Alcains Trail Camp – Dia 2

O segundo dia do Alcains Trail Camp prometia. Ia ser a minha estreia a correr na Serra da Gardunha.

O percurso foi preparado pelo Miguel Batista e o track apresentava cerca de 30 Km, a primeira metade sempre a subir, a segunda metade sempre a descer, e uma “ligeira” subida no final para acabar em beleza.

A noite foi bem dormida mas pouco dormida. Entre jantar, ir para o solo duro, cumprir a rotina de higiene, deitar e dormir, já seria mais de uma da manhã quando adormeci. A alvorada foi às 6h00.

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Actualmente este é um dos meus maiores pontos fracos, preciso dormir para recuperar e acordar fresquinho. Dormi um pouco menos de 5 horas pela terceira ou quarta noite consecutiva, e sentia um pouco de cansaço a esse nível. Mas olhando ao redor do pavilhão, parecia que ninguém se queria levantar para a jornada do dia, apesar de haver múltiplos alarmes a tocar.

Lá me levantei, fui à casa de banho e os meus olhos não enganavam, parecia aquele Pokémon de que não me lembro o nome, tal estavam os meus olhos inchados.

A jornada ia começar em Castelo Novo e lá nos pusemos todos a caminho. Mais uma vez todos nos atrasámos aqui e ali e mais uma vez começámos o treino um pouco atrasados. Tudo sem stress e todos bem-dispostos, com um espirito de camaradagem muito saudável.

Lá começamos o treino. As minhas pernas estavam bem considerando que tinha feito 50 Km no dia anterior. O pulmão também não se queixava. Mas os olhos estavam pesados… No fundo estava com uma preguiça transcendental, queria correr mas a cabeça não deixava, estava difícil de acordar.

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E assim os tubarões fugiram mais uma vez. Subiam que nem uns tubarões loucos a cheirar sangue fresco e rapidamente os perdi de vista, sobrando meia dúzia de carapaus de corrida lá mais para trás.

Os primeiros 14Km do percurso foram sempre a subir, sendo que os primeiros 9Km foram quase sempre por estradão, logo bastante “corriveis”. A partir do quilometro 9 entrámos numa das rotas da Serra da Gardunha, que percorre quase sempre a crista da serra, logo um percurso muito bonito. Fiz este troço sozinho, e tal como no primeiro dia tive de ir a navegar entre o GPS, as mariolas e as marcações da rota, e demorei mais tempo do que o previsto nesse troço, mas lá consegui chegar às antenas e ao marco geodésico instalados no ponto mais alto da serra. A descida foi muito interessante num trilho pelo meio de enormes barrocos de pedra. Descida muito técnica e bonita de se fazer.

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O percurso continuou sempre a descer até uma aldeola de nome Casal da Serra. O troço variou entre estradão e algum alcatrão e era propício a dar velocidade às pernas, mas a minha preguiça não me permitiu passar de um certo ritmo mais moderado. Chegado a Casal da Serra, não tendo encontrado uma fonte, fui à taberna local e bebi a primeira jola de hidratação, enquanto reabasteci os bidons com água. Na taberna um dos habitantes locais, ficou muito surpreso por eu vir das “antenas” e partilhou que nunca lá tinha ido, apesar de viver ali desde sempre!

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
06:19:58 05:14:50 33.45 6.38 16.56 1,252.00
hours hours km km/h km/h meters

Após esta paragem, recomecei o percurso em direcção a Louriçal do Campo. A par do troço pela crista da serra, este foi um troço de beleza impar. O trilho seguiu em grande parte paralelo ao Rio Ocreza, com muitas piscinas naturais onde apetecia dar um mergulho, com muitos vestígios e ruinas das azenhas que aí trabalhavam no passado, e uma vegetação muito luxuriante, tornando este troço um verdadeiro passeio de corrida. E chegado a Louriçal do Campo, já com 26 Km nas pernas, fiquei contente por não seguir em direcção ao Piodão que dista dali 72Km, mas sim em direcção a Castelo Novo à distância uns míseros 8Km. Estava já no estado de espirito em direcção a Castelo Novo, quando ao passar pelo café local vejo o Serradas Duarte, a Mariana e o Luis Matos, em animada tertúlia entre minis e tremoços. Lá tive de ficar com eles a hidratar mais um pouco, e assim atrasar a chegada a Castelo Novo.

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Arrancámos, muito a custo, os quatro, mas aquela última subida, o calor e a preguiça que nunca me largou, não me permitiram seguir com eles durante todo o troço até final.

Chegados a Castelo Novo, foi tempo de mergulhar na piscina fluvial e aproveitar a água geladinha para um tratamento rápido de crioterapia.

Foi um percurso muito bonito, com troços rápidos, troços técnicos, paisagens fabulosas, sem dúvida para repetir num dia destes.

O Trail Camp encerrou com um almoço nas piscinas de Alcains, onde quase todos tinham tanta fome como vontade de ir dormir uma sesta. Como já estávamos em período de recuperação ainda houve lugar a uma prova de queijos da região.

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Resta-me agradecer ao Didier Valente pela organização de todo este Trail Camp, e a todos os participantes pela boa companhia e momentos que proporcionaram

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Alcains Trail Camp – Dia 1

O primeiro dia do Alcains Trail Camp foi brutal.

O menu era apelativo: ponto de partida em Alvoco da Serra, subir o 1,5 Km vertical até à Torre, descer até à Loriga, mais 1 Km vertical até à Torre e descer 1 Km vertical até Alvoco da Serra. O total, cerca de 50Km e 3500m de desnível positivo pela Serra da Estrela.

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A alvorada foi às 5h00. A partida seria às 7h00, mas os mais de 30 bravos do pelotão foram-se atrasando aqui e ali, e acabámos por começar já depois da 8h00.

O grupo era de meter medo, tal o número de tubarões ali presentes, Miguel Batista, José Serrano, Bruno Fernandes, Didier Valente… só para citar alguns. Não iria ser fácil, ou melhor, não seria possível de todo segui-los, pelo que tinha o track bem estudado pois já previa que iria andar muito tempo sozinho na serra.

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Os primeiros 4km foram de aquecimento a descer em direcção ao ponto de início do 1,5Km vertical. O pelotão seguiu compacto apesar do ritmo já vivaço. Afinal a descer todos os santos ajudam e de certeza que ali ainda iam muitos santos a acompanhar-nos.

O pior foi depois.

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Começa a subida, os tubarões mantiveram o ritmo vivaço, e o pelotão lá se foi partindo aqui e ali formando-se diversos grupos a diversos ritmos. O quilómetro e meio vertical tem pouco menos de 12Km de distância, e dizem as más-línguas que os tubarões subiram em cerca de duas horas. As mentes, pernas e/ou pulmões menos preparados, demoraram quase três. (Treinasses!…)

O troço da Torre até Loriga foi talvez o mais confuso. O track disponibilizado não tinha muitos pontos e quase deixava à imaginação de cada um a direcção a seguir, pelo que aqui houve enumeras variantes seguidas por cada um dos pequenos pelotões que se formaram.

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Eu ia ao meu ritmo e acabei seguindo sozinho neste troço. Segui as “minhas” regras básicas de orientação: tentar seguir o rumo que o GPS me dava entre pontos, seguir as marcações da rota do Vale Glaciar da Loriga, e seguir as mariolas para perceber e/ou descobrir o trilho, e assim consegui nunca me perder, consequência que muitos outros amigos tiveram talvez por efectuarem uma orientação menos atenta.

O reverso da medalha foi o de que com tanta orientação não conseguia manter um ritmo de corrida consistente, mas nesta altura do campeonato o que me interessa é chegar inteiro a Chamonix.

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O Vale Glaciar da Loriga é espectacular. Apesar de estar no programa há muito tempo, nos últimos dois anos os fogos andaram lá perto e impediram sempre que fizesse este percurso por altura dos meus Trail Camps. Trilhos técnicos qb, algumas partes rolantes, cães a guardar rebanhos aqui e ali, alguns turistas a fazerem caminhadas, cruzei-me com um pouco de tudo neste troço. Cheguei à Loriga e o grupo dos tubarões já tinha almoçado e iniciava o percurso de regresso. Deixei-os ir e aproveitei para comer qualquer coisa também.

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Fiz-me ao caminho de volta que não queria chegar muito atrasado

A subida de Loriga para a Torre, pela hora do calor, custou bem mais que a descida da Torre à Loriga. Na subida inicial do troço Loriga – Torre, cruzo-me de novo com um grupo de caminheiros com quem já me tinha cruzado perto da central hidroeléctrica enquanto fotografavam um rebanho, os cães da serra e o pastor que os guardava. Cinco ou seis homens já barrigudos, equipados com máquinas fotográficas e objectivas quase proporcionais às suas barrigas. A caminho da Loriga passei por eles a correr, cumprimentei-os com um “bom dia”, que eles simpaticamente retribuíram enquanto pensavam “olha para este maluco aqui a correr”. Não comentaram mas de certeza que o pensaram. No regresso à Torre, antes de mim passou por eles o grupo dos Tubarões e quando se cruzaram de novo comigo não resistiram a comentar entre gargalhadas: “Você tenha juízo!!! Vai aí um grupo de malucos a correr serra acima… são doidos!!!” Desmanchei-me a rir enquanto visualizava tão bem esta imagem e só consegui responder: “não se preocupem que quem tem a chave do carro sou eu”.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
11:04:22 08:42:03 45.85 5.27 16.56 3,103.30
hours hours km km/h km/h meters

Enquanto subi à Torre fui-me cruzando com outros amigos que seguiam em direcção à Loriga. Uns porque se perderam, outros porque iam mais devagar, e afinal só sobrava eu para além dos tubarões a fazer o percurso inverso até Alvoco da Serra. Apesar da subida dura e do calor, segui tranquilo até à Torre, onde me aguardavam umas nuvens e vento fresco que me acompanharam na descida até ao Alvoco. Desci o quilómetro vertical tranquilamente para não danificar o material, e quando cheguei ao Alvoco já os tubarões tinham desfrutado da piscina e iam partir rumo à base em Alcains. Não tive outro remédio senão continuar a “correr”, enquanto mudei de roupa e me coloquei no encalço dos tubarões. Só vos posso dizer que de carro é bem mais fácil ir atrás deles, ou não fosse o meu apelido Gião.

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O repasto na Tasca do Manel foi mais uma vez muito bom, já na recepção de 6ªfeira o tinha sido também, e recuperámos as calorias entre um rolo de carne e uns tentáculos de polvo, com diversas guarnições à mistura. O recolher aconteceu já depois da meia-noite e muitos foram dormir com um ratinho no estômago com o desejo de ter comido uma fartura, que não havia na festa de Escalos de Cima.

Até o dormir foi a correr pois a alvorada para o segundo dia seria às 6h00.

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Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Domingo de Sol, Mar e Serra

Hoje o track levou-me a fazer uma das minhas voltas preferidas, um percurso entre as arribas e a Serra de Sintra, uma versão reduzida do percurso do treino “Entre o Mar e a Serra” que em tempos foi dinamizado pelo amigo Xavier.

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Praia da Adraga 7h45, muito fresquinho. Nove graus e uma brisa fresca no ar, os raios de sol que se adivinham por trás da serra ainda não estavam altos o suficiente para me poderem aquecer. Na subida da praia para a arriba, pude então receber esse calor tão especial do sol ainda a nascer. O treino estava definido como lento, para aproveitar e desfrutar das cores fantásticas com que o sol outonal estimula esta paisagem.

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A praia da Adraga lentamente ficou para trás e as vistas do topo da arriba seguiam fantásticas, com o vermelho do sol, o azul do mar e o verde das plantas que circundavam o trilho, a provarem o porquê de estas cores primárias criarem toda uma palete de cores incríveis.

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Com este estado de espirito ficaram para trás as praias do Cavalo, do Carneiro, da Ursa e da Aroeira, onde o trilho foi um verdadeiro sobe e desce até ao Cabo da Roca. Uma pausa para mais umas fotos, e toca a descer o trilho do Cabo da Roca para voltar a subir do outro lado da encosta, como quem vai para a Praia de Assentiz. Mais um sobe e desce, num trilho não foi muito visitado nos últimos tempos e que por estar fechado causou alguns arranhões, até chegar às rochas sobre o mar, onde recordei a ventania e as fotos que tirei há uns meses atrás com o amigo Vargas, esse malandro…

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Era altura de subir em direcção à Peninha. Mudança de rumo, saí da arriba, e subi o trilho até ao Moinho do Dom Quixote, subindo ora pelo estradão ora pelos single tracks até à Peninha.

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Chegado ao ponto mais alto da aventura de hoje, iniciei a descida até ao carro, foram mais 10 quilómetros que se não foram sempre a descer foram quase. Downhill do trilho da Viúva, seguindo pelo trilho até Colares, um pouco de alcatrão e trilho de novo até Almoçageme, onde terminei com a famosa descida da duna até à Adraga.

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Uma volta 5 estrelas, com uma variedade de trilhos e single tracks fabulosos, daqueles que dão mesmo muita vontade de quase não correr e apenas desfrutar a paisagem.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:09:59 02:49:49 20.82 7.35 32.76 910.60
hours hours km km/h km/h meters

Hoje foi assim, uma manhã de ritmo calmo, a aproveitar o sol, o mar a serra, e absorver aquela energia tão boa que estes elementos nos conseguem transmitir.

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Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

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Não fiquem aborrecidos à espera dos atrasados. Se querem ir mais depressa vão de autocarro! 🙂

Quantos KMS de Sonhos vamos alcançar?

Esta é daquelas acções que temos de ajudar e para tal temos de ajudar o meu amigo Manuel a realizar o sonho de três crianças.

O Manuel vai tentar conquistar o seu sonho de percorrer a “Corrida de Endurance de montanha mais difícil do Mundo”, o Tor de Géants. E para que este seu sonho faça mais sentido, decidiu aliá-lo ao sonho de três crianças. Para isso, juntou-se à Terra dos Sonhos para tornar possíveis os sonhos do Rodrigo, do Alex e do João.

O” Tor de Géants” – Corrida dos Gigantes, é uma corrida de montanha ininterrupta, com 330km e duração máxima de 150h (6 dias e ½). Decorre de 13 a 20 de Setembro em Courmayer, no coração dos Alpes Italianos.  O percurso é circular, à volta do Vale de Aosta, percorrendo os 25 picos deste vale acima dos 2.000m e alguns acima dos 3.000m, num total de 24.000m de desnível positivo. É denominada a “Corrida de Endurance de montanha mais difícil do Mundo”.

O Manuel tem o sonho de concluir esta prova e decidiu aliar a esse sonho, o sonho de três crianças. Para isso, juntou-se à Terra dos Sonhos para tornar possíveis os sonhos do Rodrigo, do João e do Alex, todos eles com uma doença crónica.

O Rodrigo consegue andar pelo seu próprio pé e sem ajudas, mas com o avançar da doença começa a apresentar alguma dificuldade em alguns movimentos e cansa-se facilmente. O João tem 10 anos. Há cerca de um ano recuperou da doença, revelando-se um verdadeiro guerreiro por acreditar na sua recuperação, fazendo parecer fáceis todos os tratamentos por que passou. Infelizmente os mais recentes resultados apontam para uma recaída da doença.

O Sonho do Rodrigo e do João é conhecer as personagens da Disney, pois elas são a prova viva de que tudo o que sonhamos, somos capazes de fazer acontecer, como foi o caso do próprio Walt Disney. Falar com o Mickey, rir com o Pateta ou pura e simplesmente danças com a Branca de Neve são uma enorme alegria para todas as crianças e até para os pais. Imaginem o que será para alguém que precisa tanto de aumentar o seu horizonte de sonho e de possibilidades. Vamos ajudá-los a realizar este sonho?

O Alex tem 9 anos, adora o Ricardo Araújo Pereira e ouve a mixórdia de temáticas todos os dias na Rádio Comercial, e fica muito entusiasmado quando fala do RAP e do Nuno Markl. Ele adora carros, principalmente os da Mercedes. Tem o grande sonho de visitar a fábrica da Mercedes Benz e nós queremos que o seu sonho se torne realidade!

Ajuda a concretizar estes sonhos como forma de transmitirmos ao Rodigo, ao João e ao Alex uma mensagem de esperança na possibilidade de realização dos seus objetivos mais inspiradores, levando-os a ir mais longe do que as suas circunstâncias, condicionamentos e limitações. Estes pequenos grandes momentos, sabemos bem por experiência, podem ajudar estas três crianças e as suas familias a viverem estes momentos difíceis com muito mais forças. Contribui com os teus kilómetros de sonhos!

Toda a informação sobre esta acção e como podem contribuir está disponível clicando aqui.

Boa sorte para o sonho do Manuel, que os sonhos do Rodrigo, do João e do Alex vão de certeza ser realidade.

Ah e tal, um presente envenenado

Há uns dias atrás convidaram-me para um treino nocturno, a acontecer amanhã, pela Serra da Arrábida.

Ah e tal, vamos fazer o trilho do javali, são mais ou menos 30 quilómetros – disseram-me.

Não sei bem de onde, emergiram umas vozes: ah e tal, eu nesse dia tenho é de fazer um treino de 7 horas, não se arranja um track para as quatro horas seguintes?20141116 AUT 8

O organizador logo respondeu: ah e tal, é na boa, e eu até faço o resto desse treino contigo.

Entretanto já outras vozes tinham igualmente emergido: ah e tal, isso é que era fixe, um treino de 7 horas, vamos nessa.

Passaram uns dias, os candidatos a um treino de sete horas, a decorrer amanhã, à noite, na Serra da Arrábida, foram aumentando, mas eis que surge uma notícia perturbadora: o organizador afinal não vai poder guiar o treino que propôs.

Ouvem-se uns ruídos, uns resmungares silenciosos, umas interjeições de que vamos à mesma fazer o treino amanhã, e eis que de mero participante sou promovido a organizador!

Ah e tal, que belo presente envenenado que recebi!

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Usando a terminologia do Sr. Ribeiro, neste shark tank é desta vez um peixinho que vai guiar tubarões.

O treino começa às 22h00 de Sábado, e o track, perfil altimétrico e outras mariquices estão disponíveis clicando aqui.

Tem partida e chegada junto da Fonte das Adegas José Maria da Fonseca em Azeitão, e tentaremos que tenha um ritmo Allegro. São 57 quilómetros e 2000m D+, nada a que não estejamos habituados.

Deixo aqui o convite, para quem tiver as vacinas em dia e quiser aparecer para se juntar ao treino, será bem-vindo.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Trail Lousa – Capital do Queijo Fresco

Não estava no meu programa participar no I Trail Lousa – Capital do Queijo Fresco, mas já que não pude participar no Estrela Grande Trail no fim de semana passado e Lousa é mesmo aqui ao lado, vou cumprir mais uma etapa do meu plano de treinos pelos simpáticos 23 quilómetros de sobe e desce na Capital do Queijo Fresco.

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Apareçam também e venham divertir-se nesta prova que promete muita diversão.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

3º Trilho das Lampas

Se as provas de trilhos fossem miúdas giras a participar num concurso de beleza, o Trilho das Lampas tinha sempre garantido o prémio da Miss Simpatia. Quando em 2012 participei pela primeira vez na Meia Maratona de São João das Lampas, logo percebi que tudo ali era diferente. Muito se tem falado sobre o “espirito do trail”, e não me parece nada exagerado falar no “espirito das Lampas”. “Espirito” encabeçado na figura do carismático Fernando Andrade, que promove e dinamiza estas duas provas, (Meia Maratona de São João das Lampas e Trilho das Lampas), de uma forma exemplar como poucos. São João das Lampas, uma freguesia pacata do concelho de Sintra, que nos dias em que ocorrem estas provas toma uma dimensão desmesurada, sendo que no passado Sábado voltou a receber um pelotão de atletas com toda a simpatia e deferência para o 3º Trilho das Lampas.

Foto de Paulo Sezilio Fotografia

Este ano o Trilho das Lampas é uma das provas que faz parte do Circuito Nacional de Trail Curto da ATRP, o que desde logo suscitou ainda mais interesse e interessados em participar nesta prova. Foram 900 os inscritos para a 3ª edição do Trilho das Lampas dos quais 805 cortaram a meta, o primeiro classificado com 1h21 de prova, o último classificado com 3h43. Os 20 quilómetros que compuseram esta corrida, com partida e chegada em São João das Lampas, diferiram um pouco das duas primeiras edições nos quilómetros iniciais do percurso. A quase duplicação de número de atletas nesta terceira edição, obrigou a que se estendesse a fase inicial mais rolante de 1 para 2 quilómetros, de modo a alongar o pelotão e tentar mitigar o “entupimento” natural no primeiro single track (a subir), que ocorre logo por volta do quilómetro 3,5 da prova. Quem vai a meio do pelotão acaba sempre por ter de parar neste single track, apesar de serem apenas 500 metros com cerca de 25 metros de D+. Esta primeira secção do percurso, é o designado trilho dos moleiros, uma vez que se desenrola ao longo de caminhos e trilhos por onde se abasteciam de trigo as azenhas e moinhos, sendo precisamente o moinho a primeira imagem de marca desta prova que os atletas têm oportunidade de contemplar. Esta secção corresponde aproximadamente aos primeiros 9 quilómetros da prova, sempre num sobe e desce frequente mas muito rolante, onde o principal obstáculo é mesmo as principais subidas serem em single track, o que dificulta ou impossibilita a passagem para os atletas que estão melhor a subir. Chegados a esta fase do percurso, entra-se naquele que é designado por trilho dos pescadores e que decorre ao longo de caminhos utilizados até aos dias de hoje pelos pescadores na pesca à linha. Esta é talvez, para quem aprecia os bonitos espectáculos que a natureza proporciona, a parte mais espectacular do percurso. Boa parte deste trilho decorre na falésia junto ao mar, onde se desce até à Praia da Samarra, volta-se a subir o trilho até à falésia do outro lado da praia, e segue-se pelo trilho na falésia até à Praia da Vigia, tudo isto acompanhado de um por do sol esplendoroso, que proporciona um lusco-fusco muito preciso para os amantes da natureza.


É claro que os atletas da frente do pelotão perderam este espectáculo, mas por outro lado aproveitaram o sol que ainda devia estar alto na altura em que aqui passaram. Esta é a parte mais técnica da prova, onde há de tudo um pouco: descidas, subidas, areia, single tracks, água, falésias, um manancial de elementos que obriga os atletas a estarem alerta durante todo este segmento. Chegados ao quilómetro 16 entramos na última secção da prova, que é designada por trilho dos romanos, onde temos oportunidade de correr sob alguns vestígios Romanos existentes na região, nomeadamente a Ponte Romana e um caminho romano que nos leva de novo á estrada de ligação a São João das Lampas. Os últimos 2 quilómetros da prova são sempre a subir, daquelas subidas que não matam mas moem, com um desnível positivo de aproximadamente 90 metros. Concluído este terceiro segmento, chega-se ao centro de São João das Lampas onde sprintamos 100 metros na relva até cruzar a meta, e onde a festa já está montada por todos os atletas que nos precederam na chegada.

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Na parte que me toca foram 2h12 para cumprir estes 20 quilómetros, em ritmo de treino e numa semana com muitos quilómetros nas pernas. Mais minuto menos minuto decorreu tudo dentro da normalidade e provas curtas e rápidas como esta, não são de todo a minha preferência. Mas, à “mística das Lapas” não posso faltar, pelo que para o ano espero participar de novo nesta prova. Aproveito para agradecer ao Kalorias de Linda-a-Velha e ao Instituto de Medicina Tradicional, o apoio que prestaram para a minha participação no Trilho das Lampas.

Aspectos prácticos da prova:

  • Levantamento de Dorsais: Dois dias, sexta-feira e sábado quase até ao início da prova, tempo mais do que suficiente para se evitarem confusões de última hora. Com o dorsal foi oferecida uma t-shirt técnica alusiva à prova.
  • Marcação da prova: Apesar de conhecer muito bem o percurso desta prova, as fitas estavam sempre no lugar certo, e este ano com reforço em alguns locais em que os mais distraídos reclamaram na edição no ano passado. Nada a apontar. Realce para a espectacular passagem pela Ponte Romana, onde o lume de archotes iluminava todo o caminho ao longo da ponte.
  • Abastecimentos: Dois, aos 6 e 13 quilómetros de prova, com água e fruta, perfeitamente suficientes para uma prova de 20 quilómetros. À chegada todos os atletas receberam um saco com três biscoitos, uma laranja e uma garrafa de água. Cada atleta tinha ainda direito a uma sopa de legumes.
  • Entrega de prémios: Decorreu no interior da colectividade de São João das Lampas, com um salão cheio de atletas a aplaudir os primeiros da prova e de cada escalão.
  • Segurança: Entre voluntários, GNR e Bombeiros, pareceu-me existir apoio mais do que suficiente ao longo de todo o percurso, para garantir a segurança de todos os que participaram nesta prova.

Como é costume nas provas em São João das Lampas, são disponibilizados grelhadores para os atletas fazerem a festa e se juntarem num convívio final muito agradável, com muitos petiscos para repor as calorias de quem correu 20 quilómetros de trilhos muito rolantes, e é isto que faz também parte da “Mística das Lampas”.

Os meus parabéns a todos os que participaram nesta prova, e para o não percam a quarta edição, de certeza que será tão boa ou melhor que a terceira.

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Tenho ainda um abraço especial para dar ao Rui Cortes (foto acima), que tive o orgulho de apadrinhar nestas andanças das corridas em trilhos. Outro abraço a outro Rui, o Araújo, colega Kaloriano que devagarinho também chegou ao final desta prova com muita resistência e força de vontade. Parabéns aos Ruis por terem concretizado este objectivo, a partir de agora é sempre a somar! 😉

E para finalizar, os parabéns especiais ao António Pedro Salamandreco, que percorreu os 20 quilómetros dos Trilhos das Lampas descalço, e que devagarinho também chegou ao final sem sobressaltos de maior. (Foto inicial deste artigo).

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr nos Trilhos em Portugal

Portugal tem locais de beleza única, de norte a sul do país e passando pelas ilhas. Partilho convosco alguns vídeos que me têm chegado nos últimos dias e que são daqueles que me dão vontade de sair a correr por aí…

Vídeo do 3ºTrilho das Lampas

Vídeo do Peneda Gerês Trail Adventure

Vídeo do Madeira Island Ultra Trail

Não aproveitaram estes trilhos em 2015? Então é começar a treinar para as edições de 2016. 😉

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Reconhecimento do II Trilho das Lampas

Quem anda nisto das corridas, mesmo há pouco tempo como eu, depressa percebe que há meia dúzia de nomes no pelotão que são referência para outros atletas, pela simpatia, empenho e dedicação que colocam em prol das corridas e do atletismo em geral.

No Trilho das Lampas também se sobe!!!

Um desses nomes é sem dúvida o do Fernando Andrade, pelo carinho e dedicação com que organiza a Meia Maratona de São João das Lampas, e desde o ano passado os recém-criados Trilhos das Lampas.

Os participantes neste treino de reconhecimento

Em 2013 ainda não andava virado para o Trail Running, pelo que falhei a primeira edição dos Trilhos das Lampas, mas agora empenhado que estou nesta vertente das corridas, não podia deixar de participar na segunda edição desta prova que terá lugar em São João das Lampas, no próximo dia 10 de Maio. 

Aqui vou eu a atravessar um dos riachos do percurso.

E ontem foi dia de treinar e testar aquele que será o percurso dos II Trilhos das Lampas, e que fará parte do Circuito Nacional de Trail ATRP.


Um belo treino, a começar logo cedinho pelas 8h00, e que contou com a participação de 89 atletas. Um belo número de atletas que se predispôs a percorrer os trilhos circundantes a São João das Lampas, num percurso de aproximadamente 20 Km e que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/123199644/embed/550bfac5274e79f091fdb8e7512665b85840c7c4

Como sempre a simpatia da organização, mesmo sendo este um treino não oficial, presenteou todos os atletas com um abastecimento de água fruto e biscoitos a meio do percurso, na Praia da Samarra, e também no final do treino.
A bonita praia da Samarra

Este é um percurso muito bonito, que no dia da prova será percorrido também durante o lusco-fusco, pois a prova oficial terá inicio às 19h30.

Alguns pormenores que se puderam observar durante o percurso

Uma prova e um percurso que recomendo a todos que descubram, que será certamente muito bem organizada, e que será uma festa para todos.

O sitio da prova e das inscrições é este: http://trilhodaslampas.com/

E se ainda têm dúvidas sobre a participação nesta fantástica prova aqui está um video não menos fantástico, produzido pelo Didier Valente, onde se podem ver algumas magnificas passagens do percurso.


Até dia 10 de Maio.


Crédito das fotos apresentadas da Anabela Pombeiro e do Luís Canhão

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Treino Lisboa Trilhada II

Último dia da semana e último treino da semana. No total foram pouco mais de 87 quilómetros corridos com 2500 metros de desnível positivo nestes sete dias, os primeiros da preparação dedicada à participação no Ultra Trail de São Mamede.
À partida para o Lisboa Trilhada II
Para encerrar esta semana de treinos, optei por participar no Treino Lisboa Trilhada II, promovido pelo grupo Portugal Running e com o Miguel Pinho a ser o pai do percurso.
8h00 e lá estava no ponto de encontro, em frente ao Teatro Nacional D. Maria II, onde cerca de 20 atletas se juntaram para cumprir os cerca de 20 quilómetros previstos para este treino.
A primeira escadaria da manhã
8h10 e começou o treino, um autentico sobe e desce por toda baixa Lisboeta, que hoje não nos quis brindar com um sol risonho como o do dia de ontem.
Como extra e para fazer jus ao nome de Lisboa Trilhada, o percurso incluía subir e descer quase todas as escadarias existentes na baixa Lisboeta. No total do treino não sei quantos degraus se subiram e desceram, mas certamente terão sido uns bons milhares!
Passagens pela Baixa, Castelo, Alfama, Graça, Lavra, Príncipe Real, Estrela, São Bento, Bica, Mouraria e de novo Baixa, fizeram parte do percurso que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/119005053/embed/39fe86e0ae273a3b246bdb96702308488b72364b

É claro e para não variar, tive de andar perdido por uns momentos durante o treino. É o que dá seguir o Iosif, que supostamente estava a fechar o grupo, mas que afinal não conhecia o percurso! Iosif vou-te oferecer um mapa turístico de Lisboa, para no Lisboa Trilhada III apontares e levares o track do percurso. 😀
A tentar acompanhar a Sandra, sempre cheia de energia e com um ritmo forte 🙂
Para habituar o cabedal a carregar o peso extra nas provas longas, levei novamente a mochila carregada com líquidos, o que reconheço me deu um ar de alien durante todo o treino… O que interessa é que não senti nenhum desconforto a carregar novamente a mochila nas costas, o que é um bom indicador para as provas que aí vêm.

Subir a escadaria da estação do Rossio não foi suficiente, venham de lá as Escadinhas do Duque!

No final foram 20,5 quilómetros que se correram em sobe e desce por Lisboa, com um desnível positivo de 679 metros. Na realidade terá sido mais 1 quilómetro e picos, pois cruzamos locais em que se perdeu o sinal do GPS, como estações de Metro e de Comboio e outros locais cobertos. Foi um início de Domingo bem passado e em boa companhia. Para a semana há mais.

Até para o Coreto tivemos de subir e descer escadas!!! 😀 Cortesia das fotos: Miguel Baptista

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!