7º Ultra Trilhos da Serra de Sintra 2015

Hoje é dia, ou melhor, noite de treino longo. Uns preparam a participação nos 111Km de Sicó, outros preparam a participação no MIUT, outros vão apenas treinar, mas todos nos predispomos a ir correr madrugada fora 53 Km pelos altos e baixos da Serra de Sintra.

O ano passado também fiz com este grupo um treino equivalente, com o intuito de preparar a minha estreia nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede e que podem ler ou reler clicando aqui.

O ano passado com o Vargas, que vai ter falta este ano

Este ano há mais experiência, menos material a testar e experimentar, e não será a estreia a correr 50 quilómetros, mas a responsabilidade de tentar acompanhar grandes atletas como os que irei acompanhar mais logo é sempre enorme e será bom sinal se os conseguir acompanhar até ao fim sem dificuldade. Este é sobretudo um treino para ganhar forma para os desafios dos próximos meses.

No final uma coisa é certa, os travesseiros da Piriquita estarão à nossa espera acabadinhos de fazer e não haverá misericórdia na sua degustação.

O percurso mais logo será assim…

Vamos aproveitar para testar uma aplicação do também atleta de trail Vitório Damas, que permite a localização do grupo online ao longo do percurso. Quem estiver com insónias e quiser saber por onde andam estes malucos dos trilhos, basta clicar aqui a partir das 23h59 de hoje (Sábado).

Este ano não nos vamos esquecer da chave do portão

Se nos vossos treinos quiserem que alguém saiba por onde vocês andam a treinar, podem também usar a versão mobile desta aplicação, que envia SMS para um número da vossa escolha de x em x tempo. Têm de ter um telefone com sistema operativo Android, ir à Google Play Store e instalar a App gps2sms.

Continuação de bons treinos e boas provas!!! 😉

Treino Nocturno – Get Ready for UTSM

O mote para o treino começava com:
“Com a aproximação de Grandes desafios, impõem-se Grandes treinos.
A proposta apresentada tem como objectivo principal testar o Equipamento e a Máquina para o MIUT, mas também serve para o UTSM, OMD e afins…”

Objectivo para 2014 concluir o UTSM – check!
Necessário testar o equipamento – check!
Necessário testar a máquina num desafio ambicioso – check!

Respondido o quiz da morte com 100% de respostas positivas, que decisão haveria a tomar senão a de participar neste enorme desafio?!

O Vargas ainda estava meio dentro meio fora e aqui o João Mata ainda se ria!!!

E digo enorme desafio porque o proposto era um treino de 55 Kms, com mais de 2500 metros de desnível positivo, a acompanhar alguns craques do pelotão no que às Ultra Maratonas diz respeito, num treino a começar à meia-noite para simular o início do MIUT e do UTSM.


E assim à hora combinada, meia-noite, lá estava no meeting point combinado, o bonito Palácio Nacional de Sintra. Feitos os cumprimentos e apresentações da praxe, o grupo de cerca de 20 atletas lá partiu para as entranhas da Serra de Sintra.

A noite esteve sempre fabulosa! Lua cheia e uma temperatura muito agradável para correr, pelo que nunca foram necessários casacos, luvas ou outros acessórios para o frio. O cenário apresentava-se perfeito para um excelente treino.

O percurso foi sempre espectacular, com passagem por trilhos e por paisagens fabulosas. Não faço ideia do nome de todos os sítios por onde passámos, mas o percurso que fizemos está aqui para quem gosta de ver estas coisas:

http://www.strava.com/activities/121060316/embed/a82ad7a1dc7ae985d419d535f8e75302eedbfc6b

A imagem que me ficou na memória foi a de algures ali para o Guincho, olhar para o mar, e ver a lua reflectida nas águas calmas do atlântico, e a iluminar uma fileira de árvores no cimo da falésia. Excelente imagem a preto e branco e daquelas que dava uma fotografia muito bonita.
Uma das paisagens que observámos.Crédito de todas as fotos: Paulo Pires.

Voltando ao treino, apanhou-se um pouco de tudo, incluindo saltar muros, vedações, ou passar por cima ou por baixo de portões trancados, em percursos quase sempre de terra, mas também alguns quilómetros com empedrado, e ainda alguns locais com muita pedra. As subidas, essas foram mais do que muitas, e reflectiram-se nos mais de 2300 metros de desnível positivo com que terminámos.

O portão não abria mas há sempre solução. Uns foram por cima outros foram por baixo 🙂

Por volta dos 32 Km, seriam umas 5 e picos da manhã, o grupo dividiu-se. Uns por encontrarem já empenados e outros por falta de tempo para fazer o percurso mais longo, decidiram ficar pela Malveira onde tinham carros à espera. Os resistentes seguiram pelo meio dos trilhos e logo com uma subida de respeito, a famosa “sai de gatas”, que confesso custou um bocadinho a subir, mas foi apenas mais um entre desafios. Depois mais trilhos, mais subidas, mais descidas, e com o tempo a passar muito depressa optou-se por encurtar um pouco o treino, tendo este terminado com 50 Km e não com os 55 Km inicialmente previstos. Eram cerca das 8h10 quando chegámos novamente a Sintra e ainda tivemos de esperar que a Piriquita abrisse às 8h30, para repor calorias com uns belos Travesseiro.

Foi um excelente treino, a primeira vez que corri 50 Km e dar muita confiança para as provas que aí vêm: UT do Piodão, Gerês Trail Adventure e claro o UTSM.

Só posso agradecer a todos os que participantes e em particular ao Didier que organizou o treino, pela boa disposição constante e pelos espectaculares momentos que passámos a correr madrugada fora.
Os companheiros de treino. A vista do pessoal a subir e a iluminar o caminho é sempre espectacular!

No que diz respeito aos testes de equipamento e da máquina, os resultados foram bastante positivos.


A mochila Raidlight Ultra Olmo mostrou-se bastante confortável e prática ao longo de todo o percurso, nunca se fazendo sentir os cerca de 4 Kg extra que levava às costas.

O relógio A-Rival Spoq 100, sempre a registar segundo a segundo toda a informação. Track carregado, sempre a mostrar informação clara acerca do percurso, e no final das 8 horas de corrida a bateria mostrava ainda 70% de capacidade disponível.

O frontal Led Senser H7R.2 simplesmente espectacular. Sempre a funcionar até pouco depois das 6 da manhã quando o clarear o tornou desnecessário, e sem grande gestão da luminosidade, sempre que era necessário acelerar mais um pouco os 300 lumens eram sempre imprescindíveis para evitar qualquer percalço, nem chegou a dar o primeiro aviso de bateria descarregada. É sem dúvida uma grande mais-valia para correr à noite.

A alimentação: alguns pormenores a afinar, mas o correr em grupo e com atletas melhores que nós também não permitem uma gestão da corrida com os nossos timings. Por volta das 6h começou a dar-me a fome e deveria ter parado 10 minutos para comer uma das sandes de presunto que tinha comigo. Mas como não parámos, não consegui comer a não ser umas barras que também levava comigo até chegarmos até Sintra. Desta vez não houve dores de barriga, a hidratação foi boa, e com uma gestão da corrida mais personalizada em principio este é um ponto que está sob controlo.
Eu, o Vargas e o Mata. O Mata já estava a olhar para o relógio e a pensar que estava na hora de se ir deitar 🙂

A máquina: Foi a primeira vez que corri 50 Km e senti-me bastante bem. É claro que a performance está longe ser a melhor, mas comecei nos trails há 3 meses pelo que há muita margem de progressão para melhorar. As subidas continuam a ser o ponto menos forte, mas com mais treino este aspecto melhorará. A descer e em plano não há grande problema e foi bom chegar aos 50 Km e perceber que poderia continuar por mais quilómetros sem qualquer problema. A gestão do esforço durante a corrida continua a ser talvez o meu ponto forte, e neste treino não foi diferente, e sem grandes aventuras de ritmo senti-me bem e confortável ao longo de todo o percurso.

Eu e o Vargas, a brilhar algures no meio do treino.

Um abraço especial para o Vargas e para o Mata, o primeiro porque vai ser o meu companheiro de aventuras nos três desafios que se seguem, e que foi convencido por mim a vir a este treino que completou igualmente com sucesso. E o Mata que se deixou convencer pelo Vargas a vir também treinar, e que terminou pelos 32 Km já com alguma dificuldade, mas é claro, melhores treinos e provas virão.


Continuação de bons treinos e de melhores provas!!!

Treino dos Trilhos sem Destino

Este é o primeiro fim-de-semana de uma série deles até Maio, em que existirá dose dupla de treinos mais ou menos longos. Hoje o objectivo era correr 4 horas.

Sempre a subir

Também tivemos de molhar os pés!!!


Para não fazer mais um treino a solo, aproveitei para me juntar ao treino dos Lunáticos da Corrida, que tinha por objectivo correr 30 Km sem destino pela Serra de Sintra.
Às 8h00 da matina e ainda meio ensonado lá estava na Barragem do Rio Mula, ponto de encontro onde cerca de 15 aventureiros e aventureiras partiram à conquista dos 30 Kms.
Como íamos sem destino, começamos por estradões, mas depressa nos desviamos para “trilhos” à espera de serem desbravados. Felizmente não foi tão violento como no treino da semana passada, mas uma coisa é certa, o Xavier não pode ir à frente a escolher caminhos nos treinos. A frase famosa dele é “o trilho está a 200 metros”!!!

Como ainda não sei bem os nomes e os caminhos da Serra de Sintra, sei que passámos pelos Capuchos, pela Peninha, pela Pedra Amarela, pela Quinta do Pisão, e pouco mais. Mas o percurso do treino está aqui por baixo, pelo que se quiserem mesmo saber é espreitarem.

A variedade do percurso colocou mais uma vez à prova os meus ténis Evo Ferus, da gama minimalista da Mizuno. Fosse a subir, a descer, nos estradões, na lama, nos riachos, novamente na lama, nas pedras, nunca perderam a fiabilidade e tracção, apesar de ainda necessitar de adaptar melhor a minha passada.
Santuário da Peninha, fantástico nesta manhã de sol.

Foi dia também de testar a mochila Raidlight Ultra Olmo 12 com mais carga que a semana passada. Mochila carregada com 3 litros de líquidos, comida, roupa, telefone e mais alguns acessórios, colocada às costas na totalidade do treino, nunca se fez sentir desconfortável ou com qualquer impacto menos positivo durante o treino. Falta fazer um teste ainda mais longo com a mochila igualmente carregada, mas parece-me que irá passar novamente com distinção. Em breve colocarei aqui o resultado dos testes.

Por entre árvores e ramos 🙂 Cortesia das fotos: Iosif Bletan.

No final e após algumas voltas pela Serra, o treino terminou apenas com pouco mais de 28 Kms e 977 metros de desnível positivo. Todo o pessoal chegou bem-disposto e animado, e ainda houve tempo para um convívio final, onde as atletas presentes mostraram que para além de excelentes atletas são igualmente excelentes cozinheiras/doceiras.


Amanhã há mais no Treino Trilhar Lisboa.

Continuação de bons treinos e de boas provas.

À “Descoberta” da Costa Marítima de Sintra

Ontem foi dia de iniciar a preparação no terreno para as provas de Trail em que vou participar nos próximos meses, sendo a primeira que aí vem os 50 Km do Ultra Trail do Piodão.

O grupo que participou neste treino

Comecei esta preparação começando por participar num dos treinos da série “Reconhecimento da Costa Marítima de Sintra”, promovido pelo pessoal do grupo Portugal Running. Este foi o terceiro treino desta série em que participei, e supostamente deveria ter sido como todos os outros, um treino por trilhos em modo tranquilo e sem grandes improvisos pelo meio mas… não era isso que nos estava destinado!…

Por entre riachos e canaviais
Sempre a rir e com boa disposição
Inicio do treino em modo tranquilo na Praia da Adraga, e subimos o primeiro trilho em direcção ao topo da falésia, seguindo em direcção à Praia da Ursa. A descida para a Praia da Ursa é muito técnica e com a muita humidade no ar que se sentia, e com a chuva da noite anterior, seria uma descida perigosa de efectuar, pelo que se decidiu eliminar esse risco e “descobrir” um novo trilho. Aqui começou a aventura!!! Entrámos num dos trilhos existentes que circundam a Praia da Ursa e lá fomos nós. O problema foi quando o trilho acabou. O que fazer? Voltar para trás? Descer a Ursa? Como o grupo não era muito grande foi fácil chegar a um consenso: Para a frente é que é caminho, e vamos descobrir um novo trilho por aqui. E assim foi. Lá fomos nós a abrir trilhos, entre pequenos trilhos existentes aqui e ali, que alguns de nós observavam amiúde. Com esta brincadeira demorámos 1 hora para percorrer cerca de 2500 metros! Incluiu muitos ais e uis a abrir trilho por entre silvas e mais silvas; atravessar cursos de água revolta, escalar a Serra quase a pique, e cruzar novamente um mar imenso de silvas que nos fizeram uma esfoliação gratuita às pernas. Uma bela aventura logo no início do treino e, que apesar de inesperada, foi superada com sucesso e sempre com muito boa disposição por todos os atletas presentes.
Ultrapassada esta aventura inesperada, regressámos aos trilhos já existentes e continuámos no modo “reconhecimento da costa marítima de Sintra” até ao fim. Cabo da Roca, Azóia, Rio Torto e Peninha, foram alguns dos locais por onde passámos até ao regresso novamente à Praia da Adraga, num percurso que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/116904053/embed/a76a895844f43a6f338ce70b6191171515207876

No total foram cerca de 19 Km e pouco mais de 900 metros de desnível positivo, o que é sempre um bom treino para qualquer prova de trail.

Aqui vamos nós a descer com uma paisagem espectacular. Crédito das fotos: Miguel Baptista
Já perto do final ainda deu para torcer um pé, felizmente em modo ligeiro. Há aqui qualquer coisa fora do sítio, mas penso que a recuperação será rápida e não porá em risco a preparação para o Ultra Trail do Piodão.

Foi dia também de estrear um novo equipamento já a pensar nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede, a mochila Raidlight Ultra Olmo 12. Em breve colocarei aqui a minha opinião sobre esta mochila.
Bom fim de semana e continuação de bons treinos e boas provas!!!

XXIV Grande Prémio Fim da Europa

O que fazer num Domingo de manhã pouco solarengo? Correr é claro!

E hoje foi dia de participar na XXIV edição do Grande Prémio Fim da Europa, prova de 17 Km, que atravessa a Serra de Sintra com inicio na vila de Sintra e final no Cabo da Roca. Para mim hoje também era dia de fazer um treino mais longo, pelo que me propuz dobrar esta prova, ou seja, fazer a prova propriamente dita de Sintra ao Cabo da Roca, e cruzada a meta no Cabo da Roca voltar novamente a correr para Sintra.
 

Apanhado antes da partida (Créditos da foto: Marco Borges)


A prova oficial foi assim:

http://www.strava.com/activities/109085923/embed/d81626d5e1f6e0124c3e03efb0c2ea01576dfe64 

Com alguns dos amigos do Portugal Running (Créditos da foto: Marco Borges)

E o regresso a Sintra foi assim:

http://www.strava.com/activities/109086505/embed/87aa451ec2951c9430006239dc76584e0fa95a42

Devo dizer que o percurso de regresso é um pouco mais dificil que o percurso da prova. Com subidas mais longas e quase quase até se chegar a Sintra. No final a descer, fruto de uma manhã cheia de neblina humida e alguns pingos de chuva, não foi possivel acelarar porque a estrada estava escorregadia e perigosa, e não vale a pena arriscar uma queda ou lesão.
No total foram pouco mais de 34 Km puxadinhos em 1h33 na prova oficial Sintra – Cabo da Roca, e 1h50 no regresso do Cabo da Roca a Sintra. 

O diploma final

Hoje a equipa ACCVCAVI contou com a participação de seis elementos, e a classificação final do pessoal foi:

Geral Dorsal Nome Class M/F Esc Class Clube Tempo
192. 1048 João Afonso 188 m 45 M35 ACCVCAVI 1:17:13.0
467. 1400 Nuno Almeida 450 m 118 M40 ACCVCAVI 1:23:58.0
664. 571 Antonio Fonseca 636 m 166 M40 ACCVCAVI 1:27:25.0
892. 778 Moisés Garcia 837 m 198 M35 ACCVCAVI 1:31:46.0
991. 605 Nuno Gião 922 m 240 M40 ACCVCAVI 1:33:11.0
1441. 1543 Hugo Fragoso 1304 m 322 M35 ACCVCAVI 1:42:29.0

 Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Treino Longo pela Serra de Sintra

Deu para visitar a Fonte dos Amores


Hoje foi dia de treino longo. Pela manhã a dúvida foi: iria correr para a estrada ou iria correr para a serra? 

O chão da rua molhado e as nuvens que pairavam no ar ajudaram-me a decidir, e já que era para correr molhado fui para a serra e para a lama, que não se perde tanta tracção tanto como no alcatrão molhado.
E assim fui para a Serra de Sintra para aproveitar e treinar igualmente umas rampas.


Fiz um percurso circular, com inicio e fim na Barragem do Rio Mula, e no total foram pouco mais de 38 Km, com 1676 metros de desnível positivo, em aproximadamente 5 horas de treino.
Nestas cinco horas deu para pensar em muita coisa, desfrutar a paisagem e o ambiente, ultrapassar ciclistas, ser ultrapassado por ciclistas, perder-me, reencontrar-me e voltar a perder-me, parar para comer, irritar-me com os percursos fechados e proibidos pelas muitas Quintas particulares, mas no final do treino o balanço é sempre muito positivo e bem disposto.

Deu para desfrutar as cascatas ao longo do percurso
Chafariz de Monserrate

Deu para apanhar cogumelos 😀

E deu para esticar as pernas na chegada à Barragem do Rio Mula
Bom fim de semana e continuação de bons treinos para todos!!!