Maratona de Sables

Daqui a pouco começa a 30ª edição da Maratona de Sables, a famosa maratona no Deserto do Sahara, onde se percorrem 250 Km em seis etapas em completa auto-suficiência alimentar.

Os números desta prova são impressionantes, senão vejamos:

1466 Atletas inscritos

30 % Atletas repetentes

30 % de atletas franceses

70 % de atletas outros países

14 % de atletas mulheres

45 % de atletas veteranos

30 % de atletas em equipas de 3 ou mais

10 % de caminheiros

90 % dos atletas alternam entre corrida e caminhada

14 km/h: velocidade média máxima

3 km/h: velocidade média mínima

Idade do atleta mais novo: 16

Idade do atleta mais velho: 79

No que diz respeito aos portugueses este ano são 7 os atletas participantes, 4 homens e 3 mulheres, entre os quais o fantástico Carlos Sá, que ainda o ano passado terminou esta prova em 4º sendo o melhor atleta não africano, e a minha amiga Carla André, que vai percorrer mais um sonho nesta grande aventura. Curiosamente destes 7 atletas portugueses, quatro deles não residem em Portugal.

Uma das histórias que mais me impressionou sobre esta prova foi contada na primeira pessoa pelo Carlos Sá, acerca da prova do ano passado. A quarta etapa desta prova é a mais longa e mais dura, com uma jornada contínua de cerca de 82 Km e um tempo limite para conclusão de 32 horas. O que faz um comum mortal a correr 82 Km no deserto? Tenta não ultrapassar as 32 horas disponíveis. O que faz um atleta de Top nos mesmos 82 Km? Corre-os em cerca de 8 horas e ganha assim um dia extra de descanso antes das duas últimas etapas.

O acampamento de 2015

Inspirador!

A todos os atletas e em particular aos 7 Tugas que vão meter o pezinho na areia, votos de boa corrida e boa sorte.

UMA ideia que não me sai da cabeça

Desde há uns meses a esta parte que UMA ideia “esquisita” tem andado a remoer na minha cabeça: a Ultra Maratona Atlântica.


Para quem não sabe, a Ultra Maratona Atlântica (UMA) é uma corrida de 43 quilómetros em areia, em pleno verão (este ano a 28 de Julho), de Melides a Tróia e em auto-suficiência, (água e/ou comida tem de ser transportada pelo próprio atleta desde o início da prova).

Diz quem já a fez que é uma prova dura, mas que qualquer um, desde que minimamente preparado a pode fazer com sucesso, isto é, pode chegar ao fim e cruzar a meta.

É estranho o bichinho da UMA não me sair da cabeça, pois ainda nem a minha segunda maratona corri e já estou a pensar na terceira. Diz o poeta que o sonho comanda a vida, e eu acrescento que a realização só acontece quando a vida concretiza o sonho, pelo que decidi acalmar o bichinho da UMA e dar inicio à concretização do sonho, e para tal já efectivei a minha inscrição na Ultra Maratona Atlântica.


Até lá, ainda terei de correr a Maratona do Luxemburgo, e só depois começar o treino e adaptação à corrida na areia. Será mais um passo na doce loucura que é esta vida.

E, parafraseando T.S. Eliot: Só aqueles que arriscam ir demasiado longe ficarão a saber até onde podem ir.