Não se pode correr, pedala-se!

Já há umas semanas que não escrevia no blogue.

Andava eu a cumprir o meu plano de treinos dos “100 Kg aos 100 Km”, quando o “azar” bateu de novo à porta com uma arreliadora lesão: uma fasceíte plantar.

Lá se foram os planos de regressar às ultras para o primeiro semestre de 2018 e, muito possivelmente, para o segundo semestre também.

A minha fasceíte, sim porque esta é só minha, já se manifestava há alguns meses por via de uma moinha ligeira no calcanhar, que sempre pensei que fosse mais um fenómeno estranho como este que me aconteceu há dois anos. Mas não, desta vez a moinha foi aumentando, aumentando, até ao ponto de considerar dor e de ser impeditiva de correr. Lá cumpri o ritual de ir ao médico, fazer exames, e o veredito foi esse, da tal fasceíte plantar. Consequência: 2 a 4 meses sem correr, sem caminhar e sem fazer esforços a pé.

Desde então já vou em 8 semanas sem correr, e os planos para o Ultra Trilhos da Gardunha, Estrela Grande Trail e Canfranc Canfranc foram desmobilizados.

O remédio mais apropriado para curar a fasceíte é a fisioterapia, o repouso do pé e o tempo, e ando a cumprir estes três requisitos o mais que posso.

Entretanto aguardo pacientemente que o tempo ajude a curar a fasceíte e possa recomeçar a correr em breve.

Como nem tudo pode ser mau, o médico sugeriu que passasse a andar de bicicleta, já que assim não tinha de apoiar o pé no chão e não causaria nenhum atraso na recuperação da lesão.

Foi assim que acabei por comprar uma bicicleta e que acabei por fazer o meu primeiro Granfondo há uma semana atrás, no Granfondo de Lisboa. Mas essa já é outra história para contar.

Quem quiser saber algo mais sobre as fasceítes e o procedimento para a sua recuperação pode ler este site (em português) ou este (em inglês) ambos com informação muito útil.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Dos 100Kg aos 100Km – Semanas 3 a 7

As primeiras dificuldades em cumprir o plano de treinos surgiram já na sua terceira semana.

Sabem como é, vésperas de Natal e as tarefas correspondentes ao período Natalício, que nunca são tão rápidas de realizar como as idealizamos, e foi uma semana onde apenas consegui correr 21 quilómetros dos 70 planeados. E como um mal nunca vem só o pior ainda estava para vir…

Entrámos na semana 4 e até estava a correr bem, quando comi algo que me provocou um desarranjo intestinal que começou no Trail da Salamandra 232 e que durou até ao final da semana seguinte. Resumindo a semana 4 acabou com 25 quilómetros dos 63 planeados e, a semana 5 do plano de treinos, foi concluída com a brilhante marca de 0 quilómetros em 78 planeados. O lado positivo foi o de ter uma semana a chá e torradas, que permitiu para não aumentar o peso.

Em termos de forma estas três semanas representaram uma caída a pique dos 952 pontos que entretanto atingira em meados de Dezembro, para os 497 pontos (ou seja o regresso à estaca zero) a 6 de Janeiro deste ano.

Entretanto entrámos na semana 6 do plano e consegui finalmente recomeçar a treinar. Como consequência das semanas anteriores tive de fazer alguns reajustes ao plano inicial, uma vez que estas semanas seriam de carga, isto é de muitos quilómetros, e não deveria entrar logo a matar.

Assim na semana 6 cumpri 63 Km dos 78 inicialmente planeados. Já deu para fazer um treino longo de 30Km e no dia seguinte participar no Grande Prémio de Atletismo de Valejas. Nem um nem outro correram grande coisa. O treino longo, fruto de tantas paragens, correu bem até aos 25/26Km mas depois fui contra o “muro” com tanta violência que os 4Km finais foram mesmo penosos. Obviamente no dia seguinte as pernas não estavam fresquinhas para acelerar o máximo que conseguisse no Grande Prémio de Valejas, prova com cerca de 8Km. Ainda assim não fui o último na equipa do pessoal do meu trabalho, o que já foi um ponto positivo.

Entrámos na semana 7 do plano onde estavam inicialmente planeados 85Km de treino. Obviamente não podia, ou pelo menos não devia, aumentar mais de 30% a quilometragem de uma semana para a outra. Terminei assim a semana 7 do plano com cerca de 70Km, incluindo um treino rolante mais longo nos trilhos de Monsanto com o pessoal dos Esquilos.

Regressando aos indicadores de performance, terminei a semana 7 com 845 pontos de forma, ainda longe dos 952 que já tinha atingido em Dezembro e do objectivo final de mais de 2000 pontos.

O lastro continua a diminuir e já baixei os 92Kg, sendo esta a tendência a seguir.

Resta continuar a treinar para atingir os objectivos.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Dos 100Kg aos 100Km – Semana 2

Continua em curso o meu plano dos 100Kg aos 100Km.

A semana passada foi a segunda semana de treinos e, pela segunda semana consecutiva, consegui atingir os objectivos.

Segunda feira guiei como habitualmente o Kalorias Running, num treino rolante de 12Km.

Depois seguiu-se um treino de 10Km com rampas pelo meio, onde quase já consigo fazer as rampas sem parar, (o próximo objectivo é fazer as rampas sem abrandar), e na quinta um treino de 11Km à chuva, também com umas boas subidas pelo meio.

A semana de treinos terminou com 24Km no Sábado e 7Km no Domingo no Grande Prémio da Cruz Quebrada.

No total foram pouco mais de 64Km. O meu peso continua na caminhada descendente terminando a semana com 93,2Kg.

Ao nível do fitness a semana acabou com 950 pontos, menos de metade do objectivo a atingir, mas isto ainda agora está a (re)começar.

Continuação de boas aventuras!!!

Dos 100Kg aos 100Km – Semana 1

A passada semana foi a primeira do meu plano dos 100Kg aos 100Km.

Um 2017 com muita “engorda” e pouca corrida que culminou no aumento da balança para números a que já não estou habituado, e um 2018 que se quer novamente de boa forma, delinearam este plano e esta sugestiva designação.

Dos 100Kg aos 100Km é um plano de 24 semanas onde o objectivo é perder o peso entretanto ganho e voltar a uma corrida de 100Km, lá para Maio portanto.

Dezembro e Janeiro são dois meses tradicionalmente difíceis para mim para perder peso e manter a forma, pelo que vamos ver como me vou safar.

Esta semana corri 60 quilómetros dos 62 inicialmente previstos.

Cumpri o treino longo de 20Kms, fiz um treino em pirâmide e um treino de rampas, o que foi talvez um pouco demais para a primeira semana, mas senti-me bem. Quase 1000 metros de desnível positivo não é nada, mas para uma semana que devia ter sido completamente plana, deu para compensar os 2Km que faltaram ao objectivo de distância.

Com a má forma existente as últimas semanas exigiram um ajuste constante às zonas de frequência cardíaca de treino, que tenho controlado e ajustado sempre que necessário.

O meu nível de forma actual é de 732 pontos. O meu valor de referência é de finais de 2015, altura onde o meu nível de forma ultrapassava os 2000 pontos. Tenho portanto um longo caminho a percorrer.

Já o meu peso continua na sua caminhada descendente e perdi cerca de 1Kg nesta semana, pesando agora 94,5Kg.

Há que continuar a treinar e a perseguir o objectivo.

Continuação de boas aventuras!!!

Parque Urbano do Neudel

Desde que um enorme placard anunciava, à beira do IC19 e com imagens muito apelativas, a concretização do Parque Urbano do Neudel na Damaia, sempre estive curioso para o visitar. No Domingo foi o dia.

Fiquei desiludido pela dimensão do espaço. Tinha a ideia que seria bastante maior do que o é na realidade mas, no meio de uma zona altamente urbana, é melhor que nada.

O Parque ainda cheira a novo. Vegetação e árvores rasteiras ainda em fase de crescimento, espaço para as crianças ainda sem sinais de vandalismo, e os caminhos pedonais em muito bom estado.

O dia estava ventoso e com alguns aguaceiros pontuais, e por ali apenas circulavam meia dúzia de pessoas a passear o cão, um senhor que fazia uma caminhada vigorosa e eu que corria.

O plano de treinos indicava que deveria fazer 10Km planos em ritmo calmo, mas chegado ao Parque do Neudel logo verifiquei que tal seria impossível.

O Parque do Neudel é numa encosta e é um verdadeiro sobe e desce, com quatro/cinco caminhos que podemos escolher para subir ou descer, o que me obrigou a trocar o treino plano por um treino de rampas.

Dentro do possível fiz 13 rampas, todas com bem mais de 10% de inclinação e, se no inicio do treino a frequência cardíaca estava no máximo, para a segunda metade já estava em valores muito mais aceitáveis. Infelizmente na segunda metade do treino já começavam a faltar as pernas para tanto esforço.

Um treino a puxar para o duro, mas indispensável para recuperar a boa forma. Há que continuar a treinar.

Quanto ao Parque do Neudel, visitem num dia de sol que será sempre um bom passeio.

Continuação de boas aventuras!!!

Kiss the mountain & The ridge

Kiss the Mountain e The Ridge são duas revistas digitais espanholas sobre montanha e a cultura de montanha, que costumo acompanhar.

Nesta edição em particular, para além de uma entrevista com o François D’Haene, vencedor do UTMB deste ano e um dos melhores atletas de trail running da actualidade, há ainda fotos brutais do Tor de Geants sendo um dos protagonistas o nosso Carlos Sá, e uma foto reportagem sobre a Ultra Maratona PT281+ que decorre na nossa Beira Baixa.

Para ver em full screen e ficar deliciado…

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Do not go gentle

Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu…
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê… Se vais faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário…
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão…

Se podes dizer bem de quem te calunia…
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)…
Se podes esperar sem fatigar a esperança…
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho…
Fazer do pensamento um arco de aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho…

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores…
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores…
Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste…

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio, a construir de novo…
Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante…

Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre…
Se, vivendo entre os reis, conservas a humildade…
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade…
Se quem conta contigo encontra mais que a conta…
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minuto se espraia em séculos fecundos…

Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!…
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.
Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!…

(Tradução do poema If de Rudyard Kipling, recitado no espectacular vídeo em baixo)

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

2017 já era, venha daí 2018

Desde que comecei a correr em 2011, que não tinha um ano desportivo tão mau.

2017 tem sido um ano inolvidável ao nível pessoal mas, ao nível desportivo e de condição física, o nível não tem sido mais do que miserável.

Consegui correr duas provas de estrada, a saber, os 10 Km da Corrida do Benfica e os 8 Km da Corrida BeActive, corridas em trilhos zero e corridas de ultra distância também zero.

O mais perto que me consegui encontrar do número 100 foi na balança, o que é sempre indesejável.

Foram vários os recomeços ao longo do ano, mas por um motivo ou por outro nunca consegui manter a consistência de treino nem atingir uma forma minimamente aceitável.

O que fazer então até final do ano? Aproveitar para treinar o possível e ganhar balanço para entrar mais forte em 2018, ficar mais longe do 100 da balança e também fugir da forma redonda.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!