A caminho de Santiago I

O objectivo era sair às 7h00, mas estava quentinho na cama e entre acordar e tomar um pequeno-almoço reforçado para ganhar energia para a etapa que nos esperava, acabámos por sair de Valença pouco depois das 8h00.

Cruzámos o interior da imponente fortaleza de Valença, e cruzámos a fronteira a meio da ponte internacional oitocentista, cruzando o Rio Minho e com Tui a esperar-nos na outra margem.

Já em Tui, passamos pela Pousada San Telmo e deparamos com um marco do Caminho de Santiago que marcava 115,454 Km para Santiago. Seguimos em direcção à Catedral de Santa Maria para carimbar a nossa credencial de peregrino.

Seguimos bem-dispostos. Levava uma mochila com cerca de 8Kg às costas à qual ainda me estava a habituar. Nos primeiros quilómetros mal dava por ela, mas com o passar do tempo era necessário ajustar aqui e ali de modo a manter o conforto nas costas.

Seguimos o Caminho utilizando o percurso alternativo à passagem pelo Polígono Industrial d’O Porriño. Seguimos até O Porriño percorrendo os sendeiros e estradas florestais da variante das Gándaras, e depois pelo trilho que serpenteia ao longo do Rio Louro. A entrada parar esta variante é algo confusa, pois existe muita sinalização contraditória, e muitas indicações para a variante pintadas com tinta negra. Felizmente a lição estava bem estudada, e após caminharmos umas dezenas de metros na direcção do Polígono Industrial, voltámos para trás e encontrámos o caminho variante. O trilho desta variante é muito bonito, sendo um percurso densamente arborizado, com diversas pontes de pedra que cruzam as margens do rio.

Chegámos tranquilamente à Capela do Santo Cristo da Agonia em O Porriño, pouco antes das 14h00. De alma cheia mas com o estomago vazio, foi necessário efectuar uma pausa técnica para almoçar e descansar um pouco.

Tínhamos agora 21,4Km nas pernas e faltava percorrer a etapa vespertina.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
04:25:32 04:03:32 21.48 5.29 15.84 281.00
hours hours km km/h km/h meters

Esta primeira etapa é uma das mais interessantes do percurso. A Fortaleza em Valença, Tui, o trilho ao longo do rio, a chegada ao centro de O Porriño, são bonitos de ver e percorrer.

Talvez por ser Dezembro apenas nos cruzámos com um outro peregrino ao longo do percurso e esta seria uma regra que se iria manter até ao final da nossa aventura.

(Continua)

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Peço a vossa ajuda para votarem neste blogue no RunUltra Blogger Awards 2017.

Cliquem aqui ou na imagem em baixo, escolham o meu nome para votar no Off The Beaten Track, vão até ao final da página e sigam as instruções que lá estão para concluir a votação e já está.

Agradeço desde já a vossa participação.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

A caminho de Santiago

2016 foi ano de cumprir um desígnio que há muito andava para ser cumprido: percorrer o Caminho Português de Santiago.

Aproveitei o feriado de 1 de Dezembro agora reposto, acrescentei um dia de férias, e fiquei com 4 dias para ir de Lisboa a Valença do Minho de transportes, percorrer os 120 quilómetros de Valença do Minho a Santiago de Compostela a pé, e regressar de Santiago a Lisboa.

Se eu não teria grandes problemas em fazer esta distância a correr, já a Marisa, que me partilhou comigo esta aventura, não está habituada a correr estas distâncias. Assim o plano era fazer este percurso a pé em 3 etapas, o que dava a bonita média de 40 quilómetros por dia.

O percurso está oficialmente dividido em 6 etapas e tínhamos a consciência de que fazer duas etapas por dia seria mais difícil, mas o plano estava traçado e iríamos dar o nosso melhor no tempo que tínhamos disponível.

As nossas premissas eram as mais simples possíveis: ir o mais longe possível dentro da distância que tínhamos previsto para cada dia, acordar cedo para começar a andar com o nascer do sol, e parar para descansar assim que começasse a anoitecer.

Com isto em mente, chegámos a Valença já noite dentro no último dia de Novembro, depois de uma relaxante viagem de comboio primeiro até ao Porto, depois até Valença.

Tínhamos agora algumas horas para descansar e partir à aventura na manhã seguinte.

(Continua)

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Agradeço desde já a vossa participação.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

2017 e aqui vamos nós!

Votos de um excelente 2017 para todos!

Muitos quilómetros nas pernas, sem lesões e sempre animamos por esses trilhos ou estradas fora.

Para mim 2017 será o ano de um novo recomeço.

Depois de quatro meses mais preguiçoso pós UTMB, eis que estou de volta aos treinos regulares. Este não será o ano das maiores aventuras desportivas, prevejo um ano calmo a esse nível, mas será um ano de muita felicidade também a correr os trilhos do nosso Portugal.

Entretanto e para começar bem o ano, o Off The Beaten Track foi de novo escolhido pelo site Run Ultra, como um dos nomeados para o Blogger Awards 2017, evento que vai promover a escolha do melhor blogue sobre Ultra Running.

Mais uma vez todos os nomeados são concorrentes de peso, mas conto com a vossa ajuda para votar e tentar levar o Off The Beaten Track o mais longe possível. O Ano passado ficámos no TOP 5, vamos tentar fazer melhor este ano.

Para votarem cliquem aqui, escolham o meu nome para votar no Off The Beaten Track, vão até ao final da página e sigam as instruções que lá estão para concluir a votação e já está.

Agradeço desde já a vossa participação.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Os melhores momentos do Trail World Championships 2016

Os melhores do mundo do Trail Running estiveram no Gerês.

Faltou, talvez, a melhor selecção dos Estados Unidos, para a competição ser ainda mais forte.

Assim o título decidiu-se entre franceses e espanhóis, com o Espanhol Luis Alberto Hernando a conquistar o título individual masculino e a francesa Caroline Chaverot a ganhar o título feminino. Por equipas a França fez a dobradinha, vencendo a classificação colectiva em masculinos e femininos.

Foi uma competição enorme, como se quer de um Campeonato do Mundo, muito bem organizada pelo Carlos Sá e a sua equipa, e de todos os artigos, entrevistas ou reportagens que tenho lido, é unânime que esta foi uma grande prova e uma excelente competição.

A equipa portuguesa também se portou muito bem, e apesar de alguns contratempos com lesões ainda conseguiu um brilhante sexto lugar nos femininos e quinto lugar nos masculinos.

Foi pena não estar presente uma massa humana correspondente à dimensão desta prova a apoiar os atletas nos melhores pontos do percurso, zona da meta incluída, mas mesmo assim considero que estamos a melhorar a nossa cultura desportiva.

Partilho aqui convosco o vídeo com os melhores momentos desta competição.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Campeonato do Mundo de Trail Running

 

Amanhã muitos de nós terão o privilégio de assistir aos Campeonatos do Mundo de Trail Running. Quem quiser ver ao vivo muitos dos melhores atletas da actualidade desta modalidade, apenas tem de se deslocar até ao Gerês e esperar pela sua passagem, e de certeza que não vai dar o seu tempo por perdido.

As Selecções Nacionais de cada país, estão representadas ao mais alto nível, à excepção talvez dos Estados Unidos que não trás os seus melhores atletas, a adivinha-se uma competição renhida, com destaque, talvez, para as selecções de Espanha e França, que apresentam os seus melhores atletas.

A Selecção Nacional também está muito bem representada, e pode ser que o factor “casa” possa ser uma mais-valia para fazermos um brilharete.

portugal

 

A corrida tem início às 5h00 em Rio Caldo e percorrerá 85Km até à meta em Arcos de Valdevez, onde os primeiros deverão chegar por volta das 13 horas. Podem consultar todo o percurso da prova e os melhores locais para assistir clicando aqui.

Esta é uma oportunidade única de assistir a um evento de classe mundial, com muitos atletas de topo. Aproveitem 😉

Um voto de boa sorte a todos os atletas participantes e em particular para a nossa Selecção!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

The show must go on…

Ter de desistir no Ultra Trail Mont Blanc foi como falhar o último penálti na final da Liga dos Campeões.

Foi sentir a festa, sentir todo o ambiente à volta da prova, partilhar momentos com muitos outras atletas, sentir as dificuldades e desfrutar das paisagens fantásticas do Monte Branco, e chegar ao fim e ver os outros levantarem a taça.

Não me sinto desiludido pois sei que fiz o melhor que consegui. Sinto-me chateado e irritado comigo próprio porque um erro estúpido, de rookie, mas de qual apenas sou o único responsável, comprometeu tudo o que ficou para trás.

E para trás não ficaram apenas os quase 100Km que corri no UTMB, ficaram também, os 1400 Km de treino específico para esta prova, os 150 Km do Ultra Trail Cotê d’Azur, os 115 Km do MIUT, os 82 Km do Arrábida Ultra Trail, e os mais de 3500Km com que preparei estas provas que me permitiram qualificar e participar no UTMB.

Sabia bem ao que ia, daquilo que fiz deu para perceber que o UTMB não é mais duro que o Ultra Trail Cotê d’Azur. Estava relativamente bem preparado (para o meu nível) e, nos 100Km que percorri, não cheguei a conhecer o homem da marreta. Muscularmente estava bem e tinha a percepção que podia ir mais longe sem problemas.

Literalmente, eu tinha a marreta nas mãos e deixei-a cair nos meus pés.

Decisão de última hora antes da partida, decidi calçar umas meias mais grossas do que aquelas com que treinei nos últimos meses. Pior do que isso, apesar das centenas de quilómetros que já corri com aquelas meias, nunca tinha experimentado o binómio meias + ténis com que iniciei o UTMB. O muito calor que se fez sentir e o acumular de quilómetros, fez com que os meus pés inchassem mais que o normal. Em conjunto com umas meias mais grossas que o habitual e os pensos que levava nos dedos, criei uma mistura explosiva que começou a surtir efeito logo a partir do Km 16 quando se iniciou a descida para Saint-Gervais. Não sentia os pés confortáveis, os dedos queriam sistematicamente ultrapassar a frente dos ténis, e ou os encolhia ou os deixava roçar na malha. Cheguei a Saint-Gervais com essa sensação de desconforto, mas os longos quilómetros seguintes sempre a subir atenuaram essa sensação de desconforto. O pior veio a seguir com a descida para Les Chapieux. Sem perceber bem porquê cheguei lá em baixo com os pés desfeitos e os dedos dos pés quase mortos. A subida seguinte atenuou novamente a dor, mas a descida até Lac Compal foi novamente demolidora e, sei agora, acabou com o que restava dos meus dedinhos. Cheguei a Lac Combal e fiz aquilo que já deveria ter feito há mais tempo, descalçar-me e trocar as meias. Too late. A unha de meu dedo grande do pé direito estava completamente em sangue e a cada passo a descer era como se me espetassem um prego quente na parte da frente do pé. Subi até ao Col du Mont-Favre a pensar no que seria a descida até Courmayeur  e quando comecei a descer foi simplesmente brutal, o misto de sentimentos entre a força para continuar e o sacrifício para descer eram contraditórios, e claro correr era impossível, e tive de me arrastar descida abaixo.

Elapsed Time Moving Time Distance Average Speed Max Speed Elevation Gain
22:38:45 18:24:28 96.94 5.27 34.92 6,060.20
hours hours km km/h km/h meters

Chegado a Courmayeur a queimar o tempo limite, apenas tive tempo para tomar um duche rápido e tratar dos pés o melhor que pude. A hora era de decisões: parar ou continuar. Decidi continuar. Tinha esperança que a subida que se seguia me animasse e animou. A subir não tinha dores por aí além e até ao refúgio Bertone ultrapassei umas boas dezenas de outros atletas. A triste realidade veio depois a caminho do refúgio Bonatti, num terreno relativamente rolante, as dores no dedo do pé aumentaram e impediam-me mesmo de correr. Comecei a fazer contas aos tempos e aos quilómetros e achei que o melhor era parar já que a situação do dedo do pé só iria piorar e dificilmente iria conseguir recuperar algum tempo naquelas condições.

Deitei-me na relva a observar as montanhas e decidi dormitar 30 minutos. Não consegui dormir mas a beleza da paisagem valeu cada segundo ali dispensado. Prossegui em direcção ao Refúgio Bonatti lentamente e a desfrutar a montanha. Cheguei ao refúgio e abandonei a prova. Falhei o penálti mas a vida continua.

Hoje foi dia de regressar às corridas. O dedo do pé direito continua em recuperação, meio dormente, ainda não totalmente recuperado da aventura, mas já aguentou 10 quilómetros sem problemas.

The show must go on!

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

UTMB 2016, o adiar de um sonho…

A minha aventura no Ultra Trail do Mont Blanc teve de terminar a pouco mais de meio.

Detesto ter de desistir ou abortar a conquista de um objectivo a meio, custa muito ter a consciência de que se está a adiar um sonho, mas sendo a corrida um hobby, continuar a correr em condições físicas deficientes e/ou que poderiam colocar em risco mais grave o meu estado físico seria um enorme disparate, pelo que, ciente de todos os factos, sei que esta foi a decisão correcta a tomar.

Ainda assim foram quase 100 Km à volta do Monte Branco, com as pernas em muito bom estado, tendo sido atraiçoado pelos pezinhos de Cinderela que neste fim-de-semana não estavam para ali virados e, assim, sem poder correr ou andar em condições lá tive de abandonar.

Mas, na realidade, estou convencido que a culpa deste abandono foi do Vargas, que lá onde ele está, deve estar desconsolado com tudo isto.

Antes da partida tinha partilhado aqui que esta era a nossa corrida e que sabia que ele me ia ajudar nos momentos difíceis que surgissem durante a corrida.

Esperto como ele é, conhecedor que sou muito céptico acerca das ajudas divinas, estou convencido de que me mandou os pés dele cá para baixo, bem maiores que os meus, para me ajudar a ter mais aderência a subir e a descer. O malandro esqueceu-se foi de de me enviar um par de ténis 3 números acima, e assim a coisa não correu bem.

Para o ano, se tiver a sorte de lá voltar, não me vou esquecer desta possibilidade e assim trazer o “nosso colete de Finisher“!

Tenho centenas de mensagens de apoio de muitos familiares e amigos que agradeço desde já, e irei responder a todos assim que me for possível, pois hoje já é dia de regressar ao trabalho.

O sonho continua vivo e novas aventuras virão.

Ainda continuo a digerir toda esta aventura, mas se tiver sorte no sorteio para 2017, lá terei de voltar para fechar esta porta que se encontra escancarada.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Lets go to the party

Agora é ir, não há volta a dar.

Neste momento o peso da ansiedade contrasta com o peso da mochila que daqui a pouco vou levar às costas.

Vou só ali dar a volta ao Monte Branco e já volto, em 170km e 20000m de desnível acumulado. A aventura deve demorar pouco menos que dois dias.

Parto feliz à aventura mas parto incompleto. Quiseram as vicissitudes do destino que desta vez os que mais gosto não pudessem estar comigo aqui presentes. Não vou ter assim aquele doping espetacular, que são os sorrisos e os afectos quando se chega a uma base de vida, já para não falar da preciosa ajuda que é ter alguém para nos ajudar nesses pontos.

Parto também incompleto porque vou partir sozinho. Esta era a “nossa aventura”, minha e do Vargas, e o malandro baldou-se em grande estilo. Agora tenho de a fazer pelos dois. Onde quer que ele esteja sei que vai estar a puxar por mim como fez em muitas outras corridas, e sei que quando cruzar a meta a cruzaremos juntos e o meu colete de finisher será o dele também.

Daqui a pouco é hora de arrumar a trouxa e zarpar. Vamos lá atacar o Monte Branco!

Para seguirem esta aventura é clicar em aqui.

Obrigado desde já a todos os que têm enviado as mais diversas mensagens de apoio.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

 

Sigam o 1134 (e os outros também)

Faltam menos de 24 horas para a partida.

Até lá ainda vou receber na meta alguns amigos que participaram no OCC e desejar boa sorte aos que partem de manhã no CCC.

Para acompanharem tudo online sobre as provas do UTMB, basta clicarem aqui e seguir o link do Live Trail.

Na barra da procura escrevam o número do dorsal ou o nome do participante e já está.

Domingo espero aqui chegar com o mesmo sorriso na cara

Para me seguirem a mim basta procurar por 1134 ou Giao, e terão acesso a toda a informação sobre a minha corrida.

Para que gosta de ver outros planos mais engraçados e brincar com mapas e vistas, também me pode seguir na pagina do GPS em tempo real clicando aqui.

Também há a opção de seguir os vossos amigos ou atletas preferidos na APP LiveTrail, disponível para Apple e Android, assim podem acompanhar tudo em qualquer lado.

Por fim, podem ainda seguir o brilhante acompanhamento e estatísticas de toda a participação lusa nas provas do UTMB, que o Orlando Duarte faz no grupo Armada Lusa no UTMB 2016 clicando aqui.

A todos os que de algum modo me irão acompanhar e têm enviado energia positiva, deixo desde já o meu muito obrigado.

Boa sorte para todos os amigos que vão partir comigo mais logo no UTMB.

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!

Antes e depois da pulseira vermelha

​Chamonix, dia 2, ou seja ontem.

O perfil típico do Trail Runner que circula por Chamonix não é muito diferente do seguinte estereótipo: ténis ou chinelos quase sempre da Salomon. A Hoka é também uma das marcas mais populares. T-shirt de finisher de uma prova qualquer com muitos quilómetros algures num local distante, quanto mais exótica melhor. Calções de corrida, muitos de compressão, como se fossem correr dali a minutos, e Garmin Fénix 3 ou Suunto no pulso.

Eu, por opção, ia trajado um pouco off the beaten track: Crocs nos pés, calções de passeio, t-shirt do Super Homem (sim sou fã do Super Homem), e sem relógio no pulso.

Com Anton Kupricka, um dos mais famosos atletas do mundo

Tanto ontem como anteontem, circulei várias vezes pela feira do UTMB onde há um corredor, talvez com 300 metros, dedicado apenas aos organizadores das mais diversas provas pelo mundo fora. Enquanto por lá circulava, os expositores olhavam para mim e ficavam na dúvida: será este um corredor ou andará apenas a passear?!

Uns arriscavam e vinham falar comigo, entregavam-me flyers ou outros materiais, mas a maior parte optava pela segunda opção, pensariam que andava em Chamonix a veranear e não faziam qualquer tipo de abordagem.

Porém ontem depois das 14h tudo mudou.

Levantado o dorsal, pulseira vermelha de atleta do UTMB no pulso, e com o mesmo traje off the beaten track era agora ver todos os expositores a meterem conversa e a entregarem todos os materiais e mais alguns sobre as suas provas.

A diferença entre ter ou não uma pulseira vermelha no pulso…

Continuação de bons treinos e de boas aventuras!!!