Barras Energéticas: BEQ vs Olimpo

Um dos factores críticos quando se correm muitas horas consecutivas é, sem dúvida, a alimentação.

Num extremo há atletas que conseguem correr mais de 24 horas alimentados apenas a géis energéticos. No outro há atletas que não dispensam uma boa canja, uma boa massa ou uma boa bifana em vários abastecimentos das provas. Diria que pelo meio há milhares de variantes, em que se misturam géis, barras energéticas, sandes das mais diversas preferências, fruta, sopas e massas, e até já vi sushi num abastecimento da Núria Picas na última Transgrancanária.

Depois de muitas experiências em que tentei e misturei muitos dos conceitos que referi acima, cheguei à conclusão de que, para me alimentar durante provas que vão durar muitas horas, necessito de me ir alimentando com algo sólido, não muito doce nem muito salgado, e que de facto me reponha a energia (ou alguma dela) perdida nos quilómetros anteriores. Experimentei algumas dezenas de barras energéticas de diferentes marcas e sabores, mas invariavelmente acabava enjoado ao fim de comer duas ou três barras, sendo que as seguintes já requeriam um esforço adicional para as comer. E comer, bem como desfrutar de toda a prova, deve ser um prazer e não um sofrimento.

Procurei uma alternativa às barras energéticas das marcas “tradicionais”, e acabei descobrindo dois projectos nacionais onde se fabricam barras energéticas naturais, as Barras Energéticas de Querença e as Barras Olimpo. Experimentei, gostei, e têm sido de há uns meses a esta parte a minha companhia alimentar em todos os treinos, e vão ser também a minha escolha alimentar no UTMB da próxima semana.

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Sendo um adepto confesso destas barras energéticas, resolvi partilhar esta pequena análise sobre as ditas. Devo realçar que esta análise é meramente a minha opinião pessoal, e que não tive qualquer patrocínio ou apoio das referidas marcas para escrever o que quer que fosse. Todas as barras que comi foram adquiridas e pagas por mim.

As Barras

A BEQ (Barra Energética de Querença), apresenta-se como um produto 100% natural, feito à base de frutos secos e mel do barrocal algarvio, tendo sido desenvolvido na Universidade do Algarve, numa parceria com o Projecto Querença. Destina-se ao público em geral, sendo um excelente suplemento para desportistas por ser uma excelente fonte de fibras, açúcar e sais minerais. Nos seus ingredientes leva alfarroba, mel, figo, amêndoa e sal marinho.

As Barras Olimpo apresentam-se como barras energéticas para Desporto, de fabrico caseiro, sem corantes nem conservantes, com um sabor natural e delicioso, tendo nascido da necessidade de um produto alimentar desportivo que, para além do valor energético e nutricional, tivesse um sabor rico e agradável. As Barras Olimpo apresentam-se em 7 variedades diferentes, tendo eu experimentado apenas 4 dessas variantes.

O Processo de Compra

Comprar qualquer uma destas barras, apesar de simples, pode ser um processo onde a entrega da encomenda pode ser demorada.

A BEQ optou por uma loja online no Facebook, pelo que obriga o comprador a ter uma conta de Facebook para o efeito. O processo de compra é relativamente simples, com a escolha e quantidade do produto a comprar, indicação dos dados para envio e facturação da encomenda. Ao finalizar este processo é gerada uma referência multibanco para pagamento e recebemos a confirmação da encomenda. Geralmente as encomendas chegam em 3-4 dias úteis após o pagamento, mas podem ser mais demoradas se não existir stock do produto. Os portes de envio são gratuitos em compras superiores a 3 caixas (10 unidades cada).

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Já as Barras Olimpo utilizam um método mais “artesanal”. Começamos por enviar um email para formalizar a encomenda indicando os produtos que se pretendem e as respectivas unidades. Devemos esperar uma resposta a confirmar a recepção da encomenda e é indicado um IBAN onde devemos efectuar o pagamento por transferência bancária. Após a recepção da transferência a encomenda é então preparada e expedida. Nunca consegui entregas inferiores a 6-7 dias úteis, cumprindo o processo de compra o mais rápido possível, inclusive com pagamento por transferência bancaria para o mesmo banco o que a torna a disponibilidade do pagamento imediato. Tal como a BEQ, se não existir stock das barras pretendidas a entrega pode ser mais demorada. Os portes de envio variam consoante as quantidades adquiridas.

Preço

As barras energéticas que experimentei foram a BEQ, e as variantes Origem, Tour, Red e Noz das Barras Olimpo.

O custo destas 5 barras energéticas é sensivelmente o mesmo, a Olimpo Origem tem um custo de 0,05€ por grama, enquanto as restantes apresentam um custo de 0,04€ por grama. As Barras Olimpo quando adquiridas em pack ou num mínimo de 5 unidades sofrem um desconto, que altera o custo das Origem para os 0,04€ por grama, mas sendo mínimo nas restantes variantes.

Composição Energética

A composição energética das barras é toda ela muito idêntica:

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A BEQ tem cerca de metade do peso de qualquer uma das barras Olimpo o que para obter a mesma eficiência de uma barra Olimpo obriga a transportar duas barras.

Textura e Sabor

Aqui entra a parte mais subjectiva da análise.

Tal como referi quando escrevi aqui, na BEQ o sabor agrada-me, não sendo doce nem amarga, e ao contrário das barras energéticas processadas que se tornam intragáveis para mim ao fim de comer 2 ou 3, esta é a barra que me faz apetecer ir correr só para ter um pretexto para comer mais uma. A textura agrada-me e o sabor agrada-me. Gosto da mistura do mel com a alfarroba.

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As barras Olimpo Origem são barras de cereais, energéticas e naturais que contêm: aveia, nozes, manga, tâmaras, mel, sementes de abóbora e girassol, pólen de mel e sementes de chia e sal. A distribuição do sal nem sempre é uniforme, já tendo comido barras mais doces numa extremidade e salgadas na outra, mas esse é um mal menor. Gosto do travo doce do mel e comem-se bastante bem.

As barras Olimpo Tour são em tudo idênticas às barras Origem mas com mais açúcar. O sabor é agradável, come-se igualmente bem, mas a dose extra de açúcar faz com que algumas vezes não consiga comer uma barra toda de uma vez. Como metade, guardo metade, e termino a degustação 15/20 minutos depois.

As barras Olimpo RED são talvez as minhas preferidas dentro das barras Olimpo. Contêm: aveia, avelãs, arandos, mirtilos e morangos desidratados, mel, sementes de abóbora e girassol, e a juntar ao sabor muito agradável, são mais moles que as Origem e Tour, tornando muito fácil a mastigação desta barra.

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Por fim as barras Olimpo de Noz. São barras de noz muito estaladiças, as mais duras das quatro que aqui comparo, e contêm: aveia, nozes, mel, sementes de abóbora e girassol. São boas para alimentar e desenjoar.

Conclusão

Quer a Barra Energética de Querença quer qualquer uma das barras Olimpo que experimentei, são alternativas muito válidas a todas as barras energéticas processadas e pouco ou menos naturais que os grandes fabricantes nos propõem. Alimentam, têm sabores agradáveis e naturais, não causando a recorrente sensação de enjoo que as barras energéticas processadas geralmente me causam.

É difícil eleger uma barra como sendo superior às outras. As composições energéticas são muito semelhantes, e é o gosto pessoal de cada um que fará optar por maior quantidade de uma ou de outra qualidade. Pessoalmente gosto muito da Barra Energética de Querença, mas não dispenso qualquer uma das barras Olimpo que experimentei para poder variar os sabores ao longo das horas.

O processo de compra e de atendimento ao cliente é algo que ainda pode se melhorado, sobretudo nas Barras Olimpo. Em pleno século XXI é difícil compreender um modelo de negócio online que não seja expedito e eficaz.

Se costumam utilizar barras energéticas, a minha opinião é de que devem dar uma oportunidade a estas e experimentar. Vão constatar que terão uma agradável surpresa.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

A alimentação no UTMB

O que comer numa corrida de 170 Km montanha acima e montanha abaixo, é uma pergunta que muitos fazem e para a qual não há uma resposta única, é aquele tipo de pergunta que podemos dizer que é para 1.000.000,00 €.

Também não tenho a resposta correcta para esta pertinente questão, penso que é uma questão de testar diferentes soluções até se encontrar aquela que menos irá perturbar a nossa actividade, e irei partilhar aqui qual vai ser a minha estratégia para os 170Km do UTMB.

Um facto que quase todos conhecemos é o de que é difícil comer quando se está a realizar um esforço físico, neste caso particular correr. O porquê disso acontecer é de simples resposta, temos uma quantidade limitada de sangue no corpo e esta não consegue alimentar os músculos e a digestão em simultâneo quando ambos os processos estão a ser fortemente requisitados, por isso os atletas mais rápidos e de elite sofrem bastante mais deste problema do que eu e demais atletas mais lentos.

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Outro facto conhecido é o da importância de nos alimentarmos bem durante este tipo de provas. A justificação também é simples, um atleta de elite demora mais de 24 horas para concluir o UTMB, realisticamente irei demorar mais de 40 horas para concluir os mesmos 170Km, pelo que experimentem estar 2 dias sem comer e verão se não vão ter fome. Agora imaginem 2 dias sem comer enquanto fazem exercício físico intenso, e vão perceber como é importante uma boa alimentação.

O importante agora é conseguir a união dos dois factos em cima, tentando antecipar o melhor possível estas variáveis da necessidade de comer com a dificuldade em comer, obtendo a melhor receita possível.

Vamos então à minha receita alimentar para o UTMB, que claro já está treinada e assim espero que possa funcionar tranquilamente como em todos os treinos que fiz. Sendo uma “receita” feita por mim e para mim, poderá não funcionar bem com qualquer outro de vocês, mas pelo menos podem ficar com uma ideia para fazer os vossos próprios planos.

Há 4 vectores que temos de considerar para alimentar numa prova:

  • Carboidratos para o cérebro. Com quantidades de açúcar insuficientes no sangue, as funções mentais podem degradar-se e causar impactos na disposição, criar depressão, ou diminuir as capacidades cognitivas que podem levar a muitas decisões erradas durante a prova. Em alguns casos poderá reduzir as capacidades motoras tornando a corrida ainda mais difícil.
  • Carboidratos para as funções musculares. Os músculos requerem carboidratos e gordura para funcionarem, sendo que os carboidratos estão limitados no nosso corpo (em média cada pessoa tem cerca de 2000 calorias de reservas de hidratos de carbono).
  • Proteína para proteger os músculos. Está demonstrado que o consumo de proteína protege os músculos e melhora a recuperação durante o exercício. Proteína e hidratos de carbono em conjunto melhoram a resistência em prova, do que apenas os carboidratos isolados.
  • Gordura para as funções musculares. O corpo humano tem mais reservas de gordura do que a necessária para uma corrida como o UTMB (e no meu caso bastante mais do que a necessária). No entanto é benéfico continuar a ingerir alguma gordura.

Para um atleta de elite a referência é de 1g de carboidratos/kg/hora de esforço. Para um atleta do fundo do pelotão como eu, a referência é uma dose de cerca 40g de carboidratos a cada 45-60 minutos de esforço.

Isto coincide mais ou menos o mito de “comer de hora a hora” de que tanto se fala no meio do pelotão.

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Por opção não tomo géis. Reconheço a facilidade de utilização e a rapidez com que os nutrientes são absorvidos, mas por outro lado são viscosos demais para o meu gosto, o sabor é muito enjoativo, e ao fim de tomar 2 ou 3 já estou enjoado e não consigo comer mais nenhum.

O ano passado, no Ultra Trail Cotê d’Azur Mercantour, de características muito semelhantes ao UTMB, a minha alimentação foi sobretudo barras energéticas e sandes mistas de presunto e queijo. As barras energéticas eram da Gold Nutrition mas, apesar de reconhecer mais uma vez a facilidade de utilização, sofrem quase do mesmo mal que os géis, ao fim de comer 3 ou 4, já me é muito difícil comer mais alguma. São enjoativas, a massa que se cria na boca ao mastigar tem uma consistência que não me agrada, tornando-se um sacrifício muito grande dentro da dificuldade que já é correr uma prova destas.

Procurei assim outras alternativas no mercado, mais naturais, e que pudessem corresponder às necessidades energéticas que preciso para o UTMB. Apostei no mercado nacional e tenho experimentado, com sucesso, as barras energéticas BEQ e as barras energéticas Olimpo.

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Barra Energética de Querença

As barras energéticas BEQ ou Barra Energética de Querença, descobri no ano passado quando participei na I Corrida Vertical Aquashow, e soube-me muito bem quando experimentei pela primeira vez. Esta é uma barra energética 100% natural, feita à base de frutos secos e mel do barrocal algarvio. A textura agrada-me, o sabor agrada-me, não sendo doce nem amarga, e ao contrário das barras energéticas processadas que se tornam intragáveis para mim ao fim de comer 2 ou 3, esta é a barra que me faz apetecer ir correr só para ter um pretexto para comer mais uma.

As barras energéticas Olimpo descobri mais tarde. Na prática tenho o conhecimento da sua existência há bastante tempo, mas apenas este ano experimentei estas barras. As Olimpo têm diversas variantes, recaindo a minha preferência pelas barras Origem, Tour, Red e Noz. As Barras Olimpo são barras energéticas de produção artesanal, de fabrico caseiro, sem corantes nem conservantes, com um sabor natural e delicioso. Não querendo ser redutor estas barras são uma espécie de nougat mais refinado e vocacionado para a actividade desportiva.

As barras Origem são barras de cereais, energéticas e naturais que contêm: aveia, nozes, manga, tâmaras, mel, sementes de abóbora e girassol, pólen de mel e sementes de chia e sal. A distribuição do sal nem sempre é uniforme, já tendo comido barras mais doces numa extremidade e salgadas na outra, mas esse é um mal menor. Gosto do travo doce do mel e comem-se bastante bem.

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As barras Tour são em tudo idênticas às barras Origem mas com mais açúcar. O sabor é agradável, come-se igualmente bem, mas a dose extra de açúcar faz com que algumas vezes não consiga comer uma barra toda de uma vez. Como metade, guardo metade, e termino a degustação 15/20 minutos depois.

As barras RED são talvez as minhas preferidas dentro das barras Olimpo. Contêm: aveia, avelãs, arandos, mirtilos e morangos desidratados, mel, sementes de abóbora e girassol, e a juntar ao sabor muito agradável, são mais moles que as Origem e Tour, tornando muito fácil a mastigação desta barra.

Por fim as barras de Noz. São barras de noz muito estaladiças, as mais duras das quatro que aqui comparo, e contêm: aveia, nozes, mel, sementes de abóbora e girassol. São boas para alimentar e desenjoar.

A estas cinco barras energéticas, tenho de juntar as insubstituíveis sandes de presunto e queijo. Duas fatias de pão de forma integral com uma fatia de queijo flamengo light e uma fatia de presunto. No Ultra Trail Cotê d’Azur Mercantour do ano passado, sentei-me refastelado numa pedra a quase 2500 metros de altitude enquanto via o sol-pôr atrás dos Alpes Marítimos, sem mais ninguém à minha volta, só eu e a minha sandes de que queijo e presunto. Só faltou mesmo um copo de tinto para a sublimação do estado de espírito ser completa.

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A isto há ainda que juntar um chocolate preto com 72% ou mais de cacau, e o Fast Recovery que irei beber mais ou menos de 30 em 30 quilómetros.

Feitas as contas são cerca de 2,2Kg de comida para transportar, que correspondem a 1092g de carboidratos, 259g de proteína, e 9075Kcal. A título de curiosidade, numa corrida deste género costumo perder cerca de 25000 a 30000 calorias.

Em resumo será algo muito semelhante à tabela em baixo:

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Em termos teóricos necessitarei de 1840g de hidratos de carbono e só transporto 1092g. As restantes 750g espero obtê-las nos três abastecimentos com refeição quente, onde geralmente há massa e sopa para comer. Nos restantes abastecimentos também picarei o que lá houver e que me esteja a apetecer no momento, tipo fruta ou outros salgados diferentes dos que transporto comigo.

Por fim mas não menos importante, refiro a necessidade de consumir electrólitos com muita frequência. Sódio, magnésio, potássio e bicarbonato de sódio, são sais que se perdem em quantidades elevadas numa prova tão dura, e que não se pode falhar na reposição. Há comprimidos para este fim mas eu prefiro misturar uma saqueta de Gold Nutrition 4 Active Electrolytes num dos meus bidons de água. Têm um sabor ligeiro a lima limão, são fáceis de misturar e diluir e são os meus preferidos desde há muito tempo a esta parte. Cada saqueta tem 3 gramas, pelo que são fáceis de transportar.

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Uma nota final sobre a cafeína, pois também a irei tomar algures durante a prova. Cada pessoa responde de forma diferente à cafeína, pelo que o limite de dose recomendada varia de atleta para atleta. Em geral é recomendado não ultrapassar as 200 a 300 miligramas por dia, de forma a evitar efeitos colaterais negativos, como a privação do sono, náuseas, cólicas, ansiedade, fadiga, dores de cabeça e problemas gastrointestinais. Os corredores que competem com cafeína em excesso no seu corpo podem experimentar efeitos secundários adicionais, tais como rigidez muscular, cólicas e desidratação. Ultrapassando uma dose de 500 miligramas, corre-se o risco de efeitos secundários mais graves, que podem incluir náuseas, palpitações cardíacas, diarreia e tremores. Dito isto, levo comigo um comprimido de 200mg, partido em 4 partes iguais, para dar uma energia extra sempre que for necessário mas sem excessos por demais.

Uma nota muito importante e que nunca se deve esquecer: Os electrólitos desempenham um papel importante na regulação do ritmo cardíaco. Combinar a cafeína com um distúrbio grande nos electrólitos, situação muito comuns na fase final de uma ultramaratona, pode ser um factor de risco e que poderá causar problemas no coração de atletas menos rigorosos com a preparação da sua alimentação.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

E este fim-de-semana foi a acompanhar o MIUT

Este foi um fim-de-semana cheio de emoções, não na primeira pessoa, mas sim a acompanhar todos os amigos que foram correr o Madeira Island Ultra Trail.

Uma primeira honra aos vencedores, Zack Miller que pulverizou a concorrência ao concluir os 115 Km em menos de 14 horas nos homens, e a francesa Caroline Chaverot com 15 horas de prova a vencer nas mulheres, tirando mais de 3 horas ao tempo da Ester Alves que venceu o ano passado. Ambos os tempos extraordinários face às edições anteriores.

Vejam o vídeo impressionante do abastecimento do Zack Miller, segundo consta o mais longo que fez ao longo da prova, clicando aqui.

Nos amigos, foram tantos a participar que não vou conseguir mencionar todos, pelo que da meia dúzia que me é possível agora lembrar destaco:

A Sofia Roquete e a Nádia Casteleiro, a primeira pelo excelente sexto lugar na classificação feminina e primeiro lugar entre as atletas portuguesas. É notável a sua evolução e aprendizagem ao longo dos últimos meses. Com método e alguma sorte ainda vai muito longo no Trail Running. A segunda pela perseverança e capacidade para ultrapassar os 115 Km em mais de 30 horas. Eu, por experiência própria, sei que não é nada fácil.

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O Rui Pedro Julião a conquistar um fantástico 3ºLugar no seu escalão.

O Rui Pires, o Lourenço Bray e o Eduardo Pinto, que partiram com o sonho de chegar a Machico, mas que por motivos diversos foram forçados a abandonar a prova. Todos eles têm a certeza que num próximo ano irão de novo ao MIUT e vão chegar ao fim e, pessoalmente, não tenho nenhuma dúvida disso.

O Rui Pedro Julião e o Luís Roque, o primeiro por ter terminado em terceiro lugar no seu escalão, depois de tantas peripécias com o voo para o Funchal. É um verdadeiro exemplo para todos nós. O Luís porque foi o último atleta a cruzar a meta, com mais de 31 horas de corrida, a mostrar toda a fibra e coragem para chegar ao fim. Igualmente um verdadeiro exemplo para todos.

A todos os outros, muitos parabéns pela vitória que é terminar o MIUT, e para o ano há mais!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

MIUT 2016 – Race Preview

Com a entrada do MIUT no Ultra-Trail World Tour, o número de atletas de topo participantes na edição deste ano aumentou significativamente.

Infelizmente não tenho disponibilidade no momento para fazer uma Race Preview ao melhor estilo do Ian Corless , mas repare-se na lista de atletas presentes:

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Luis Fernandes a defender o título conquistado o ano passado, Armando Teixeira a tentar reconquistar o primeiro lugar que já foi seu, e um cartaz de nomes sonantes do Ultra Trail mundial como Sange Sherpa, Jordi Bes, Iker Karrera, Zack Miller, Tofol Castaner, Miguel Heras-Hernandez ou Antoine Guillon, entre muitos outros. A luta pelo pódio será cerrada e, certamente, muito interessante de acompanhar.

Já no escalão feminino conseguirá a Ester Alves defender o título conquistado em 2015? A 12ª do ranking mundial, Carolina Chaverot, foi à Madeira para dar luta. Ou será que a suíça Andrea Huser que tem aparecido em grande forma em corridas recentes vai conseguir chegar ao primeiro. Será uma luta a acompanhar com interesse, já que há ainda mais três ou quatro atletas que poderão intrometer-se na luta pelo primeiro lugar, como a Emilie Lecomte, a Mélanie Rousset, a Juliet Blancher ou a Lucinda Sousa que venceu em 2014. Haverá ainda lugar para a Sofia Roquete, recente vencedora do UTAX, se afirmar no meio destas estrelas? Vamos aguardar e ver o que acontece.

Entretanto partilhem por aqui quais os vossos favoritos para o pódio desta edição do MIUT. Não há prémios para os apostadores mas haverão, pelo menos, momentos de boa disposição.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Acompanhar o MIUT 2016

O Madeira Island Ultra Trail é sem dúvida uma prova que marca qualquer atleta que por lá passa.

O ano passado tive a oportunidade de participar e claro, fiquei fã desta prova, pelo que este ano tenho-me deliciado a acompanhar todos os amigos que por lá vão iniciar a sua corrida mais logo.

Nesta estreia do MIUT no calendário do Ultra-Trail World Tour, a prova ainda não começou e muitas peripécias já aconteceram. Primeiro as chuvas e os ventos fortes que têm assolado a ilha da Madeira, começaram por fazer voar a tenda principal de apoio à organização da prova, sendo necessário encontrar uma alternativa de recurso pela organização, tarefa que já foi concluída com sucesso. Depois os atletas que planearam a sua viagem para a noite de ontem viram os seus voos cancelados, encontrando-se em viagem durante a manhã de hoje, o que obviamente vai roubar algum do repouso e tranquilidade previstos para o dia do início da prova.

Este mau tempo vai aumentar um pouco a dificuldade da prova e obrigar os atletas a ter cuidados redobrados no material que levam. A subida para os Estanquinhos deverá ser feita com particulares cuidados no que diz respeito ao equipamento que levam, já que vai ser feita de noite, e o vento e o frio vão-se fazer sentir bastante. O ano passado a noite estava primaveril, mas nos últimos 5 quilómetros da subida arrefeceu bastante, com ventos gelados e até algumas pingas. Não descurem mesmo esta subida nocturna. Se tiverem thermopads não hesitem em aquecerem-se, mas vale manterem-se quentinhos do que entrar em hipotermia.

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Não vou enumerar todos os amigos que vou acompanhar porque a lista seria exaustiva e ainda me ia esquecer de alguém, mas vou de certeza acompanhá-los na partida na RTP Madeira e online aqui, e vão-me ajudar a reviver toda a prova como se lá estivesse de novo.

Boa sorte a todos os que vão andar pelo MIUT. Divirta-se e não se constipem!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!