritmo abaixo dos 5 min/km, e é claro que fiquei bastante satisfeito. Fui literalmente às escuras para esta prova, desconhecia o percurso, a altimetria, e apenas sabia que a distância seria de 15 Km. A ideia era fazer a prova em ritmo de treino, e assim foi, em ritmo de treino forte e sem grandes preocupações. O percurso é interessante, quase sempre recheado de público a apoiar, embora algo irregular com subidas e descidas que fazem quebrar um pouco o ritmo. Muito interessante o meio do percurso, iluminado por enormes fogueiras, um efeito visual muito giro, mas que no reverso da medalha causava sempre um calor extra ao passarmos perto das mesmas. Pelo meio encontrei o Sérgio Mónica, um colega da faculdade que já não via há uns anos. Ainda fomos juntos até ao segundo abastecimento, perto dos 10 Km, mas depois desapareceu numa subida escura e não o apanhei mais na prova, mas já vi na classificação que terminou um minuto antes de mim. Um abraço Sérgio. E também encontrei o Pedro Campos, um amigo do Strava. Um abraço e até à UMA. Na realidade eles é que me encontraram, é a vantagem de ter o nome nas costas da camisola, todos podem reconhecer o nome.

As tradicionais fogueiras (Foto amantesdacorrida.blogspot.pt)

A meta, (o mesmo local que a partida), é localizada ao lado do Forte de Peniche e no último km corre-se até ela no meio de uma enorme falange de público sempre a apoiar. Pessoalmente foi uma boa corrida, penso que bem organizada, e possivelmente para o ano lá estarei de novo, eventualmente com mais tempo para desfrutar também da sardinhada final.


O meu obrigado ao Heitor, à Andreia e ao Rui Pedro pelo dorsal disponibilizado, e um obrigado ao Gang do Portugal Running por me ter entusiasmado a participar na prova.

Para os que gosta de números e mapas, o registo desta corrida está disponível clicando aqui. 🙂

Bons treinos e melhores corridas!!!

Contagem Decrescente

Falta hoje precisamente um mês para o inicio da Maratona do Luxemburgo, ou seja, começa a contagem decrescente para a minha segunda maratona, esta com um grau de dificuldade superior à de Sevilha.

A T-Shirt que vou receber no final 🙂







A preparação está a correr bem e respira-se confiança para estes lados. Se não existirem lesões ou acontecimentos estranhos de última hora, terminar a prova é garantido, e veremos se à segunda se bate o tempo das quatro horas. Não será fácil com os 10 Km finais desta prova sempre a subir, mas veremos como me sentirei no dia da prova e se conseguirei cometer alguma proeza olímpica.


Hoje o treino esteve para ser em Monsanto para treinar mais umas rampas com o amigo Pedro Pisco. Uma saída tardia do trabalho impossibilitou este treino e levou-me até à beira Tejo onde aproveitei para conhecer e treinar mais pessoal do gang do grupo Portugal Running. Mais um grupo de pessoal super bem disposto e cinco estrelas, com quem foi um enorme gosto treinar. Há treinos do grupo Portugal Running regularmente, procurem no facebook pelo grupo, vejam as datas e horas dos treinos e apareçam, não se vão arrepender. 
Em 2012 a partida foi assim. Este ano com a minha presença será bem melhor 😀
Bons treinos e boas corridas!!!