Teste ao Relógio Geonaute OnMove 200

Tive a oportunidade de experimentar por uns dias o relógio Geonaute OnMove 200, relógio com GPS direccionado para a prática da corrida, posicionando-se este relógio na entrada de gama dos relógios para este fim.

O aspecto exterior do relógio é algo que pessoalmente não me agrada. O seu design circular e cilíndrico oferece, na minha opinião, uma imagem algo “pesada” ao equipamento, aparentando ser mais alto e maior do que aquilo que efectivamente é. A construção parece-me robusta apesar do equipamento ser todo de plástico. O relógio cumpre a norma de impermeabilidade IPX7, e a borracha que fecha a porta micro USB para carregar ou ligar ao PC, parece-me bastante sólida e vedante. A construção em plástico torna este relógio bastante leve, pesa apenas 51 gramas, e quase não se dá por ele quando está no pulso. A bracelete é feita de uma borracha muito maleável, envolve todo o corpo do relógio e tem uma aparência algo frágil.

O OnMove 200 e o meu velhinho Garmin 610 lado a lado

Ligado o relógio a sua utilização é bastante fácil e intuitiva, tendo a possibilidade de que todos os menus sejam em português. Diria que OnMove 200 é o relógio indicado para quem não tem muita paciência para configurar equipamentos, definir menus de utilização, perder algum tempo de volta de 1001 funcionalidades. É ligar o relógio, a tecnologia FastFix capta o sinal GPS em menos de 60 segundos, e começar a correr. Os menus são de simples leitura e compreensão. Basicamente podem-se ver um ou dois parâmetros em simultâneo no visor, como a distância, velocidade instantânea e média, passada instantânea e média, calorias, zona-alvo, voltas, tempo decorrido, ou batimentos cardíacos, em cada um dos três ecrãs possíveis de configurar. O visor é grande e permite uma boa visibilidade dos dados.

Os botões do relógio são de baixo perfil e talvez até algo “duros”, mas por outro lado é bastante difícil pausar ou parar o registo de uma actividade quando se dobra o pulso, algo que acontece com relativa facilidade em alguns outros relógios.

Perfil do OnMove 200

A bateria deste relógio tem capacidade para cerca de 7 horas de utilização, tempo mais do que suficiente para a generalidade dos treinos ou corridas.

Para gerir as actividades registadas com o OnMove 200 é necessário descarregar e instalar o software da Geonaute no PC, a partir do sítio de suporte na internet. O processo foi simples e decorreu sem erros. Também se pode efectuar essa operação num telemóvel ou tablet com sistema operativo Android 4.3 ou superior, ou iPhone 4S ou superior. Para tal basta emparelhar com Bluetooth o relógio e o telefone, e ter instalada a aplicação MyGeonaute.

A aplicação MyGeonaute tem as funcionalidades básicas comuns a quase todas as aplicações sobre corridas e permite a transferência das actividades para um ficheiro GPX, o que permite o upload das actividades noutros sítios de internet sobre corridas, mais populares que o MyGeonaute.

Este relógio pode ser adquirido nas lojas Decathlon por 89,95 € (preço no sitio internet da Decathlon à data desta publicação).

A conectividade é uma mais valia do OnMove 200

Em resumo, gostei neste relógio da facilidade de configuração e utilização, ideal para quem não tem muita paciência para configurar zingarelhos. A conectividade via bluetooth e a possibilidade de interagir directamente com o smartphone ou com o tablet é sem dúvida uma mais valia. Gostei menos do design e do aspecto algo volumoso do relógio. A qualidade de construção é solida mas tudo em plástico.

O OnMove 200 é uma proposta simpática para relógios nesta gama de preço. Vão encontrar muitos outros relógios dentro do intervalo 80 € -100 €, cada um com as suas especificidades. O OnMove 200 certamente não desiludirá quem procura um relógio de fácil utilização e conectividade.

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Teste ao Smartphone Quechua Phone 5″

O Smartphone Quechua Phone 5”, também conhecido como o telefone da Decathlon, foi enumera vezes tema de conversa entre mim e diversos companheiros de corridas que também apreciam estes gadgets tecnológicos. As opiniões acerca do equipamento dividiam-se, mas o que é certo que ninguém tinha experimentado na montanha este equipamento, pelo que as opiniões não eram esclarecedoras acerca da potencialidade do mesmo para este fim. Para satisfazer a curiosidade de muitos trail runners, propus à Decathlon que me cedesse um destes equipamentos para testá-lo, do ponto de vista do Trail Runner, durante os 107 Km do Gerês Trail Adventure e Ultra Trail de São Mamede, proposta que a Decathlon aceitou e assim torna possível este texto.

Análises descritivas das características do hardware deste equipamento há muitas e em diversos sites, pelo que se pretendem uma lista de características exactas do hardware deste telefone recomendo que vejam o site da Decathlon clicando aqui ou o site Quechua para este equipamento clicando aqui.

Do ponto de vista tecnológico este telefone não é o último grito de tecnologia. No entanto e na minha opinião, quem procura o último grito em tecnologia tem telefones da Apple, da Samsung, da HTC, só para referir algumas marcas, que irão fazer a delícia do utilizador e despertar a inveja aos seus amigos em termos de performance e design. Por seu lado o Quechua Phone 5” é um telefone para um nicho de mercado: os frequentadores da montanha. Assenta numa plataforma sólida e já testada, com hardware e software igualmente bem testados e sólidos, com uns upgrades aqui e ali que fornecem algumas características ímpares ao equipamento, sendo tudo “empacotado” numa caixa de aparência bem robusta, à prova de água e de poeiras. Disto isto, permitam-me regressar uns dias atrás, ao dia em que levantei este equipamento na Decathlon de Alfragide.

Uaaauuuu, foi a minha primeira palavra ao retirar o telefone da respectiva embalagem. Surpreendeu-me o peso do telefone, quase 500 gramas, e as suas dimensões. Eu que estou habituado a usar telefones pequenos, via-me agora obrigado a usar por alguns dias um verdadeiro “tijolo” com 15 cm de altura, 8 de largura e 1,2 de espessura. Estas dimensões são mais ou menos o standard do mercado nos telefones de 5”, apenas a generosa bateria de 3500 mAh explica a maior espessura e peso do telefone.

Enquanto utilizador habitual de smartphones devo dizer que as características gerais deste equipamento, não sendo o state of art, são bastante generosas e funcionais: Processador quad-core de 1.2 Ghz, 1 Gb + 4 Gb de memória, camara de 5 MP atrás e 2 MP à frente,  sistema operativo da Google Jelly Bean 4.1, e todo o tipo de conexões necessárias para ligar periféricos comuns dos nossos dias. 
A utilização diária do telefone faz-se tranquilamente quer ao nível de chamadas quer ao nível da utilização das diversas aplicações de internet que todos nós utilizamos.


Enquanto Trail Runner os itens que efectivamente pretendia testar e comprovar eram:
  • Duração da Bateria;
  • Fiabilidade do GPS e Altímetro Barométrico;
  • Usabilidade do ecrã em condições atmosféricas adversas;
  • Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas.

Duração da Bateria

A bateria do Quechua Phone 5″ é uma verdadeira fonte de energia, que dura, dura e dura. É sem dúvida um dos pontos fortes deste telefone. O teste mais longo que acabei por fazer a este equipamento foi o Ultra Trail de São Mamede. Foram mais de 100 Km que corri em 21h50. Durante estas 21h50 o telefone foi sempre ligado e sempre com o GPS activo. Tirei cerca de 50 fotos e filmei 3 vídeos. Fiz diversas chamadas ao longo do percurso para familiares que me acompanhavam ao longe e para outros atletas que se encontravam em pontos distintos da prova, e no final da prova a bateria ainda apontava cerca de 23% de capacidade disponível.  No Gerês Trail Adventure a performance ao longo dos três dias da prova foi igualmente notável. Nos 60 Km do segundo dia deste desafio e após 14 horas de corrida e registo contínuo de GPS, igualmente com utilização do telefone e máquina fotográfica – ainda que não tão intensiva como no UTSM, a bateria apontava 51% de capacidade disponível.

GPS e Altímetro Barométrico

Um dos pontos que me desiludiu quando liguei este equipamento, foi a ausência de software específico para o mesmo. A publicidade da marca indicia que este seria fornecido com equipamento específico para as aventuras de montanha, mas na realidade apenas temos à nossa disposição todas as aplicações disponíveis na Google Play. Assim sendo optei por registar os três dias do Gerês Trail Adventure e o Ultra Trail de São Mamede, utilizando o meu já conhecido software Strava. Devo dizer que não consegui determinar a marca e modelo do chip do GPS utilizado neste telefone, mas que este é bastante rápido a adquirir um fix do sinal GPS, mesmo sem a ajuda do GPS assistido pela rede 3G. Todo o registo das quatro provas foi obtido utilizando apenas o GPS do telefone sem recurso a GPS assistido. Como handicap, devo dizer que o telefone foi sempre utilizado dentro do bolso traseiro da minha mochila, e sem especial cuidado no posicionamento do telefone, que por vezes pode ter favorecido a recepção do sinal GPS e certamente que noutras vezes não. O Strava utiliza um registo do percurso de GPS “inteligente” com registo de pontos de x em x segundos, e para comparação registei igualmente os percursos com o meu relógio Arival SQ-100. O registo no relógio foi efectuado de 2 em 2 segundo nas provas do Gerês Trail Adventure, e registo de 3 em 3 segundo do UTSM. Podem comparar a precisão dos track obtidos com a combinação Strava+Quechua e com o relógio, sendo que como esperado o relógio é seguramente mais preciso. No entanto o desempenho do Quechua é bastante positivo para este tipo de equipamentos. Diria que para o montanheiro o GPS é mais do que preciso para essa actividade, para o trail runner é um equipamento que não compromete no registo dos treinos/provas, mesmo nos percursos mais fechados e difíceis. Relativamente ao altímetro barométrico não tive oportunidade de testar em exclusivo esta funcionalidade. O seu funcionamento em conjunto com o GPS apresentou sempre a altimetria esperada para os locais onde estava.
Clicando nas imagens seguintes podem comparar em pormenor os tracks do Gerês Trail Adventure e do Ultra Trail de São Mamede no mapmyrun.com


Usabilidade do ecrã

Outro dos pontos que me despertava alguma curiosidade, era o anúncio do ecrã estar optimizado para uma boa visualização mesmo em condições de muita luminosidade. E confirmo essa mesma característica. A utilização do ecrã em ambientes com muito sol e muita luz, como aconteceu no UTSM, é bastante eficiente. Com um telefone “normal” a visualização do ecrã seria impraticável sob o sol do Alentejo, mas o Quechua passou com um satisfaz bastante mais este teste. Já a sua utilização sob chuva e bastante humidade, como aconteceu no Gerês, requer alguma habituação. O ecrã táctil apesar de funcionar molhado, perde alguma precisão ou pelo menos é necessário “apanhar o jeito” necessário a utilizar o ecrã táctil nestas condições. A camara traseira do telefone também sofre com a humidade, e não nos podemos esquecer de a limpar antes de a usar em ambientes húmidos ou as fotografias sairão “desfocadas” com a humidade na lente.
Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas

Um dos testes que me abstive de efectuar foi o da resistência ao choque. Não deixei cair o

telefone nenhuma vez e a utilização diária foi normal. Durante as provas o telefone foi sempre transportado na bolsa traseira da minha mochila, sem qualquer cuidado no seu posicionamento, muitas vezes por cima dessa bolsa ainda seguiam os bastões que me ajudaram nas subidas mais ingremes e que em alguns troços poderão ter sido uma dificuldade acrescida à recepção do sinal GPS com o telefone. No Gerês apanhámos de tudo um pouco: nevoeiro, humidade intensa, chuva intensa, e também algum sol e calor. No UTSM apanhamos sobretudo muito sol e calor com temperaturas muito perto dos 30º. Confesso que apesar da caixa de aparência bastante sólida e robusta com que este telefone é equipado, tinha alguma desconfiança no que diz respeito às protecções das ranhuras para USB/auscultadores e simcard/SD card, mas após o teste à chuvada do Gerês tenho de admitir que funcionam bastante bem, pelo facto de não ter sido manifestado nenhum problema relacionado com estas ranhuras.

Conclusões

Este não é um equipamento para quem quer o último grito de tecnologia. Pela sua dimensão e peso também não é um equipamento ideal para quem quer registar treinos e/ou corridas de estrada. Como pontos menos fortes deste equipamento destaco o tamanho e o peso; a ausência de software específico, o que obriga a alguma pesquisa pela loja da Google; a resolução do ecrã que poderia ser um pouco melhor.
É um equipamento com um desempenho diário “normal” bastante razoável ou bom, e um desempenho em montanha muito bom. O GPS é rápido é fiável, o altímetro barométrico pode ser de grande utilidade em provas ou passeios na alta montanha, o ecrã tem um bom desempenho debaixo de sol e uma utilização regular quando húmido ou molhado, e a bateria e respectiva autonomia são o ponto mais forte deste equipamento. Na minha opinião para passeios de montanha e treinos/provas de trail running onde se leve uma mochila ou cinto, este é um equipamento com bastante potencial, e que poderá substituir o transporte de outros equipamentos, carregadores e baterias.

Quero agradecer à Decathlon a possibilidade que me deu de testar este equipamento, e assim poder partilhar convosco todas as potencialidades do mesmo de um ponto de vista do corredor de trilhos.

Continuação de bons treinos e de melhores corridas!!!

Meias 3F da Berg Outdoor


Há uns meses atrás li algures que a marca Berg Outdoor foi distinguida em três dos seus produtos, com o prémio Gold Winner na categoria Performance, na maior feira do mercado desportivo: a “ISPO 2013”, em Munique. 
Um destes galardões foi para as meias 3F, que é descrita como uma solução revolucionária 3 em 1: perneira de compressão + polaina + meia de trail running integrados num só produto sem costuras. É ainda anunciado que as perneiras e as polainas são à prova de água por terem sofrido o tratamento Barrier da Heiq, e que as perneiras promovem a circulação sanguínea, a oxigenação e termorregulação.

Estando eu a necessitar de meias, perneiras de compressão e polainas para trail, o produto interessou-me e fui até à Sportzone do Colombo para ver a qualidade, preço e se efectivamente valiam o investimento.

Chegado à loja, encontrei facilmente estas meias num expositor de equipamentos Berg, e verifiquei que a qualidade das meias é boa, as perneiras cumprem os requisitos de compressão e a qualidade é igualmente boa, e as polainas estavam lá não podendo testar a questão de serem ou não à prova de água. Mas obviamente, fazendo boa-fé no anunciado, nada faria prever o contrário. O preço para um produto destes 3 em 1, também não foi mau: 34,99 €; preço de valor igual ao inferior ao de apenas umas perneiras de muitas outras marcas. O único senão não podia experimentar as meias por uma questão de higiene. Na altura não me pareceu uma questão problemática, afinal quem não sabe calçar umas meias, mas…

Entretanto convenci o Vargas a comprar também umas Berg 3F.
Chegados cada um a sua casa, toca a experimentar as meias e… a meia tudo bem, a perneira tudo bem, mas e a polaina?!… Como é que se conseguia colocar a polaina correctamente na ténis sem forçar, ao ponto de partir, o fio de suporte que deverá prender por baixo da sola dos ténis? Foi a questão que colocámos um ao outro. Experiência para aqui, experiência para ali, e perdemos umas horas à volta das meias. 
Mais impaciente, o Vargas foi no dia seguinte à Sportzone de Torres Vedras solicitar instruções acerca de como colocar as polainas e, surpreendentemente, nenhum dos funcionários da loja as soube ensinar ou calçar as polainas correctamente. Resultado o Vargas devolveu as meias dele. 
Eu resolvi indagar a Berg através da sua página do Facebook, local onde presta alguns esclarecimentos a questões que são colocadas pelos utilizadores, mas até ao momento ainda não obtive qualquer resposta. Por coincidência ou talvez não, estas meias desapareceram entretanto do site da Berg, bem como a referência ao prémio que tinham ganho.
Por coincidência e em conversa com outros amigos das corridas, descobri que eu e o Vargas não eramos os únicos com este problema de como colocar as polainas.
Chegado a este ponto estava quase decidido a ir à Sportzone devolver também as meias que adquiri, mas à pressa antes de ir para um treino, resolvi fazer uma derradeira tentativa que… resultou!!!

É esse método que utilizo agora para as calçar as minhas 3F e que partilho de seguida:
Antes de mais é necessário verificar se o fio que prende o suporte da polaina passa correctamente pelo sitio destinado para o efeito. Numa das minha meias, por motivo que desconheço o fio não fazia o circuito correcto, saindo directamente do ponto vermelho mais à direita, para a mola que prende as duas pontas do fio. É igualmente necessário, e caso não esteja já assim, fazer um nó nas extremidades do fio após estes terem passado a mola que as prende.

De seguida é necessário centrar o fio o melhor possível, tendo como referência a mola e meio da polaina. Se o fio que dá a volta à polaina estiver muito maior de um dos lados, irá ser difícil colocar a mesma.

Se puxarem o fio pela mola, conseguem verificar se ele está equilibrado para ambos os lados da polaina.

As fotos seguintes mostram como eu coloco as polainas. Utilizei para estas fotos uns ténis de estrada por ter os ténis de trail cheios de lama. Obviamente o processo é o mesmo, eventualmente será um pouco mais dificultado pelo relevo da sola que os ténis de trail tradicionalmente têm.

Calçar a meia e a perneira não será tarefa árdua. Como primeiro passo para colocar a polaina, chego a parte da posterior da polaina para a frente, apenas o suficiente para cobrir os atacadores. Aproveito para colocar os atacadores o mais confortável possível por debaixo da polaina.

Atrás, dou a maior folga possível ao fio que rodeia a polaina, e puxo a parte anterior da polaina o mais para baixo possível, de modo à polaina cumprir a sua função.  

Com a parte posterior da polaina já em baixo, empurro o fio de suporte da polaina, cujo objectivo será o de ficar a meio do sapato, na parte que geralmente é a mais baixa da sola da sapatilha. 

Esta é a tarefa que coloca sempre a dúvida se o fio de suporte vai aguentar a pressão necessária que temos de fazer, até conseguirmos alcançar o meio da sola dos ténis. Sem medos e com alguma paciência, vamos empurrando gradualmente dos dois lados, de modo ao deslocamento ser uniforme, e após alguma pressão o fio de suporte está no local desejado.

É agora necessário encaixar a mola posterior da polaina, no atacador que está mais na frente dos ténis. Esta tarefa já não deverá apresentar qualquer dificuldade, e é a oportunidade para ajustar correctamente a polaina a ambos os lados da sapatilha.

Termino o ajustamento atrás, apertando a mola que prende as pontas do fio que circunda a polaina. Se necessário e para que a colocação da polaina fique perfeita, procedo aos ajustamentos finais.


O resultado final deverá ser parecido ao da foto acima, com a polaina estica e ajustada à frente e atrás, e com o fio de suporte a passar pelo centro da sola dos ténis.



Desenvolvido o método de utilização, devo acrescentar que a confirmo a resistência à agua da polaina e das perneiras; que considero as meias bastante confortáveis em distâncias longas, e que as perneiras cumprem a sua função de compressão sem qualquer problema. O fio da polaina que passa por baixo dos ténis já durou cerca de 120 Km de treinos, mas estou curioso quanto à durabilidade global do mesmo.

Em resumo, considero as meias Berg 3F um equipamento completo nas funções a que se propõe cumprir, por um valor bastante razoável, e que até ao momento me satisfazem perfeitamente na sua utilização. As primeiras tentativas para colocar as polainas não devem ser fáceis, mas com a prática em 5 minutos temos as meias calçadas e as polainas bem colocadas. 
Espero ter contribuído para facilitar a utilização caso tenham adquirido também estas meias. Se tiverem outro método para colocar as polainas, seja ele mais eficaz ou não, partilhem também connosco. A partilha do conhecimento nunca fez mal a ninguém 😉


Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!