Os irredutíveis Gauleses no Ultra Trail de São Mamede


Vou correr 100 Km. A frase apesar de curta parece interminável e, quando dita assim, a seco, assusta quase tudo e quase todos. Mas há sempre aqueles que procuram um novo desafio, uma nova aventura, uma luta contra eles próprios em que só eles sairão vencedores, uma empreitada louca e irresistível em que o resultado final supera toda a imaginação até então conhecida. Como um bando de irredutíveis Gauleses, eu,o Vargas, o Hugo, o Nélson, o Paulo, o Camané, o Veiga, o Bruno e o Mata, fomos a Portalegre na certeza que iriamos derrotar os romanos, personalizados nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede. E nem foi preciso poção mágica. A raça, o querer e a ambição de superar este desafio, tornaram estes estreantes em provas com três dígitos, em dignos e orgulhosos Finishers dos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede.

10 Trail Runners à Partida, 10 Trail Runners à Chegada. Thats the way I like it!!!
Parabéns a nós por termos cumprido este fantástico objectivo!!!

Continuação de bons treinos e boas corridas!!

Teste ao Smartphone Quechua Phone 5″

O Smartphone Quechua Phone 5”, também conhecido como o telefone da Decathlon, foi enumera vezes tema de conversa entre mim e diversos companheiros de corridas que também apreciam estes gadgets tecnológicos. As opiniões acerca do equipamento dividiam-se, mas o que é certo que ninguém tinha experimentado na montanha este equipamento, pelo que as opiniões não eram esclarecedoras acerca da potencialidade do mesmo para este fim. Para satisfazer a curiosidade de muitos trail runners, propus à Decathlon que me cedesse um destes equipamentos para testá-lo, do ponto de vista do Trail Runner, durante os 107 Km do Gerês Trail Adventure e Ultra Trail de São Mamede, proposta que a Decathlon aceitou e assim torna possível este texto.

Análises descritivas das características do hardware deste equipamento há muitas e em diversos sites, pelo que se pretendem uma lista de características exactas do hardware deste telefone recomendo que vejam o site da Decathlon clicando aqui ou o site Quechua para este equipamento clicando aqui.

Do ponto de vista tecnológico este telefone não é o último grito de tecnologia. No entanto e na minha opinião, quem procura o último grito em tecnologia tem telefones da Apple, da Samsung, da HTC, só para referir algumas marcas, que irão fazer a delícia do utilizador e despertar a inveja aos seus amigos em termos de performance e design. Por seu lado o Quechua Phone 5” é um telefone para um nicho de mercado: os frequentadores da montanha. Assenta numa plataforma sólida e já testada, com hardware e software igualmente bem testados e sólidos, com uns upgrades aqui e ali que fornecem algumas características ímpares ao equipamento, sendo tudo “empacotado” numa caixa de aparência bem robusta, à prova de água e de poeiras. Disto isto, permitam-me regressar uns dias atrás, ao dia em que levantei este equipamento na Decathlon de Alfragide.

Uaaauuuu, foi a minha primeira palavra ao retirar o telefone da respectiva embalagem. Surpreendeu-me o peso do telefone, quase 500 gramas, e as suas dimensões. Eu que estou habituado a usar telefones pequenos, via-me agora obrigado a usar por alguns dias um verdadeiro “tijolo” com 15 cm de altura, 8 de largura e 1,2 de espessura. Estas dimensões são mais ou menos o standard do mercado nos telefones de 5”, apenas a generosa bateria de 3500 mAh explica a maior espessura e peso do telefone.

Enquanto utilizador habitual de smartphones devo dizer que as características gerais deste equipamento, não sendo o state of art, são bastante generosas e funcionais: Processador quad-core de 1.2 Ghz, 1 Gb + 4 Gb de memória, camara de 5 MP atrás e 2 MP à frente,  sistema operativo da Google Jelly Bean 4.1, e todo o tipo de conexões necessárias para ligar periféricos comuns dos nossos dias. 
A utilização diária do telefone faz-se tranquilamente quer ao nível de chamadas quer ao nível da utilização das diversas aplicações de internet que todos nós utilizamos.


Enquanto Trail Runner os itens que efectivamente pretendia testar e comprovar eram:
  • Duração da Bateria;
  • Fiabilidade do GPS e Altímetro Barométrico;
  • Usabilidade do ecrã em condições atmosféricas adversas;
  • Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas.

Duração da Bateria

A bateria do Quechua Phone 5″ é uma verdadeira fonte de energia, que dura, dura e dura. É sem dúvida um dos pontos fortes deste telefone. O teste mais longo que acabei por fazer a este equipamento foi o Ultra Trail de São Mamede. Foram mais de 100 Km que corri em 21h50. Durante estas 21h50 o telefone foi sempre ligado e sempre com o GPS activo. Tirei cerca de 50 fotos e filmei 3 vídeos. Fiz diversas chamadas ao longo do percurso para familiares que me acompanhavam ao longe e para outros atletas que se encontravam em pontos distintos da prova, e no final da prova a bateria ainda apontava cerca de 23% de capacidade disponível.  No Gerês Trail Adventure a performance ao longo dos três dias da prova foi igualmente notável. Nos 60 Km do segundo dia deste desafio e após 14 horas de corrida e registo contínuo de GPS, igualmente com utilização do telefone e máquina fotográfica – ainda que não tão intensiva como no UTSM, a bateria apontava 51% de capacidade disponível.

GPS e Altímetro Barométrico

Um dos pontos que me desiludiu quando liguei este equipamento, foi a ausência de software específico para o mesmo. A publicidade da marca indicia que este seria fornecido com equipamento específico para as aventuras de montanha, mas na realidade apenas temos à nossa disposição todas as aplicações disponíveis na Google Play. Assim sendo optei por registar os três dias do Gerês Trail Adventure e o Ultra Trail de São Mamede, utilizando o meu já conhecido software Strava. Devo dizer que não consegui determinar a marca e modelo do chip do GPS utilizado neste telefone, mas que este é bastante rápido a adquirir um fix do sinal GPS, mesmo sem a ajuda do GPS assistido pela rede 3G. Todo o registo das quatro provas foi obtido utilizando apenas o GPS do telefone sem recurso a GPS assistido. Como handicap, devo dizer que o telefone foi sempre utilizado dentro do bolso traseiro da minha mochila, e sem especial cuidado no posicionamento do telefone, que por vezes pode ter favorecido a recepção do sinal GPS e certamente que noutras vezes não. O Strava utiliza um registo do percurso de GPS “inteligente” com registo de pontos de x em x segundos, e para comparação registei igualmente os percursos com o meu relógio Arival SQ-100. O registo no relógio foi efectuado de 2 em 2 segundo nas provas do Gerês Trail Adventure, e registo de 3 em 3 segundo do UTSM. Podem comparar a precisão dos track obtidos com a combinação Strava+Quechua e com o relógio, sendo que como esperado o relógio é seguramente mais preciso. No entanto o desempenho do Quechua é bastante positivo para este tipo de equipamentos. Diria que para o montanheiro o GPS é mais do que preciso para essa actividade, para o trail runner é um equipamento que não compromete no registo dos treinos/provas, mesmo nos percursos mais fechados e difíceis. Relativamente ao altímetro barométrico não tive oportunidade de testar em exclusivo esta funcionalidade. O seu funcionamento em conjunto com o GPS apresentou sempre a altimetria esperada para os locais onde estava.
Clicando nas imagens seguintes podem comparar em pormenor os tracks do Gerês Trail Adventure e do Ultra Trail de São Mamede no mapmyrun.com


Usabilidade do ecrã

Outro dos pontos que me despertava alguma curiosidade, era o anúncio do ecrã estar optimizado para uma boa visualização mesmo em condições de muita luminosidade. E confirmo essa mesma característica. A utilização do ecrã em ambientes com muito sol e muita luz, como aconteceu no UTSM, é bastante eficiente. Com um telefone “normal” a visualização do ecrã seria impraticável sob o sol do Alentejo, mas o Quechua passou com um satisfaz bastante mais este teste. Já a sua utilização sob chuva e bastante humidade, como aconteceu no Gerês, requer alguma habituação. O ecrã táctil apesar de funcionar molhado, perde alguma precisão ou pelo menos é necessário “apanhar o jeito” necessário a utilizar o ecrã táctil nestas condições. A camara traseira do telefone também sofre com a humidade, e não nos podemos esquecer de a limpar antes de a usar em ambientes húmidos ou as fotografias sairão “desfocadas” com a humidade na lente.
Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas

Um dos testes que me abstive de efectuar foi o da resistência ao choque. Não deixei cair o

telefone nenhuma vez e a utilização diária foi normal. Durante as provas o telefone foi sempre transportado na bolsa traseira da minha mochila, sem qualquer cuidado no seu posicionamento, muitas vezes por cima dessa bolsa ainda seguiam os bastões que me ajudaram nas subidas mais ingremes e que em alguns troços poderão ter sido uma dificuldade acrescida à recepção do sinal GPS com o telefone. No Gerês apanhámos de tudo um pouco: nevoeiro, humidade intensa, chuva intensa, e também algum sol e calor. No UTSM apanhamos sobretudo muito sol e calor com temperaturas muito perto dos 30º. Confesso que apesar da caixa de aparência bastante sólida e robusta com que este telefone é equipado, tinha alguma desconfiança no que diz respeito às protecções das ranhuras para USB/auscultadores e simcard/SD card, mas após o teste à chuvada do Gerês tenho de admitir que funcionam bastante bem, pelo facto de não ter sido manifestado nenhum problema relacionado com estas ranhuras.

Conclusões

Este não é um equipamento para quem quer o último grito de tecnologia. Pela sua dimensão e peso também não é um equipamento ideal para quem quer registar treinos e/ou corridas de estrada. Como pontos menos fortes deste equipamento destaco o tamanho e o peso; a ausência de software específico, o que obriga a alguma pesquisa pela loja da Google; a resolução do ecrã que poderia ser um pouco melhor.
É um equipamento com um desempenho diário “normal” bastante razoável ou bom, e um desempenho em montanha muito bom. O GPS é rápido é fiável, o altímetro barométrico pode ser de grande utilidade em provas ou passeios na alta montanha, o ecrã tem um bom desempenho debaixo de sol e uma utilização regular quando húmido ou molhado, e a bateria e respectiva autonomia são o ponto mais forte deste equipamento. Na minha opinião para passeios de montanha e treinos/provas de trail running onde se leve uma mochila ou cinto, este é um equipamento com bastante potencial, e que poderá substituir o transporte de outros equipamentos, carregadores e baterias.

Quero agradecer à Decathlon a possibilidade que me deu de testar este equipamento, e assim poder partilhar convosco todas as potencialidades do mesmo de um ponto de vista do corredor de trilhos.

Continuação de bons treinos e de melhores corridas!!!

UTSM – Ultra Trail de São Mamede – Live

É já às 00h00 deste Sábado dia 17, que terá inicio os 100 Km do Ultra Trail de São Mamede.


Esta é a terceira edição desta já mitica prova, e será a minha estreia em provas com três digitos.

O treino está feito e lá mais para o final da tarde de Sábado já poderei dizer se foi ou não suficiente para completar este desafio com sucesso.

A organização do UTSM proporciona uma plataforma online onde poderão acompanhar o desempenho dos participantes nas provas dos 100 Km. É a primeira vez que esta plataforma vai funcionar nesta prova e não há garantia que funcione a 100%, mas vale a pena passar por lá e tentar acompanhar a prova dos amigos e conhecidos.

Para acederem à plataforma cliquem aqui.

Também podem acompanhar todos os desenvolvimentos da prova no Facebook do UTSM, para tal cliquem aqui.

No Twitter também podem acompanhar com #UTSM.

Desta vez a equipa ACCVCAVI é composta por mim, pelo Vargas e pelo Mata.

Os nossos dorsais são:
493 Nuno Gião
492 João Vargas
556 João Mata


Sigam também outros amigos que aparecem de vez em quando em algumas aventuras partilhadas aqui no blog:

137 Hugo Fragoso
594 Nelson Marques
313 Paulo Raposo
399 Carlos Caetano
293 João Veiga
225 Bruno Regalo


A todos os participantes no UTSM votos de boa sorte e que chegem ao fim sem um empeno muito grande!!! 🙂

Trilhos do Almourol

A minha participação nos trilhos do Almourol não estava programada, mas uma desistência de um amigo e oferta do respectivo dorsal levaram-me até às terras do Entroncamento e a participar nesta bonita prova.

Á partida para os Trilhos do Almourol com diversos amigos companheiros das corridas


Algures pelos trilhos do Almourol

  

Lama e mais lama!…

Prova prevista de 42 Km mas que no meu caso acabaram por ter quase quase 45 Km e pouco mais de 1000 metros de desnível positivo. Se as subidas não foram acentuadas a lama presente em vários segmentos ao longo do percurso e em particular nos 5 ou 6 Km de prova, foram uma dificuldade acrescida mas também um teste à corrida num ambiente diferente. Estrategicamente optei por não correr muito nos segmentos de lama, pois esta prova foi apenas mais um treino rumo ao UTSM, e correr num ambiente assim poderia ser bastante susceptível a dar um trambolhão ou arranjar alguma lesão mais esquisita.

No final foram 44,8 Km corridos em 7h18, sob uma temperatura elevada, aqui e ali refrescada pela passagem nos diversos cursos de água que atravessam os trilhos marcados.

http://www.strava.com/activities/127621806/embed/9d763b75011cec6ca2e675af406adefa9d0260d0


Castelo do Almourol, este ano não houve passagem no interior.

A organização da prova foi boa e sem grandes falhas, excepto na medição do percurso que tinha mais 2 Km e picos para além dos 42 esperados, mas esta diferença, pelo que me contaram, é já tradição das edições anteriores. Abastecimentos em número suficiente e de acordo com o anunciado, com água, isotónico, fruta, batata frita, marmelada, etc., etc., o habitual nestas provas.

Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Resumo dos meses de Março e Abril

Os meses de Março e Abril foram destinados a preparar a participação nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede. Treinos sobretudo em ambiente de trilhos, a treinar desníveis acentuados, resistência física e mental, espirito de equipa e testar equipamentos. A complementar os treinos habituais, a participação nos 50 Km do Inatel Trail do Piodão, nos 42 Km dos Trilhos do Almourol e nos 107 Km do Carlos Sá Gerês Trail Adventure. Provas brutais que permitiram testar os mais diversos pisos e ambientes, desde lama a rocha dura, desde calor intenso a frio e neve, desde quilómetros rolantes a subidas e descidas insanas.

Carlos Sá Gerês Trail Adventure

Para a história do mês de Março ficam os seguintes números:

Contagem: 19 Actividades + 1 Prova
Distância: 347,70 km
Hora: 46:37:51 h:m:s
Ganho de elevação: 10759 m
Velocidade média: 7,5 km/h
Calorias: 6811 C

Trilhos do Almourol
Para a história do mês de Abril ficam os seguintes números:
Contagem: 13 Actividades + 2 Provas
Distância: 332,11 km
Hora: 49:59:31 h:m:s
Ganho de elevação: 12004 m
Velocidade média: 6,6 km/h
Calorias: 8460 C

Inatel Trail do Piodão
A nove dias do Ultra Trail de São Mamede o que havia a treinar está treinado. Agora é manter a forma, não cometer excessos nem de treino nem alimentares, e manter o ritmo até à partida.
Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Treino Nocturno – Get Ready for UTSM

O mote para o treino começava com:
“Com a aproximação de Grandes desafios, impõem-se Grandes treinos.
A proposta apresentada tem como objectivo principal testar o Equipamento e a Máquina para o MIUT, mas também serve para o UTSM, OMD e afins…”

Objectivo para 2014 concluir o UTSM – check!
Necessário testar o equipamento – check!
Necessário testar a máquina num desafio ambicioso – check!

Respondido o quiz da morte com 100% de respostas positivas, que decisão haveria a tomar senão a de participar neste enorme desafio?!

O Vargas ainda estava meio dentro meio fora e aqui o João Mata ainda se ria!!!

E digo enorme desafio porque o proposto era um treino de 55 Kms, com mais de 2500 metros de desnível positivo, a acompanhar alguns craques do pelotão no que às Ultra Maratonas diz respeito, num treino a começar à meia-noite para simular o início do MIUT e do UTSM.


E assim à hora combinada, meia-noite, lá estava no meeting point combinado, o bonito Palácio Nacional de Sintra. Feitos os cumprimentos e apresentações da praxe, o grupo de cerca de 20 atletas lá partiu para as entranhas da Serra de Sintra.

A noite esteve sempre fabulosa! Lua cheia e uma temperatura muito agradável para correr, pelo que nunca foram necessários casacos, luvas ou outros acessórios para o frio. O cenário apresentava-se perfeito para um excelente treino.

O percurso foi sempre espectacular, com passagem por trilhos e por paisagens fabulosas. Não faço ideia do nome de todos os sítios por onde passámos, mas o percurso que fizemos está aqui para quem gosta de ver estas coisas:

http://www.strava.com/activities/121060316/embed/a82ad7a1dc7ae985d419d535f8e75302eedbfc6b

A imagem que me ficou na memória foi a de algures ali para o Guincho, olhar para o mar, e ver a lua reflectida nas águas calmas do atlântico, e a iluminar uma fileira de árvores no cimo da falésia. Excelente imagem a preto e branco e daquelas que dava uma fotografia muito bonita.
Uma das paisagens que observámos.Crédito de todas as fotos: Paulo Pires.

Voltando ao treino, apanhou-se um pouco de tudo, incluindo saltar muros, vedações, ou passar por cima ou por baixo de portões trancados, em percursos quase sempre de terra, mas também alguns quilómetros com empedrado, e ainda alguns locais com muita pedra. As subidas, essas foram mais do que muitas, e reflectiram-se nos mais de 2300 metros de desnível positivo com que terminámos.

O portão não abria mas há sempre solução. Uns foram por cima outros foram por baixo 🙂

Por volta dos 32 Km, seriam umas 5 e picos da manhã, o grupo dividiu-se. Uns por encontrarem já empenados e outros por falta de tempo para fazer o percurso mais longo, decidiram ficar pela Malveira onde tinham carros à espera. Os resistentes seguiram pelo meio dos trilhos e logo com uma subida de respeito, a famosa “sai de gatas”, que confesso custou um bocadinho a subir, mas foi apenas mais um entre desafios. Depois mais trilhos, mais subidas, mais descidas, e com o tempo a passar muito depressa optou-se por encurtar um pouco o treino, tendo este terminado com 50 Km e não com os 55 Km inicialmente previstos. Eram cerca das 8h10 quando chegámos novamente a Sintra e ainda tivemos de esperar que a Piriquita abrisse às 8h30, para repor calorias com uns belos Travesseiro.

Foi um excelente treino, a primeira vez que corri 50 Km e dar muita confiança para as provas que aí vêm: UT do Piodão, Gerês Trail Adventure e claro o UTSM.

Só posso agradecer a todos os que participantes e em particular ao Didier que organizou o treino, pela boa disposição constante e pelos espectaculares momentos que passámos a correr madrugada fora.
Os companheiros de treino. A vista do pessoal a subir e a iluminar o caminho é sempre espectacular!

No que diz respeito aos testes de equipamento e da máquina, os resultados foram bastante positivos.


A mochila Raidlight Ultra Olmo mostrou-se bastante confortável e prática ao longo de todo o percurso, nunca se fazendo sentir os cerca de 4 Kg extra que levava às costas.

O relógio A-Rival Spoq 100, sempre a registar segundo a segundo toda a informação. Track carregado, sempre a mostrar informação clara acerca do percurso, e no final das 8 horas de corrida a bateria mostrava ainda 70% de capacidade disponível.

O frontal Led Senser H7R.2 simplesmente espectacular. Sempre a funcionar até pouco depois das 6 da manhã quando o clarear o tornou desnecessário, e sem grande gestão da luminosidade, sempre que era necessário acelerar mais um pouco os 300 lumens eram sempre imprescindíveis para evitar qualquer percalço, nem chegou a dar o primeiro aviso de bateria descarregada. É sem dúvida uma grande mais-valia para correr à noite.

A alimentação: alguns pormenores a afinar, mas o correr em grupo e com atletas melhores que nós também não permitem uma gestão da corrida com os nossos timings. Por volta das 6h começou a dar-me a fome e deveria ter parado 10 minutos para comer uma das sandes de presunto que tinha comigo. Mas como não parámos, não consegui comer a não ser umas barras que também levava comigo até chegarmos até Sintra. Desta vez não houve dores de barriga, a hidratação foi boa, e com uma gestão da corrida mais personalizada em principio este é um ponto que está sob controlo.
Eu, o Vargas e o Mata. O Mata já estava a olhar para o relógio e a pensar que estava na hora de se ir deitar 🙂

A máquina: Foi a primeira vez que corri 50 Km e senti-me bastante bem. É claro que a performance está longe ser a melhor, mas comecei nos trails há 3 meses pelo que há muita margem de progressão para melhorar. As subidas continuam a ser o ponto menos forte, mas com mais treino este aspecto melhorará. A descer e em plano não há grande problema e foi bom chegar aos 50 Km e perceber que poderia continuar por mais quilómetros sem qualquer problema. A gestão do esforço durante a corrida continua a ser talvez o meu ponto forte, e neste treino não foi diferente, e sem grandes aventuras de ritmo senti-me bem e confortável ao longo de todo o percurso.

Eu e o Vargas, a brilhar algures no meio do treino.

Um abraço especial para o Vargas e para o Mata, o primeiro porque vai ser o meu companheiro de aventuras nos três desafios que se seguem, e que foi convencido por mim a vir a este treino que completou igualmente com sucesso. E o Mata que se deixou convencer pelo Vargas a vir também treinar, e que terminou pelos 32 Km já com alguma dificuldade, mas é claro, melhores treinos e provas virão.


Continuação de bons treinos e de melhores provas!!!

O último grande teste antes do UTSM

Está definido o plano de treinos em modo competição, para preparação para o Ultra Trail de São Mamede.


São duas as provas em que irei testar a força nas pernas e na cabeça antes da grande aventura do UTSM:
  • Primeiro os 50Km do Ultra Trail do Piodão;
  • E a seguir os 105Km (em três dias) do Carlos Sá – Gerês Trail Adventure.

Se este último desafio for concluído com sucesso, estou convicto que a participação no UTSM será tranquila.

O Carlos Sá – Gerês Trail Adventure contará com duas equipas ACCVCAVI que na realidade serão só uma, eu, o João Vargas, o Rui Alegre e o Hugo Fragoso, iremos tentar completar este desafio levando connosco todo o espírito de entreajuda necessário a que os quatro cheguem ao fim com os 105 Km nas pernas.


Até lá ainda falta correr a Maratona de Sevilha cuja preparação tem sido cheia de percalços.
Ainda assim, mais depressa ou mais devagar, Sevilha será um passeio tranquilo e certamente mais rápido que a estreia do ano passado.

Continuação de bons treinos e boas provas!!! 

A primeira inscrição de 2014

No início de 2013, houve UMA ideia que me entrou na cabeça e não saiu mais até ao dia 28 de Julho; a participação na Ultra Maratona Atlântica (UMA). Nesse dia concluí a UMA e na realidade essa ideia não me saiu da cabeça, apenas foi revezada pela ideia de voltar a repetir a aventura em 2014.


Com a troca de UMA ideia fixa pela repetição dessa mesma ideia, outra ideia passou a RONDAr na cabeça. Sim, os 101 Km de Ronda andaram a rondar na minha cabeça até onteontem, altura em que a minha velocidade para sprintar na inscrição aos 101 Km de Ronda não foi suficiente para bater a dos outros 2500 atletas que se conseguiram inscrever e dos outros 764 que ficaram em lista de espera à minha frente. É impressionante como para nos inscrevermos numa prova de 101 Km tudo tenha de ser feito ao sprint. Sprint porque os 2500 lugares disponíveis esgotaram nos primeiros 11 minutos após a abertura das inscrições.

Falhado à nascença o objectivo Ronda, era urgente “afogar as mágoas” por os desígnios do destino não quererem que fosse até território de nuestros hermanos. A alternativa encontrada até está aqui mais perto, não irei correr 101 Km mas apenas 100 Km, isto na perspectiva, optimista claro está, de que não me irei perder pelos montes e vales da Serra de São Mamede e de que o track da prova estará correcto ao milímetro.

Hoje e após alguma espera para disponibilidade de novas vagas, efectuei a primeira inscrição de 2014 e lá me consegui inscrever no Ultra Trail de São Mamede, que é como diz a organização: uma viagem maravilhosa entre os castelos de Portalegre, Alegrete, Marvão e Castelo de Vide. 100% trail, 100% running, 100% calor humano, 100% a pensar no runner!

E é isto. Agora falta a parte não menos importante: treinar, preparar o corpo e a mente para a estreia oficial numa prova com três dígitos.

Continuação de bons treinos!!!