O voo da águia

Uma grande epopeia num ambiente mágico!
Sete vales, 71 glaciares, 400 cumes…
O Monte Branco é fascinante.

Fazer o Tour du Mont Blanc, permite-nos a descoberta de um universo incomparável, o impressionante e mágico mundo da alta montanha; compartilhamos o sonho eterno dos pioneiros, cruzando os jardins mágicos de Gaston Rebuffat, as histórias de Roger Frison Roche e descobrir a geografia íntima dos cumes: a redondeza do Mont-Blanc, o cume de Bionnassay, o Noire de Peuterey, o Dent du Géant, a parede dos Grandes-Jorasses, os picos do norte e do sul da Aiguille du tour, o Aiguille Verte, o vertical do Drus

O Ultra Trail Mont Blanc é tudo isto!

E a partida está quase aí…

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

UTMB 2016 – O teaser

Partilho aqui o teaser oficial do UTMB® 2016.

Mais uma excelente apresentação que faz ferver o sangue ao pensar que o dia da partida está cada vez mais perto!

170 Km, 10000 metros de desnível positivo, corridos à volta do Monte Branco em França, Itália e Suíça, eis o UTMB.

Carte-UTMB--topography

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

UTMB® 2015 Le clip de la course

Mais um pequeno e excelente vídeo sobre o Ultra Trail Mont Blanc 2015.

Este não é de nenhuma equipa mas sim produzido por um dos patrocinadores do evento, os franceses i-run.fr.

Este vídeo vale sobretudo pela partilha das emoções…

A expectativa antes da partida, as ajudas preciosas nos abastecimentos, o explodir das emoções à chegada!…

Quase sub-liminarmente, deixa a dica de quanto tão bom pode ser trocar de ténis e de meias a meio do percurso.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

O minuto 92

Nas últimas épocas do mundo da bola, o minuto 92 ficou famoso pela má sorte do Benfica, ao perder a conquista de alguns troféus com derrotas no minuto 92 de alguns jogos que disputou.

Ontem a má sorte coube-me a mim, não ao minuto 92, mas ao Km 28, sendo que o Km 28 começa a ser o meu minuto 92.

Depois de uma primeira parte de corrida, nos Trilhos do Paleozóico, bastante tranquila, não obstante alguns troços de lama e água que já tinha atravessado, eis que num troço relativamente inócuo e, quando nada o fazia prever, o tornozelo esquerdo fez das suas e arranjou para aqui uma nova entorse.

Seguia tranquilo e não estava a controlar tempo nem distância com regularidade, pelo que no momento do acidente não fazia ideia do quilómetro de prova em que me encontrava.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:28:18 04:04:08 29.56 7.26 20.16 1,129.00
hours hours km km/h km/h meters

Quando me sentei no chão para aferir os estragos, olho para o relógio, e o número sorridente que de lá saltava era 28,34 Km!

Curioso facto.

No Ultra Trail de Andorra do ano passado, como relatei aqui, tive de abandonar igualmente por ter feito uma entorse, quando percorria o quilómetro 28…

Coincidência? Curiosidade? Devo começar a dedicar-me a provas com menos de 28Km?…

Aceitam-se teorias e recomendações!

ready

Curiosamente, ontem mesmo ao final do dia, o minuto 92 serviu para o Benfica obter uma vitória difícil, quem sabe rumo à conquista de mais um campeonato. Independentemente da sua conquista ou não, seguramente serviu como reviravolta no karma do minuto 92.

Espero ansiosamente que o meu karma dê também a sua volta e os Km 28 das provas futuras sejam de novo um passeio tranquilo e sem coincidências curiosas.

Mais pedra menos pedra no caminho, o rumo ao UTMB mantém-se bem firme e definido.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Os trilhos e os sarilhos

O tema do lixo nas provas de Trail Running é um tema recorrente e de resolução não muito fácil.

Para que não subsistam quaisquer dúvidas, sou completamente a favor de não deixar mais do que as minhas pegadas nos trilhos, seja em passeio, em treino, em prova ou em qualquer outra situação. Reconheço no entanto que há muitos, chamar-lhes-ia energúmenos, cujas preocupações com a natureza são mínimas ou nulas e que não têm qualquer problema em deixar no trilho ou em qualquer arbusto, o seu lixo não orgânico, como embalagens de géis, barritas ou outros indiferenciados.

Vem este intróito a propósito de uma comunicação da organização dos Trilhos do Paleozóico, que refere explicitamente que no caso do atleta se sentir incomodado com o seu próprio lixo, o poderá deixar no trilho da prova junto às marcações e para não “esconder” em qualquer outro local, que a organização recolherá o mesmo. Muitas vozes se levantaram, umas discordantes, outras assim assim, algumas com algumas soluções…

Do meu ponto de vista a comunicação em questão, serve apenas mais uma vez para alertar e consciencializar os prevaricadores para este problema. O regulamento dos Trilhos do Paleozóico, como a bem da verdade de quase todas as provas, prevê no seu ponto 2.11.c a desclassificação do atleta que suje ou detiore o meio por onde passe.

Não obstante o risco de desclassificação, nunca vi nenhum atleta ser desclassificado por este motivo nem sequer alguma vez me chegou a notícia de um atleta ter sido desclassificado por deixar lixo no meio das provas. A bem da verdade a única história que conheço com uma penalização deste tipo, foi a relatada na primeira pessoa pelo Carlos Sá acerca da sua participação na Jungle Marathon do ano passado.

lixo2

Nas provas é frequente encontrar embalagens de géis e barras energéticas consumidos pelos atletas, alguns nitidamente por descuido, outros nitidamente por despreocupação. Reconheço que é difícil efectuar um controlo deste tipo de situações ao longo de uma prova de 50 ou 100 quilómetros em plena montanha.

Já alguém propôs que seja obrigatória a apresentação das barras e géis que o atleta pensa usar numa determinada competição, sendo a organização responsável por identificar, escrevendo o número do dorsal por exemplo, no exterior da embalagem. Apesar de ser uma solução falível e de logisticamente requerer alguma adaptação de atletas e organizadores, pode ser um pequeno passo para a mitigação do problema.

Outra solução será a de não ter medo de aplicar o regulamento, e desclassificar quem for “apanhado” a prevaricar.

Outras ideias e soluções existirão, e gostaria que as partilhassem por aqui, para juntos tentarmos erradicar definitivamente o problema do lixo.

Até lá, a melhor solução continua ser a consciencialização de cada um de que quem perde somos nós, sempre que uma embalagem é deixada no meio da natureza.

wangtrash

Com pontos de abastecimento mais ou menos de 10 em 10 quilómetros, não custa nada transportar por alguns minutos ou horas, as poucas gramas que estas embalagens pesam.

Deixo novamente o meu apelo: na nossa passagem pelos trilhos e pela natureza, vamos deixar apenas a nossa pegada.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Paleozóico here we go

Mais um passinho rumo ao UTMB será a participação nos Trilhos do Paleozóico no próximo Domingo.

Esta prova desenrola-se no Parque Paleozóico de Valongo e terá 49Km com cerca de 2300 metros de desnível positivo.

Será a minha estreia no Parque do Paleozóico onde espero encontrar trilhos e paisagens fantásticas, para encher a alma e ficar cheio de energia para as próximas semanas.

altimetria49-1

Num fim-de-semana em que o UTAX, prova pontuável para o circuito da ATRP, veio concorrer com os Trilhos do Paleozóico, é de salutar que ambas as provas se encontrem esgotadas, provando que há espaço para duas corridas no mesmo fim-de-semana, desde que a qualidade de ambas se mantenha ao nível das edições anteriores.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

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Gostas de correr e de aventuras em locais exóticos?

Então do que estás à espera para te juntares à expedição Ultra Trail Camp 2016 em Cabo Verde 😉

II Trilhos da Costa Saloia

Ontem foi dia de ir até ao Mucifal para correr a segunda edição dos Trilhos da Costa Saloia, organizados pela União Mucifalence, o clube lá da terra. Para mim foi uma estreia absoluta e total, já que nunca tinha estado no Mucifal, uma localidade pertencente a Colares, Sintra.

Eram prometidos 23Km de trilhos com cerca de 600m de desnível positivo, e o cartaz foi cumprido. Foi a minha primeira prova oficial da época, o que serviu para rever muitos amigos que também ali se deslocaram para correr.

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As provas organizadas pelas colectividades destas localidades mais pequenas são, geralmente, enormes no empenho e na dedicação que estas colocam para que tudo corra bem, e os Trilhos da Costa Saloia não foram excepção.

O percurso foi agradável, bastante rolante, com curtos troços de terrenos diferentes, água, lama, areia, rocha, o que requereu sempre uma alguma atenção ao longo de todo o trajecto.

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Alguns pontos mais técnicos, em que se requeria alguma perícia a descer e a subir, deu para perceber que o meio do pelotão anda com falta de treino neste aspecto da corrida, tal o número de atletas que para ultrapassar uma pequena descida e subida mais inclinada, abrandaram o ritmo causando um congestionamento no trilho.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
02:31:01 02:27:37 23.34 9.49 16.20 627.90
hours hours km km/h km/h meters

A parte que mais gostei foi o trajecto de praia do Magoito até às Azenhas do Mar, sempre junto à arriba, que em dia solarengo como o de ontem ganham um brilho e uma magia extra.

Percorri os 23Km sem paragens nos abastecimentos, pelo que não consigo avaliar este ponto da organização.

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Pessoalmente cumpri o que me propus a fazer, terminando com 2h30, e sendo este apenas mais um pequeno passo rumo ao UTMB.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Podem consultar mais fotos desta prova clicando aqui.

 

Caminho de Santiago de Inverno

Uma das aventuras que está na minha To Do List, é percorrer os Caminhos de Santiago, ou pelo menos parte deles, já que há 13 caminhos diferentes, alguns inclusive com etapas variantes.

Havendo muitas aventuras, muitos destinos, muitas ideias, e pouco tempo livre, os Caminhos de Santiago têm ficado um pouco em standby, mas este ano surgiu finalmente a oportunidade.

camino-de-santiago-de-invierno

Vou juntar o útil ao agradável e participar na Ultra Maratona 101 Peregrinos, cujo percurso circula maioritariamente pelo Caminho de Santiago de Inverno. Não vou assim começar pelo Caminho de Santiago Português, percurso que sempre pensei ser a minha introdução à aventura dos Caminhos de Santiago, mas o que interessa mesmo é começar.

A Ultra 101 Peregrinos tem 101 Km (pensavam que eram só 101 peregrinos?!…) e cerca 3800m de desnível positivo, com inicio em fim na cidade de Ponferrada, e 24 horas para terminar. Tal como nos 101Km de Ronda esta prova é simultânea a atletas de corrida e a atletas de BTT, pelo que vai ser um salutar convívio entre as duas modalidades (pelo menos assim espero).

Esta é uma prova competitiva mas ao mesmo tempo uma viagem cultural, já que se irão visitar diversas aldeias da região que se envolvem nesta festa do desporto num movimento cultural e lúdico muito intenso, como é apanágio dos espanhóis. Estou curioso para assistir e desfrutar.

O meu maior receio é a lama que possa existir, já que como sabem não gosto de sujar os calções, e não me apetece nada correr 101 Km com placas de lama agarrada aos pés. Isto e claro o aumento da possibilidade de escorregar e mandar um trambolhão… Mas as centenas de bicicletas e corredores pelos trilhos molhados (se chover) não me auguram nada que vá ter essa sorte…

101-peregrinos-2016-logo-carrera

Por outro lado vou correr nos Caminhos de Santiago, vou divertir-me bastante e vou estar a preparar o UTMB, só pontos positivos que uma qualquer poça de lama não irá estragar.

É já dia 30 de Abril e em breve irei partilhar mais curiosidades sobre esta prova.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!